Se é verdade que os professores estão "a rebentar pelas costuras", não deixa de ser menos verdadeiro que há que ser cauteloso.
São duas as tendências que se vão sentindo:
- os que já não suportam mais e o grito deve ser imediato;
- os que julgam que é necessário que o "monstro" cresça um pouco mais para, depois, rebentar.
Tenho algumas dúvidas se os sindicatos embarcarão na manifestação de 15 de Novembro, pois tenho como certo que preferirão uma lá mais para Março ou Abril – até por questões eleitorais. Aliás, não é por acaso que a FENPROF anunciou que pode organizar uma manifestação até ao final do ano (ver no blogue ou no jornal Público).
Por outro lado, duvido de que os sindicatos se deixem ultrapassar por um movimento que leve para a rua 30 ou 40.000 professores. Se assim acontecer, será, só por isso, um acontecimento histórico: sem o comando dos sindicatos nunca foi se reuniu muita gente!
Seja como for, convém recordar que a Marcha da Indignação foi precedida de pequenas manifestações.
Assim, a manifestação, no dia 15 de Novembro, poderá ser um bom ingrediente de desgaste para o Ministério e Governo e o prenúncio de uma mega-manifestação superior à de 8 de Março.
Esta, que se espalha já à velocidade da tecnologia, não será da mãe de todas as manifestações - essa pode, sim, senhor, ficar lá mais para Março ou Abril -, mas poderá ser a demonstração da nossa revolta e o desabrochar da “Marcha da Educação e do Futuro”.
Aí reivindicar-se-á tudo o que foi espezinhado e recuperaremos, então, a nossa dignidade e assumiremos a responsabilidade pelo futuro da Educação em Portugal.










78 comentários:
No lugar da eventual manif em Lisboa no dia 15 de Novembro, não teria mais impacto adiá-la para melhor organizar e mobilizar, alterando o destino: com toda a consideração e respeito pela religião, uma ida a Fátima, pedindo protecção para os profs e alunos, contra os maus tratos do ME, não teria mais impacto na população e na política do país?
Januário Pires
Januário
Então não é que está aí uma excelente ideia?
Porque é que ainda ninguém se tinha lembrado disso?
Vamos nessa.
Manifestação sem Sindicatos é uma excelente ideia. Eles não estão a defender os nossos interesses, mas sim "o seu próprio calendário"...
Fátima... estou de acordo, só espero que não venham dizer que é uma manifestação de católicos e afastar alguns professores.
Não gostaria de ver a nossa manifestação relacionada com religião. Penso que o aproveitamento político que os sindicatos fazem já é suficiente remédio amargo de tragar.
A nossa agenda não é política, é de ética e respeito.
Ir a Fátima representa para mim um retrocesso ao passado. Para isso já temos o suficiente. Nunca conseguirei lá ir!
Sou de Loures, mas vou até ao fim do mundo, se esse for o local da manifestação.
Eu fazia esta manifestação longe do período eleitoral. É importante que o Governo, o Presidente da Républica e restantes entendam que as nossas exigências se prendem com a Educação e não com as eleições.
Fica aqui provado que o medo já impera, bem como a desolação e o comodismo. Com ou sem sindicatos, sejamos 30 ou 70 mil, vamos a Lisboa sem receios. Onde está a nossa dignidade? a melhor defesa é, sempre, o ataque
Distanciemo-nos dos sindicatos! Eles não nos têm defendido em nada. Nós é que, através dos movimentos de preservação da nossa dignidade e de defesa da verdadeira qualidade da Educação, contra o ME, bem como das acções de sensibilização da opinião pública para os sucessivos atentados contra a Escola Pública e contra as expectativas de um futuro de desenvolvimento e prosperidade para o País, lhes temos proporcionado oportunidades excelentes de aproveitamento com fins políticos e não só.
Devemos deixar bem claro que a nossa luta não é política nem, muito menos, partidária. Lutemos contra a colagem dos sindicatos e dos partidos políticos e mostremos-lhes o nosso desprezo, através da dessindicalização maciça, obrigando os sindicalistas a regressarem às escolas e a viverem no terreno "A Verdadeira Sensação da Profissão Docente".
Acho extremamente confrangedor para a nossa carreira docente a atitude de alguns colegas que vêm aqui para demonstrar a sua colagem à política educativa deste governo.
Quem estiver contra a realização da manifestação a 15 de Novembro é porque lhe interessa pessoalmente que a manifestação não se realize.
Mais palavras para quê?
Embora eu não possa obrigar ninguém, sugeria a todos os que enviam os comentários como "anónimo" que, pelo menos, no final do comentário colocassem o nome.
Esta é também uma forma de darmos a cara e evitarmos os críticos do anonimato, muitas vezes com razão!
Ergamo-nos, tal como escreve o Luís Costa, num belo poema que podem ler na entrada "ISTO É QUE É GENTE DE..."
A alguns mais distraídos, sugiro a releitura das minhas últimas palavras:
"Por mim, estarei em todas... até que seja reposto o sentido do meu trabalho ao longo da vida e possa vislumbrar, de novo, no horizonte, a possibilidade de sobrevivência do meu País!"
Para mediano entendedor...
Penso da mesma forma... porém começava a testar pequenos encontros descentralizados e sem aviso para se criar o espírito que se criou no ano passado...
Dever-se-ia tentar que pelo menos os partidos presentes na assembleia expressassem, claramente, o que pensam sobre as questões da educação... e o tempo é agora, senão, com este ou aquele, ficará tudo na mesma, já que é mais fácil de manter depois de o trabalho sujo, emuito sujo, ter sido feito... O PSD, por exemplo, deveria ser bem apertado para que se clarificasse.
Eu não tenho forma de o fazer, mas talvez outros ou este movimento o consigam.
Um abraço,
quink644
Por mim, penso que a Manifestação deveria ser imediata para marcar posição de força.
Não deveriamos de ter os sindicatos que nos traíram na manifestação nem a controlá-la.
Há colegas já a fazer cartazes para a manifestação dia 15 em Lisboa.
Não podemos andar com amnifestações regionais, o tempo é escasso para todos nós e a avaliação está em andamento.
Assim julgo que a manifestação deveria ser em Lisboa, e logo se seguiriam outras.
O estado de espírito actual estampado pela generalidade dos professores nas escolas é garantia absoluta do êxito de uma grande manifestação no dia 15 de Novembro.
POIS, POIS... COLEGA JANUÁRIO, FIA-TE NA VIRGEM E NÃO CORRAS...
100% de acordo com o post!
Esta revolta não pode ser reprimida e a concentração em 15 de Novembro servirá para dar algum alento a todos (e são muitos) os que se sentem achincalhados com toda esta situação. Também é bom para a opinião pública perceber o que nos vai na alma e para os sindicatos também perceberem que não são os únicos agentes de mobilização dos professores. No entanto é bom notar que não será aqui que se irá dar o volte-face.
Para isso Há que deixar crescer o "monstro" e ver no terreno as suas consequências.
Desgaste e erosão antes do ataque final!!
Januário Pires,
Parece que o levaram (mesmo) a sério!
Lá diz o ditado "Fia-te na virgem e não corras!" ...
A minha posição sobre a matéria em debate é a do Ilídio e vice-versa. Estive, estou e estarei na primeira linha de combate até que gente inqualificável, sob todos os pontos de vista, continue a tentar prejudicar tão gravemente o futuro de todos, que é também o "presente" de todos.
O blog do MUP está disponivél para ajudar a enquadrar todos os desígnios dos professores e lhes dar voz.
E caso seja imperativo, de lhe proporcionar também uma liderança pontual e enquadradora neste momento histórico da luta dos professores.
Ana (anahenriques)
Lisboa 15 de Novembro.
Nada tem que ser igual ao ano anterior.
Que interessa se é com ou sem sindicatos?
O que interessa é ir.
Agora.
Mesmo assim até acho tarde demais.
Lisboa 15 de Novembro.
Nada tem que ser igual ao ano anterior.
Que interessa se é com ou sem sindicatos?
O que interessa é ir.
Agora.
Mesmo assim até acho tarde demais.
A organização da minif está em bom anadamento. Independentemente daquilo que os sindicatos pensam vamos a Lisboa derrotar estas políticas educativas.
São os sindicatos que terão de pensar: e se for uma grande manifestação, que razão teremos para existir?
Vamos, por nós, porque por nós ninguém faz nada!
Estou de acordo com a data pois há tempo de as pessoas se organizarem (com ou sem sindicatos)e acho que o MUP deve encabeçar a manif (trâmites legais) caso os sindicatos não avancem.
Na minha escola está tudo a rebentar pelas costuras, há uma grande sensação de desânimo, tristeza e cansaço. Há colegas que não participaram nos 100 mil e que agora querem ir...
A. Vieira
Não concordo nada com a ideia de Fátima. Acho que pode afastar muitos de nós, os católicos porque podem ver nisso uma "palhaçada", os não católicos por discordarem do local. A ideia da manif é interessante, pode não conduzir a nada mas os profs sentem necessidade de exteriorizar o seu descontentamento e torná-lo público. Nos dias que correm, não é fácil captar a atenção dos media que actuam de acordo com uma lógica de seguidismo.
Quanto ao formato da manif, julgo que devemos primeiro começar por encontros distritais e só depois pensar em altos vôos. E, por muito críticos que sejamos em relação ao palel dos sindicatos, convém não os hostilizar. Não é hora de divisionismos e, além disso, eles têm uma logística que não é fácil de igualar.
todos a lisboa no dia 15 de novembro
os sindicatos ~vão-se juntar a nós.
e fazem bem.
!5 de Novembro é optimo.
O ano passado foi o ano passado, ponto final.
Este é outro ano.
Não interessam as comparações.
Acreditem que a mobilização é total.
Está tudo cansado, revoltado e farto.
Por isso todos vão.
TODOS são welcome.
Sindicatos também.
E Movimentos.
Não é altura para esquisitices.
Vamos embora à manifestação de 15 de Novembro. Eu sou de perto de Coimbra e levo mais 5 colegas no meu carro.
Também sou professor Titular e militante do Partido Socialista com as quotas em dia.
Não vale a pena adiar, vamos a isso
Eduardo Rego
Tenho consciência que muita gente aguarda um primeiro momento para mais uma vez demonstrar a sua indignação, 15 de Novembro, poderá ser um ensaio. Fui, e irei sempre que estiver em causa a dignidade dos professores e do ensino. Espero que alguém com conhecimentos dê os passos necessários para que não haja impedimentos legais, e que este primeiro MOMENTO não seja boicotado por forças interessadas em que seja um fiasco.
MDias
A manifestação deve ser independente de qualquer partido político e sindicatos. Sem a presença de qualquer tipo de símbolos (bandeiras, etc)Todos de preto eem silêncio. Nada de palavras de ordem, nem comentários para as câmaras de TV.Os profs já estão suficiente./ mal vistos na opinião pública. Mas não tenho ilusões que algo vá mudar. Lembrem-se que o PM nunca se conseguiu formar e a ME não frequentou nenhuma Universidade. Estamos a lidar com gente frustrada, complexada e invejosa, com muita raiva aos professores e aos licenciados.
Já agora porque não ir antes a Nossa Senhora de Lourdes? Por favor, sejamos práticos, não há milagre para este tipo de enfermidade que afecta o Ensino Nacional... trata-se de burrice pura! Com sindicatos ou sem sindicatos o que está em causa é saber quantos de nós mantém a opinião de que o desrespeito pela nossa dignidade profissional merece diariamente uma manfestação clara e ruidosa de revolta, entendo que se em março fomos 100 000 em Novembro há razões para sermos muitos mais... é uma questão de passar palavra e construir uma forte corrente de solidariedade. Elsa Meira
A nova manif parece-me urgente. Em moldes diferentes.Claro q com o apoio dos sindicatos, sempre. Imagino q não façam mais pq não podem. Todos de negro. Todos a marchar pela Avenida o mais em silêncio possível.
Fátima... por um lado acho alguma graça, mas por outro, vamos ter um impacto negativo em alguns sectores e não me parece que seja esse o nosso caminho.
Seja o que for a manifestação do dia 15, será sempre a expressão de indignação dos professores, sem dirigentes e dirigidos, Há, a meu ver que a levar para a frente.
Há porém, aspectos legais a tratar, como o pedido de autorização ao governo civil e a discussão plural de ideias sem senhores de palanques. Como fazer e quem fará?
Em Chaves, Braga, Leiria, Lisboa, Faro, Ourique, Lagos, por todo o país há professores que não vergarão. Vamos em frente!
Porque não também pedir a entrega do cartão de militante do PdS (Partido dito Socialista) a todos os colegas que têm um vínculo com este partido?
Domingos
Esteja quem estiver na manifestação ,eu estarei.Neste momento todos somos poucos.
Mais uma a adrir à manifestação pela dignidade da profissão de professor
Lourdes
Obrigado Mov. Mob. e Un. dos Professores.
Também lá estarei.
Alberto
Eu VOU A LISBOA!!! Só para dizer que não estou contra A Avaliação mas contra ESTA Avaliação
Algo tem de ser feito e tem de ser já. Se não fizermos nada, agora, nada poderemos fazer nos próximos meses. De preferência sem sindicatos.
Fátima
Não se ponham a brincar com isto, muito menos com Fátima. Já há colegas motivados para o 15 de Novembro e os sindicatos só têm a ganhar se concordarem.Adiar não, as pessoas não vão aguentar.Essa do on line tem piada...como é que vão ficar os nossos colegas avaliadores que andam fartos de fazer papeis para nos/se tramarem?
15 de Novembro já!
"Juntemos toda a malta e façamos a reconstrução!"a 15 de Novembro e mais nada.
Gostava mesmo que fosse uma manif silenciosa e de luto...o nosso colega merece isso, foi ele e os professores da sua escola que motivaram imensa gente na nossa zona.Vamos nessa, sem bandeiras a ofuscar ...senti isso na outra manif.Queremos ser livres.
Clara
Estou de acordo com a necessidade de traduzir a revolta e descontentamento que grassam por essas Escolas fora através de uma manifestação que pode bem acontecer em 15 de Novembro.Chamo a atenção para as questões de organização.Há um mínimo de organização exigível. Talvez a nível de Escola se possa começar a pensar na forma de deslocar as pessoas.Gostaria que houvesse sugestões nesse sentido de forma a que o improviso total não venha a pôr em causa os efeitos pretendidos.
Olha, os sindicatos recebem por mês muito do nosso dinheiro.Já começavam a organizar alguma coisa, não?Senão começam a perder muitos clientes, isto é mesmo assim.Estão à espera de quê?Querem mais descontentamento? Não estão por aí para nos representar?Ou estão à espera de prémios de melhor professor?(Volta Arsélio, estás perdoado...começamos a ouvir qualquer coisa da Comissão Científica da Avaliação,mas ainda é pouco...As reuniões sindicais que tu fazias!Já não há...) Clara
Vamos a Lisboa!
O futuro passa pelas nossas mãos.
Ed
Por mim poderíamos começar com manifestações ao fim da tarde, em todas as cidades do país, às quarta-feiras, iniciando-as na próxima semana.
Nem eu, a avaliar alunos, consigo ser mais papista que o papa.
Aproveito para recomendar aos colegas que cumpram com tudo o que é pedido e verificar-se-á que não conseguem completar a sua avaliação ou de outrém (no caso dos titulares).
Meus amigos já sabemos quem verdadeiramente está a ser prejudicado neste processo... os alunos.
Estarei em Lisboa a sentir a unidade desta grande classe!!!! Nada de divisões, apenas muito querer e união. Juntos somos únicos!!! Que ninguém hesite. Abraço para todos os Docentes explorados deste país.
Nelson Alves
Ilídio,
"Adenda das 22.45: Estou cansado, é sexta-feira à noite e soube há poucas horas que faleceu, a meio dos quarentas, um colega da Esc. Sec. de Pinhal Novo, onde lecciona a minha cara-metade, alguém que conheço vai para uns 15 anos. Não estou com grande cabeça para sistematizar as ideias dos comentários aqui do Umbigo e dos restantes espaços onde este assunto tem sido debatido, pelo Ilídio ou pelo Ramiro. Amanhã tentarei fazer o balanço possível."
Paulo Guinote
anahenriques
"“Uma escola, um autocarro”, rumando a Lisboa, no dia 15 de Novembro."
Através dum mail publicitado nos blogues poderemos obter os elementos de articulação básicos, entre todos.
Há colegas cuja ingenuidade me espanta. Alguém acredita que é possível levar a cabo uma manifestação, como a de 8 de Março, sem a máquina dos sindicatos?
Quanto aos sindicatos espero que tenham aprendido a lição e não vão em entendimentos - a demissão da equipa do ministério é a exigência mínima.
Lisboa, 15 Novembro. Silenciosa. De preto.
Concordo e estarei presente na manif seja qual for a data desde que seja ao sabado e em Lisboa.Fátima merece respeito e não devemos misturar.
Todos de preto e em silêncio era uma óptima ideia.
Quanto aos sindicatos espero que tenham vergonha e que não apareçam para os discursos. Não souberam aproveitar a força que a manifestação do ano passado lhes deu. Porquê? Para mim por pura incompetência pois nem quero pensar que exista algum conluio entre o ME e os sindicatos. Não desmobilizemos, ainda vamos a tempo , há muito por resolver e há escolas onde nem sequer existem avaliadores em nº suficiente, não há quem avalie pedagogicamente os titulares, etc,etc....
Paula R.
Manifs n adiantam nada e exigem logística que os movimentos independentes não têm. São precisas formas de acção contundentes como várias escolas por todo o país recusarem completamente todas as actividades de avaliação.
15 de Novembro em Lisboa, mas em silêncio. Citando Paul Simon "Silence like a cancer grows."
Luís Magalhães
15 de Novembro em Lisboa, mas em silêncio. Citando Paul Simon "Silence like a cancer grows."
Luís Magalhães
Anónimo e indignado
Concordo plenamente com uma manifestação que se distancie dos sindicatos j´q que eles nunca defenderam os nossos interesses, nmas antes os seus próprios. Não concorco com e ideia de ser em Fátima, pelo aproveitamento que daí pode ser retirado...
TODOS A LISBOA DIA 15 DE NOVEMBRO!
Não precisamos de sindicatos para nos unir. A revolução de Abril também não envolveu sindicatos e deitou abaixo o governo. Sejamos fortes e perseverantes nesta luta pela dignificação da carreira.
TODOS DE LUTO E EM SILÊNCIO!
Temos que movimentar o máximo de colegas e o mais rápido possível. Eu também lá estarei em Lisboa dia 15 de Novembro.
Não se esqueçam de passar a mensagem nas escolas por e-mail.
Estamos todos no mesmo barco... Vamos derrubar o papistas "bufos" que estão no sistema.
Esperar para Março? Para quê?Quanto mais cedo nos manifestarmos melhor. Concordo com quem disse que até é tarde!
Lisboa, 15 de novembro, em silêncio, sem os megafones dos sindicatos a obrigar-nos a repetir palavras de ordem até à exaustão. Alguns momentos de criatividade, com o apoio dos colegas de música e de educação visual. Uma manif que seja realmente dos professores!
Um único cartaz: "Queremos ser Professores!"
Só não sei se concordo com o preto...penso que não exprimirá o nosso estado de espirito nesse dia: estaremos comovidos e alegres com a UNIÃO!
(algumas destas ideias são sínteses de comentáios do blog do Umbigo)
Gostava de saber quem está a organizar esta manif, porque é que metade ou mais dos comentários não são assinados e esta insistência em falar mal dos Sindicatos que é, exactamente, o que faz o Sócrates e a Ministra.
Carmen de la Fuente, professora do 1º ciclo
Recebi por email um artigo de José Gil, na Visão de 3 de Outubro.
"... Um grupo social tornou-se emblemático desta conjuntura: o dos professores. A sua situação não mudou. Justificaria ainda a saída à rua de 100 mil pessoas. Mas, precisamente, uma tal manifestação seria hoje impensável. O Governo e o ME (Ministério da Educação) ganharam. Os espíritos estão parcialmente domados. Quebrou-se-lhes a espinha, juntando ao desespero anterior um desespero maior. O ambiente das escolas é agora de ansiedade, com a corrida ao cumprimento das centenas de regulamentações que desabam todos os dias do Ministério para os docentes lerem, interpretarem e aplicarem. Uma burocracia inimaginável, que devora as horas dos professores, em aflição constante para a conciliar com uma vida privada cada vez mais residual e mesmo com a preparação das lições, em desnorte com as novas normas (tal professor de filosofia a dar aulas de «baby sitting» em cursos profissionalizantes) - tudo isto sob a ameaça de despromoção e do resultado da
avaliação que pode terminar no desemprego.
COMO FOI ISTO POSSÍVEL? Como foi possível passar da contestação à
obediência, da revolta à «servidão voluntária» como lhe chamava La Boétie? Indiquemos um só mecanismo que o governo utiliza: a ausência total de resposta a todo o tipo de protesto. Cem mil pessoas na rua? Que se manifestem, têm todo o direito - quanto a nós, continuaremos a enviar-lhes directivas, portarias, regulamentos a cumprir sob pena de... (existe a lei). Ausentando-se da contenda, tornando-se ausente, o poder torna a realidade ausente e pendura o adversário num limbo irreal. Deixando intactos os meios da contestação mas fazendo desaparecer o seu alvo, desinscreve-os do real. É uma técnica de não-inscrição.
Ao separar os meios do alvo, faz-se do protesto uma brincadeira de crianças, uma
não-acção, uma acção não performativa. Esta reduz-se a um puro discurso contestatário, esvaziado do conteúdo real a que reenviava (é o avesso, no plano da
acção, do enunciado performativo de Austin: um acto que é um discurso). Resultado: o professor volta à escola, encontra a mesma realidade, mas sofre um embate muito maior. É essa a força da realidade. É essa a realidade única. E é preciso ser realista. Assim começa a interiorização da obediência (e, um dia, do amor à servidão).
NO PROCESSO de domesticação da sociedade, a teimosia do
primeiro-ministro e da sua ministra da Educação representam muito mais do que simples traços psicológicos. São técnicas terríveis de dominação, de castração e de esmagamento, e de fabricação de subjectividades obedientes. Conviria chamar a este mecanismo tão eficaz «a desactivação da acção». É a não-inscrição elevada ao estatuto sofisticado de uma técnica política, à maneira de certos processos psicóticos."
Ao ler alguns artigos e comentários neste blog quero acreditar que não estamos todos dominados, castrados e obedientes. (Arrepiam-me tantos anónimos, como já o disse noutro comentário...)Não me ocorre outra maneira de o demonstrar a não ser voltar à rua. Lisboa, claro, e sem excluir ninguém. Não sei se tudo correrá bem sem o poder de organização dos sindicatos...
8 de Março 2007:eu FUI!
15 de NOVEMBRO 2008:eu VOU!!
Todos os dias do resto da minha vida...eu IREI!!! Por nós professores, pela nossa dignidade!
Felicitações pelo glog...que nos une.
Zalda, professora do 3ºciclo/sec
Por mim, só estou à espera da data certa! Na Escola já há um cartaz para inscrições, pois sempre fica mais "em conta" para quem é de longe! Com adesão de sindicatos ou sem ela, é só alterar a data, se for caso disso...Querem amanhã? Eu estou lá!
Manuela
Viva,
Sou agnóstico e, embora compreenda a ideia, não irei a Fátima. Vou a todas as manifestações, participo em todas as greves e estou pronto para participar em todas as acções que visem libertar o ensino das mãos destes e-politiquitos... Contem comigo,
Jorge Esperança
O que interessa é agir o mais rapidamente possível; intensificar os apelos, pois, apesar do descontentamento, andam todos muito resignados.
Quanto a Fátima, sinceramente, esqueçam, não misturemos as coisas...
A nossa profissão obriga a perdoar quem nos ofende, a tratar bem quem nos maltrata e a criar mecanismos de desafio nas nossas actividades diárias quando elas são, de facto, de sacrifício. Há 14 anos que lecciono e nunca fui sindicalizado. Também não pertenço a qualquer partido político ou grupo de interesses. Concordo com quem diz que são os sindicatos responsáveis por muito do que tem sido mal feito no ensino no nosso País. Cada um que pense de acordo com as suas convicções políticas, religiosas ou outras; mas lanço um repto a TODOS QUANTOS EM PORTUGAL têm diariamente que leccionar matérias em contexto de sala de aula numa qualquer escola pública deste País (não incluo aqui, obviamente, políticos e sindicalistas ainda que já o tenham feito no passado). Vamos de forma ordeira e educada mostrar a todos os cidadãos que o País está a comprometer o seu futuro ao hipotecar de forma escandalosa a formação dos jovens, a troco de dividendos politico-partidários traduzidos em números e estatísticas que em nada contribuem para a melhoria da sociedade e do ensino. Muito mais teria para vos dizer mas, quem como eu, lecciona 22 ou mais tempos lectivos por semana e diariamente se deita às 3h da manhã a trabalhar para um melhor ensino que não vislumbra, sabe tanto ou melhor do que eu aquilo que nos vai na alma de forma silenciosa. Deixemos de lado as lamentações e queixumes de que tudo vai mal; Isso nada resolve. Unidos por uma causa que se mostre nobre e de fácil apreensão para todos quanto realmente se interessam por estas questões, podemos mover montanhas.
Proponho:
Criação de um sitio na web destinado a professores apartidários e não sindicalizados que julgo ser em grande número.
Lançamento de propostas (tais como a sugerida deslocação a lisboa no dia 15 de Novembro) ,
...
...
Tenciono ir a lisboa no referido dia 15, uma vez que se trata de uma iniciativa à margem de partidos políticos ou sindicatos e, tudo deixa antever que será pacífica e ordeira, condições para mim indispensáveis para aceitar e participar.
Agora vou corrigir três turmas de testes diagnóstico.
Um grande abraço a todos os colegas que diariamente se sacrificam e continuam, apesar das contrariedades, a dar o seu melhor em prol da educação dos jovens deste País.
João Duarte,
Este blogue foi criado com essa intenção e procura atingir os objectivos que refere. Assim os colegas pretendam e colaborem!
Yes we can! 15 de Nov.
—-DEVIA CONVOCAR-SE TAMBÉM PARA DIA 15 MANIFESTAÇÕES SIMULTÂNEAS NAS CAPITAIS DOS DISTRITOS. (muito boa gente gostaria de ir a Lisboa e pura e simplesmente não pode, não tem a certeza, etc. e mais perto decerto que se juntará).
—DEVIA FAZER-SE UM APELO AOS ENCARREGADOS DE EDUCÇÃO E AOS ALUNOS PARA SE MOSTRAREM SOLIDÁRIOS E se MANIFESTAREM connosco também. com efeito não estamos a lutar por privilégios mas pela qualidade do sistema de ensino.
O ano ainda vai no início e uma mega manifestação em Lisboa virá a seu tempo se for ainda necessário.
Eu fui à outra manifestação e irei também a esta. Jamais podemos deixar de lutar contra este modelo de avaliação tão injusto e, sobretudo, muito burocrático!
"Roma e Pavia não se fizeram num só dia"...Assim, parece-me que o desgaste do Governo será tanto maior quando maior for a frequência, devidamente cadenciada, das acções de protesto na rua. Mas estas acções terão de ter peso muito significativo, para não darem aso a interpretações políticas que se virem contra os próprios professores. Neste momento, não vamos criar atritos sindicatos / movimento. Todos têm legitimidade e todos somos poucos para levar está luta a bom porto. Unidos venceremos...
José Serra dos Reis
Adiamentos, não! Os objectivos individuais não teriam que ser entregues até final de Outubro?A meu ver a manif deveria ser mais cedo, mas percebo que é difícil uma boa organização da mesma antes de 15 de Nov. Esqueçam Fátima! O assunto é sério de mais... Mobilizem-se, passem palavra... a concentração tem de ser em Lisboa. Todos em Lisboa.Tem mais impacto, dá mais nas vistas cegas dessa gente.
Os Sindicatos estão TODOS comprados! Cursos de formação "inventados" pelos Sindicatos e subsidiados pelo Governo são moeda de troca pela qual nos vendem. Dia 15, sugiro que se arranjem caixas com o nome dos sindicatos que não adiram à luta e os colegas presentes depositem simbólicamente cartas pedindo o cancelamento de sócio. Isso é que lhes mete medo, a eles e ao Pinto de Sousa e MLR pois assim não podem controlar esta massa de descontentes. Se possível isso feito à frente da Comunicação Social. E porque não utilizar essa força para criar um movimento politico só de professores, cujo objectivo seria APENAS defender a classe na Assembleia da República. Quantos somos, contando com o conjuge e outros familiares ? Viam o que era tremer !
A tese defendida para a criação de um moviemtno pilítico de professores neste forum não é totalmente descabida. Com efeito, quando em 1981 François Mitterand ganhou à direita a presidência da república em França, disssolveu a Assembleia Nacional daquele País e convocou novas eleições legislativas. A maioria dos deputados dessa eleição eram professores. Significando pois esse fenómeno o papel que na altura desempenharam os professores na mudança de regime. Acho a iedia pertinente e com possibilidades de sucesso; mas ha colegas que terão de deixar cair a máscara do medo. Quanto aos sindicatos, apesar da sua legitimidade, criaram vicioss sim senhor que lhe retira credibilidade, mas compete aos seus aderentes abrirem a pestana e fiscalizarem o que neles se passa e se não lhe servem, que façam omo eu, saiam da organização.
Abraço.
José Serra dos Reis
Como é que o Mário Nogueira pode dizer não à manifestação em 15 de Novembro? Não quero acreditar.Não era suposto acontecer isto. Nem sei que dizer...
Nunca fiz peregrinação a fátima, e sinceramente, não estou com muita vontade disso, apesar dã situação estar tão preta que ás vezes parece que só com um milagre se resolve...
Acho que Deus nunca actua sozinho, e nós todos, juntos, poderemos ser Seus instrumentos para que esse milagre aconteça! Sem ir a Fátima.
Cada um na sua escola, passe a mensagem: dia 15 Nov, vamos ao Marquês!!! Com ou sem sindicatos, 100 ou 100.000, de preto ou branco! Não interessa como, interessa... VAMOS TODOS!
Em trinta anos de serviço, tenciono, no dia 15 de Novembro , manifestar-me pela segunda vez. Com ou sem sindicatos, temos de mostrar ao país que o ensino está muito mal e os nosso filhos e netos não merecem esta política. No momento, atinge-nos directamente, mas no futuro serão gerações inteiras a sentir estas repercussões. O que se vive no ensino é uma autêntica palhaçada, um "faz de conta" . Quando é que os professores poderão realmente sê-lo?
A Ministra da Educação estará em Baião no dia 31 de Outubro para inaugurar o centro escolar. É um bom dia para uma visita surpresa à senhora...
** A DETERMINAÇÃO CONDUZ À VITÓRIA **
Não há contestação possível: Os sindicatos existem para defender os nossos interesses e não para se servirem a eles próprios e a estruturas partidárias associadas. Se não defendem os interesses da nossa classe, de nada valem!
DIA 8: Manifestações nas Capitais de Distrito (irá servir para avaliar o grau de coesão da classe docente).
DIA 15: Manifestação Nacional, com professores, encarregados de educação, alunos e quem mais queira aderir. Neste dia importa nao só mobilizar para os interesses dos professores como também agregar o crescente descontentamento que se sente em Portugal por este sistema demagógico e dito neoliberal de governação.
Estou e estarei com o 15 de Novembro, porque estou em defesa dos alunos, da Escola Pública,da Educação, do meu País e da minha dignidade e de todo o corpo docente deste país.
Acorrámos a Lisboa, NUNCA A FÁTIMA.Muita Educação.
Gracinda Castanheira
Sou pela união dos professores... só assim poderemos conquistar alguma coisa. Estes discursos não me parece estarem a centrar-se nos reais problemas dos professores, do país... da educação. Os sindicatos já o disseram que brevemente o ME pretende avançar com mais diplomas gravosos para a classe... para a educação... para a saúde mental de quem quer trabalhar e vejo aqui uma centralização no inimigo errado. A quem serve isto? DIVIDIR PARA REINAR? Lembro-me disto antes do 25 de Abril. É isto que querem? Espero que publiquem e que o bom senso se imponha ou ficarei desconfiada destas organizações novas. Se não páram ficarei a pensar que estão ao serviço de alguém... Pois vamos às 2 MANIFESTAÇÕES? POR QUE NÃO? INCOMODA QUEM? É URGENTE demonstrar a nossa indignação... quantas mais vezes melhor. PENSEM... LUTEM UNIDOS... LAVEM A ROUPA SUJA DEPOIS...agora JUNTEM-SE contra ao que realmente é importante. Perante tanto problema será que´são os sindicatos o inimigo? Há erros? Sim... é altura de divisões e de lavar a roupa suja?... NÃO
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