domingo, 20 de abril de 2008

DEPOIS DA CHANTAGEM, O SUBORNO

As palavras que seguem ganham mais força por serem de um colega dirigente sindical. Talvez assim os sindicatos não nos acusem de "caluniadores". (A este propósito veja ou reveja o "post" PONTO 8 DA NEGOCIAÇÃO VAI DAR QUE FALAR)


Depois da chantagem, o suborno. O ME, prosseguindo na sua estratégia pacóvia, primitiva e arcaica de "dividir para reinar", propôs aos Sindicatos, na reunião de 8 de Abril, dois pontos de negociação que, não fosse o historial de comportamento político a que já nos habituaram o trio ministerial da deseducação, pensaríamos que tinham sido afectados por algum vírus da generosidade. Ora atente-se a algumas das suas propostas: ponto 7) criação de mais um escalão remuneratório para a categoria de Professor Titular; ponto 8) estabelecimento de regras especiais de acesso à categoria de Professor Titular para… (entre outros, imagine-se a quem), Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais (em maiúsculas que fica bem!).

Já tinham isolado os Contratados (em maiúscula que também merecem) com a ignóbil chantagem que todos conhecem; agora querem subornar (!?) os Titulares e os Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.

Nada obsta a que os Sindicatos negoceiem e que nessa negociação, necessariamente, façam algumas cedências. Por isso, é admissível e até compreensível, alguma cedência na avaliação dos Contratados. Mas, os Professores exigem que o essencial da Resolução aprovada, no dia 8 de Março, por dois terços dos Docentes, seja respeitado. Nunca é demais recordar esse facto.

Alguns pontos essenciais dessa Resolução:

    1. a) Renegociação dos horários dos Professores Avaliadores;

    b) Exigência de pagamento das horas extraordinárias, relativas às aulas de substituição;


    2. a) Renegociação do ECD, particularmente, a estrutura da Carreira Docente e a sua divisão em categorias, bem como a prova de ingresso na profissão;

    b) Renegociação do Regime de direcção e gestão escolar;

    c) Renegociação da legislação aprovada sobre a educação especial;

    f) A garantia de que nenhum Docente será remetido para a mobilidade especial.


Relativamente à avaliação dos Professores é absolutamente imprescindível uma posição de força em relação a alguns aspectos que atentam contra a dignidade profissional, nomeadamente:

    - Fim da Divisão da Carreira em duas;

    - Recusa liminar de fazer depender a progressão na Carreira dos resultados dos alunos e do abandono escolar;

    - Renegociação da componente assiduidade na avaliação, recusando que as faltas não imputáveis aos Docentes entrem nesse item de avaliação;

    - Renegociação do modelo de avaliação pelos pares.


Os professores estão atentos. Nunca como agora depositaram um voto de confiança na Acção Sindical. É forçoso que os seus Dirigentes não os desiludam!

José Rui Rebelo, Professor na Esc. Sec. de Barcelos e Dirigente Sindical

      1 comentário:

      Dialógico disse...

      Ainda sobre este Concurso de Titulares e apropósito de um Entrevista de hoje dada pela Sra. Ministra:

      Este Concurso de Titulares, fez com que Professores de 8º escalão passássem à frente de colegas de 9º e de 10º Escalões. Como se a experiência Profissional não fosse uma mais valia!?
      Como pode ter sido um Concurso que colocou os mais experientes à frente das Escolas? Como pode ter sido um Concurso justo?

      Este Concurso promoveu colegas Licenciados, que vão avaliar Mestres em Educação?
      Como pode ter sido um Concurso que, segundo a Ministra, colocou os mais experientes à frente das Escolas? Como pode ter sido um Concurso justo?

      Este Concurso de Titulares permitiu que colegas fossem promovidos a Chefes com os mesmos pontos que outros que não foram promovidos nas mesmas Escolas, porque as Vagas nos Departamentos eram diferentes e os Cargos pontuados eram os Administrativos.
      Como pode ter sido um Concurso que colocou os mais experientes à frente das Escolas? Como pode ter sido um Concurso justo?

      Este Concurso de Titulares colocou em pé de igualdade, em termos de assiduidade, um Professor que faltou 8 vezes por ano e um Professor que não teve uma única falta. Zero faltas por ano e 8 Faltas teve a mesma pontuação.

      Como pode ter sido um Concurso que colocou os mais experientes à frente das Escolas? Como pode ter sido um Concurso justo?

      Este Concurso de Titulares desvalorizou carreiras/percursos de investigação, Professores Formadores de Professores, Orientadores de Estágios e promotores de Projectos internacionais. Nestes casos apenas pontuou os Orientadores de Estágio com 5 pontos por ano, quando se sabe que estes seriam os mais aptos a avaliar os colegas, porque o fizeram em colaboração com as Universidades.

      Como pode ter sido um Concurso que colocou os mais experientes à frente das Escolas? Como pode ter sido um Concurso justo?

      Este Concurso de Titulares valorizou quem teve Cargos Administrativos nos últimos 7 anos, esquecendo uma Carreira inteira de pessoas dedicadas à P*rofissão.
      Como pode ter sido um Concurso que colocou os mais experinetes à frente das Escolas? Como pode ter sido um Concurso justo?

      Este Concurso de Titulares, despromoveu Chefes, que agora passam a ser subalternos. Coisa nunca vista em lado nenhum!
      Como pode ter sido um Concurso que colocou os mais experientes à frente das Escolas? Como pode ter sido um Concurso justo?

      Este Concurso de Titulares, não pontuou as Actividades de dinamização das Escolas, como serviços que os Professores conseguiram para as escolas (UNIVA´s, Gabinetes de Psicologia, Clubes de Cinema equipados pelos Professores que andaram de porta em porta a pedinchar, Projectos Internacionais).

      Como pode ter sido um Concurso que colocou os mais experientes à frente das Escolas? Como pode ter sido um Concurso justo?

      NÃO! Este Concurso apenas pontuou quem teve a SORTE (foi um Concurso de SORTE(S), uma Lotaria Administrativa)... a SORTE de ser Chefe de Departamento nesses 7 anos de Concurso, quem esteve nos Conselhos Executivos e pouco mais. Os outros cargos, actividades, projectos foram desvalorizados ou pura e simplesmente ignorados! Pior para aqueles que democraticamente ofereciam o Cargo aos colegas, muitas vezes por uma lógica de rotatividade de trabalho.

      Pode ser que se reponha a justiça com um novo Concurso. mas o que não se pode dizer, ISSO NÃO, é que este Concurso colocou à frente das Escolas os melhores e os mais experientes de entre os Professores.

      Vargas

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