Veja-se o que dizem os Investigadores:
Ritual de distribuição de diplomas é do século XIX
"Revela uma orientação de política do Governo, contrária ao ideário socialista, de onde emerge o Governo."
"O ritual de distribuição de diplomas é do século XIX, das escolas republicanas do século XIX. Um momento solene empertigado com a presença das autoridades sociais, significando o término de um ciclo com êxito. Um ritual apropriado pela cultura anglo-saxónica, pelos Estados Unidos da América, sendo que Portugal foi apropriar-se desse antigo ritual e pretende aplicá-lo a jovens do século XXI."
"Tratam-se de rituais antiquados o que prova a falta de originalidade das políticas em curso."
"A distribuição de dinheiro aos alunos que se distinguiram, é coisa que os republicanos não ousariam. Nunca comprariam os alunos com prémios. Isso é contemporâneo e pertence a uma visão mercantilista e empresarial da escola, em que os prémios correspondem aos prémios de produção, atribuídos aos trabalhadores."
"Não se compagina com os valores culturais e de desenvolvimento humano e social e de política de cidadania da escola. Estes gestos, que podem vir a ser acolhidos por alguns, farão rebentar estas contradições e esta forma pouco coerente de conceber a educação dos portugueses. É que os prémios prendem-se com outras artimanhas de gestão do sistema, como os sociólogos do governo sabem bem. Premeiam os alunos do secundário que não precisam de dinheiro. Aguarde-se e confirmar-se-á como o feitiço se virará contra o feiticeiro."
"Aliás, esta contradição aplica-se a outras áreas na Educação, como com a profissão docente, em que o controlo extensivo do trabalho dos professores acentuará a proletarização da função docente, numa altura em que devíamos construir a profissionalidade docente. Estas medidas de hipercontrolo dos professores geram uma depreciação do Estatuto e dos efeitos que deveria proporcionar (autonomia, autoridade e reconhecimento)."
"Este tipo de avaliação de desempenho tem uma lógica de vigilância. Para ser barato entregou-se aos professores todo o processo burocrático, o que vai provocar tensões internas desagregando a profissão."
"A sobrevivência deste grupo profissional, levará, no entanto, à destruição do que este Governo está, erradamente, a querer construir. No plano histórico-cultural esta política não vai resultar." / S.N
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Rui Trindade
Docente da Faculdade de Psicologia
e Ciências de Educação da Universidade do Porto










3 comentários:
É muito importante a veiculação destas opiniões e de pessoas de sectores que não o da educação.
Infelizmente, quando os professores alertam para o mal que se está a fazer, a opinião pública diz que ganham muito não querem trabalhar.
Definitivamente, a única maneira de reverter este " aborto legislativo" é votar NÃO nas próximas eleições e no decorrer deste ano OBRIGAR a MINISTRA a falar mais em público para vermos bem os tiques da autocracia e ditadura já bem sentida em Portugal, a começar pela ausência da LIBERDADE DE EXPRESSÂO
A imagem ( soft )da Educação em Portugal, pode ser vista no meu canto... sem muitas palavras
Abraços
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