terça-feira, 28 de outubro de 2008

VALERÁ A PENA?

Depois de apelo de 3 professores
Sindicatos e movimentos de professores encontram-se amanhã para tentar marcar manifestação única

28.10.2008 - 18h24 Isabel Leiria

Os dirigentes dos três movimentos cívicos de professores que dinamizaram a manifestação marcada para 15 de Novembro e representantes da plataforma sindical, que convocou uma marcha para 8 do mesmo mês, encontram-se amanhã ao final do dia para tentar acertar um único protesto.

Têm sido vários os apelos de professores nesse sentido, já que a realização de duas manifestações em Lisboa com sete dias de diferença podia ter como efeito diminuir o impacto de cada uma delas. Sendo que os objectivos de ambas são coincientes: manifestar a “revolta” dos docentes contra as políticas do Ministério da Educação e, em particular, o processo de avaliação que se aplica este ano lectivo a todos os cerca de 140 mil profissionais.

Para Mário Machaqueiro, da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) e um dos dinamizadores do protesto de 15 de Novembro, todas as alternativas estão em aberto: “Não há uma irredutibilidade da nossa parte. Podemos convencer os sindicatos a juntarem-se ao dia 15, combinar uma terceira data ou admitir o dia 8 de Novembro.”

Depois da plataforma sindical ter anunciado, na semana passada, a sua exigência da suspensão da processo de avaliação, os três movimentos (à APEDE junta-se o Movimento Mobilização e Unidade dos Professores e o PROmova) querem agora que a plataforma que reúne 11 sindicatos clarifique a sua posição face ao memorando de entendimento que assinaram com o Ministério da Educação em Abril.

A assinatura desse acordo, que permitiu a simplificação da avaliação em 2007/2008 e a ausência de consequências negativas para os professores também este ano, é uma das divergências entre sindicatos e movimentos, que defendiam antes a suspensão de todo o processo. Com 100 mil professores a saírem à rua no dia 8 de Março, muitos entendiam que era possível exigir mais ao Governo. “Face ao anunciado pedido de suspensão da avaliação, queremos saber que impacto é que essa exigência tem na posição dos sindicatos face ao memorando de entendimento”, explica Mário Machaqueiro.

Entretanto, continua a aumentar o número de escolas onde professores dentro dos seus departamentos, reunidos em reuniões gerais ou em conselhos pedagógicos manifestam, através de moções e abaixo-assinados a sua oposição ao modelo de avaliação e pedem a sua suspensão. O Agrupamento de Escolas Pedro Santarém (Lisboa), o Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Santo André (Santiago do Cacém), a Secundária Madeira Torres (Torres vedras) são apenas alguns exemplos recentes. A carga burocrática associada, o desgaste provocado por sucessivas reuniões, a falta de formação dos avaliadores ou a injustiça de alguns critérios são motivos que se repetem.

Já ontem, no Parlamento, o PCP anunciou a entrega de um projecto de resolução propondo a suspensão imediata do processo de avaliação nas escolas, a par de outras iniciativas na área da Educação.

Na semana passada, em entrevista à RTP N, a ministra da Educação reforçou a ideia de que o processo “corre com grande normalidade” e anunciou que meio milhar de agrupamentos de escolas já tinham entregue as fichas e grelhas de avaliação dos seus professores.

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