quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

É NECESSÁRIO ESTARMOS UNIDOS

É NECESSÁRIO, CADA VEZ MAIS, ESTARMOS UNIDOS!!! UNIDOS MESMO!!!


Intimidações

Há factos e atitudes inadmissíveis e inconcebíveis e outros íveis assim. Este Governo habituou-nos a conviver com os íveis todos e já nem reagimos. Ficamos indiferentes.
Veja a comunicação recebida hoje pelos executivos já ao fim da tarde:
Uma nova frente de batalha vai iniciar-se:
Desta vez avançam os CE, quais peões mal resguardados, sem armaduras e a terem de cumprir as ordens do dono.


Ex.mo(a) Senhor(a)
Presidente do Conselho Executivo/Director

O processo de avaliação de desempenho do pessoal docente deve prosseguir com normalidade em todas as escolas.
Os normativos legais que regem o processo, designadamente os Decretos Regulamentares nº 2/2008 e 11/2008, estão em vigor e neles se baseiam as alterações aos despachos recentemente enviados a todas as escolas.
A avaliação de desempenho constitui, nos termos da lei, um dever mas igualmente um direito dos docentes que tem que ser assegurado e não pode ser posto em causa nem por omissão nem por qualquer forma de coacção ou denegação. Aos órgãos de direcção cabe cumprir e fazer cumprir a legalidade nas escolas, não podendo permitir que sejam suscitadas quaisquer dúvidas sobre esta matéria.
Assim, devem os Directores ou Presidentes dos Conselhos Executivos adoptar todas as providências necessárias ao normal desenvolvimento do processo de avaliação de desempenho e desmentir informações que dêem como suspenso o processo na escola que dirigem.
Lisboa, 09 de Dezembro de 2008.
Com os melhores cumprimentos,
Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação

Atente no carácter intimidatório do texto:

…(…) cabe cumprir e fazer cumprir a legalidade (…) devem(…) desmentir informações que dêem como suspenso (…) na escola que dirigem

Atente na forma como se MANDA, se DÃO ORDENS sem se assinar…pois claro!
Advinhemos qual vai ser um dos objectivos estabelecidos no SIADAP para os PCE ?!
E de que modo se vão pôr os PCE, mesmo os que não o quiserem fazer, a cumprir com os objectivos estabelecidos?!
É que o Governo ainda lucrou com esta simplificação, descobriu um modo de introduzir na lei esta nova forma de avaliação que não estava em lado nenhum e vai colocar os PCE e, por arrasto, todos os elementos dos CE à mercê de tudo o que lhes quiserem mandar fazer.
Este mail de hoje é um começo deste novo processo…
E também não adianta falar contra a Ministra, ou os Secretários de Estado, ou, a partir de agora, os executivos que já estão na mesma linha. O Mentor é só um.

O que eu pretendia fazer era mandar-lhe a comunicação que nos executivos recebemos hoje ao fim da tarde. Divulgue, alerte. As minhas palavrinhas, à volta desta pérola são um mero desabafo, não merecem publicação [merecem sim!].
Costumo escrever-lhe, colaborar, identificado. Hoje, peço desculpa, mas utilizo este mail descaracterizado e não assino a missiva.
O medo impera. E vai proliferar.

M.

5 comentários:

Anónimo disse...

As escolas não são dos professores. As escolas são do Estado. E os professores são funcionários do Estado. Por isso, respeitem as ditas 'ordens'. Se não querem, podem sempre ir trabalhar para o privado.

meneves@sapo.pt disse...

O medo existe para ser vencido. Não há é quem vença milhares de profissionais unidos numa luta justa.
O Sr. Anónimo não sabe o que diz e deveria estar a trabalhar em vez de vir para aqui provocar.

Anónimo disse...

E que tal os CE demitirem-se em bloco? (Já que a maioria deles não quer este modelo de avaliação)

Até à substituição do CE não poderá haver avaliação nas Escolas !!!

Não será assim mais fácil ;) ?!
Quem nos deu esta vantagem foi a Sr.ª Ministra ao colocar toda a pressão numa única pessoa, o Presidente do Conselho Executivo.

Jorge Augusto disse...

Esta estratégia intimidatória do ministério da educação é quase pidesca. Estamos a voltar a 1973, ou talvez antes. Não podemos deixar que nos coloquem um jugo ao pescoço. Só há uma maneira de responder: resistir.
Jorge Paulo

Anónimo disse...

Estou tão furiosa com tudo isto, que vou mesmo escrever aqui. E estou-me a borrifar para quem diz mal, tipo este anónimo e Miguéis Sousa Tavares que tais... O que me interessa é apelar à luta, à união. Enquanto o governo aposta em continuar a despromover os professores, nós continuamos a dar aulas! Isto é demais! Mas eles pensavam que nos conseguiam calar com um "rebuçado" como fizeram com os alunos? Temos de nos convencer que uma revolução se faz com sacrifícios (eu já só penso em revolução, porque somos mesmo muitos!)e não podemos andar nestas lutas e pensar que não podemos prejudicar seja quem for. E depois esses movimentos independentes de professores pró avaliação têm tanto tempo de antena como os restantes 85% e até se reunem com a ministra. Vamos lá fazer um ou mesmo centenas de movimentos independentes contra a avaliação e pedir reuniões com a ministra. Eu acho que devíamos mesmo era parar completamente as escolas (quem é a favor pode continuar...) e tentar não chegar à violência da Grécia, Espanha, França...

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