sábado, 13 de dezembro de 2008

PARA LEMBRAR...

Como muitos já andam esquecidos (governo, comunicação social, etc.), convém recordar qual foi a reacção dos professores ao Estatuto da Carreira Docente, em Novembro de 2006.

Ouvindo as declarações de então da Sra. Ministra, percebe-se como o "tiro lhe saiu pela culatra".

Percebe-se também como o Sr. Presidente da República não está isento de culpas, pois promulgou o documento e não teve a visão política para perceber o que seria óbvio.


6 comentários:

Maria Antónia disse...

Deixámos passar muito tempo.
Muito antes de sair o Estatuto os sindicatos sabiam o que ele poderia conter.
Era logo (antes e no dia 19 de Janeiro de 2007) que nós, os 120 000, deveríamos ter mostrado ao país, aos pais e aos alunos que o ECD era injusto e continha artigos inconstitucionais.
Foi longo o nosso silêncio e principalmente o dos sindicatos, em minha humilde opinião.
Foi dado demasiado tempo ao ME para (des)informar a opinião pública, neste aspecto conseguiram os seus objectivos.

Neste momento, compete-nos informar a mesma opinião pública acerca, principalmente, do trabalho que desenvolvemos na escola e na sala de aula com os nossos alunos, a fim de evitarmos que o ME e a Srª Ministra continuem a manter a "tradição": o desacordo entre o ME e os sindicatos e a crise no sistema educativo.

Anónimo disse...

E se não fosse o MUP tenho a impressão de que poderia ficar para sempre esquecido o ECD.
Recordo-me terem sido dos primeiros a colocar a revogação no centro da agenda.
Os sindicatos vieram a reboque... mas ainda bem que vieram.

Obrigado ao MUP pelo excelente trabalho!

Anónimo disse...

A MINISTRA FAZ O QUE TEM FEITO, PORQUE O SENHOR PRESIDENTE DA REPUBLICA ALIMENTA ESTA SITUAÇÃO... EMBORA ,DIGA ,QUE É DE TODO OS PORTUGUESES...NÃO ME TEM PARECIDO !

António disse...

Reposição da verdade se houver interesse:

O MUP foi criado em 10 de Março de 2008.

A revogação do ECD é defendida pela FENPROF desde o seu Congresso de Abril de 2007:
13.2. Estatutos de carreira docente. Independentemente da participação nos
processos de regulamentação do ECD, em que procurará contrariar e
atenuar algumas das consequências mais negativas do ECD do ME, a
FENPROF bater-se-á, prioritariamente, pela revogação deste estatuto. Neste
sentido, serão suas bandeiras de luta:
• a abolição da fractura introduzida com a imposição de categorias
hierarquizadas;
• a rejeição de qualquer mecanismo de mobilidade especial
(supranumerários);
• o combate a um regime de avaliação do desempenho que, de uma
forma empobrecedora, tem como fim essencial a penalização dos
docentes e não o investimento na sua formação pessoal e profissional;
• a revogação das quotas na avaliação do desempenho;
• a abolição do exame para ingresso na profissão;
• a contagem integral de todo o tempo de serviço prestado pelos
docentes;
• a reposição dos horários de trabalho e a sua reorganização global,
designadamente no que respeita aos conteúdos das componentes
lectiva e não lectiva.
No ensino superior, reforçar-se-á a exigência

ILÍDIO TRINDADE disse...

Reposição da reposição de pelo menos parte da verdade:

O MUP foi criado e actuou na "clandestinidade" antes de 10 de Março, dia em que foi "oficializado" e aberto à participação de todos, através da criação deste blogue.

Seja como for, queira considerar-se o "nascimento" a 10 de Março. Pode, então, afirmar-se que, em NOVE MESES, em termos de trabalho, e considerando que os membros não pagam qualquer quota e são todos professores que dão aulas, fez o que muitos outros não fizeram em muitos anos.

E por aqui me fico... que preciso das energias para combater o verdadeiro monstro!

Anónimo disse...

Só para relembrar algo com relação ao comentário #1.Houve uma
manif. logo no início deste estatuto (não me lembro da data exacta,nem se o estatuto já tinha entrado em vigor, mas era o Paulo Sucena o Sec. geral da Fenprof) que levou entre 15000 - 25000 profs. de todo o país a desfilarem num dia de temporal até à 5 de Outubro.
Onde se encontravam os outros 100.000? Na altura muitos colegas com leviandade pensaram que isto era apenas mais uma movimentação dos "comunas" para destabilizar um governo que ainda estava em estado de graça.

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