sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

GOVERNO APOSTA TUDO NA DIVISÃO DOS PROFESSORES

Educação. O Governo aprovou ontem em Conselho de Ministros a redução do número de professores a avaliar. E prometeu ainda o número de quadros para a docência e subir o ordenado das novas chefias. O objectivo é dividir os professores, antes da greve marcada para 19 de Janeiro. José Sócrates não quer arriscar começar o ano de todas as eleições com nova contestação maciça dos professores.

As medidas ontem aprovadas pelo Conselho de Ministros têm um objectivo político claro: dividir os professores e reduzir o número de adesões à greve de 19 de Janeiro. Ao DN, uma fonte governamental garantiu que se trata de "uma rearrumação do tabuleiro de xadrez", em que se joga a batalha com os docentes

A 20 de Novembro, quando saiu do Conselho de Ministros em que anunciou a simplificação do modelo de avaliação dos professores, Maria de Lurdes Rodrigues trazia um semblante carregado. Era uma mulher cansada e desgastada pela pressão da rua, e, como se não bastasse, tinha de despir a capa da intransigência para anunciar mais uma cedência no braço-de--ferro com os professores.

[...]

Ontem, o Conselho de Ministros aprovou um pacote de medidas que configuram uma nova cedência às exigências dos professores: a dispensa de avaliação dos professores que se aposentarem até 2011 e dos contratados que não estejam integrados em qualquer grupo de recrutamento, o alargamento do período de colocações de três para quatro anos e, em jeito de bónus, uma subida de quase 50% do suplemento de ordenado das futuras chefias das escolas. O Governo prometeu ainda um aumento "histórico" do número de vagas no próximo concurso de professores.

Com estas medidas, o Governo tenta dividir os professores de modo a esvaziar a greve marcada para 19 de Janeiro. Fonte do Executivo assegurou ao DN que a dispensa de avaliação de alguns docentes traduz-se num "alívio de carga burocrática significativo", deixando assim sem argumentos os conselhos executivos que têm defendido a impossibilidade de proceder à avaliação. Por outro lado, as outras medidas procuram contentar uma parte da classe que nos últimos seis meses mais dores de cabeça tem dado a José Sócrates. O primeiro-ministro não quer, em ano eleitoral, arriscar nova contestação maciça como as registadas nas duas últimas manifestações.

[...]
A 19 de Janeiro, data da nova greve de professores, se verá quem ganha a guerra.


In
DN [sublinhado nosso].

2 comentários:

Martins disse...

Os Sindicatos são culpados porque quando estamos a conseguir algo aliviam logo a pressão. Nunca se devia de ter parado tanto tempo e muito menos até 19 de Janeiro. Mas confio na capacidade de discernimento dos professores para se não deixarem manipular ou comprar.

AB disse...

Também penso que este tempo de apaziguamento por parte dos professores é aproveitado pelo ME para se recompor e aplicar medidas que nos enfraquecem.
Não se deixem manipular, não permitam que nos dividam.
Não podemos parar!

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