quarta-feira, 30 de abril de 2008

SEGUNDAS-FEIRAS DE PROTESTO NA ZONA SUL


ESTUDO SOBRE A REORGANIZAÇÃO DA CARREIRA DOCENTE DO ME

Embora tenha mais de meio ano, sugerimos hoje a leitura atenta de um ESTUDO SOBRE A REORGANIZAÇÃO DA CARREIRA DOCENTE DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.

É um texto longo, mas que merece uma leitura atenta. Pode lê-lo nas Inquietações Pedagógicas.

RECORDANDO A HISTÓRIA

O João abriu o baú, encontrou esta preciosidade e enviou-no-la para recordarmos outros tempos que, embora também difíceis e com absurdos à mistura, eram bem mais democráticos! Quem diria?!


A NENHUM DOCENTE, ESTE ANO LECTIVO, SE APLICARÁ O MODELO DE AVALIAÇÃO DO ME

De: PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES

Telef.: 21 381 91 90 Fax: 21 381 91 98

Para: Órgãos de Comunicação Social - A/c da Redacção/Página de Educação/ /Programação de Informação/Serviço de Agenda

Assunto: NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

24/04/2008
Nº de páginas 02



NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

A NENHUM DOCENTE, ESTE ANO LECTIVO,

SE APLICARÁ O MODELO DE AVALIAÇÃO DO M.E.


Com o "Memorando de Entendimento" assinado entre a Plataforma Sindical dos Professores e o Ministério da Educação, os professores obtiveram importantes resultados, só possíveis devido ao grau de mobilização e à unidade que, com as suas organizações sindicais, conseguiram construir.

Tais resultados, no que à avaliação dos docentes diz respeito, passam por:

– Não aplicação, este ano lectivo, do modelo de avaliação do desempenho imposto pelo Ministério da Educação a qualquer professor;

– Aplicação, este ano, apenas de procedimentos mínimos e somente a cerca de 5% dos docentes, não se admitindo qualquer outro procedimento em nenhuma escola, mesmo nas que já os tinham desenvolvido;

– Salvaguarda, neste e no próximo ano lectivo, de garantias que permitam a não aplicação das sanções legalmente previstas, que decorram das classificações de "Regular" e "Insuficiente";

– Aplicação do modelo, de facto, experimentalmente, no ano 2008/2009;

– Acompanhamento do modelo e sua aplicação, nestes dois anos lectivos, pelas organizações sindicais, através de comissão paritária criada para esse efeito e com o objectivo de alterar o modelo.

As normas legais que constarão do Decreto Regulamentar que visa dar letra de lei ao que, sobre avaliação do desempenho, consta do "Memorando de Entendimento", são as que constam do projecto que se anexa e que poderá ainda merecer alguns acertos designadamente os colocados pelos Sindicatos:

– No artigo 2º, nº 4 deverá clarificar-se a necessária observação do disposto no nº 5, do artigo 33º, do Decreto Regulamentar nº 2/2008 (consideração de acções de formação concluídas em 2005/2006 e 2006/2007);

– A supressão de "… em ano escolar seguinte", no final da alínea b), nº 3, do artigo 5º;

– No artigo 8º, a referência expressa às "escolas", como refere o "Memorando de "Entendimento", em vez de "designadamente".

Entretanto, foi hoje enviada a proposta sindical para constituição da Comissão Paritária que deverá contar com dois elementos, respectivamente, da FENPROF e FNE e um representante de cada uma das restantes organizações (SPLIU, SNPL, SEPLEU, FENEI, ASPL, Pró-Ordem, SINAPE, SIPPEB e SIPE).

Por fim, relativamente à gestão escolar, chegará às escolas, no início da próxima semana, uma informação oficial, do ME, dando conta que a constituição dos Conselhos Gerais Transitórios, previstos no novo regime de gestão escolar, poderá ter lugar até 30 de Setembro de 2008, conforme consta do "Memorando de Entendimento", e não no prazo de 30 dias úteis, conforme estabelece o diploma legal recentemente publicado.

Em suma, da concretização do "Memorando de Entendimento", que obriga à publicação de diversos quadros legais e ao desenvolvimento de processos negociais até agora não previstos, tornar-se-á mais visível o sentido positivo dos resultados obtidos pela luta dos professores que, com confiança reforçada, deverá continuar.


A Plataforma Sindical dos Professores

MANIFESTAÇÃO DE 1º DE MAIO

No 1º de Maio haverá uma manifestação de trabalhadores em Lisboa, que incluiu o sector "Educação" (veja o nº 12 do croqui em baixo). Por isso, aqui divulgamos o apelo dos organizadores.

1º de Maio

Todos juntos "Contra a Precariedade, por Empregos de Qualidade"

O SDPGL, a FNE e a UGT apelam à participação dos trabalhadores e trabalhadoras e dos cidadãos em geral, na manifestação que a Central organiza neste dia.

Concentração às 14h30, no Marquês de Pombal, em Lisboa.

Os Educadores e os Professores concentram-se no cimo do Parque Eduardo VII, do lado esquerdo, perto da Estufa Fria.

Contamos contigo!

A Comissão Directiva do SDPGL




Read this doc on Scribd: Croqui do 1 º de Maio

MODELOS DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EM VÁRIOS PAÍSES

Read this doc on Scribd: Avaliação de Professores n1

SESSÃO EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA


O Movimento Escola Pública Igualdade e Democracia vai realizar no próximo dia 30, 4ª feira, uma sessão pública em Vila Nova de Santo André, na Biblioteca Municipal, que contará com a participação de Cecília Honório, do MEP, assim como de Helena Dias, que foi dirigente da Federação de Associações de Pais de Lisboa e de Felizarda Barradas, da Direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e da FENPROF.
Haverá animação musical com Fernando Cunha, Paulo Barba, Rangel e Vitor Fernandes.
O MEP é um movimento em defesa da Escola Pública que agrupa professores, educadores, pais e decorre de um Manifesto que foi apresentado há alguns meses na Associação 25 de Abril. Dispõe do site http://www.movescolapublica.net/.
Segue em anexo o folheto de divulgação.

EDUCAÇÃO ESPECIAL: REIVINDICAÇÃO


Esta moção foi aprovada na AGS de ontem, com 37 votos a favor, 32 contra e 40 abstenções! A partir de ontem esta tornou-se a posição oficial do sindicato!

terça-feira, 29 de abril de 2008

A ESCOLA QUE O MINISTÉRIO DESCONHECE

Tiro o meu chapéu ao estudante da "Carolina"
[...]
Efectivamente, e em abono da verdade, apesar de todas as técnicas e das mais engenhosas motivações, grande parte dos professores não conseguem hoje dar as aulas. O barulho que as crianças e os adolescentes fazem é tanto e a confusão na sala é tamanha que os professores (sobretudo os menos experientes ou mais fracos) esgotadas todas as estratégias e gastas todas as forças, ficam tão doentes, extenuados e traumatizados que já não sabem sequer o que hão-de fazer… limitando-se em muitos casos a deixar que o tempo passe, desmotivados e infelizes ou, num caso ou noutro, "alinhando" com os moços para não terem mais problemas.
Se ontem uma aula era um momento prazer, hoje é um verdadeiro martírio. Fui professor mais de trinta anos. Nos últimos tempos porém, eu já pude sentir na pele tudo o que acontece agora nas escolas. Em certas turmas, apenas 4 ou 5 alunos estavam interessados em trabalhar e fazer alguma coisa. Os demais, ninguém os conseguia motivar ou disciplinar. Boicotavam as actividades, com barulho e confusão, impedindo os interessados de ter aula, a ponto de se tornar célebre entre os alunos esta minha frase repetida uma e outra vez: - Meninos, isto aqui não é a república das bananas! E recordo ainda que, em algumas salas contíguas à minha, o barulho era tanto que não era possível fazer-se qualquer trabalho digno desse nome!

Este ambiente que se verifica nas escolas portuguesas e que está na origem dos pésssimos resultados que se conhecem, tem a meu ver atrás de si três causas primordiais: 1ª – a desautorização dos professores por parte dos sucessivos ministérios: a mania da igualdade, da liberdade, da democracia e dos direitos dos alunos… empolada constantemente pelo poder político veio a pouco e pouco convencendo os alunos e os pais de que os professores não eram mais do que eles e que não podiam castigar os meninos, de forma alguma! Ai de quem puser a mão nos meninos do papá ou da mamã! Só eles mesmos…que também não o fazem! Os professores, cheios de medo pelas represálias do Estado, dos pais ou mesmo dos alunos, "encolheram-se"… e ficaram indefesos, incapacitados, à mercê de tudo o que os alunos queiram ou não queiram fazer! A escola e a sala de aula tornam-se assim uma família sem pai ou um grupo sem líder onde tudo acontece ou pode acontecer. A juntar a este trauma diário dos docentes nas aulas, vieram agora os inúmeros papéis para preencher, as inúmeras reuniões para realizar, que lhes ocupam o tempo e as forças todas não lhes sobrando nem tempo nem disposição para ensinar o que precisavam de ensinar e era o mais importante! 2ª – a falta de ordem, respeito e disciplina nas famílias: grande parte dos paizinhos de hoje não sabem dizer "não" aos meninos a tempo e horas! Não os contrariam…não lhes exigem nada de sério ou trabalhoso…não os repreendem nem os castigam quando fazem asneiras! Grande parte dos pais demitiram-se da sua missão de educadores e tudo nas suas casas anda à deriva…como barco perdido no mar alto. Cada uma faz o que quer, diz o que quer e vai para onde quer! Os jovens estudantes que têm pais como deve ser, não dão problemas nas escolas! Digo isto com toda a certeza! O que faz mais falta aos nossos jovens para crescerem e serem gente educada e de respeito, não é o telemóvel, a calça de marca ou a tão famosa "mesada"! O que faz falta é o "não" dos pais, dito agora e repetido depois, e mais tarde, uma e outra vez, sempre que se torne necessário. 3ª – a falta de uma disciplina de Educação Cívica: há muitos e muitos anos que as nossas escolas têm vindo a ensinar matérias e a transmitir conhecimentos… quase só a transmitir conhecimentos e, ultimamente, a desenvolver competências. E a educação cívica? Onde está? Enquanto as famílias a faziam lá em casa…a coisa ia passando. Mas agora…é o que se vê!
[...]
Não saberá o Ministério que muitos alunos ocupam as aulas a enviar e a receber mensagens debaixo das mesas e carteiras, nomeadamente imagens de pornografia, nomeadamente com cenas de sexo puro e simples, retiradas da Internet, enviadas por colegas ou mesmo filmadas por eles próprios dentro do recinto das escolas?
Se quiserem compor isto… muitas proibições vão ter que fazer… a sério… e o mais cedo possível!
Conforme estão, as escolas não são escolas… os professores são uns mártires… e os alunos nunca serão os cidadãos que o país espera e de que a sociedade precisa.

J. CORREIA DUARTE
Resende, 20 de Abril de 2008


Extracto do Jornal de Opinião (destacado nosso).

O VANDALISMO QUE VAI GRASSANDO

Acresce à violência nas escolas o vandalismo que vai grassando.


Assalto a escola interrompe aulas
O fim-de-semana prolongado foi de prejuízo para a Escola EB 2, 3 de Inês de Castro, em S. Martinho do Bispo, Coimbra, com o segundo assalto no espaço de um ano. Na última sexta-feira, durante o dia, desapareceram seis computadores - cinco deles portáteis -, três videoprojectores, uma impressora e algum dinheiro. Os intrusos arrombaram cinco portas, uma janela e máquinas de bebidas. Ontem, as aulas foram suspensas, excepto para as turmas do 9º ano e do Curso de Educação e Formação (CEF).


Ver toda a notícia no Jornal de Notícias (29-04-2008).

_______________________________________________________________________________
Assalto e vandalismo deixam escola sem condições de funcionamento
Um cenário “impressionante” é como António Baptista, presidente do Agrupamento de Escolas Luísa Todi, descreve o estado em que encontrou as instalações da Escola EB1 Montinho da Cotovia, depois de um assalto, com vandalismo, ocorrido anteontem de madrugada.


Rever toda a notícia no Setubalense (23-04-2008).

_______________________________________________________________________________

PSP impede duas tentativas de assalto
Duas tentativas de assalto, ocorridas na madrugada de anteontem, foram abortadas pela PSP de Setúbal que acabou por recuperar todos os artigos e deter os assaltantes.


Rever toda a notícia no Setubalense (04-04-2008).

_______________________________________________________________________________

Actos de vandalismo
Lousã: Escola primária assaltada pela quarta vez em menos de duas semanas
A Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico da Lousã foi assaltada na madrugada de hoje pela quarta vez em menos de duas semanas, disse à agência Lusa fonte da GNR.


Rever toda a notícia no Público (14-04-2008).

AINDA A ENTREVISTA DA SRA. MINISTRA

Read this doc on Scribd: A Sra Ministra

MARCHA DA FIRMEZA

Têm-me chegado, nos últimos tempos, centenas de e-mails. Afora aqueles de assuntos mais humorísticos ou divertidos, quase sempre de cunho pessoal, poderia organizá-los em três temáticas, de acordo com o assunto que abordam: o desencanto com os sindicatos e as políticas educativas; o receio de que a luta abrande e a dúvida na atitude a tomar; o frémito pela luta e a garra combativa que é necessário pôr em marcha.

Seja como for, uma coisa parece evidente, como, aliás, ficou expresso no manifesto de 8 de Março: a necessidade do combate firme à actual política educativa, nomeadamente no que se refere à renegociação/alteração do ECD.

Todos percebemos, e todos perceberam (embora o não quisessem admitir inicialmente), que a Marcha da Indignação teve um efeito estrondoso, embora, por vicissitudes várias, algumas das reivindicações não tenham sido ainda atendidas.

Por isso, há que lutar!

No entanto, cabe a pergunta: qual a melhor forma de luta? A greve, as pequenas manifestações regionais, as segunda-feiras de protesto, as acções esporádicas...?

Não duvido de que manter, de forma viva e permanente, o espírito e as acções de luta seja muito importante.

Mas creio que o "sacrifício" de quem participa neste tipo de acções será muito mais compensador se posto em prática numa nova mega-manifestação. Dito de outra maneira, substituir todas as pequenas manifestações por uma nova manifestação de relevo (A MARCHA DA FIRMEZA), em data e local a definir, terá muito mais impacto e torna-se urgente.

Os motivos para isso são os mesmos que nos levaram a Lisboa em Março, acrescidos de alguma dúvida e insatisfação após a assinitura do Memorando de Entendimento com os sindicatos. Basta reler as mais recentes afirmações da Sra. Ministra da Educação, nas entrevistas dadas ao RCP (em 28 de Abril de 2008) e a um jornal diário (em 20 de Abril de 2008).


TODOS, SEREMOS POUCOS!

DÁ PARA ACREDITAR?

No Netescola, AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE RIO DE MOURO - PADRE ALBERTO NETO, encontrámos isto:

...e decidimos compará-lo com isto, do sítio da FENPROF:


Continuar a luta para mudar as políticas!

Segunda-feira de protesto, em Lisboa, frente ao ME, aprovou moção

"Com o Memorando de Entendimento, conseguimos que, apesar do ECD do ME, da legislação que o regulamenta, dos despachos internos dos secretários de Estado, das pressões e da chantagem exercidas sobre as escolas e os professores, este ano, a avaliação do ME, tal como foi concebida e legislada, não se aplicará a um único professor ou educador. Isto só foi possível porque os Sindicatos agiram e os Professores lutaram", sublinhou Mário Nogueira na concentração realizada na noite de 28 de Abril, frente ao edifício do ME, em Lisboa. O secretário-geral da FENPROF e porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores falava para mais de mil docentes, na terceira acção inserida nas segundas-feiras de protesto (as duas primeiras, recorde-se, já decorreram no Norte e na região Centro do País). A moção aprovada na Av. 5 de Outubro reafirma que "a luta dos docentes é para continuar e a unidade para manter em torno dos grandes objectivos aprovados na Marcha da Indignação" e deixa um forte apelo à participação nas comemorações do 1º de Maio, Dia Mundial do Trabalhador, e nas marchas regionais de educadores e professores a 17 de Maio, um pouco por todo o País. / JPO

DÁ PARA ACREDITAR? ESTAREMOS A FICAR TODOS DOENTES?

"Não me obriguem /A vir para a rua / Gritar
Que é já tempo / D'embalar a trouxa / E zarpar"

(Zeca Afonso)

O QUE PENSA QUEM VOTA

Síntese das últimas votações do portal Educare.pt

In Educare.pt:

A LER POR PROFESSORES, SRA. MINISTRA E SEUS COADJUTORES

Nuno Crato: "Não se pode avaliar professores sem exames externos aos alunos"


Conquistou o segundo lugar do European Science Awards na categoria de Science Communicator of the Year. O professor e divulgador de ciência compreende a revolta da classe docente quando é olhada como culpada de todos os males.

Ficou em segundo lugar do European Science Awards na categoria de Science Communicator of the Year. Foi a primeira vez que um prémio desta natureza foi atribuído a um português. Nuno Crato, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, continua a acreditar que vale a pena trabalhar em prol da divulgação científica. Quanto à política educativa, faz alguns reparos e considera que a tutela tem revelado falta de tacto para resolver conflitos.

Na sua opinião, o sistema de avaliação que é proposto pela tutela pressiona a inflação das notas. O que poderá facilitar a transição de ano de alunos que deviam ficar retidos. Nuno Crato, professor de Matemática e Estatística do Instituto Superior de Economia e Gestão, defende um processo de avaliação externa que registe resultados e regule a actividade educativa. O docente afirma que é uma "situação absurda" os estudantes não serem avaliados externamente durante o percurso escolar obrigatório. E, em seu entender, se as notas subirem no próximo exame nacional de Matemática do 12.º ano, que aumentou de duração, é complicado perceber a razão. "Tanto pode ser devido ao maior conhecimento dos alunos como à maior facilidade do exame", refere.

EDUCARE.PT: Segundo lugar do European Science Awards na categoria de Science Communicator of the Year. Divulgar ciência em Portugal: um trabalho que compensa, uma tarefa ingrata?
Nuno Crato: Acho que é um trabalho bastante compensador. Vejo interesse das pessoas, vejo gosto dos jovens e é o género de actividade em que há um quase consenso sobre a sua utilidade. Hoje em dia, após ultrapassados em larga medida alguns obstáculos de incompreensão dentro do mundo académico e dentro da comunicação social, reconhece-se uma utilidade social na divulgação científica.

E: A sociedade portuguesa está mais receptiva à divulgação de uma área olhada como pouco perceptível?
NC: Acho que sim, que se evoluiu bastante nos últimos dez anos.

E: A política educativa tem vindo a gerar uma onda de descontentamento. Quais os pontos que, na sua opinião, a tutela devia rever e alterar?
NC: São tantos! A actual equipa ministerial pegou em alguns pontos importantes, mas tem ignorado outros. E, mesmo tendo razão em muitas decisões administrativas que tem tomado, tem tido uma notória falta de capacidade para gerar consensos. É mais do que falta de tacto, parece vontade de criar conflitos.

Uma das questões essenciais em que discordo da política ministerial tem sido nas orientações educativas e pedagógicas. Em vez de rever um passado de facilitismo, o Ministério tem promovido a revisão de programas continuando a velha política de simplificação de conteúdos. Outro dos aspectos de que discordo é a falta de avaliação. Alguns exames acabaram (nos cursos tecnológicos) e mantém-se esta situação absurda de os alunos não serem avaliados externamente durante todo o percurso escolar obrigatório. Só no 9.º ano têm dois exames, apenas dois, a Matemática e Português, e valendo apenas 30% da nota final.

Os poucos exames que temos são de uma facilidade extrema e os critérios têm variado de ano para ano, de forma que os resultados não são comparáveis. Os progressos que se anunciam não são progressos, ou não se sabe se são, pois não há critérios para os medir.

E: A avaliação dos professores proposta pelo Ministério da Educação está bem planeada? Quais os aspectos que destaca?
NC: Acho que há um erro base: não se pode avaliar os professores sem avaliar o resultado do seu trabalho, ou seja, sem fazer exames externos aos alunos. O sistema de avaliação proposto constitui uma pressão para que os professores inflacionem as notas e passem alunos que deveriam ser retidos. Sem um processo de avaliação externa que registe os resultados e regule a actividade educativa, tudo isto pode ser muito grave.

E: Há algum tempo disse que a formação, selecção e promoção de professores não privilegiam o conhecimento das matérias, a capacidade pedagógica e o mérito. Continua tudo na mesma?
NC: No que se refere à formação de professores, a situação varia muito consoante as escolas. No que se refere à selecção, esperemos que venha a mudar com o exame de entrada na profissão, que a Sociedade Portuguesa de Matemática tem vindo a defender há quase uma década. No que se refere à avaliação, há uma tentativa de mudar, reconheça-se. Mas sem exames externos aos alunos a avaliação dos professores é muito difícil, como disse.

E: O novo Estatuto do Aluno está desenhado para combater o insucesso e abandono escolares?
NC:
Não. Acho o novo Estatuto um passo em frente demasiado tímido, em alguns casos até um passo atrás. Tudo está a ser posto em causa agora depois dos acontecimentos na Secundária Carolina Michaëlis.

E: O novo regime de faltas dos alunos contribuirá para a diminuição dos casos de indisciplina?
NC:
Acho que não, de forma alguma.

E: Como presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, como vê o aumento da duração do exame nacional de Matemática do 12.º ano de escolaridade?
NC: Mais uma vez é uma mudança de critério. Os exames que o Ministério faz não são comparáveis. Se este ano as notas subirem alguém sabe a que isso é devido? Ninguém sabe. Tanto pode ser devido ao maior conhecimento dos alunos como à maior facilidade do exame.

E: A Matemática continua a ser a disciplina "menos amada" do plano curricular?
NC: Não sei. É uma daquelas em que os resultados são preocupantes. Mas os resultados são maus em todas as disciplinas centrais.

E: O último PISA - Programme for International Student Assessment - colocava o desempenho dos alunos portugueses de 15 anos a Matemática, Ciências e Leitura no 37.º lugar entre os 57 países analisados. Há motivos para preocupações?
NC: Há. Já o tínhamos dito antes deste estudo e mantemos. Aliás, se virmos o PISA, verificamos que a situação se mantém.

E: Há razões que expliquem o facto de a Matemática continuar a apresentar notas baixas?
NC: Há: o ensino está mal. Estamos a sofrer o resultado de programas maus, de ausência de avaliação externa, de pouca exigência, de fraca formação inicial, de tudo...

E: O ensino de Ciências requer uma revisão da metodologia por parte dos docentes, de forma a motivar os alunos e subir as notas?
NC: Talvez, mas requer sobretudo uma mudança de orientações pedagógicas por parte do Ministério. Eu não poria a tónica na motivação nem no aumento de notas. Era assunto para outra entrevista...

E: Que análise faz do protesto dos professores de 8 de Março? Foi à manifestação?
NC: Não fui à manifestação, mas percebo que os professores se sintam revoltados e rejeitem serem vistos como culpados de todos os problemas.

In Educare.pt (Sara R. Oliveira 2008-04-15)

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS QUE FICAM LONGE DA 5 DE OUTUBRO

Violência nas escolas existe em Águeda

A violência escolar existe nas escolas do concelho de Águeda. Em reportagem, o Litoral Centro fez uma ronda pelos quatro agrupamentos de escolas do concelho, Instituto Duarte Lemos e as duas Escolas Secundárias.
Grande parte dos Conselhos Executivos queixa-se de agressões ao nível verbal e do conflito entre alunos. A opinião de que este tipo de problema é o reflexo do que as crianças têm em casa também é unânime. O agrupamento de Aguada de Cima é o caso mais flagrante, onde estão em curso três processos disciplinares.

VALONGO DO VOUGA
Rosa Matos, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga, diz não haver violência nas 10 escolas que constituem este agrupamento. Por outro lado, diz que há, sim “incumprimento de deveres por parte de alguns alunos, de acordo com o Regulamento Interno”.
“Por vezes verifica-se conflito entre os alunos. Mas o normal. No que toca aos professores, o ambiente é óptimo”, refere a docente. Quanto ao uso de telemóveis, Rosa Matos diz que o Regulamento Interno o proíbe: “Há regras muito concretas, que são normalmente acatadas. Em princípio o aluno não leva o telemóvel para a sala de aula. Mas se leva, é advertido pelo professor. Em situação anormal, é confiscado e entregue ao director de turma, que se conhecer o aluno faz chegar ao pai. Em caso mais gra-ve é entregue ao órgão de gestão”.
Rosa Matos sublinha que a partir do próximo ano lectivo, com a reformulação do Regulamento Interno, será proibida a entrada do telemóvel na sala de aula, podendo mesmo ser proibida a sua entrada na escola.
“Indisciplina há sempre. Mas em termos de violência, não temos casos dignos de registo. Os nossos alunos acatam as ordens”, afiança a professora, lembrando que não levar objectos para as aulas que perturbem o seu normal funcionamento “é um dos deveres dos alunos no nosso regulamento. Os telemóveis, quando presentes, só desligados”, termina.

INSTITUTO DUARTE LEMOS
Maria de Lurdes Coelho é a directora pedagógica do 3º ciclo do Instituto Duarte Lemos (IDL). Diz preferir falar de disciplina ou indisciplina do que de violência. “São as crianças que fazem parte da escola. Por vezes a violência está latente e muitas vezes extravasa como indisciplina”, considera a dirigente, explicando que indisciplina e violência acabam por estar intimamente ligadas.
“Temos um compromisso com os pais de cada vez mais actuar ao nível da prevenção das situações de indisciplina. Elencamos um conjunto de prioridades essenciais, sendo uma delas a prevenção da violência, controlando a indisciplina”, afirma a docente do IDL.
No instituto da freguesia da Trofa, “praticamente” os processos disciplinares não se verificam. “É na escola que as crianças e jovens devem estar e não na rua. Daí actuarmos em termos de prevenção. As coisas devem ser resolvidas no momento”, defende Maria de Lurdes Coelho.
A professora assume que ninguém pode dizer que não tem problemas na escola, “porque existem sempre. E aqui há, como nas outras escolas”. Mas a dirigente não se revê nas situações que têm sido tornadas públicas através dos órgãos de Comunicação Social.
“O nosso quadro de violência não é grave. É impensável para nós os alunos actuarem de acordo com o que se viu nas televisões”, diz. Maria de Lurdes Coelho assume haver conflito, mas que nem sempre degenera em violência. “O conflito pode ser apenas verbal, mas raríssimo a professores e funcionários. E atenção que esta escola não é cega nem autista! Se os alunos o fizerem, tanto os professores como os funcionários não podem ser cegos muito menos autistas. Têm de actuar em conformidade”.
Quanto ao uso de telemóvel, a professora de Ciências Físico-Químicas do 9º ano diz que o regulamento do IDL é claro: se os telemóveis são apanhados, são confiscados. “Mas não concordo que eles desapareçam completamente das aulas. A sua utilização é que deve ser correcta”.
O Regulamento Interno do IDL também diz que os professores não podem levar o telemóvel para as salas de aula, a não ser que estejam desligados.

SECUNDÁRIA ADOLFO PORTELA
A Escola Secundária Adolfo Portela, em Águeda, também integrou a ronda efectuada pelo Litoral Centro. O seu presidente do Conselho Executivo, Henrique Coelho, referiu que nos últimos anos “não temos tido situações dignas de registo ao nível da violência escolar. Não temos chamado pais, é uma situação que acontece com pouca frequência”.
E se os pais são chamados à escola, Henrique Coelho revela que é devido a problemas de indisciplina nas aulas e não de violência.
“Violência propriamente dita não temos tido. Também convém referir que tentamos sempre envolver os pais com vista à resolução dos problemas. Regra geral resolvemos assim, sem recorrer ao procedimento disciplinar”.
Situações com telemóveis também são “pontuais”. O presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Adolfo Portela revela já ter acontecido o telemóvel tocar durante as aulas. “Nesse caso os alunos são chamados à atenção. Pode acontecer o telemóvel ser-lhes retirado durante um determinado período, caso a situação agrave e se repita”.
Relativamente ao que tem vindo a público, até ao momento “estamos bem, em comparação ao que tem acontecido noutras escolas”, remata Henrique Coelho.

ESCOLA SECUNDÁRIA MARQUES DE CASTILHO
Na ausência de Francisco Vitorino, presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Marques de Castilho, foi a vice-presidente, Elda Rodrigues, que falou com o Litoral Centro.
A professora começou por referir que “a violência é um problema da nossa geração. Não só nas escolas, mas na sociedade, acabando por repercurtir-se nas escolas. Tentamos evitar que os problemas mais graves se avolumem”.
Além da vice-presidente do Conselho Executivo da Marques de Castilho considerar a violência como um problema global, acredita também que “é nas famílias que ele começa. Está relacionado com a educação”. No seu entender, a escola está para ajudar. Não só intervindo, mas educando.
“Não temos comparação com as notícias veiculadas pela Comunicação Social. Existem conflitos entre alunos, mas acaba por fazer parte. Não é agressão verbal, mas é falta de respeito. Às vezes há punições, através de procedimentos disciplinares, quando é grave. A nossa média é de três a quatro processos por ano. Tivemos um ainda há pouco tempo”, revela. Quanto aos telemóveis, nada a registar.
O Litoral Centro tentou contactar a “Escola Segura” até à hora de fecho desta edição, mas não foi possível.

Autor: Marta Varandas

In Litoral Centro (Quarta-feira, 16 de Abril de 2008 - 09:08:06)

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS


Alunos desmotivados pelas perspectivas de desemprego. Visão negativa da escola. Responsabilidade social, punições individuais. Professores crispados pelas políticas educativas. São estas as principais causas da indisciplina e da violência nas escolas.

"Há um contexto favorável à ocorrência de rebeliões", diz Manuel Matos, investigador e docente na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade do Porto. A violência na escola é um assunto "velho" com uma nova visibilidade.

"Boa parte dos alunos problemáticos não esperam nada da escola, estão lá apenas porque não têm outras alternativas e são forçados a isso", reflecte Manuel Matos. "A família obriga e o Estado não apresenta alternativa em termos de programas de trabalho."

Para o investigador, os fenómenos de indisciplina ou violência são gerados colectivamente. A turma constitui um colectivo. E portanto, "é difícil identificar quem é o responsável". Embora o acto de indisciplina apareça encabeçado, "o protagonista não é necessariamente o principal responsável pela cena, porque a responsabilidade gera-se num contexto colectivo", alerta Manuel Matos.

Responsabilidade colectiva, sanções individuais?
Mas se a responsabilidade é colectiva, a sanção é normalmente individual. "Quando a opinião pública, os jornais e as autoridades responsáveis exigem a punição, evidentemente que o fazem em nome da exemplaridade do castigo, portanto, isso aponta para o ‘bode expiatório'", afirma o investigador. Resumindo: alguém tem de ser responsável porque não se pode punir a turma inteira.

"Há um conflito entre a pedagogia e a lei." A escola deveria reger-se por princípios pedagógicos e não jurídicos, diz Manuel Matos, no entanto "as autoridades tendem a socorrer-se de mecanismos jurídicos porque supõem que na origem destes incidentes estão fenómenos sociais e não pedagógicos".

Ao mesmo tempo, critica o investigador, e "hipocritamente" recusa-se a responsabilidade social por este cenário e apontam-se os sujeitos individuais ou a sua família. "É um problema de difícil solução porque a causalidade está num contexto que vai para além da responsabilidade individual", conclui o investigador.

Sem motivação para o estudo
"Há um clima incontrolável" que, para Manuel Matos, encontra acolhimento nos contextos sociais e está na base da indisciplina. "Os alunos muitas vezes dizem que a escola é boa, as aulas é que são uma seca", esta distinção prova que "o tempo de ócio é cada vez mais significativo na vida da escola e a apetência para estudar menor". Acresce que, "com o desemprego e a ameaça de ir fazer coisas que ninguém quer, os alunos perdem a razão do trabalho escolar, ou seja, do estudo".

Por outro lado, sendo uma boa parte dos alunos, actualmente no 3.º ciclo e ensino secundário, oriundos de famílias com escolaridade máxima de 6.º ano, não dispõem em casa de uma cultura escolar acentuada, diz Manuel Matos. A uma certa distância escolar, por parte da família, soma-se a falta de motivação em termos de utilidade do estudo. O resultado: a escola passa a ser valorizada com base na socialização horizontal, do gozo e da fruição. Desvaloriza-se a sua função educativa.

Os alunos não têm motivações para se dedicarem aos estudos, mas a escola exige cada vez mais deles. Seja com os exames nacionais, os rankings ou os professores a serem avaliados pelas notas que dão aos seus alunos. "Cria-se uma dinâmica contraditória e um clima constrangedor que gera a rebelião", afirma Manuel Matos.

"Não se pode esquecer que os jovens estão numa fase de expansão da sua natureza, a adolescência, uma altura em que a disciplina é o pior", recorda o investigador. Quanto mais se reprime, maior a apetência para a explosão.

O medo substitui a relação pedagógica
Para Manuel Matos, a cobertura dada ao fenómeno está a criar, em torno da questão da indisciplina e violência escolar, uma dinâmica de natureza repressiva, que supõe o desenvolvimento de sentimentos negativos, como o medo, como forma de substituir a relação pedagógica.

"O pânico vem do facto de a escola ser vista como uma preparação para a vida, e logo, uma péssima preparação se não exerce as suas funções", então, refere Manuel Matos "por um lado, está o escândalo que é a violência na escola e, ao mesmo tempo, o pânico que é uma sociedade mal acautelada na sua fase de preparação".

No entanto, alerta o investigador, "é preciso perceber que já não estamos no tempo em que só se admitia na escola quem vinha com a educação familiar resolvida". Manuel Matos entende o recurso à violência "como uma situação que vem na sequência de um destino trágico que é o facto de estes alunos não terem um projecto". Neste sentido, "a escola deveria, prioritariamente, tomar conta destes alunos, num sentido positivo, e não responsabilizar as famílias que muitas vezes também são marginais".

No geral, por mais debates e programas televisivos que se façam sobre esta matéria, o essencial é não perder de vista que "os actores da violência são muito mais vítimas do que autores", até porque, frisa Manuel Matos, "ninguém nasce vocacionado para a violência".

Andreia Lobo (2008-04-16), in Educare.pt.

A RESPONSABILIDADE DA VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS É PARTILHADA

27-04-2008 : Francisco Gomes

Nova confederação de pais reuniu em Peniche


“A responsabilidade da violência nas escolas é partilhada”


Foram aprovados no passado dia 19 em Peniche os estatutos de uma nova confederação de pais, que marca a ruptura com a organização existente – CONFAP – a quem acusa de pactuar com desvios de verbas, e assume críticas à política educativa do Governo.

Reunindo as Federações Regionais de Associações de Pais de Lisboa, Leiria e Viseu, e as associações concelhias de Sintra, Vila Franca de Xira, Peniche, Alcobaça e Marinha Grande, a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) “representa 600 associações de pais”, assegurou a porta voz da nova entidade e presidente da Federação Regional das Associações de Pais de Viseu.

A nova confederação de pais quer afirmar-se como “alternativa” à CONFAP, a quem Maria José Viseu acusa de irregularidades eleitorais e de deixar impune uma federação cujo tesoureiro terá desviado verbas.

“Num processo conturbado com anulações de assembleias, eliminação dos cadernos eleitorais de associações de pais, instauração de um processo disciplinar à Federação de Viseu e à Associação de Pais Inês de Castro de Coimbra, tudo foi sendo feito para se chegar à eleição dos actuais órgãos sociais da CONFAP”, denunciou Maria José Viseu.

“Continuamos sem entender porque se instaura um processo disciplinar a estruturas de base só pelo facto das mesmas pensarem de maneira diferente e não se faça nada relativamente a uma federação cujo representante faz um desfalque de 60 mil euros em quatro meses de mandato e que continua a deter o cargo de tesoureiro”, manifestou a porta-voz da comissão directiva provisória da CNIPE.

A responsável, que também presidiu à CONFAP em 2006 e 2007, disse ainda que as federações se vão desvincular da CONFAP porque "é esta dicotomia e esta forma de estar no movimento associativo de pais que não nos revemos".

Mas a CNIPE sublinha que “são sobretudo as questões de politica educativa que nos diferenciam e separam”, nomeadamente as diferenças de posicionamento relativas ao estatuto do aluno e ao debate sobre a autonomia e gestão das escolas.

As escolas só deixarão de ter indisciplina e insucesso se se repensar o número de alunos, o rácio dos auxiliares de acção educativa, os apoios educativos e a colocação de outros técnicos em apoio às escolas”, declarou Maria José Viseu, rejeitando os resultados de uma sondagem divulgados na semana passada que apontam que mais de metade dos inquiridos – 59,7% – atribui responsabilidades pela violência nas escolas aos pais dos alunos. “A responsabilidade é partilhada, porque a tutela também tem responsabilidade”, comentou.

A CNIPE mostrou-se entretanto preocupada com a entrada “num período crucial para todos os nossos filhos e educandos (exames e provas de aferição)”. “Gostaríamos que este ano se não repetissem os erros do ano transacto”, alertou Maria José Viseu.

A nova confederação vai pedir audiências ao Presidente da República e grupos parlamentares para expor as suas preocupações.



In Jornal do Oeste.

EDUCAR (TEXTO PARA REFLEXÃO)

Educar com autoridade e sem autoritarismo

Chama-se Summerhill. É um famoso colégio britânico que, nos anos sessenta, ficou conhecido pela sua defesa de uma educação sem a presença “atemorizadora” da autoridade dos professores. Seria uma educação livre, arejada, sem constrangimentos de nenhum tipo. Professores e alunos procurariam ajudar-se mutuamente, com uma sã camaradagem, e assim trabalhariam lado a lado naquele revolucionário projecto educativo.
Para alcançar tais objectivos, os directivos do colégio criaram um método pedagógico verdadeiramente inovador. Acreditavam que seria a grande solução para os problemas educativos da época. Não haveria exames nem notas classificativas. A assistência às aulas seria totalmente voluntária. A gestão da própria escola seria, muitas vezes, efectuada pelos próprios alunos, através de uma assembleia onde se discutiriam os problemas reais e as suas possíveis soluções.
A escola tinha sido fundada em 1921. Com esta inovação educativa na década de sessenta, viveu um tempo de apogeu e teve um aumento significativo de alunos. No entanto, poucos anos depois da implantação do novo método pedagógico, o colégio começou vertiginosamente a perder alunos. Constatava-se com uma certa surpresa que, apesar de todo o esforço por implementar o novo método, os estudantes não saíam bem preparados da escola. A sua formação apresentava grandes lacunas e deficiências. As famílias dos alunos tinham deixado de acreditar na eficácia do novo método pedagógico.
É uma ingenuidade bastante perigosa imaginar que podemos educar sem autoridade. Talvez este modo de pensar proceda de uma certa confusão entre o que significa autoridade e o que significa autoritarismo. O autoritarismo é um abuso da autoridade. É usar a autoridade não para educar, mas para impor-se aos outros sem respeitar a sua legítima liberdade. É não entender que educar significa, antes de qualquer outra coisa, ensinar a usar bem a liberdade. É pensar que só existe a liberdade daquele que educa e não a daquele que é educado.
Geralmente, ninguém tem saudades de professores autoritários. Professores que atemorizam os alunos e geram um ambiente desagradável à sua volta. Professores do estilo “posso, quero e mando”. O autoritarismo exige pouco talento, pouca arte e muito pouca imaginação. Sempre foi uma má estratégia educativa. Um professor autoritário nunca foi um bom professor.
Com o autoritarismo não se educa, mas com a ausência de autoridade também não. A autoridade é essencial para que haja uma verdadeira educação dos alunos. É com autoridade que os professores conseguem educar na liberdade. É evidente que o crescimento da violência escolar está intimamente unido à crise de autoridade. Esta crise gera nos alunos um receio diante da possibilidade de, algum dia, terem eles próprios de exercer a autoridade. Sentem-se inseguros com esta perspectiva e não amadurecem, porque não se sentem capazes de assumir responsabilidades. E não nos esqueçamos que os jovens são educados para serem adultos, não para continuarem eternamente adolescentes.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

In Jornal de Opinião.

HUMOR PARA DESCONTRAIR... OU PARA PENSAR

segunda-feira, 28 de abril de 2008

AFINAL, A CHANTAGEM NÃO É SÓ COM OS PROFESSORES

Nacional
Miranda do Corvo: Autarquia acusa organismo do Ministério de Educação de "chantagem"

Coimbra, 28 Abr (Lusa) - A Câmara de Miranda do Corvo acusou hoje um organismo dependente do Ministério da Educação de exercer uma postura de "chantagem" sobre o município na aprovação do projecto de um Centro Educativo que consta da Carta Educativa.

Fátima Ramos, presidente da autarquia (PSD), denunciou hoje que o Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEP) não deu ainda parecer favorável à construção de um Centro Educativo porque exige o encerramento de escolas com um número de crianças superior às previstas na Lei.
"Pretendem que encerremos escolas com muito mais de 20 alunos, quando a legislação refere apenas o encerramento gradual das escolas do 1.º ciclo com menos de 20 alunos", criticou a autarca social-democrata em conferência de imprensa.
A presidente da edilidade disse aos jornalistas que a construção do equipamento, orçado em 1,715 milhões de euros, obteve parecer favorável da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) e consta da Carta Educativa do concelho, homologada pela ministra da Educação em 15 de Janeiro.
"Não podemos aceitar essas exigências. Estamos disponíveis para cumprir a legislação mas ninguém tem o direito de exigir que façamos mais do que o previsto na Lei", frisa Fátima Ramos, que afirma não "compreender" a situação.
Salientando a necessidade de construir um Centro Educativo em Miranda do Corvo para evitar que as crianças continuem a ter aulas em horário desdobrado, a autarca teme que a postura do GEP venha a inviabilizar a candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
"O meu medo é que se não houver uma decisão o concelho perca uma comparticipação do QREN que vai entre 50 a 75 por cento do investimento total", sublinha Fátima Ramos.
Segundo a autarca, "de acordo com as regras publicadas teriam preferência os Centros Educativos que visassem acabar com escolas do 1.º ciclo a funcionar em horário desdobrado, que é o caso da escola de Miranda".
"De forma inexplicável, o GEPE não nos dá parecer favorável argumentando que o Centro Educativo não responde às condicionantes de aprovação da Carta Educativa. Condicionantes essas das quais nunca tinha sido dado conhecimento à Câmara", acrescentou.
A presidente do município afirmou ainda que foi solicitado à Câmara, telefonicamente, que incluísse no texto da candidatura ao QREN o encerramento de todas as escolas do 1.º ciclo da freguesia de Miranda (excepto a da sede do concelho), das freguesias de Lamas e Vila Nova e ainda os jardins-de-infância de Lamas, Moinhos e Espinho.
"As escolas que pretendem fechar tiveram investimentos e obras significativas nos últimos dois anos. Algumas tiveram mesmo ampliações com edifícios totalmente novos, que cumpriram o previsto na Carta Educativa", destaca Fátima Ramos, que recusa cumprir essa exigência.
"Porque sabem que a construção de uma nova escola em Miranda é muito necessária, estão a adoptar um comportamento de autêntica chantagem sobre a autarquia, com a agravante de que as exigências que nos estão a ser feitas contrariam o que se encontra previsto na Lei", sustenta.
Fátima Ramos alerta que "a não aprovação do centro e consequente financiamento comunitário conduzirá à manutenção das crianças na escola com horário desdobrado e ao funcionamento das actividades extracurriculares em péssimas condições, já que a Câmara não tem condições financeiras para avançar com o investimento na totalidade".
Se, entretanto, não houver uma resposta do GEPE, a autarquia vai reunir extraordinariamente o Conselho Municipal de Educação, no dia 19 de Maio, para decidir as medidas a tomar que, segundo a Lusa apurou, podem passar por um processo judicial contra o Estado.


In Notícias.RTP.pt.

MINISTRA PROMETE APLICAÇÃO TOTAL DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO

Política - 28-04-2008 11:28h
Ministra da Educação promete aplicação total do processo de avaliação no próximo ano


A ministra da Educação diz que o processo de avaliação dos professores vai ter aplicação total e integral tal, como o Governo determinou, no próximo ano lectivo.

Na estrevista ao Rádio Clube, esta manhã, Maria de Lurdes Rodrigues lembrou que o entendimento alcançado pelos professores foi apenas para este ano lectivo.

A ministra da Educação admitiu ainda que José Sócrates esteve especialmente atento ao acordo com os sindicatos, na avaliação de professores. Maria de Lurdes Rodrigues recusa responder até onde foi a participação do Primeiro-ministro, do Presidente da República e de Carvalho da Silva, para se alcançar o acordo com os sindicatos.

Maria de Lurdes Rodrigues invoca o direito de reserva. Sobre o caso do telemóvel na sala de aula, a ministra assume a sua posição, mas considera que não é ao Ministério que cabe determinar ou não a proibição.

In RCP.

Se tiver paciência e quiser ouvir a entrevista de hoje ao Rádio Clube Português, clique aqui.

PROTESTO DE 28 DE ABRIL


Professores protestam junto ao Ministério apesar do acordo

Entendimento com Ministério não põe em causa objecções de fundo
A plataforma sindical de professores promove uma concentração esta noite, em Lisboa, em frente ao Ministério da Educação, no âmbito das "segundas-feiras de protesto" definidas após a "Marcha da Indignação" de Março, que juntou cerca de 100 mil professores no Terreiro do Paço.

Com o entendimento alcançado entre o Ministério da Educação e os sindicatos - sobre aspectos como a avaliação simplificada (e sem efeitos imediatos) e o adiamento da aplicação do novo regime de gestão das escolas -, a concentração de hoje não terá a carga emocional de tempos recentes. Porém, disse ao DN Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma, "não havia motivo" para que não se realizasse.

"A oposição às questões de fundo da política educativa deste Ministério da Educação, no Estatuto da Carreira Docente, no Ensino Especial, mantém-se", explicou. "Salvámos o terceiro período, e evitaram-se outros protestos mais graves, como as greves, mas não há razão para se alterar o que ficou definido na marcha".
[...]
O calendário de protestos prevê ainda duas acções a 5 e 17 de Maio.


In Diário de Notícias.

PROTESTO - SEGUNDA-FEIRA, 28 de Abril

Todos à rua!

Lisboa

21:00 H - Frente ao ME – Av. 5 de Outubro


Assim, os professores e educadores concentrar-se-ão no dia 28 de Abril:

• PELA RENEGOCIAÇÃO DO ECD, os professores reafirmam a sua oposição determinada ao modelo de avaliação de desempenho, à fractura da carreira, à degradação e sobrecarga dos seus horários de trabalho e à inaceitável instabilidade que se vive na profissão, à 'prova de ingresso' na profissão!

• PELA RENEGOCIAÇÃO DO REGIME DE DIRECÇÃO E GESTÃO ESCOLAR, os professores exigem a avaliação do actual modelo e afirmam a sua disponibilidade em contrariar as pretensões do ME.

• PELA RENEGOCIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES À EDUCAÇÃO ESPECIAL, os professores reafirmam a defesa dos princípios da Escola Inclusiva.

• PELA VALORIZAÇÃO E INVESTIMENTO NO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO, os professores exigem respeito pela liberdade académica e pela condição profissional.

• POR MEDIDAS QUE PROMOVAM A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO E DO ENSINO E PELA REDUÇÃO DO DESEMPREGO E DA PRECARIEDADE.

• PELA GARANTIA DE QUE NENHUM DOCENTE SERÁ REMETIDO PARA A 'MOBILIDADE ESPECIAL'.

• PELA SUBSTITUIÇÃO DO MODELO DE AVALIAÇÃO IMPOSTO PELO ME por um outro construído pelos professores e educadores.

• PELO RESPEITO PELA LIBERDADE E PELOS DIREITOS SINDICAIS.

domingo, 27 de abril de 2008

ESTUDO SOBRE A INTEGRAÇÃO E PROGRESSÃO NA CARREIRA

Com a devida vénia ao autor!




Read this doc on Scribd: progressaocarreira

TEIAS

Afinal, a polémica entrevista da Ministra da Educação (reveja-a aqui), na qual culpa os professores pelos chumbos dos alunos, ainda está na ordem do dia.

Vários têm sido os teóricos de bancada que se têm vindo a manifestar sobre essas polémicas (eu diria "ofensivas") palavras da Sra. Ministra. São esses teóricos “iluminados”, daqueles que nunca puseram os pés na escola - a não ser para dela usufruir do ensino de outros tempos - ou há muito a abandonaram em detrimento de outros poderes, que, do alto da sua cátedra, pretendem ultrapassar a omnisciência da realidade.

De repente, ocorreu-me um documentário sobre os ditadores Franco e Salazar que revi, no dia 25 de Abril, na Canal de História. Aí se fazia enfoque ao academismo de Salazar que, afinal, teve as consquências que conhecemos.

Serve este intróito para dar conta de que li algures que alguém veio coadjuvar a Sra. Ministra, qual homem-sombra trazendo-me à cabeça a ideia de que "atrás de uma pequena mulher está sempre um mesquinho homem", e que, por outras palavras insiste na “divinização” das palavras ministeriais, referindo que se deve substituir o facilitismo do chumbo pelo investimento na recuperação dos alunos.

Se não houvesse outros argumentos que atestassem a mera teorização destes "iluminados", poderíamos pegar na ideia do "investimento na recuperação dos alunos".

Referir-se-á essa pessoa aos euros que não chegam às escolas (todos sabemos para onde vão enormes quantias!) e que deveriam ser destinados a pagar horas a professores e materiais de apoio? Acaso sabe que, na escola onde lecciono, 90% do papel que utilizo em materiais é comprado a expensas minhas? Acaso sabe que, na minha escola, não há funcionária disponível para tirar fotocópias (ainda há dias mandaram quatro embora)?

Ou referir-se-á a mais trabalho e mais dedicação da escola e dos professores? Quererá dizer que os professores devem trabalhar mais? Acaso sabe que, na escola onde tenho dedicado a minha vida, os professores vivem atulhados de tarefas, muitas delas meramente burocráticas? Acaso essa pessoa sabe que fiz uma preparação científica e pedagógica - que pus em prática durante vários anos - e, nestes últimos três anos vi-me a desempenhar funções de bibliotecário, de vigilante de horas de estudo e/ou de lazer dos alunos, de leitor da verborreia legislativa que não pára de chegar?

Referir-se-á a uma maior dedicação vocacional dos professores, tendo em vista dedicarem-se especialmente a evitar o “chumbo”? Acaso conhece os curricula do ensino? Acaso conhece o nível a que nos chegam muitos alunos provenientes dos PALOP, a que o Ministério dá equivalência a competências que ainda não adquiriram? Acaso sabe que, na minha escola, grande parte dos professores vive um sentimento de desânimo e de frustração pela forma como foram tratados nestes últimos três anos?

As escolas básicas e secundárias não são a UL, o Técnico ou ISCTE!

Foram várias as questões supra levantadas. Não pretendemos que nos responda. Diga-nos apenas se algum dia ensinou nalguma escola básica e/ou secundária e, em caso afirmativo, se foi neste últimos dez anos. Isso será o bastante para que todos percebam como, durante muitos anos, continuaremos “orgulhosamente sós”!

A terminar, não poderia deixar de expressar aqui um desafio final: venha assistir uma semana só (só uma semana) às minhas aulas! Depois, com conhecimento de causa, ousarei "ouvir" as palavras de quem sabe!

MAIS UMA TRAPAÇA DO ME

À ATENÇÃO DOS PROFESSORES E DOS SINDICATOS

Numa comunicação escrita, datada de 15 de Abril de 2008, o Presidente do CE da EB 2/3 D. João I da Baixa da Banheira informa os docentes do seguinte:

Apesar das faltas legalmente equiparadas a serviço lectivo não contarem para efeitos da falta de assiduidade ao nível de avaliação, no entanto, de acordo com o que consta na ficha de avaliação de desempenho de 7/04/ 2008, o ponto A.2 do Anexo XIII – empenho para a realização das aulas previstas: compensações, permutas, preparação das substituições – remete para todo o serviço lectivo distribuído (total de aulas previstas). Ora, de acordo com este anexo, terá de se registar o número de aulas que não foi leccionado, independentemente das razões que originaram as faltas. Assim, continua o Presidente desta Escola, as aulas não leccionadas acabam por incidir na avaliação de cada docente, independentemente de ter sido leccionada toda a matéria curricular, podendo até agravá-la. E, para ultrapassar esta situação, terão de se aplicar modalidades compensatórias já implementadas na Escola, tal como a permuta e a reposição do serviço lectivo [reprodução não textual, mas fiel ao enunciado escrito].

Se todos os Conselhos Executivos seguirem a referida Escola – e ver-se-ão forçados, a curto prazo, a fazê-lo – esta ilegalidade que o ME, através de um Regulamento, lhes impõe executar, revoga o artigo 103.º do ECD, pois retira-lhe efeito útil.

Imaginem as subsequentes situações:

1. O docente faltou por motivo de greve.

Esse dia é-lhe descontado no vencimento. Ao "exigirem-lhe" que reponha o número de aulas em falta, a greve ficou sem efeito útil. Mais grave ainda: trabalha e não recebe, ou seja, repõe as aulas não leccionadas, mas não lhe repõem o pagamento do dia de greve.

2. O docente faltou por motivo de nojo.

Não recebe o subsídio de refeição correspondente aos dias em falta. Repõe as aulas não leccionadas, mas não recebe o subsídio de refeição correlativo.

3. O professor não lecciona por motivo de visita de estudo.

O professor que foi em visita de estudo organizada por outro grupo disciplinar tem de repor as aulas não leccionadas apesar de nesse dia ter trabalhado mais horas do que as referenciadas no seu horário de trabalho.

Caros colegas:

Temos de lutar contra esta aberração legislativa de compensar as aulas não leccionadas, pois põem em causa o princípio constitucional da igualdade.

Conhecem algum médico, juiz ou operário que seja obrigado a repor as horas que justificadamente não trabalhou?

Em Direito ensinaram-me que as leis inferiores não revogam leis superiores; que o respeito pela hierarquia das leis é um dos fundamentos de um Estado de Direito Democrático.

Ou ensinaram-me mal ou, pelos vistos o Estado de Direito Democrático não existe.

Vítor Barros
Recebida por e-mail.

sábado, 26 de abril de 2008

CANTIGA PARA A SRA. MINISTRA

Em Junho de 2006, fiz umas loas para a ministra, por altura da manif., para serem cantadas com a música d' "As Janeiras". Agora adaptei-as e cá vão:


    Em Abril aqui cantamos,
    Em Abril aqui cantamos,
    Erguemos bem alto o punho
    P'ra dizer o que pensamos.
    Erguemos bem alto o punho
    Pr'a dizer o que pensamos.

    Ó Lurdecas vai-t'embora,
    Ó Lurdecas vai-t'embora,
    Vai por ora ver se chove
    E depois daí pr'a fora.
    Vai por ora ver se chove
    E depois daí pr'a fora.

    Esta gente não é crua,
    Esta gente não é crua,
    Vais ter de sair daí
    Nem que tenhas d'ir de grua!
    Vais ter de sair daí
    Nem que tenhas d'ir de grua!

    Nem que tenhas d'ir de grua,
    Nem que tenhas d'ir de grua,
    Nós em casa não ficamos
    'tamos outra vez na rua!
    Nós em casa não ficamos
    'tamos outra vez na rua!

    És dada ao diz-que-disse,
    És dada ao diz-que-disse,
    Havias de partir agora
    Pr'onde ninguém mais te visse!
    Havias de partir agora
    Pr'onde ninguém mais te visse!

    Nós não gostamos de ti,
    Nós não gostamos de ti,
    Abala pr'a Finlândia
    Vai pr'a lá fazer ski!
    Abala pr'a Finlândia
    Vai pr'a lá fazer ski!

    Vai pr'a lá fazer ski,
    Vai pr'a lá fazer sku,
    Mas eles é que não querem
    Uma espécie como tu!
    Mas eles é que não querem
    Uma espécie como tu!

    Tu tens olhos de sinistra,
    Tu tens olhos de sinistra,
    O teu olhar não engana
    E tu não dás pr'a ministra!
    O teu olhar não engana
    E tu não dás pr'a ministra!

    Em Abril aqui cantamos,
    Em Abril aqui cantamos,
    Erguemos bem alto o punho
    P'ra dizer o que pensamos.
    Erguemos bem alto o punho
    Pr'a dizer o que pensamos.



Experimentem a trautear!
E se quiserem cantar, dia 28 ou outro qualquer, não cobro direitos de autor!

Maria José Sousa

A QUEM INTERESSA A AVALIAÇÃO COMO FICÇÃO?

Artigo de Paulo Guinote, publicado no jornal Público de 25/04/08.

Clique aqui para ler o artigo.

QUE VOS ESPANTA, SENHORA?


Maria de Lurdes Rodrigues diz que as escolas
tem estratégias para combater comportamentos violentos

(Notícia, foto e legenda retiradas do Público)


BREVEMENTE, NARRAREI AQUI UM CASO MUITO RECENTE QUE DEMONSTRARÁ À SRA. MINISTRA A MENTIRA DESSA IDEIA!


SENTIR...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

PROTESTO DIA 28 DE ABRIL

PROTESTO - SEGUNDA-FEIRA, 28 de Abril

Todos à rua!

Lisboa

21:00 H - Frente ao ME – Av. 5 de Outubro


Assim, os professores e educadores concentrar-se-ão no dia 28 de Abril:

• PELA RENEGOCIAÇÃO DO ECD, os professores reafirmam a sua oposição determinada ao modelo de avaliação de desempenho, à fractura da carreira, à degradação e sobrecarga dos seus horários de trabalho e à inaceitável instabilidade que se vive na profissão, à 'prova de ingresso' na profissão!

• PELA RENEGOCIAÇÃO DO REGIME DE DIRECÇÃO E GESTÃO ESCOLAR, os professores exigem a avaliação do actual modelo e afirmam a sua disponibilidade em contrariar as pretensões do ME.

• PELA RENEGOCIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES À EDUCAÇÃO ESPECIAL, os professores reafirmam a defesa dos princípios da Escola Inclusiva.

• PELA VALORIZAÇÃO E INVESTIMENTO NO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO, os professores exigem respeito pela liberdade académica e pela condição profissional.

• POR MEDIDAS QUE PROMOVAM A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO E DO ENSINO E PELA REDUÇÃO DO DESEMPREGO E DA PRECARIEDADE.

• PELA GARANTIA DE QUE NENHUM DOCENTE SERÁ REMETIDO PARA A 'MOBILIDADE ESPECIAL'.

• PELA SUBSTITUIÇÃO DO MODELO DE AVALIAÇÃO IMPOSTO PELO ME por um outro construído pelos professores e educadores.

• PELO RESPEITO PELA LIBERDADE E PELOS DIREITOS SINDICAIS.

SIGNIFICATIVA CONTRADIÇÃO

Repare-se nesta contradição que penso não se dever deixar passar em branco. Uma associação de empresários criada com o alto patrocínio do presidente da república e em parceria com o ME anda a promover projectos em alguns sítios com o objectivo de obter mais sucesso escolar. Pelo que se vê, proporcionam estes senhores, fundos, e fundos é coisa que não lhes falta, para que certas escolas possam melhorar as condições proporcionadas a alguns alunos em risco. E criam-se assim condições de excepção para alguns alunos e espero que sejam de facto alunos desprivilegiados, assumindo-se que também passa por um financiamento maior a luta contra o insucesso escolar. Repare-se que o ME é parceiro desta iniciativa mas a senhora ministra farta-se de dizer que não é por falta de recursos que o sistema de ensino português tem problemas...


In Da crítica da Educação à Educação Crítica.

Como a associação dos empresários não paga os impostos por essa "generosidade", afinal quem paga estes "estudios" somos nós os (contribuintes) portugueses. Ao que parece, também os vencimentos para estes "estúdios", por parte do M.E., são pagos via autarquias. Anda (tudo) a gozar "à grande e à francesa"... com os professores, claro!

O AÇAIME NOS PROFESSORES

BASES PARA UMA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO JUSTA E EXEQUÍVEL

Bases para uma Avaliação de Desempenho Justa e Exequível

Por Ramiro Marques

1. A avaliação dos professores.
- Quem a deve fazer?
- Quando?
- Como?

1.1.Quem a deve fazer?
Os pares? O recente concurso para professores titulares criou injustiças e fracturas insanáveis nos professores. Não tendo havido possibilidade de reconhecer o mérito, nem os professores titulares nem os que o não puderam ser consideram existir legitimidade para uma avaliação feita pelos pares. Com a aplicação do novo diploma de gestão escolar, passarão a existir dois avaliadores, um interno, o coordenador de departamento, e um externo, o director. Os conflitos e a desconfiança irão agravar-se. Posto isto, parece-me não haver condições para uma avaliação feita pelos pares. Resta uma avaliação feita por uma entidade externa. Quem? Apenas os inspectores? Mas quem são os inspectores? Regra geral, são ex-professores afastados da sala de aula há muitos anos. Alguns inspectores são ex-professores que abandonaram a profissão por não gostarem de leccionar. Com certeza que há outros casos. Em qualquer caso, que credibilidade científica tem um ex-professor que deixou de dar aulas, em alguns casos, há mais de vinte anos? Que sabe ele ou ela ainda de Matemática, História ou de outra área curricular qualquer? Posto isto, parece-me que a avaliação de desempenho também não pode ser feita apenas pelos inspectores. Então, será feita por quem? A minha proposta vai no sentido de a avaliação de desempenho do professor ser feita no quadro da avaliação externa da escola. Essa avaliação externa seria feita, não apenas por inspectores, mas por um painel de personalidades formado por um inspector e mais duas personalidades exteriores à escola, designadas pelo ME, após consulta ao Conselho Pedagógico da escola. Ou seja, o painel de 3 personalidades exteriores à escola seria designado pelo ME mas teria de ter, numa primeira fase, o parecer favorável do CP. No caso de rejeição de parecer favorável do CP, o ME teria de designar outras personalidades que, nesse caso, não careceriam de parecer favorável do CP. O painel de avaliadores não condicionaria a avaliação de desempenho dos professores da escola à taxa de sucesso escolar nem à taxa de abandono, mas apenas ao nível de cumprimentos de objectivos nas áreas lectivas, fora da sala de aula, relações com os pais e a restante comunidade educativa e ao plano de formação contínua. A componente lectiva (sala de aula) teria um peso de 50%, a componente não lectiva (incluindo os projectos e a relação com os pais e a comunidade educativa) 25% e o plano de formação contínua teria um peso de 25%.
A avaliação externa da escola seria feita de quatro em quatro anos. O professor seria avaliado, no contexto da avaliação externa da escola, mediante a entrega de um portefólio que seria lido e analisado pelo painel. O painel deveria ouvir os coordenadores de departamento, o PCE (ou director), os representantes dos pais e os membros do CP. Nos casos em que o painel tivesse intenção de dar uma classificação de irregular, haveria lugar para uma prova pública de apresentação e defesa do portefólio. Nos casos em que o professor tivesse o desejo de se candidatar a um excelente, teria de se submeter a uma prova pública para apresentação e defesa do portefólio.

1.2.Por tudo aquilo que disse nos posts anteriores, a avaliação entre pares não é aceitável. Irá criar divisões e conflitos nas escolas. Criar divisões, destruir a ideia e o espírito de corpo são os objectivos do ME. A principal alteração a introduzir é acabar com a peregrina ideia da avaliação entre pares. Os professores têm de exigir uma avaliação externa, feita por um painel composto por três personalidades exteriores à escola.
A avaliação dos professores deve fazer parte integrante da avaliação externa das escolas. Depois disto, importa perguntar: Qual a periodicidade? A avaliação deve fazer-se de quatro em quatro anos. No máximo! Com essa periodicidade, as escolas podem respirar e a carga burocrática irá diluir-se. O grau de subjectividade será menor. Os coordenadores de departamento não veriam exponencialmente aumentada a sua carga de trabalho semanal. Os professores, sejam eles titulares ou não, poderiam concentrar as suas energias e tempo na sua função principal: o ensino. O peso de 50% para a componente lectiva iria colocar no centro da avaliação de desempenho aquilo que é essencial na profissão: o ensino.Vejamos, agora, a questão da observação e avaliação das aulas. É de rejeitar a possibilidade de a assistência e avaliação das aulas ser feita por professor de diferente grupo de recrutamento. Aceitar uma coisa dessas é espezinhar aquilo que é mais essencial para o professor: o primórdio do saber e do conhecimento científico e pedagógico. Para quê observar e avaliar aulas de todos os professores? Por exemplo, todos sabemos que a esmagadora maioria dos professores, seja qual for o modelo de avaliação, terá uma menção de Bom. Para quê tornar obrigatória a assistência a aulas aos professores a quem o painel estiver inclinado para dar a menção de Bom? A obrigatoriedade da assistência a aulas deverá estar reservada apenas a quatro casos: quando o painel estiver inclinado a dar Irregular, Regular, Muito Bom ou Excelente. Ou quando o professor avaliado considerar que merece a menção de Muito Bom ou Excelente. Nestes dois casos, a observação das aulas será feita a pedido do professor avaliado. O painel teria o poder para designar um professor titular exterior ao Agrupamento, mas pertencendo ao mesmo grupo de recrutamento do avaliado.

1.3.Quem deve fazer a avaliação de desempenho?
Depois do que disse atrás, a resposta é óbvia: nunca os pares. Porquê? Para evitar conflitos nas escolas e divisões nos professores. Para evitar a subjectividade e as perseguições por delito de opinião ou por questões meramente pessoais. Para evitar uma sobrecarga de trabalho impossível de aceitar por parte dos coordenadores de departamento. Para evitar que um professor de Educação Física observe e avalie as aulas de um professor de Música. Defendo, por isso, que a avaliação de desempenho do professor faça parte integrante da avaliação externa da escola onde o professor presta serviço. A avaliação será feita por um painel constituído por 3 personalidades exteriores à escola, sendo um, o inspector, e os restantes, personalidades apontadas por associações pedagógicas e associações de professores. Sempre que for necessário proceder à observação e avaliação de aulas, o painel designará um professor exterior à escola que seja do mesmo grupo de recrutamento do professor avaliado. É de todo inaceitável que sejam designadas para integrar o referido painel personalidades que não tenham ligações directas aos ensinos básico e secundário ou à educação pré-escolar.

1.4. O como.
Tendo em consideração que a componente lectiva teria um peso de 50% na avaliação de desempenho, é de considerar que o portefólio do professor deveria incluir uma secção (A) onde seriam colocados os materiais mais significativos sobre a) planificação das actividades de ensino; b) materiais usados na execução do ensino, do tipo textos de apoio, fichas de trabalho, testes, folhas de exercícios, powerpoints, fotografias de projectos realizados na sala de aula, etc. Os restantes 50% seriam divididos por duas secções mais pequenas: a secção B, que incluiria fotografias, actas, convocatórias, relatórios, etc. que testemunhassem o trabalho desenvolvido pelo professor nos órgãos de gestão do agrupamento, nas estruturas de orientação pedagógica, nas actividades fora da sala de aulas, nos projectos e na relação com os pais e a comunidade. Os restantes 25% entrariam na secção C, sobre formação contínua, onde o professor colocaria as evidências da frequência de cursos, acções, colóquios e congressos no âmbito da sua área curricular ou com interesse científico e pedagógico para o exercício da profissão.Em conclusão, o professor só precisará de preencher a ficha de auto-avaliação e elaborar o portefólio.
A par do portefólio e da ficha de auto-avaliação, haveria um ficha a preencher pelo PCE ou Director onde seriam indicadas as faltas dadas pelo professor e ao abrigo de quê. Obviamente, o professor não deverá ser penalizado por faltas dadas por doença, parto, assistência a filhos ou pais, funerais, etc. Não podemos admitir que regresse a selvajaria social! Dessa ficha não deverão constar dados sobre taxas de sucesso escolar ou de abandono porque essas estatísticas reflectem apenas realidades administrativas e são o reflexo de contextos culturais face aos quais o professor não pode ser responsabilizado.

Ramiro Marques

A CONTESTAÇÃO MANTÉM-SE!


Professores em protesto contra políticas educativas
O acordo entre o Ministério da Educação e os sindicatos não acabou com a luta dos professores. Os protestos vão continuar, contra a gestão das escolas, contra o estatuto da carreira.
Porque protestam os professores se está assinado o entendimento com o Ministério da Educação? Parece contraditório, mas nas ruas de várias cidades os docentes dizem que não. E explicam o seu porquê.
O entendimento foi um esforço para salvar o terceiro período: do modelo de avaliação que a ministra pretendia impor; das greves que se anunciavam.
Mas o problema ficou apenas adiado. E a contestação abrange outras políticas educativas, como o estatuto da carreira ou a gestão das escolas.
Marcam assim posição enquanto preparam a estratégia para o próximo ano lectivo.
A Plataforma Sindical de Professores vai dizendo que a pressão sobre o Governo, se vai intensificar.
As sessões de esclarecimento em forma de plenário de protesto vão continuar. Diz quem participa que os professores não vão desistir, em defesa da escola pública.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

DEVEMOS ORGANIZAR OUTRA MANIFESTAÇÃO?

Durante oito dias colocámos à disposição de todos os visitantes do blog a possibilidade de votarem no inquérito sobre a organização e a data de uma nova manifestação de professores.

AGRADECEMOS AOS 607 VISITANTES QUE PARTICIPARAM NESTE INQUÉRITO/SONDAGEM.

À pergunta "Devemos organizar outra manif.?", deram-se quatro hipóteses de voto, cujos resultados, após 607 respostas validades, foram os seguintes:

    Sim, dia 25 de Abril - 153 votos (25% dos votantes)

    Sim, em Maio - 328 votos (54% dos votantes)

    Sim, em Junho - 61 votos (10% dos votantes)

    Não, é melhor aguardar - 65 votos (10% dos votantes)

Numa análise empírica, pois não somos especialistas em tratamento de sondagens, à luz dos dados apurados, poderemos afirmar que 90% dos professores são favoráveis à realização de uma nova manifestação a curto prazo (até ao final de Junho) e apenas 10% entendem que não se deve realizar para já e que é melhor aguardar.
Um dado interessante foi verificar que o número de votações subiu em flecha após o "célebre memorando de entendimento Sindicatos/ME", facto cujas conclusões deixamos para os leitores/visitantes.

Perante estes resultados, de que é que estamos à espera?

Faltará apenas a marcação do local e data, num dia de Maio.

Sugerimos que, o mais rapidamente possível, deixem as sugestões destes dois dados em comentário, para que possa ser organizada em tempo útil.

Uma vez mais, o MUP agradece a participação de todos.

LÁ DE FORA VEM UM EXEMPLO

AQUI FICA O EXEMPLO VINDO DO REINO UNIDO. GREVES E MANIFESTAÇÕES (ESPECIALMENTE ESTAS) SÃO ARMAS QUE NÃO PODEMOS ABANDONAR, ENQUANTO O ME NÃO RECUAR NO QUE DE MAIS INDIGNO CRIOU NA CARREIRA DOCENTE: A DIVISÃO ABERRANTE EM DUAS CATEGORIAS DE PROFISSIONAIS BASEADA EM CRITÉRIOS ALEATÓRIOS E INJUSTOS.

24 Abril 2008

Professores em protesto
Desde os tempos de Margaret Thatcher que não ocorria um protesto igual. Uma greve nacional de professores encerrou ou fez funcionar de forma condiconada mais de oito mil escolas no Reino Unido.
Os primeiros dados apontam para que o protesto dos professores, que lutam por aumentos salariais superiores aos propostos pelo governo, tenha obrigado a encerrar pelo menos 4.100 escolas e forçado outras 4.000 a funcionar de forma condicionada, num total de cerca de um terço dos estabelecimentos de ensino, o que afectou cerca de dois milhões de alunos.
A greve de um dia foi apoiada pelo Sindicato Nacional dos Professores, que representa cerca de 200 mil docentes, foi marcada depois de o governo liderado ter proposto aumentos salariais de 2,45 por cento para este ano.
O sindicato, argumentando que nos últimos anos os professores tiveram aumentos abaixo da inflação e perderam poder de compra, reivindica aumentos de 4,1 por cento. Mesmo não contando com o apoio de qualquer dos principais partidos, os professores e os organizadores da greve ameaçam avançar com novas mobilizações caso o Governo não ceda.

ISTO NÃO VAI LÁ COM PROVIDÊNCIAS, MAS COM A MOBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES

EDUCAÇÃO
Tribunal rejeita última providência cautelar para suspender avaliação de professores
23 04 2008 17.30H

A última das cinco providências cautelares interpostas pelos sindicatos de professores para suspender o processo de avaliação dos docentes foi hoje rejeitada, revelou o Ministério da Educação (ME).

Ver toda a notícia no Destak.


ISTO NÃO VAI LÁ COM PROVIDÊNCIAS,

MAS COM MOBILIZAÇÃO E LUTA DOS PROFESSORES.

JÁ FOMOS 100.000! DA PRÓXIMA, SEREMOS 150.000!

(porque os que não foram ou não puderam ir em 8 de Março não vão querer ficar fora da História)

APROVADO O DIPLOMA SOBRE AVALIAÇÃO APÓS ENTENDIMENTO

EDUCAÇÃO

Governo aprova diploma sobre avaliação de professores que consagra entendimento com sindicatos

24 04 2008 15.25H

O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros o novo decreto-regulamentar sobre avaliação de desempenho docente, que consagra o entendimento assinado quinta-feira passada entre Ministério da Educação (ME) e sindicatos de professores.


Ver toda a notícia em Destak.

PARTICIPAÇÃO NA MANIFESTAÇÃO DE 25 DE ABRIL

Amanhã


a Comissão de Defesa da Escola Pública integrará a

MANIFESTAÇÃO DO 25 DE ABRIL.


Para quem queira participar o encontro é às 14:30 h,

em frente ao Diário de Notícias (junto do Marquês de Pombal - Lisboa).


"ESTES ROMANOS SÃO LOUCOS"


Ontem, na minha reunião de departamento, recebemos a informações da reunião de 4 de Abril, sobre a avaliação do desempenho, entre os presidentes do CE e CP e a ministra.


Transcrevo (ainda que os sublinhados sejam meus, abstenho-me de os comentar, fazem parte desta Twilight Zone em que vivemos): "publicação do despacho relativo às ponderações; resultados escolares representam 6,5% na totalidade da classificação; a distribuição das quotas dependerá do resultado da avaliação externa de cada escola; as quotas variam segundo o "tipo" de professor (titular, contratado, etc.); a avaliação feita pelo coordenador representa 50% na totalidade da avaliação."

Quando perguntei qual a legislação que suporta estes príncipios, alguém comentou que a experiência é a de se diz para se fazer assim e que depois há-de surgir alguma lei pois é assim que as coisas têm acontecido...

Como diriam os gauleses (retomando a imagem utilizada pelo colega Paulo Guinote em http://educar.wordpress.com/2008/04/24/falta-de-rumo/), "estes romanos são loucos"!!!


Mas lembram-se que aquele (ainda que) pequeno grupo de irredutíveis resistia ainda e sempre???!!!!


Ana

OBRIGATÓRIO CONSULTAR

Estas são as mensagens de ACÇÃO mais recentes e de consulta obrigatória (clique sobre o título):



NÃO SE ESQUEÇA DE QUE A VOTAÇÃO PARA A SONDAGEM ESTÁ QUASE A TERMINAR!

          Desde 01-01-2009


          Este blog vale $140.000.00
          Quanto vale o seu blog?

          eXTReMe Tracker

          Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa
          Twingly BlogRank
          PageRank
          Directory of Education Blogs

          RSSMicro FeedRank Results
          Add to Technorati Favorites
          Locations of visitors to this page