quarta-feira, 19 de novembro de 2008

ENCONTRO NACIONAL DE ESCOLAS EM LUTA

A APEDE e o MUP vêm anunciar uma iniciativa conjunta: a realização de um «Encontro Nacional de Escolas em Luta» para o próximo dia 6 de Dezembro, em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva. O Encontro terá início às 10h e prolongar-se-á até às 17h, com intervalo para o almoço.
Apelamos a que todas as escolas que estão a desenvolver processos de resistência, nomeadamente através da suspensão da avaliação do desempenho, escolham dois representantes para participarem nesse Encontro.

Colegas,

A VOSSA PARTICIPAÇÃO NO ENCONTRO NACIONAL DE ESCOLAS EM LUTA É FUNDAMENTAL, SE QUISERMOS APROVEITAR TODA A ENERGIA CRIADA EM TORNO DA LUTA CONTRA O MODELO DE AVALIAÇÃO PARA COMBATERMOS TAMBÉM O ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE. É aí que devemos concentrar, doravante, todos os nossos esforços. Precisamos, pois, de reflectir em conjunto sobre as formas de luta e as acções mais adequadas para derrubar, a partir das nossas escolas, o Estatuto da Carreira Docente. Esse é o principal objectivo do Encontro que queremos promover.

Inscrições e informações através do e-mail eneluta@gmail.com
As inscrições dos participantes devem conter os seguintes elementos: nome, escola, contacto telefónico.

1 comentário:

Anónimo disse...

Caros Colegas,

Parabéns pelo Movimento! Parabéns pela ponderação, pelo civismo, pela determinação! Pés bem assentes na terra, por favor! Não percam o enfoque neste «ensaio sobre a cegueira» do ME! O MUP e a APEDE vêm ao encontro das minhas expectativas. Só por fortes razões de ordem pessoal e logística, não iniciei um movimento, mas congratulo-me pelo facto de o terem feito. A minha mensagem vai anónima por razões de força maior. Não vá «alguém» “guardá-la”!(Mas a msg tem muito elementos que me podem identificar! Ah, pois tem! O ME que me mande prender por delito de opinião!Grassa o medo neste país e em nome do medo cometem-se as maiores arbitrariedades! Heranças de outros tempos...) Recorri ao Tribunal Administrativo para contestar o ECD e o concurso de professores titulares, a demonstrar a má fé implícita nos normativos e a solicitar a sua revogação. Tive de avançar sozinha! Fico depauperada sob o ponto de vista financeiro, mas não me calarei! Congratulo-me também com o facto de terem decidido no Encontro de 6 de Dezembro contribuir para uma equipa de advogados que possam levar avante e até às últimas instâncias a tarefa de questionar o ECD. Eu irei sozinha até Tribunal Europeu, se for necessário! Está decidido! Tenho 22 anos de serviço, estou no 9º escalão, tenho um mestrado e estou a finalizar um doutoramento. Não tenho competências para ser professora titular, perante o ME que só considerou os meus últimos 7 anos de carreira, mas também não desejaria sê-lo. Contestaria na mesma o concurso, se o fosse, pela ilogicidade de espartilhar a carreira e de ser a nível de escola. Por força das funções que desempenhei na escola, nos últimos 7 anos, para as quais me estava vedada, por lei, a participação noutros cargos, só consegui obter 103 pontos, fiquei a saber que sou «soldado raso» para o ME! Ora, senhores, não tive só um professor na Faculdade, melhor fora que tivesse tido e estaria agora a chefiar o ME, ou em lugar afim, e com todo o “mérito”! É preciso distinguir entre cotas e mérito, com muita clareza. Mau grado será se não o fizermos e rapidamente. Se dois alunos têm 18 valores e 18,1 valores, respectivamente e o 1º não entrar em Medicina, não deixará de ter mérito, mas não reuniu as condições estabelecidas pelo numerus clausus (as cotas). É preciso não deixar parar esta onda de participação dos professores e é necessário capitalizá-la. Quando estamos perante tanto capital humano, tão coeso na manifestação das suas preocupações, é necessário trabalhar no sentido do empowerment deste grupo de pessoas. Somos nós professores que temos de o fazer, estando cientes da situação, informando-nos, participando activamente em estruturas independentes, criando opinião pública! Não podemos ficar à espera que ninguém o faça! E pela palavra é que vamos! No princípio era o VERBO!...E assim continua a ser... Educação = Economia e nós somos os agentes económicos mais importantes do tecido social. Sustentabilidade económica de um país = Boas decisões na área da Educação e da Cultura. Não se subestimem 120 000 professores à procura da sua inscrição na realidade social, depois de ter sido esvaziada por esta equipa ministerial! Fui, pela primeira vez na minha vida, às manifestações todas! Foi a terceira vez que fiz greve! Não sou pelo poder na rua, mas sou de opinião que se devem auscultar as pessoas, ouvir atentamente e agir ponderadamente, em particular nos tempos que correm e no contexto de uma democracia com 30 anos!Só esta governança instalada não o entende assim! Voltando à MUP e à APEDE, contem comigo! É urgente permanecer! É urgente que nos inscrevamos na matriz social positivamente! É urgente não autorizar a nossa desinscrição do real pelo ME, no dizer de José Gil! Os meus parabéns pela determinação e pela coragem! Votos de um bom ano! Bem hajam todos!

Desde 01-01-2009


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