PARA: Sindicatos de Professores
PARECER
Reunidos em assembleia, os professores desta Escola, abaixo assinados, após uma análise pormenorizada do Memorando de Entendimento entre a Plataforma Sindical e o Ministério da Educação, são de opinião que o mesmo não satisfaz as reivindicações dos docentes recentemente expressas na Marcha da Indignação do dia 8 de Março, a saber:
1. a imediata alteração do ECD, condição essencial para o prosseguimento das negociações;
2. a suspensão e renegociação do actual Modelo de Avaliação de Desempenho;
3. a revogação do novo Modelo de Gestão;
4. a eliminação da Prova de Ingresso na Carreira;
5. a revisão da legislação que enquadra o Ensino Especial.
Assim sendo, e, em particular, no que diz respeito aos dois primeiros pontos acima assinalados, reafirmam a tomada de posição assumida, a nível departamental, no passado dia 9 de Abril (cf. documento que se anexa à presente declaração). Os docentes manifestam estranheza pelo facto de a Plataforma Sindical considerar o Memorando de Entendimento uma vitória da classe docente, quando, na realidade, se trata de um documento que não apresenta avanços significativos relativamente ao anteriormente proposto, tanto mais que não contempla nenhuma das exigências subscritas por estes professores no documento acima referido. Face ao exposto, recomendam que:
1. não se ratifique o Memorando;
2. seja suspenso o DR n.º 2/2008, de 10 de Janeiro;
3. se retome o processo negocial;
4. se estabeleça como meta para a conclusão da negociação o final de Julho de 2008, de modo a garantir o normal funcionamento do próximo ano lectivo.
Assim, os professores propõem como acções de luta:
1. a realização de uma nova marcha da indignação docente num sábado de Maio;
2. a distribuição de comunicados à população e, em cada escola, aos encarregados de educação, que os esclareçam sobre os problemas da escola pública;
3. a manutenção das acções de contestação, de acordo com o calendário previsto;
4. a realização de greves parciais às reuniões de avaliação.
Os professores desta assembleia tomam a iniciativa de divulgar a presente tomada de posição, de modo a que todos os interessados a possam subscrever.
Escola Secundária D. Afonso Sanches
Vila do Conde, 15 de Abril de 2008









9 comentários:
Espero que os sindicatos não cometam mais uma vez outra traição à luta dos professores. Nunca a classe esteve tão unida e mobilizada como agora e certamente nunca voltará a estar...é preciso que os sindicatos tomem consciência da FORÇA que neste momento têm, que lhes advém da mobilização maciça dos professores e não apenas da representatividade dos seus sindicalizados. A ministra cederá perante a nossa união, não podemos recuar agora, seria um erro estratégico ... não esqueçamos que esta maioria absoluta já tem menos de um ano pela frente e que para o ano há eleições ...Aos colegas dirigentes sindicais pergunto: a montanha vai parir um rato?
O tal ponto 8 no fim da Ordem de Trabalhos, é inoportuno e é indigno. A reunião deveria ter começado com um ponto prévio exigindo a anulação do ponto 8. E não estaríamos talvez, agora, todos nesta descrença fundamentada!...
A aceitação desta matéria é a assinatura tácita da divisão da carreira contra a qual os 100.000 lutaram. Ainda iremos agora a tempo de salvar alguma coisa?
Deolinda
Espero que a Plataforma não faça o mesmo que aconteceu aquando da negociação do E.C.D., nos idos de 80(19...), em que o AGORA Prof. Doutor Teodoro dos Santos e outros ,acabaram por nos "entregar a preço baixo", ( ainda hoje sofremos com isso ), quando os Professores TAMBÉM estavam unidos na luta.
A traição foi feita... mais uma vez.
O movimento dos professores unidos não deve recuar, deverá continuar.
Foi cometido um erro estratégico. Mais uma vez os sindicatos traem-se uns aos outros....pergunto-me...a continuar assim valerá a pena ser sindicalizado?
Foi por estas que eu prometi que nunca mais faria greve!...
Mas
fui à manifestação,
mas
mais uma vez os sindicatos não tiveram em consideração a vontade dos professores!!!
Creio que desta vez seria de esperar uma força maior dos sindicatos num momento em que o discurso da Ministra está a ser contrariado totalmente pela realidadde das nossas escolas, pelo desencanto e falta de motivação dos professores, pela tomada de consciência dos pais de que algo vai mal e está a ficar pior ... Os portugueses vêm o quanto espírito de sacrifício têm os professores, os únicos capazes de aguentar a pressão da injustiças sucessivas deste Mionistério e dos atentados contra a sua dignidade e o seu profissionalismo. Os únicos que colcoam os interesses das crianças e jovens deste país acima dos seus próprios interesses. Esta Ministra é a única responsável pelo incremento da agressividade dos alunos. Os professores apenas lutaram por "Mais e Melhor Educação" e calaram as suas vozes perante a Falta de Meios e de condições de trabalho nas Escolas Portuguesas... Desde recursos a equipamentos e conforto para todos os alunos e não só para algumas escoals como a da Parque Expo... Um LUXO atentatório da dignidade dos filhos da maioria dos portugueses, só porque a frequentam os fiolhos de cidadãos que se julgam "mais iguais" que ops filhos dos pobres... S precisamente os que mais têm aqueles que mais recebem da Escola... É nessas escolas que os políticos investem o máximo: para os seus filhos, claro, quando é o caso de frequentarem a escola pública...!
Termino desafiando os leitores a terem a coragem de abrir os olhos e de ler:
http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/13795.html
Na minha escola, Secundária Sebastião da Gama de Setúbal, mais de 100 professores votaram contra a assinatura do acordo sindicatos/ministério. E o que é que aconteceu? Os Sindicatos traíram a classe. Chegou a hora de dizer vasta a estes senhores.
Eu acho que devemos exigir o cumprimento rigoroso das 35h de trabalho na escola. Além disto, cada um de nós deve começar a requisitar todo o material necessário para o exercício das nossas funções.É capaz de mexer um bocadito com o sistema - é que a acção é individual mas o impacto é global. Assim teríamos direito a fins de dia, fins de semana e nada de tirar ao sono para preparar aulas, corrigir testes, fazer testes e tudo o mais que está associado à nossa profissão.
Ao aceder ao 8º escalão em Abril de 2003,parece-me um Direito Adquirido,após 3 anos de serviço,o cumprimentointegral da Formação Creditada,ter uma Avaliação no final do Módulo de tempo de serviço e transitar para o Índice 299.O que em situação normal,teria acontecido em Abril de 2006.Portanto,afim de repor a mais elementar justiça,é fundametal que todos os Professores nesta situação ou equivalente,sejam abrangidos pelo Regime Especial de Reposicionamento Salarial,(Artigo 12º das Disposições Transitóias do D.L. 15/2007 de 19 de Janeiro.Nós também estavamos em processo de avaliacão,tendo frequentado Acções de Formação e obtido os respectivos Créditos.Se o Tempo de serviço nos foi congelado,(o que nos é inimpotável),não devemos ser duplamente prejudicados,não nos sendo facultado,a oportunidades de completarmos o restante tempo de serviço.
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