segunda-feira, 27 de outubro de 2008

UM PROFESSOR QUE NÃO DESISTIU DA LUTA

Não concordo nada com as afirmações de sindicato-dependência e que sem eles não somos nada. Na verdade, as coisas são bem ao contrário, eles sem nós não são nada.

Na minha opinião não há mais margem para negociação com os demónios da 5 de Outubro, não é possível haver qualquer acordo, e muito menos se for negociado “debaixo da mesa” pelos sindicatos sem nos ouvirem primeiro.

Recordo que a manifestação de 15 de Novembro surgiu da e na blogosfera a partir de meados de Setembro quando a insatisfação nas escolas era grande e os apoios dos sindicatos era nenhum. Recordo ainda que a manifestação de 15 de Novembro é genuína e resulta da revolta dos professores, foram vários os e-mails e posts em blog manifestando a vontade (diria mais a necessidade) de se fazer algum para parar a monstruosidade desta Avaliação que resulta do novo ECD.

Gostava que alguém encontrasse e me enviasse as intervenções dos sindicatos até ao dia em que a APEDE e MUP decidiram dar legalidade à vontade dos professores. Que fizeram eles, mesmo havendo pedido por parte de vários professores e movimentos no sentido dos sindicatos agarrem a vontade e revolta dos professores? Nada, mas mesmo nada!!! (Fico a aguardar a prova do contrário!)

Só após os movimentos cívicos de professores avançarem ouvimos a plataforma sindical se manifestar, mas de que forma? Contra os professores que pediam uma manifestação nacional e sugeriam a data de 15 de Novembro. Mas que postura é esta, a dos sindicatos? (Semelhante à do Mário Nogueira que me chamou de cobarde e ameaçou com a polícia judiciária?!)

Caros colegas, leiam as intervenções da plataforma sindical após a APEDE e o MUP oficializarem a manifestação de 15 de Novembro. Leiam e verifiquem contra quem dispara o Mário Nogueira!

Na minha escola, E S de Barcelos, temos um autocarro com, para já, 40 colegas para 15 de Novembro, e ainda não há lista para 8 de Novembro (não quer dizer que não vá haver, até espero que sim para quem puder ir às 2)!!! Nós, na minha escola, chumbamos por unanimidade o malfadado “Memorando de Entendimento” que com certeza veio trazer vantagens a alguém!!! Será que o cansaço está a fazer com que os professores se esqueçam de algumas passagens desta luta!!! Não creio e não espero!!!

Que história e que pobreza de auto-confiança é essa de pensar que sem os Sindicatos não somos nada?! Vamos ficar agarrados aos Sindicatos para toda a vida?? Nós, professores, que temos a capacidade de organizar visitas de estudo com turmas e mais turmas pelo país fora, não temos agora capacidade de nos organizarmos numa visita à capital de 50 a 10 professores por escola, e sem precisar de deixar plano de aula ou permutar aulas, e sem ser prejudicado na nossa carreira (pelo contrário ela depende da nossa capacidade de mobilização!).

Cuidado com o reenvio destas mensagens de auto flagelo que apenas pretendem diminuir a nossa auto dependência em favor das organizações de professores.

Eu sou livre, vou a 15 DE NOVEMBRO (ainda não sei se vou a 8 de Novembro, por considerar ser um capricho e finca-pé do Mário Nogueira, pois não ele quês agarrar a de 15 e nem negociar uma qualquer outra data, para além de parecer que o seu alvo passou a ser os professores revoltados – que ele convenientemente designa por anti-sindicatos) e vou consciente que esta é a VERDADEIRA MANIFESTAÇÃO DOS PROFESSORES.

Um abraço de um professor que ainda não desistiu da luta,

Eduardo Cunha

Escola Secundária de Barcelos

7 comentários:

Anónimo disse...

Inteiramente de acordo, só que eu e muitos como eu nunca aceitaremos ver de novo os sindicatos a ganhar protagonismo à custa dos professores. Eles se quiserem mantenham a do dia 8 e já convidem a MLR a juntar-se a eles, já que estão habituados às suas conversas em família.
Já agora, quem for de escolas menos organizadas, mas não for um resignado, onde é que pode informar-se acerca dos autocarros que partem do Norte para a manif de 15?

Delfim peixoto disse...

Eu gostava que houvesse uma só manifestação, a de 15, preferencialmente, mas não acredito que os Sindicatos abdiquem do seu "estatuto". No entanto, sendo nós Educadores deveremos procurar algum entendimento e convergência na luta. Sinto que imperará o interesse comum

Anónimo disse...

A Luta é a dos Professores, não é de Movimentos Sindicatos ou Partidos.... deveria acontecer uma Manifestação somente

Anónimo disse...

Em tempo de "luta", o mais importante não é o protagonismo de alguns, muito menos a divisão da classe (...sem classe; assim, ainda acabamos por fazer a vontade do ME!...); apenas precisamos da união de todos os professores. Façamos as manifestações que forem precisas: dia 8, dia 15,... temos é de estar todos unidos nesta luta... A razão deve estar ao lado dos professsores: comecemos dia 8, a seguir, dia 15,... Secundarizem as querelas menos importantes... Apelamos sim à mobilização, porque nos debatemos pela nossa razão do que querermos ser: Professores!

Anónimo disse...

Em tempo de "luta", o mais importante não é o protagonismo de alguns, muito menos a divisão da classe (...sem classe; assim, ainda acabamos por fazer a vontade do ME!...); apenas precisamos da união de todos os professores. Façamos as manifestações que forem precisas: dia 8, dia 15,... temos é de estar todos unidos nesta luta... A razão deve estar ao lado dos professsores: comecemos dia 8, a seguir, dia 15,... Secundarizem as querelas menos importantes... Apelamos sim à mobilização, porque nos debatemos pela nossa razão do que querermos ser: Professores!

Anónimo disse...

Caro colega Eduardo,

Continue forte com a luta. Há muitos mais que já acordaram e deixaram de ser enganados pelos sindicatos.

Os sindicalistas acusam-nos de discursos anti-sindicais. Enganam-se. Os discursos dos professores desiludidos mostram, apenas, a vontade de denunciar a inépcia da Plataforma Sindical na oposição (para não dizer mais)ao ME.

Quando os professores vão para a rua manifestando-se contra as políticas do ME, estão a expressar-se contra o ME.

Só mentes centralizadoras que não se libertam de certas ideologias centralistas e bloqueadoras de toda e qualquer iniciativa pessoal que não se subordine ao colectivo, é que podem pensar em discursos e manifestações de rua como acções antidemocráticas.

Caro colega, se não conhece pode ler um artigo (link, em baixo)que vai na sua senda.

Leve um abraço,
Braga e Guimarães
Carlos Félix Fernandes

http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/10/sindicatos-no-compreender-vida-nas.html

Anónimo disse...

Perfeitamente de acordo. Os sindicatos comportaram-se como meninos birrentos ao convocar a manifestação para o dia 8, considerando que a do dia 15 é "anti-sindicalista"!! Mas o que é isto?
O sr. Mário Nogueira ainda não entendeu que nas escolas não há tempo para discursos anti-sindicalistas?
Os professores estão sufocados em trabalhos e burocracias, que em nada contribuem para que as nossas aulas sejam melhores. Esta luta é a dos professores nas escolas. E todos os que se queiram juntar a ela serão benvindos.

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