quarta-feira, 18 de junho de 2008

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Conjuntura: Construção de escolas e hospitais baixou 28% nos últimos 12 meses

Porto, 17 Jun (Lusa) - A construção de escolas, hospitais e outros edifícios não residenciais públicos baixou 28 por cento no trimestre Março-Maio relativamente ao mesmo período de 2007, revelou hoje a federação do sector.

Segundo o relatório de conjuntura de Junho da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (Fepicop), a produção do segmento de edifícios não residenciais registou no trimestre terminado em Maio uma redução de quatro por cento face ao período homólogo de 2007.

"Esta redução é provocada pela quebra de 28 por cento na construção de edifícios não residenciais públicos (escolas e centros hospitalares), uma vez que ao nível dos edifícios residenciais privados assiste-se a uma subida de 4,85 por cento da produção", salienta a federação.

Os edifícios destinados aos sectores dos transportes, telecomunicações e turismo foram os que mais contribuíram para o crescimento da construção no segmento não residencial privado.

O abrandamento da economia portuguesa está a ter reflexos no sector da construção, como se verifica no Índice de Produção Fepicop, que "desde Fevereiro vem revelando uma trajectória descendente, até atingir em Maio uma variação negativa de menos 3,8 por cento em termos homólogos trimestrais".

"O segmento que mais contribui para a actual redução da produção é o residencial, que representa 42 por cento do sector e cujo índice apresentou, em Maio, uma variação de menos 8,9 por cento, face ao período homólogo, vivendo o sétimo ano consecutivo de crise", lê-se no relatório.

Para a Fepicop, "esta crise no imobiliário é um reflexo do novo adiamento da saída da crise estrutural que o país atravessa e que está a afectar fortemente as famílias, devido ao aumento das taxas de juro e da inflação, que reduziram a capacidade de contracção de novos créditos imobiliários".

Outros sinais da crise são a redução de cerca de 27 mil trabalhadores da construção no primeiro trimestre de 2008 e a diminuição de 8,2 por cento do consumo de cimento, em termos homólogos, nos primeiros quatro meses do ano, realça a federação.

No segmento da engenharia civil, registou-se nos primeiros cinco meses de 2008 uma subida de 71 por cento do valor dos concursos abertos, que, no entanto, contrasta com a queda de 11,3 por cento das adjudicações de obras públicas.

O Indicador de Confiança do Sector da Construção regista uma subida anual de 4,5 por cento, mas continua abaixo da média de longo prazo.

Na Zona Euro, o mesmo indicador regista um comportamento contrário, apresentando uma variação anual de menos 5,7 por cento, mas ainda acima da média de longo prazo.

In Rtp (sublinhado nosso).

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