1. Manifestar o seu profundo desacordo relativamente ao modelo de avaliação definido, pois a arbitrariedade, a complexidade, a subjectividade, a lógica burocrática, a incoerência e as injustiças que o caracterizam ou dele decorrem:
- constituem uma séria violação da singularidade e da humanidade próprias da relação pedagógica;
- constituem uma inaceitável afirmação de desconfiança pelo trabalho profissional dos docentes;
- comprometem o desempenho digno do trabalho dos professores;
- criam graves factores de conflituosidade entre pares;
- geram um mau ambiente de relacionamento inter-pessoal nas escolas.
Em consequência, a qualidade da educação é seriamente posta em causa, afectando negativamente as aprendizagens dos alunos, afinal a primeira razão de ser da escola.
2. Solicitar ao Conselho Executivo e ao Conselho Pedagógico que suspendam o processo de avaliação do desempenho na nossa escola.
O desenvolvimento do processo com vista à avaliação do desempenho não respeita o que determinam os artigos 8º e 14º do próprio Decreto Regulamentar nº 2/2008, uma vez que o Regulamento Interno, o Projecto Educativo e o Plano Anual de Actividades não se encontram aprovados por forma a enquadrar os seus princípios, objectivos, metodologias e prazos.
Suspender o processo de avaliação permitirá: (1) recentrar a atenção dos professores naquela que é a sua primeira e fundamental missão – ensinar; (2) que os professores se preocupem prioritariamente com quem devem – os seus alunos; (3) antecipar em alguns meses a negociação de um outro modelo de avaliação do desempenho docente, quando já estão em circulação outras propostas, radicalmente diferentes e surgidas do meio sindical.
3. Solicitar ao Conselho Pedagógico a não aprovação dos instrumentos de registo elaborados pela Comissão Coordenadora da Avaliação do Desempenho da nossa escola.
Évora, 28 de Outubro de 2008.









1 comentários:
Parabéns aos colegas da Escola Sec. André de Gouveia.
Força Professores!
Abraço solidário.
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