Professores protestam junto ao Ministério apesar do acordo
Entendimento com Ministério não põe em causa objecções de fundo
A plataforma sindical de professores promove uma concentração esta noite, em Lisboa, em frente ao Ministério da Educação, no âmbito das "segundas-feiras de protesto" definidas após a "Marcha da Indignação" de Março, que juntou cerca de 100 mil professores no Terreiro do Paço.
Com o entendimento alcançado entre o Ministério da Educação e os sindicatos - sobre aspectos como a avaliação simplificada (e sem efeitos imediatos) e o adiamento da aplicação do novo regime de gestão das escolas -, a concentração de hoje não terá a carga emocional de tempos recentes. Porém, disse ao DN Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma, "não havia motivo" para que não se realizasse.
"A oposição às questões de fundo da política educativa deste Ministério da Educação, no Estatuto da Carreira Docente, no Ensino Especial, mantém-se", explicou. "Salvámos o terceiro período, e evitaram-se outros protestos mais graves, como as greves, mas não há razão para se alterar o que ficou definido na marcha".
[...]
O calendário de protestos prevê ainda duas acções a 5 e 17 de Maio.
In Diário de Notícias.
PROTESTO - SEGUNDA-FEIRA, 28 de Abril
Todos à rua!
Lisboa
21:00 H - Frente ao ME – Av. 5 de Outubro
Assim, os professores e educadores concentrar-se-ão no dia 28 de Abril:
• PELA RENEGOCIAÇÃO DO ECD, os professores reafirmam a sua oposição determinada ao modelo de avaliação de desempenho, à fractura da carreira, à degradação e sobrecarga dos seus horários de trabalho e à inaceitável instabilidade que se vive na profissão, à 'prova de ingresso' na profissão!
• PELA RENEGOCIAÇÃO DO REGIME DE DIRECÇÃO E GESTÃO ESCOLAR, os professores exigem a avaliação do actual modelo e afirmam a sua disponibilidade em contrariar as pretensões do ME.
• PELA RENEGOCIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES À EDUCAÇÃO ESPECIAL, os professores reafirmam a defesa dos princípios da Escola Inclusiva.
• PELA VALORIZAÇÃO E INVESTIMENTO NO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO, os professores exigem respeito pela liberdade académica e pela condição profissional.
• POR MEDIDAS QUE PROMOVAM A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO E DO ENSINO E PELA REDUÇÃO DO DESEMPREGO E DA PRECARIEDADE.
• PELA GARANTIA DE QUE NENHUM DOCENTE SERÁ REMETIDO PARA A 'MOBILIDADE ESPECIAL'.
• PELA SUBSTITUIÇÃO DO MODELO DE AVALIAÇÃO IMPOSTO PELO ME por um outro construído pelos professores e educadores.
• PELO RESPEITO PELA LIBERDADE E PELOS DIREITOS SINDICAIS.










1 comentário:
Estive lá... não deu para o desgaste da sola dos sapatos... uma tristeza... PARABÉNS SINDICATOS: CONSEGUIRAM A DESMOBILIZAÇÂO!
Enviar um comentário