segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A DESPROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE

A desprofissionalização e/ou proletarização da Docência interessa à classe dominante. Desqualifica o seu trabalho aos olhos da opinião pública para lhes poder pagar menos e assalariar, sem horário definido e sem direitos claros e objectivos. É o que se passa hoje! Não acreditam? Investiguem! Foi assim no Estado Novo com as Regentes, que substiuíam as Professora primárias. É hoje, com um Horário pós-lectivo muito pouco claro, que pode chegar às 40 ou mais horas semanais.

Por outro lado, os poderosos precisam de subalternizar a Classe profissional mais informada. Os professores são a massa cinzenta e crítica de um País. São alvos a abater! Pensam! Têm a informação do seu lado. Na Formação que realizaram aprenderam a ser críticos e reflexivos. São competências perigosas!

Os Professores foram a primeira classe profissional a ser perseguida em 1928 (ou 1936, por altura da Reforma do Ensino Secundário). Estavamos em pleno Estado Novo!

Basta ler as “Estórias da História” e ver as semelhanças!

Também se se apostar na imbecilização dos Jovens com “Falsas Oportunidades” conquista-se a opinião pública e alimenta-se a mediocracia! Ou seja, em vez do poder efectivo do Povo (Democracia) aposta-se na Propaganda. Faz-se política na TV, enquanto se deveria fazer cidadania nas Escolas (se é que me entendem!?)

A perseguição faz-se hoje através de uma Avaliação incompreensível, que ainda ninguém percebeu exactamente como se deve operacionalizar. Faço um desafio: perguntem aos Professores e aos maiores entendidos neste Modelo de Avaliação COMO SE PÕE EM PRÁTICA ESTE MODELO? Vão ter muitas respostas, muitas delas desencontradas e com muitas dúvidas à mistura. Não há o mínimo de objectividade nem de Justiça neste processo todo.

Agora pensem: COMO SE DEVEM SENTIR OS PROFESSORES QUANDO ESTA AVALIAÇÃO INCOMPREENSÍVEL VAI DECIDIR SOBRE O SEU DESTINO PROFISSIONAL???

Estou preocupado com tudo o que se está a passar nas Escolas e na política (na gestão pública das coisas), porque a política é (deve ser) isso mesmo: A GESTÃO DA POLIS e não a GESTÃO DA IMAGEM MEDIÁTICA.

Pedro Vargas


(Recebido por e-mail)

3 comentários:

Anónimo disse...

Concordo contigo.
Sou prof tb e, ao fim de vários anos, vejo que o verdadeiro sentido (e essência) do "ensinar" está a deixar de existir. Começa a existir demasiada preocupação com a papelada (burocracia) e nós (professores) começamos a não ter tempo para nos dedicarmos a materiais - que levam tempo a serem elaborados. Também começamos a ficar esgotados de tanto tempo na escola. Ainda por cima (e como se não chegasse) temos de estar na escola cada vez mais horas. Para a minha área (Educação Musical), a escola não oferece materiais suficientes... Tenho de fazer em casa pk tenho material lá! Mas se a escola me obriga a estar nela tanto tempo, como vou ter cabeça e tempo para os fazer em casa? Já nem meto as cenas familiares no meio para não ser demais. Sinceramente estou a ficar mesmo farto disto!!! Mas nós também temos culpa nisto. Nunca nos juntámos a sério. Nesta classe, infelizmente, sempre olhámos para os nossos umbiguinhos! Houve alturas em que nos deveríamos ter unido e muito e fizemos o contrário... ENFIM.... :(
Abraços para ti que fazes o blog e mostras o que deviamos todos (TODOS os professores mesmo) fazer.

Anónimo disse...

O problema é que não há reacção a este ataque.
Pessoas de formação superior e esclarecidas encontram-se, tal como a restante população, anestesiadas!

Anónimo disse...

....PORQUE, MUITOS AINDA PENSAM NAS IDEOLOGIAS POLITICAS E NÃO NA SUA VERDADEIRA CLASSE PROFISSIONAL.

.... NADA PASSA NAS TVS NACIONAIS !!!

PARECE QUE VIVEMOS NUM MAR DE ROSAS

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