segunda-feira, 30 de junho de 2008

BERREI... LÁ, COMO CÁ!

video

O GAVE E O RIGOR

Exames nacionais

Gabiente de Avaliação Educacional refuta acusações de facilitismo


O presidente do gabiente que elabora os exames nacionais recusa as acusações de falta de independência e de facilitismo feitas ontem, por Paulo Portas. Carlos Pinto Ferreira assegura ainda que o que a directora da direcção regional de educação do norte pediu foi rigor na correcção dos exames.

As críticas aos exames nacionais e às provas de aferição deste ano lectivo multiplicam-se.

Pais, alunos, partidos políticos e até a Sociedade Portuguesa de Matemática e a associação de professores da mesma disciplina consideram que os exames foram demasiado fáceis.

Num debate sobre o facilitismo das provas, Paulo Portas citou palavras da directora regional de educação do norte numa reunião com os conselhos executivos das escolas em Janeiro. As palavras ficaram registadas em acta. Margarida Moreira pedia cuidado na escolha dos docentes correctores.

O presidente do gabinete que elabora os exames nacionais diz que as palavras de Margarida Moreira foram retiradas do contexto.

Carlos Pinto Ferreira adianta ainda que o gabinete de avaliação educaional é independente. Assegura que não recebeu orientações para facilitar as provas deste ano.

Também a Fenprof já se juntou às críticas aos exames nacionais. Promete um livro negro das políticas educativas do Governo.

In Sic.

DOS DIREITOS E DOS DISPARATES

Margarida Moreira diz que "alunos têm direito a ter sucesso"

DREN não quer professores que dão notas "distantes da média" a classificar exames

27.06.2008 - 19h32 Isabel Leiria

De acordo com um relato de um professor escrito em acta, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, pediu aos conselhos executivos das escolas para terem atenção na escolha dos docentes que vão corrigir os exames, e disse que “talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média.” Os “alunos têm direito a ter sucesso” e o que “honra o trabalho do professor é o sucesso dos alunos” terá dito imediatamente antes e depois.

Esta acta foi citada hoje no Parlamento pelo deputado e líder do CDS-PP, Paulo Portas, durante um debate sobre o "facilitismo" das provas (de aferição e exames) deste ano, pedido pelos centristas. E reporta-se a uma reunião tida entre responsáveis pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave, responsável pela elaboração das provas), presidentes dos conselhos executivos do Norte e Margarida Moreira, para a preparação dos testes deste ano.

O PÚBLICO contactou o gabinete de imprensa do Ministério da Educação para obter um esclarecimento sobre os motivos desta orientação e a resposta foi dada pelo director do Gave. Carlos Pinto Ferreira, que participou na referida reunião, esclareceu que a mensagem que se pretende passar é que os professores designados para verem os exames devem cumprir rigorosamente os critérios de classificação emanados pelo Gave. “E não apliquem nem mais nem menos. Tem de se assegurar que os classificadores seguem aquelas normas. A uniformidade na aplicação dos critérios é a única coisa que garante a equidade entre os alunos”, reforçou o director do Gave.

"Estatísticas felizes"
Este foi um dos exemplos dados pelo líder do CDS para provar que o objectivo do Ministério da Educação [ME] é “produzir estatísticas felizes”: “O nível de exigência [das provas nacionais] foi reduzido ao mínimo. Não pode ser um acaso que sociedades científicas, professores, alunos e famílias digam que são fáceis e facílimos.”

Portas passou a enumerar outros exemplos que, na sua opinião, demonstram o “triunfo da facilidade sobre a exigência e a vitória da mediocridade sobre a excelência”: “Usou-se e abusou-se de matérias dos anos anteriores e até de ciclos de escolaridade anteriores. Incluíram-se questões nos testes dos alunos de 15 anos resolúveis por alunos de dez. E [fez-se] perguntas aos de dez resolúveis pelos de oito.”

O líder do CDS afirmou ainda que alguns exercícios apenas aferiam se um estudante “sabia utilizar a calculadora ou se teria lido meras fichas de leitura sobre clássicos.”

Os resultados das provas de aferição de Matemática de 2008, já divulgados pelo ME, revelaram que as notas negativas caíram para metade face a 2007, tanto no 4.º como no 6.º ano.

A argumentação não convenceu a bancada do PS. A deputada socialista Paula Barros questionou, por exemplo, “qual o rigoroso instrumento de medida utilizado [pelo CDS-PP] para avaliar os exames nacionais.” E acusou ainda Portas de fazer “tábua rasa” do trabalho de milhares de professores e das escolas.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, garantiu que a “independência técnica [do Gave] face ao poder político está garantida.”

“É impressionante a atitude do CDS-PP que, sistematicamente, põe em causa as instituições técnicas do Estado. Foi assim com o Fisco, com a ASAE e agora com o Gave, que não devia ser alvo político do CDS”, lamentou Santos Silva.

“Quem faz as provas é o Gave, logo é bom. Essa não é uma argumentação”, ripostou Paulo Portas.

Também o PSD alinhou ao lado dos populares nas críticas aos exames e a outras decisões políticas na área da Educação (como o fim das provas globais ou do chumbo automático por faltas injustificadas). O deputado social-democrata Pedro Duarte disse mesmo que o Governo quer “obsessivamente a todo o custo apresentar resultados escolares mas está a fazer batota.”

PCP e Os Verdes aproveitaram o debate para se pronunciarem contra a existência de exames nacionais, enquanto instrumento “elitista” e “selectivo.”

In Público

domingo, 29 de junho de 2008

O NOSSO PRIMEIRO

Francisco Queirós, professor e Coordenador da Comissão Concelhia de Coimbra do PCP, habitual colunista do Diário As Beiras, apresenta-nos, na sua coluna de hoje, dia 26 de Junho de 2008, um texto intitulado "O valente Dinis", o qual começa da forma seguinte:

"José Sócrates esteve em Coimbra a 14 e 15 deste mês. Entre visitas e inaugurações teve tempo para convidar os sindicatos para uma reunião. Os dirigentes sindicais do distrito embora sem falsas esperanças não perderam a oportunidade de expor as suas posições ao primeiro-ministro. No início do encontro, mandavam as mais elementares regras de boa educação, o chefe do governo deveria cumprimentar os seus convidados com civilidade. O que fez Sócrates ? Dirigiu-se aos sindicalistas: "Então hoje como os senhores estão aqui não organizam nenhuma daquelas manifestações para me insultar!". Um dos dirigentes sindicais rebateu: "Senhor primeiro-ministro permita-me que lhe diga que a forma como se nos dirigiu não foi nada correcta! Participo sempre em todas as manifestações contra as políticas do seu governo e nunca o insultei!". Os presentes aguardaram ainda um pedido de desculpa, talvez uma discreta correcção de tom e de forma … Mas não! Sócrates acrescentou: "Ah! então vocês são os cobardes que ficam atrás a empurrar os que me insultam …"

Meus amigos
Admito diferenças ideológicas, admito metodologias diversas, aceito opiniões diferentes.
Mas isto não.
Bem sei que o Presidente da República é o representante máximo de todos os Portugueses.
Mas este senhor, infelizmente, também representa Portugal ao mais alto nível.
Porque nunca desistirei da minha condição de Português, só terei de dizer muito concretamente que não me sinto representado por pessoas como esta.
Como direi também que, se até hoje tinha, para mim, que não voltaria a votar em eleições legislativas, face ao desencanto causado pelos políticos – DE TODOS OS PARTIDOS – agora mesmo direi que não deixarei de votar.
Não em alguém.
Mas contra este senhor.

António Martins

NOTA – Agradecendo que reencaminhem este mail para todos os vossos contactos, peço que não retirem nem o meu comentário, nem o meu nome. Porque se trata de comentário que muito me agrada assumir.

Recebido por e-mail, com pedido de reenvio.

A EXPLICAÇÃO DE QUEM SABE

Não se irrite!


HOUVERAM CADA UMA, SRA MINISTRA!

“Gostava de lhe dizer que há uns quantos pessimistas de serviço neste país, muito pessimistas. O que acontece é que o país tem que estar sempre mal e os alunos ser sempre maus. Quando os resultados são, por si, maus e houveram??? fragilidades nos conhecimentos e nas competências, aí está a prova de que o país está mal”MLR, (sic) in entrevista à SIC.

Será que Professora doutora Ministra da educação não sabe que não se diz houveram, mas houve??? Estavam a falar de quê? De exigência? Em português???

Se a virem por aí, deixem-lhe esta dica…
“O Verbo Haver
O verbo haver não tem somente o sentido de existir. Tem também o de ocorrer (caso em que também é impessoal): “Houve três acidentes em Camaçari”; o de obter, conseguir: “Ele espera haver o perdão do filho”; o de considerar, julgar, entender: “O árbitro houve por bem suspender a partida”; o de sair-se, comportar-se: “Ele se houve bem no concurso para juiz”. Pode ainda funcionar como auxiliar, na formação de tempos compostos: “Ela não havia feito o trabalho”.A forma houveram surge quando se emprega haver com qualquer sentido que não seja o de existir, ocorrer ou fazer (na indicação de fatos ligados ao tempo, fenômenos da natureza etc.): “Os sem-terras houveram do juiz a liminar”, / “Os funcionários houveram-se por bem encerrar a greve”, / “Os devedores houveram de me pagar”. Quando tem o sentido de existir, o verbo haver é impessoal, isto é, não tem sujeito e fica sempre na terceira pessoa do singular, em qualquer tempo ou modo. Assim, se dissermos: “Houve muitos festejos em louvar a São João”, houve é a terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. Note que o correto é: “Houve muitos festejos juninos”. (continua in http://hilltop.my1blog.com/o-verbo-haver/ )

In raivaescondida.wordpress.com

MANIFESTO EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA

MUDANÇA DE RUMO NA POLÍTICA EDUCATIVA
A CGTP-IN convida os cidadãos e instituições a subscreverem o Manifesto em Defesa da Escola Pública

A CGTP-IN colocou hoje na sua página da Internet, uma ligação ao site Escola Pública, onde se encontra o Manifesto em Defesa da Escola Pública, tendo como objectivo a sua subscrição por entidades colectivas, personalidades, trabalhadores e cidadãos em geral.

Esta iniciativa coincide com o ano lectivo de 2008-2009, dado que é imperioso que haja uma mudança de política na área da educação.

Para a CGTP-IN, a Educação constitui um dos instrumentos fundamentais no combate à desigualdade, pois contribui, de modo decisivo, para a preservação de valores sociais, cívicos e culturais essenciais, e reveste-se de particular importância para a entrada e permanência das pessoas no mercado de trabalho.

As opções neoliberais do Governo estão a conduzir a uma escola menos pública, menos inclusiva e menos democrática.

Tem sido progressivo o desinvestimento na Educação, com impacto significativo nos orçamentos dos estabelecimentos públicos, desde a Educação Pré-escolar ao Ensino Superior.

As alterações impostas à legislação sobre Educação Especial põem em causa o direito das crianças e jovens, com necessidades educativas especiais, ao apoio específico especializado e aos princípios da escola inclusiva, inscritos em recomendações internacionais subscritas pelo Estado Português.

Está em causa a qualidade da Escola Pública, que não pode deixar de estar associada ao ataque sem precedentes que este Governo está a fazer contra os profissionais da Educação, docentes e não docentes, a par de uma campanha pública de desvalorização social da sua imagem, a que não é alheio a indisciplina e a violência nas escolas.

Os custos da Educação para as famílias aumentaram 30% nos últimos seis anos, ao mesmo tempo a acção social escolar estagnou, sendo claramente insuficiente e capaz de constituir uma discriminação positiva num País marcado pela pobreza, desemprego e precariedade e onde os salários são dos mais baixos da U.E.

A CGTP-IN convida todas as instituições e cidadãos individualmente a serem subscritores do Manifesto em Defesa da Escola Pública, de forma a serem respeitados os preceitos constitucionais, a Lei de Bases do Sistema Educativo e que o Estado mobilize os recursos necessários para que se promova a Escola Pública com qualidade.

Subscrever o Manifesto em Defesa da Escola Pública

Sobre a sua subrcrição da Newsletter da CGTP-IN:

Modificar a sua subscriçãoRemover subscrição

sábado, 28 de junho de 2008

GPS - SGPS - S.A.

O Grupo GPS, SGPS, S.A., que detém a G.P.S. - Educação e Formação, S.A. (GPS é aqui o acrónimo de "Gestão de Participações Sociais" - Diário XXI de 14-12-2006), foi criado em 2003, a partir da GPS - Educação e Formação, e está sediado no Louriçal, Pombal, possui e opera vários colégios e escolas profissionais, principalmente na região Centro. Para além da sua área nuclear, a educação e formação, na qual está em grande expansão, a holding GPS, SGPS, S.A., integra "mais de meia centena de empresas na área do imobiliário, serviços (onde integra empresas do turismo)", como se pode comprovar no seu organograma (clicar em Mapa GPS e depois em Organograma), e continua em forte crescimento da sua actividade, conforme se pode verificar num motor de busca.

A GPS, SGSP, S.A., é uma sociedade gestora de participações sociais e está matriculada na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Pombal com o número de pessoa colectiva 506 607 062. A G.P.S. - Educação e Formação, S.A., está também matriculada na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Pombal com o número de pessoa colectiva 507 177 630, e é uma sociedade anónima, com acções nominativas e ao portador. O seu líder, que ocupa o cargo de Presidente do Conselho de Administração da SGPS e da sociedade anónima, é António Jorge Freire de Brito Calvete, "antigo deputado do PS" (segundo notícia do JN de 17-3-2008, via O Sexo e a Cidade, link original fornecido pelo JPG do Apdeites na caixa DPP). Além da sua ligação ao ensino básico e secundário, também terá estado ligado ao ensino superior: segundo o CM, terá alegadamente gerido também a "Escola Universitária Vasco da Gama, em Coimbra (EUVC), durante o período (...) 2004/2005".

Expande-se o ensino privado pelo básico e secundário e mirra a escola pública...

Do Portugal Profundo escrevo sempre com a preocupação da verdade - factos-factos-factos! - e, por isso, não afirmo, nem publico, o que não confirme. Portanto, coloco uma pergunta, em nome da transparência e escrutínio de cidadania no sensível sector da educação: haverá algum público e notório defensor da escola pública que seja accionista das sociedades GPS, SGPS, S.A./G.P.S. - Educação e Formação, S.A. ou das suas participadas?

Nota: Como sempre procuro fazer, contactei hoje, 27-6-2008, a GPS, SGPS, S.A./GPS-Educação e Formação S.A., mas não foi possível falar até este momento com nenhum responsável do grupo. Se, entretanto, obtiver alguma resposta para a questão acima, publicá-la-ei.

in doportugalprofundo.blogspot.com (actualizado às 17:49 de 27-6-2008)

REFLECTINDO...

Crónica de Hélder Rebocho

25-jun-2008

Diz a sabedoria popular que não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe. Ultrapassada a ameaça da escassez de bens provocada pelo protesto dos camionistas e finda a loucura do euro 2008, com a abrupta eliminação da nossa selecção daquela competição, o fim do turbilhão de acontecimentos que resgatou a atenção dos Portugueses nos últimos tempos, trouxe o país de regresso à normalidade.

Esta descida à terra coincidiu, curiosamente, com o início do verão, época pouco propícia a preocupações, dado o aproximar das férias, por isso é de prever uma navegação em águas mornas, pelo menos até Setembro, quando ocorrer a reentre política. Esta conjugação de factores não podia calhar em melhor altura para o Governo, sobretudo se tivermos em consideração que a contestação pública subiu de tom nos últimos meses e que o PSD está mobilizado e reorganizado em torno da nova líder eleita nas directas, conferindo à oposição uma dinâmica renovada e uma credibilidade, que se antevê capaz de tirar o sono a José Sócrates. Se a tudo isto juntarmos o facto de estarmos a um ano de eleições autárquicas e legislativas, compreendemos melhor a importância que o verão tem este ano para o governo. É que enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. Mas este fôlego não será suficiente para formatar o cérebro dos Portugueses, fazendo-os esquecer os maus resultados de um mandato, bem patentes no mal estar social e na instabilidade que vivemos actualmente. Na educação, tivemos recentemente uma das maiores manifestações dos últimos anos, protagonizada pelos professores indignados com um modelo de avaliação do desempenho injusto e inoportuno. Por outro lado, o rigor imposto na avaliação dos docentes, contrasta com um sistema de ensino cada vez mais facilitista, onde o saber já não tem lugar, porque foi destronado pela ditadura da estatística, implacável no cumprimento da “cartilha” que proíbe a reprovação e impõe a aprovação dos alunos a qualquer custo. Quanto ao emprego, a promessa de criação de 150.000 novos postos de trabalho está longe de se demonstrar concretizada, mas a taxa de desemprego tem vindo a crescer nos últimos anos e só não tem maior expressão, porque vai sendo compensada com mecanismos de emprego precário que permitem, embora artificiosamente, um crescimento menos acentuado. Na saúde, temos assistido a profundas convulsões, com o problema das eternas e infindáveis listas de espera a permanecer imutável, com o encerramento de centros de saúde e maternidades, medidas que afastam os cuidados básicos de saúde das populações, em vez de as aproximarem como seria desejável. E no meio de tantas reformas inócuas, ainda assistimos aos tristes episódios do INEM com os Bombeiros de Alijó, que levou, inclusive, à demissão do Ministro da Saúde e às numerosas “excursões” de idosos, patrocinados pelas Juntas de Freguesia, rumo a Cuba para fazerem uma operação que demora apenas alguns minutos, mas que em Portugal demora anos para ser realizada. A nível da economia e do investimento, vivemos num país estagnado, que tarda demais em dar sinais de vitalidade, empurrando empresas para a falência e famílias inteiras para o desemprego. Quanto à justiça, acabaram-se com as férias judiciais, sem que esta medida tenha revelado qualquer efeito útil, empreenderam-se reformas sobre reformas, que apenas o são no plano do papel, porque na prática não passam de meras experiências, muitas delas mal sucedidas, que impõem sucessivas alterações legislativas, algumas operadas antes dos diplomas novos entrarem em vigor. Esta linha de orientação ou de desorientação, conforme lhe quisermos chamar, tem contribuído para a insegurança dos operadores judiciários e ao invés do que seria desejável, temos uma justiça mais cara, mais burocrática, mas menos eficaz. Estes são apenas alguns exemplos do que vai mal no nosso país, porque a natureza concisa de uma crónica de opinião não é compatível com a extensão dos problemas deste nosso pequeno país que segue no comboio do últimos da EU, não tanto pelo seu tamanho, mas pela pequenês de quem o governa. Por isso, o verão que agora se aproxima, não sendo propício à acção deverá ser aproveitado para a reflexão, porque em breve todos serão chamados a dizer se querem mais do mesmo ou se optam por um novo rumo para Portugal.

Texto extraído da Diana FM. Se pretender ouvir a crónica, clique aqui .

ISTO SE NÃO HOUVER ACORDOS PELO MEIO

FENPROF promete luta sem tréguas até legislativas de 2009

A FENPROF promete uma luta sem tréguas ao Governo a partir do início do ano lectivo. Os professores garantem que não vão dar descanso ao executivo até às eleições do próximo ano.

[ Clique aqui para ouvir as declarações de Mário Nogueira. ]

A Federação Nacional de Professores promete que, até às eleições legislativas de 2009, o Governo vai ser alvo de acções de luta da classe.

«O ano de 2009 vai ser extremamente importante porque é um ano eleitoral e, por isso, de branqueamento das políticas. Não vamos dar tréguas a este Governo, especialmente no momento em que ele vai preparar uma gigantesca campanha mediática de propaganda», afirmou o secretário-geral da Fenprof.

Mário Nogueira condenou duramente a tentativa de «manipulação das estatísticas» por parte do Executivo, nomeadamente o «abaixamento do nível de exigência dos exames nacionais».

Em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho Nacional da federação, Mário Nogueira adiantou que já estão previstas acções de luta para o arranque do próximo ano lectivo.

Para 01 de Setembro está marcada uma «iniciativa a nível nacional para denunciar a situação de precariedade dos professores contratados», e para 05 de Outubro um «grande protesto» naquele que é Dia Mundial do Professor.

O calendário dos protestos para 2009 será aprovado durante o primeiro período de aulas, numa conferência nacional de quadros da Fenprof que irá elaborar o "Livro Negro das Políticas Educativas", publicação que deverá ser distribuída em Janeiro do próximo ano, compilando todas as medidas do Executivo que a federação considera terem agravado o sistema educativo.

Depois das Férias de Verão vai ainda ser preparada uma Carta Reivindicativa dos Professores e Educadores a ser entregue a todos os partidos políticos com assento parlamentar, com o objectivo de que cada força política possa dizer o que tenciona fazer caso vença as eleições.

In TSF.

PREOCUPAÇÃO NO ENSINO ESPECIAL

Professores preocupados com nova lei sobre ensino especial

Os professores que trabalham com crianças com necessidades educativas especiais estão preocupados com o início do próximo ano lectivo escolar. Em causa está o facto de a nova lei pôr fim às turmas de pequena dimensão.

Um professor que coordena o ensino especial no agrupamento escolar, em Setúbal, confessou à TSF recear o início do próximo ano lectivo para as crianças com necessidades educativas especiais.

A legislação anterior permitia que, em cada sala, estivessem no máximo duas crianças com necessidades educativas especiais.

No entanto, a partir do próximo ano escolar, esse limite já não vai existir, o que deixa muitas preocupações ao professor ouvido pela TSF.

No entender do professor, a tarefa dos docentes é dificultada, uma vez que não vai haver redução do número de alunos por turma que acolhem as crianças com este tipo de necessidades.

Perante a hipótese de mais alunos com os mesmos meios, este docente receia a redução do número de professores de apoio e equaciona a qualidade da resposta do ensino.

O docente deu como exemplo prático três professoras para um universo de cinco escolas básicas, onde existem pelo menos 80 crianças com necessidades de apoio educativo.

Contactado pela TSF, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, desdramatizou a situação, garantindo que vai continuar a ser reduzido o número de crianças com necessidades educativas especiais na mesma sala de aula.

Por seu turno, Manuel Rodrigues, do Sindicato de Professores da Região Centro, disse que o Ministério da Educação está a preparar uma «aberração» para o início do próximo ano.

In TSF

SE A MODA PEGA...

Covilhã

Escola Internacional da Covilhã abre em Setembro

Estabelecimento privado com capacidade para 650 alunos «não vem ocupar o lugar de ninguém», dizem os promotores.

«Só as cabeças de dimensão reduzida podem pensar que a concorrência é prejudicial». Na última sexta-feira, na apresentação pública da Escola Internacional da Covilhã (EIC), que abrirá portas em Setembro, Carlos Pinto não foi meigo para os críticos deste estabelecimento. A formação multilingue, com inglês a partir dos quatro anos e o castelhano a partir dos 10, é uma das principais diferenças em relação ao ensino público.

A EIC propõe um projecto educativo virado para «o desenvolvimento integral do aluno e a excelência académica, no sentido de que este se transforme num sujeito autónomo e responsável, dotado de espírito crítico e competente», sublinhou António Calvete, presidente do Grupo Gestão de Participações Sociais (GPS), a empresa promotora. Esta escola dará ainda primazia ao «investimento na preparação dos alunos», dotando-os de «competências linguísticas» e adaptando-os «à exigência da globalização».

Relativamente à contestação, o empresário realçou que a EIC pretende ser «uma escola para a cidade, concelho e região», confiando que o projecto terá a «adesão da comunidade da Covilhã e zonas vizinhas». Em contrapartida, a iniciativa vai criar «largas dezenas de postos de trabalho qualificados».

Por sua vez, José Almeida, supervisor pedagógico do grupo, acrescentou que a Escola Internacional «não vem ocupar o lugar de ninguém, nem está contra ninguém», sendo um projecto com «lugar próprio para ser um pólo de desenvolvimento». De resto, trata-se de uma escola «diferente» que vem dar «respostas várias que ninguém dá neste momento», salientou.

Esclareceu também que esta «não é uma escola elitista», mas depende antes da «opção dos pais», havendo já «largas de dezenas de alunos inscritos». As mensalidades vão desde os 295 euros no pré-escolar e 1.º ciclo até aos 390 euros no Secundário, valores «adaptados à realidade da região» e «muito abaixo» das propinas praticadas nos colégios do Porto e Lisboa, adianta. A escola tem capacidade para 30 turmas e um total entre 600 a 650 alunos.

Já Carlos Pinto considerou ser «natural que em 2008 surja um colégio internacional de iniciativa privada» na Covilhã, uma vez que «antes de haver ensino público na cidade, houve sempre ensino privado». Aliás, o autarca garante que o município é dos que mais «tem investido» no sector público. No âmbito de um protocolo estabelecido entre a autarquia e a GPS, a Escola Profissional de Artes da Beira Interior (EPABI) vai passar a funcionar nas mesmas instalações da Escola Internacional. Também a gestão vai passar para as mãos do grupo GPS, num acordo que Carlos Pinto elogiou e que faz com que a instituição tenha o «futuro assegurado», salientou. A Escola Internacional da Covilhã representa um investimento privado de cerca de 10 milhões de euros.

Município deveria fomentar ensino público, diz sindicato

O executivo distrital de Castelo Branco do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) voltou a criticar a criação do Colégio Internacional da Covilhã, realçando que «não admitirá mais financiamento público» para o estabelecimento, nem «permitirá atropelos aos direitos dos docentes que aí venham a exercer». O SPRC considera que o município deveria «fomentar o desenvolvimento do ensino público em todas as freguesias, ao invés de promover e suportar a implantação de uma unidade privada», considerando não haver razões que sustentem «a implantação de um estabelecimento de ensino com esta dimensão no concelho».

In Sic.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

MARGINAL, MARGINAL... É O MINISTÉRIO

«Violência escolar é marginal»

Declarações da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, contrariam PGR

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considera que a violência nas escolas não é um fenómeno grave, conforme tinha referido o procurado-geral da República, Pinto Monteiro.

«A violência escolar é marginal, ocorre em menos de cinco por cento das escolas», disse a ministra em entrevista à Sic.

Nos últimos meses, Pinto Monteiro mostrou-se preocupado com a violência no meio escolar, afirmando mesmo que tem «elementos seguros de que há alunos que vão armados para as escolas», e acusou o Governo de «minimizar» a dimensão deste problema.

O Procurador-Geral da República, que seleccionou a violência escolar como uma prioridade de investigação, no âmbito da nova Lei de Política Criminal, considerou que «a violência escolar funciona, em alguns casos, como uma espécie de embrião para níveis mais graves de criminalidade».

O PGR defendeu então que seja «reforçada a autoridade dos professores e que os órgãos directivos das escolas sejam obrigados a participar os ilícitos ocorridos no interior das mesmas».

Mas esta está longe de ser a opinião da ministra. Em relação às declarações de Pinto Monteiro, Maria de Lurdes Rodrigues explica: «Um nunca disse que estava ofendida». No entanto, alerta que «o que é um risco é o excesso de criminalização de actos de indisciplina». No entanto, a ministra considera que «se estivermos perante um crime, a polícia deve entrar na escola».

De qualquer forma, e apesar de considerar a violência escolar como algo «marginal», Maria de Lurdes Rodrigues afirma: «Espero que não haja o sentimento de impunidade nas escolas».

In Portugal Diário.

COMENTÁRIO:
Como sempre, a Sra Ministra parece viver em Marte! Os professores deveriam tomar as mesmas decisões dos juízes de Santa Maria da Feira: fechar as escolas enquanto não estiverem asseguradas as condições de segurança e, tal como defende o PGR, não for «reforçada a autoridade dos professores» e tornar obrigatório que «os órgãos directivos das escolas sejam obrigados a participar os ilícitos ocorridos no interior das mesmas».

A MARGINALIDADE DA SRA MINISTRA

Professora agredida: Inspecção e PGR acompanham

Advogado vai accionar agressoras judicialmente, dado ser um «crime público»

A professora agredida no interior da Escola EB 2/3 de Paranhos, no Porto, entregou o caso a um advogado, dado que pretende processar os agressores.

«É um crime público e, por isso, pretendo ir até às últimas consequência. Espero também que o Sr. Procurador tenha sensibilidade, uma vez que tem estado sempre na linha da frente a denunciar estes casos», disse ao Portugal Diário Maria Eduarda Almeida, docente de Ciências Fisico-Químicas.

Problema da violência escolar melhorou, assegura PGR
«Violência escolar é marginal», diz Ministra da Educação

Quem também está a acompanhar o caso é a Inspecção Geral de Educação. «Posso confirmar que recebemos uma notificação sobre o caso exposto, mas sabemos que está nas mãos do senhor Procurador Geral. No âmbito da nossa competência iremos acompanhar o caso e perguntar à Escola o que está a fazer em relação à situação», disse ao PortugalDiário Valdemar Castro Almeida, delegado regional do Porto do Norte da Inspecção Geral de Educação.

Da parte da Escola não existe qualquer reacção. Há vários dias que o nosso jornal tenta contactar a Presidente do Conselho Executivo da Escola EB 2/3 de Paranhos, mas tal tornou-se sempre impossível, por estar sempre ausente ou em reunião, segundo foi reportado através de contacto telefónico.

Preocupação

Apesar de não ter sido possível obter uma reacção por parte da Escola, existe um registo de preocupação numa acção pública da presidente do Conselho Executivo, há precisamente um ano, em Junho de 2007, segundo relata a revista «Viva».

Durante o debate «Violência na escola e convivência nas escolas», Natália Cabral referiu que «é muito importante uma reflexão sobre este tema, pois há uma descrença nas instituições».

«A escola tem vindo a transformar-se e hoje é mais do que um espaço de ensino, é também um lugar de socialização. A cultura já não é unívoca; utilizam-se palavras eruditas à beira de perfeitas obscenidades». Na sua opinião, os professores têm de perceber que os alunos também são produtores de cultura: «Não podemos perder a identidade, temos de a construir todos os dias tendo por base a firmeza e o afecto. Só caminhando juntos é que conseguiremos resolver estes problemas».

In Portugal Diário.

PORTO: PROFESSORA AGREDIDA NO INTERIOR DE ESCOLA

EB 2/3 de Paranhos foi palco de murros, pontapés e ameaças. Procurador-Geral da República e Ministra da Educação foram informados

Aconteceu tudo no último dia de aulas, a 13 de Junho. Uma professora (que quer manter o nome sob reserva) saía da Escola EB 2/3 de Paranhos, no Porto, já depois do toque de saída, pelas 18h, quando foi interpelada por duas mulheres, que a agrediram e insultaram ainda no interior do recinto escolar. A assistir estava um funcionário da escola, que não reagiu.

A situação foi contada na primeira pessoa ao Portugal Diário, tendo já sido relatada ao Procurador Geral da República, à Ministra da Educação, Inspecção Geral da Educação e Conselho Nacional de Educação. A docente em causa também reportou a situação à PSP e fez exames no Hospital de Santo António e Instituto de Medicina Legal.

«Quando ia a sair da escola, 15 minutos depois do último toque de saída, deparei-me com o portão da escola totalmente aberto e no passeio várias pessoas, entre elas as duas mulheres que me vieram agredir dentro da escola. Uma das agressoras é mãe de dois alunos problemáticos da escola, sendo um deles muito agressivo e tendo ao longo do ano lectivo sido alvo de várias suspensões por agressões a colegas, insultos a professores e outros motivos», contou a professora, relatando que tudo terá começado depois do aluno a ter insultado:

«Disse-lhe que não podia falar assim. Tentou bater-me mas um aluno colocou-se no meio de nós, empurrou-o para trás e disse-me para me ir embora». O aluno em causa tem 11/12 anos.

«As duas mulheres, mãe e filha de 23 anos, entraram na escola aos gritos com insultos e obscenidades e passaram à agressão física, dando-me murros, pontapés e atirando-me ao chão. Eu defendi-me como pude. A filha ainda me fez ameaças de morte», esclareceu a professora, «sem receio de denunciar, porque isto tem de acabar». Fala mesmo na existência de um «gang» na escola, que aterroriza «nomeadamente os outros alunos».

Sentimento de impunidade

A situação apresenta laivos de premeditação. «Soube que a filha da agressora tinha andado à minha procura. Achei estranho ter poucos alunos em área de projecto, mas depois disseram-me que julgavam que eu tinha ido embora porque sabiam que alguma coisa ia acontecer», frisou a docente.

Experiente, diz ter visto «coisas horríveis» noutra escola do Porto onde leccionou e onde chegava a haver agentes policiais dentro do recinto, mas nunca teve problemas. Sente que agora, na EB 2/3 de Paranhos, terá de haver medidas mais interventivas para terminar com a violência.

«A primeira agressão violenta de que me lembro nesta escola foi há dois anos atrás, em que familiares de um aluno entraram na escola com cães considerados de raça perigosa e espancaram o funcionário, deixando-o em péssimas condições, tendo ido parar ao hospital. O referido aluno continuou a frequentar a escola como se nada se tivesse passado e continuou a fazer o que lhe apetecia com impunidade total. Houve denúncias para o Conselho Executivo, mas o nosso esforço foi em vão, porque só no final do ano lectivo é que estes alunos tiveram uma suspensa, leve», conta.

Sem protecção

«Os casos gravíssimos sucederam-se durante todo o ano lectivo, com especial incidência à sexta-feira da parte da tarde, que é o período da semana em que há pouquíssimos professores e um menor número de elementos do Conselho Executivo na escola», refere a docente, registando outros casos de agressões a alunos na estação de Metro.

«Estes alunos agressores passeiam-se pela escola em busca de mais uma briga violenta ou de uma vítima, não cumprindo as regras que são impostas aos outros alunos», vinca, chocada com a sensação de impunidade: «A minha escola não dá protecção ao pessoal docente, funcionários e mesmo aos alunos, uma vez que durante todo o ano houve um número muito elevado de agressões a alunos por parte de grupos de alunos organizados, que são quase sempre os mesmos».

In Portugal Diário

A OBSESSÃO DAS GRELHAS

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Gabinete da Ministra

Despacho n.º 16872/2008

A concretização do processo de avaliação do desempenho dos docentes dos ensinos básico e secundário prevista no Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD) alterado pelo Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, e regulamentado pelo Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, comporta a utilização de fichas destinadas à auto-avaliação e avaliação dos docentes, sendo que estas, em função dos critérios definidos pelos diplomas já referidos, contêm ponderações dos parâmetros classificativos.
Importa assim proceder à aprovação dos modelos de impressos das fichas de avaliação e auto -avaliação bem como das ponderações dos parâmetros classificativos constantes das fichas de avaliação.
Foram observados os procedimentos decorrentes da Lei n.º 23/98, de 26 de Maio.
Assim, nos termos do n.º 3 do artigo 44.º do ECD, do n.º 2 do artigo 20.º e artigo 35.º, ambos do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de10 de Janeiro, determina-se o seguinte:
1 — São aprovados:

a) Os modelos de impressos das fichas de auto-avaliação e avaliação do desempenho do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário que constam dos anexos I a XV do presente despacho, do qual fazem parte integrante;
b) As ponderações dos parâmetros classificativos das fichas de avaliação que constam dos anexos II, III, V, VI, VII, VIII, X, XI, XII, XIII e XIV do presente despacho;
c) As regras para aplicação das ponderações e dos parâmetros classificativos, que constam do anexo XVI do presente despacho, que dele faz parte integrante.

2 — A Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação acompanha a concretização da avaliação de desempenho do pessoal docente pelos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas e confere a observação das regras de aplicação dos parâmetros classificativas e menções qualitativas aprovadas pelo presente despacho, de modo a assegurar a consistência e o rigor dos processos e dos resultados.

7 de Abril de 2008. — Pela Ministra da Educação, Jorge Miguel de Melo Viana Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.

Para ver as tão famigeradas grelhas ou ler todo o despacho, clique aqui.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

CALENDÁRIO LECTIVO PARA 2008-2009

Segue-se Despacho que determina o calendário escolar para o ano lectivo de 2008-2009, com todas as possibilidades "autonómicas" das escolas. Se quiser aceder ao documento original, clique aqui.






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TINHA DE SER, CLARO!

Ministra acusa críticos dos exames de oportunismo político

Educação. Lurdes Rodrigues garante nada saber sobre o que sai nas provas nacionais

Governo atribui melhores resultados ao trabalho feito nas escolas

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, classificou ontem as críticas aos exames nacionais que têm partido de algumas associações científicas de professores, em particular da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), como o "grau zero do oportunismo político", defendendo que as melhorias já comprovadas - e eventualmente a verificar - nas notas dos exames resultam do "trabalho" feito nas escolas ao longo do ano.

Numa audiência na Comissão de Educação, no Parlamento, cujo tema era a violência escolar, a discussão sobre alegadas facilidades nas provas de Português e Físico-Química do secundário e Matemática do 6.º, 9.º e 12.º anos acabaram por preencher a maioria das quase quatro horas de reunião.

Pedro Duarte, do PSD, deu o mote, acusando o Governo de "obsessão facilitista", dando como exemplos, além dos "exames muito fáceis", o fim das provas globais do 9.º ano ou as alterações ao Estatuto do Aluno que substituiram a exclusão por faltas por testes de recuperação. Sobre as provas, considerou serem "um convite ao desleixo", acusando ainda o Ministério de "reagir com agressividade para quem faz críticas".

José Paulo Carvalho, do CDS, repetiu algumas das críticas feitas ao início da tarde por Paulo Portas, que, em conferência de imprensa, acusara a ministra de só se preocupar "em criar estatísticas felizes, que nada têm a ver com a preparação dos jovens", desafiando a governante a aceitar uma proposta dos populares para que as provas passem a ser feitas com base num banco de questões predefinido. "Ou o desempenho dos alunos mudou completamente ou alguma outra coisa mudou", disse José Paulo Carvalho.

O PCP e o Bloco de Esquerda mantiveram-se mais à margem da discussão mas, ainda assim, Ana Drago, do Bloco, disse à ministra que a suspeição se ficava a dever a "uma grande falta de credibilidade" da sua equipa.

Maria de Lurdes Rodrigues respondeu, considerando que a discussão sobre os exames "é uma questão de oportunismo político e não de facilitismo", dirigindo as críticas mais duras ao deputado pedro Duarte: "Para si, as estatísticas só são boas quando confirmam os seus preconceitos", acusou. "É uma argumentação preguiçosa".

A ministra voltou a afirmar nada ter a ver com o processo de elaboração das provasquot;Nem me sei pronunicar sobre o nível de complexidade das prova", disse. "São raras as pessoas, até podem ter um prémio Nobel, que o conseguem fazer".

Contactados pelo DN, os sindicatos do sector reconheceram alguma razão aos argumentos da ministra, ao afirmarem que ainda não é possível fazer apreciações sobre as provas. Ao contrário das criticas de algumas associações de professores, João Dias da Silva, da Federação Nacional dos da Educação, destacou o facto de "os exames serem feitos por especialistas das várias áreas de saber, pelo que não cabe aos sindicatos pronunciarem-se sobre a qualidade das provas". Ainda assim, João Dias da Silva espera que não tenham havido facilitismo, que deturpa a comparação entre vários anos.

In Diário de Notícias

quarta-feira, 25 de junho de 2008

ACÇÕES DE FORMAÇÃO SOBRE AVALIAÇÃO DE PROFESSORES

ACÇÕES DE FORMAÇÃO SOBRE A AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES: RECRUTAMENTO IDEOLÓGICO *

Por estes dias, as escolas andam a receber "propostas", mais ou menos compulsivas, de acções de formação sobre avaliação. São acções destinadas aos "avaliadores" (membros de conselhos executivos e das comissões de avaliação e coordenadores de departamento) e a alguns (poucos) "avaliados", estes últimos talvez destinados à triste função de cobaias - por antecipação, pois todos nós iremos ser ser "testados" neste sistema.

Não é difícil antever o que estas acções significam: um imenso trabalho de doutrinação - ou de lavagem do cérebro - que visa "evangelizar" o modelo de avaliação do desempenho que o Ministério pretende impor, convertendo-o numa "boa nova" que os professores deverão, depois, aplicar acriticamente. É mais um passo no esforço de arrebanhamento com que a equipa ministerial procura "pacificar" o próximo ano lectivo. Perante este quadro, a APEDE vem apelar a todos os professores, e em particular aos que irão participar (à força) nas referidas acções de formação, para que não descurem a atitude vigilante e para que mantenham o olhar crítico face a esta nova onda de propaganda. Contra a retórica com que os professores irão, certamente, ser inundados, convém recordar alguns dados elementares:

1 - A avaliação do desempenho não é, nem nunca será, uma ciência exacta (aliás, não é sequer uma ciência).

2 - A avaliação do desempenho, tal como aparece plasmada no Decreto Regulamentar 2/2008 e nas famigeradas grelhas que o concretizam, está fortemente investida, de alto a baixo, por opções ideológicas e políticas que importa saber desmontar.

3 - A suposta "objectivação" do desempenho dos professores, através de uma miríade absurda de micro-parâmetros "quantificáveis", pretende apenas fazer-nos esquecer os factos enunciados nos dois pontos anteriores.

4 - A ideologia dominante no modelo de avaliação perpetrado pelo Ministério consiste em reduzir todas as práticas institucionais ao "paradigma" economicista da "gestão dos recursos". Não é por acaso que a "formação" no referido modelo está a ser ministrada, sobretudo, por especialistas em gestão, e não por pedagogos ou por "cientistas da educação".

5 - A ideologia acima citada julga ser possível avaliar uma prática complexa como a do ensino mediante um esquema reducionista e atomista, no qual essa prática é desdobrada em itens fragmentados, descontextualizados e isolados entre si, aos quais se atribui depois um valor numérico arbitrariamente definido.

6 - A ideologia "gestionária", importada de um universo empresarial tendencialmente opressivo e totalitário, faz da compulsão a hierarquizar os "recursos humanos" uma "necessidade" que se pretende inquestionável.

7 - O modelo ministerial da avaliação dos professores adopta essa compulsão, reforçando-lhe os mecanismos punitivos e disciplinares.
Trata-se, precisamente, de disciplinar os docentes, de os fazer vergar perante a ameaça de diferenciações hierárquicas enquanto relações de poder.

8 - Assim como a ideologia gestionária procura manter os trabalhadores, reduzidos a "recursos" descartáveis, sob um regime de vigilância e de controlo permanente, também o modelo ministerial de avaliação do desempenho quer introduzir nas escolas um sistema de "big brother" intrusivo, convertendo os "avaliadores" em inspectores e capatazes ao serviço de um requisito de "transparência" das práticas educativas.

9 - Nessa "transparência", toda a interacção pedagógica com os alunos perde a dimensão de intimidade sem a qual dificilmente se constrói uma relação de confiança com os mesmos.

10 - Os pontos atrás referidos colidem com uma escola onde a construção e a transmissão do saber se faça de forma cooperativa e participada, oposta ao regime de competição selvagem por um bem escasso - as classificações mais elevadas -, regime típico de um mundo mercantilizado que o modelo de avaliação quer impor aos professores e às escolas.

* Texto que consta do site da APEDE

segunda-feira, 23 de junho de 2008

ME NÃO TEM MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO PROFISSIONAL

Pergunta-se: o Ministério da Educação tem um Modelo de Desempenho Profissional? Não. Revogou o que existia (professores) e não o substituiu por nenhum outro.


A este propósito leia-se o post que segue, publicado noutro blog:

O despacho nº 16872/2008 foi publicado HOJE em DR , II série, mas é exactamente o mesmo que está no site da DGRHE com data de 7 de Abril..... mas que só hoje foi efectivamente publicado. Portanto; nada de novo, as mesmas fichas, os mesmos critérios e as mesmas ponderações. Neste caso, a ausência de novidades é uma má notícia pois o complex mantém-se em todo o seu esplendor.

António

Comentário
Seria de esperar que o ME fosse sensível às críticas sobre a extrema complexidade das grelhas e aproveitasse o memorando de entendimento e a supensão de alguns procedimentos do processo de avaliação complex para proceder à sua simplificação. Não o fez porque não tem emenda.

A este respeito, segue-se o comentário da Anahenriques:

Quase todos caíram na armadilha muito bem montada pela 5 de Outubro de considerar que “isto tudo” se trata de um modelo de avaliação de desempenho profissional, no caso docente.
Esta foi/é a armadilha bem montada pelos “gestores de imagem” da funesta “5 de Outubro”. Ora do que se trata é, exactamente, da ausência de modelo de avaliação profissional, por ter sido revogado o existente e não haver outro neste momento.
A sinistra e companhia podem tentar enganar meio mundo e arredores.
Não conseguem enganar são exactamente os especialistas da área dela e que investigam e trabalham nestas áreas em contextos organizacionais diversos e especialmente nas empresas privadas que, como é sabido, não se dão aos luxos de percas de eficiência e eficácia como o (nosso) idiota e estúpido “Estado”, que coloca à frente da área-chave do desenvolvimento do país e da sua afirmação identititária uma doida varrida e seus comparsas, a brincar “aos engenheiros sociais”.
Endoidou tudo?
MODELO DE DESEMPENHO PROFISSIONAL!
Acordem. NÃO HÁ, NESTE MOMENTO, MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO PROFISSINAL DE PROFESSORES, PORQUE FOI REVOGADO O QUE EXISTIA E NÃO HÁ OUTRO.
Do de que se fala é de outra coisa. Mas não de todo de “avaliação de desempenho profissional”, certo?
O único profissional dentro da escola com hierarquia diferenciada é o P.C.E. e por delegação de competências os vices. Mas mesmo neste caso há margem de discussão na medida que o funcionamente deste órgão executivo radica no modelo agora revogado- 115/98.
Só há dois níveis hierárquicos numa escola: o Conselho Executivo e os operários (os professores). Interessante verificar que, com excepção do P.C.E., todos os restantes, tinham no seu horário actividades lectivas.
Os “tritulares” (a total aberração) não são chefias. Podem dar um parecer. Mas quem valida tem de ser sempre a malta do nível hierárquico superior. Ora os “tritulares” são do mesmo nível hierárquico dentro da organização-escola do que os “não-titulares”. São operacionais.
Alguém conhece alguma empresa, serviço onde um operacional é avaliado por um colega do mesmo nível operativo, em desempenho profissional com consequências na carreira e na retribuição salarial? Claro que não, pois isso seria a total aberração organizacional.
Pois não.
Coloque-se a questão a um jornalista, médico, operário fabril, administrativo, escritorário!!!! Se as coisas forem colocadas devidamente, talvez, finalmente, as pessoas percebam (através da sua própria experiência profissional) por que houve a Marcha da Indignação dos Professores.
E por que sou daquelas pessoas que considera que O GRANDE PROBLEMA DESTE PAÍS ESTÁ A MONTANTE - NO ENSINO UNIVERSITÁRIO E POLITÉCNICO, onde indivíduos destes, ainda por cima académicos e da organização do trabalho, foram pagos principescamente por todos nós para imporem barbaridades destas. Ou estão a gozar com a cara de todos os portugueses ou, de facto, não sabem mais do que isto e então terão que ser varridos do Ensino Público; ou simplesmente defendem interesses estranhos aos dos portugueses.
Tudo muitíssimo grave.

O PAÍS DO FAZ-DE-CONTA

Esta foi uma semana de exames dos ensinos básico e secundário. Mas foi uma semana onde vimos a ministra da Educação congratular-se com os magníficos resultados que os alunos obtiveram nas provas de aferição. De acordo com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues esses resultados mostram um progresso assinalável na capacidade de aprendizagem dos nossos jovens.
Mas vejamos os números. Houve, em matemática por exemplo, 8,8% de reprovações no 4º ano e 18,3% no 6º ano. Mas, se olharmos os números do ano passado, veremos que a taxa de reprovações foi mais do dobro (19,7% no 4º ano e 41% no 6º). O que significa isto? Que os nossos alunos progrediram assim tanto, de um ano para o outro, ou que os exames foram simplificados? Cada um retirará as suas conclusões.

Vejamos, entretanto, o que dizem os estudantes no final dos exames que esta semana decorreram: de um modo geral que foram fáceis. Não haverá aqui uma estranha unanimidade? E o que dizem as associações como a dos professores de Português ou a Sociedade de Matemática? Que há facilidade excessiva! E o que dizem os especialistas e os professores? Mais ou menos o mesmo.

Acresce que nos exames actuais os alunos podem ter negativas sem ficarem chumbados. Além de que existem inúmeras facilidades que não existiam, em termos de apoios (v.g. máquinas de calcular, acesso a fórmulas, etc.).

Ora isto, além de pouco resolver do ponto de vista do conhecimento, nada contribui para a motivação dos professores, atrapalha a autoridade das famílias (é muito difícil mandar uma criança estudar quando o sistema lhe diz que não é assim tão importante) e prepara os jovens para um mundo inexistente, um país do faz-de-conta.

Porque nada na vida real é assim tão simples.

Por que corre Cadilhe?

Miguel Cadilhe aceitou presidir a um grupo e um banco problemáticos. Não tinha necessidade. Nem disso, nem de convidar para a administração três elementos idóneos, mas com situações profissionais que não recomendariam tal opção. Nem de manter um braço-de-ferro para tentar garantir que voltaria a receber a reforma que o BCP lhe paga depois de sair do grupo a que agora aceitou presidir. Foi o desejo de protagonismo que fez esquecer os padrões éticos?

Obrigado Scolari


Diga-se o que se disser, o seleccionador que agora troca Portugal pelo Chelsea é responsável por um período inigualável no futebol português. Podia ser melhor, podíamos ter ganho à Grécia em 2004, podíamos ter ganho à Alemanha na 5ª feira.

Cometeu erros, é certo. O murro no jogador sérvio, a obsessão por Ricardo na baliza e seguramente outros que não conhecemos.

Mas, feitas as contas, é justo que se lhe agradeça, Sinceramente. obrigado Felipão...

sábado, 21 de junho de 2008

É NECESSÁRIO CRIAR UM PARTIDO POLÍTICO

[...]
Estado deve dividir Educação e Saúde com privados

Confrontada por uma militante, Manuela Ferreira Leite defendeu a continuidade do Estado nos sectores da Educação e da Saúde, “para servir com qualidade as pessoas com menos meios” e a necessidade de o sector privado intervir nestas áreas.

“É necessário e desejável que o sector privado tenha intervenção. Em todo o caso, se deixássemos só o sector privado, a quantidade e a qualidade dos serviços oferecidos não seriam os desejáveis do ponto de vista social”, afirmou.

Indirectamente, Manuela Ferreira Leite criticou também a presidência de Luís Filipe Menezes dizendo que os líderes devem saber “conviver com a crítica” e que não podem atirar a toalha ao chão pelo número de críticas que recebem.

“A liderança não é um capricho mas uma responsabilidade que deve ser levada até ao fim dos mandatos”, frisou a antiga ministra das Finanças.

SURPRESAS SEM SURPRESA

O balanço do debate promovido pelo MEP, hoje à tarde, subordinado ao tema "Avaliação de Professores: esta não! Mas qual?", foi duplamente revelador:

. teve o condão postivo de intervenções interessantes dos "oradores" convidados e de algum debate que foi possível, numa tarde quente de início de Verão;

. embora o espaço não desse para muitos mais (instalações da Associação 25 de Abril), a meia centena de participantes demonstrou que a modorra que tolhe os professores é mais profunda do que o desejável, tendo em conta o contexto actual e o que aí vem.

Verdadeiramente "novo", embora apenas aflorado, com o atraso que já teve os seus custos (mas "vale mais tarde do que nunca"), foi a existência de um projecto de modelo alternativo de Avaliação do Desempenho dos Docentes da responsabilidade do SPGL, apresentado pelo reresentante sindical que interveio. Pelos vistos, ninguém sabia da sua existência e nenhum dos participantes conhecia o conteúdo dessa proposta de «modelo integrador», baseado na auto-avaliação e na co-avaliação.

Supomos, assim, que o conteúdo da proposta não seja conhecido dos professores, tal como não é de nós. Ficamos à espera, embora o tempo seja, cada vez mais, nosso inimigo.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

E ASSIM SE COMBATE O INSUCESSO

Algumas questões podiam ser resolvidas por alunos do 2º ciclo
Professores de Matemática consideram prova do 9.º ano a mais fácil de sempre

20.06.2008 - 18h07 Lusa

A Associação de Professores de Matemática (APM) considerou hoje que o exame nacional de 9.º ano da disciplina foi o "mais fácil" desde que a prova se realiza, sublinhando que algumas questões poderiam ser respondidas por alunos do 2º ciclo. Também a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) criticou o reduzido grau de dificuldade do exame, sublinhando que "a nivelação por baixo" poderá ter custos futuros "muito graves".

"Na generalidade, a prova é mais acessível e mais fácil do que nos anos anteriores. Algumas questões poderiam ser resolvidas por alunos do 2º ciclo", defendeu Sónia Figueirinhas, vice-presidente da APM.

Perto de 100 mil alunos realizaram hoje o exame nacional de Matemática, que se realiza desde 2005. O ano passado, 72,8 por cento dos estudantes tiveram nota negativa, quando em 2006 a percentagem de chumbos no teste situava-se nos 63 por cento.

"Em algumas questões ficou aquém das competências e conhecimentos que os alunos no final do 9.º ano deveriam ter. Se em exames anteriores as questões eram mais elaboradas e difíceis, não há razão para que este ano também não fossem", acrescentou.

Sublinhando que o exame "não tem erros" e que os 90 minutos, mais 30 de tolerância, estão adequados para a realização da prova, a responsável salientou que em relação à geometria, por exemplo, o exame aponta "mais para nomes do que para competências".

"Há questões que outros ciclos de ensino saberiam resolver de certeza, mas a prova é sobre os conteúdos leccionados no 7.º, 8.º e 9.º ano", lamentou.

Assim, a Associação de Professores de Matemática espera que haja "uma grande melhoria" nos resultados em relação a 2007, mas sublinha que as provas "não são comparáveis".

Já na quarta-feira, a APM lamentou que o exame nacional de 9.º ano da disciplina, realizado nesse dia, incluísse matéria do 2º ciclo (5.º e 6.º ano), considerando que esta opção pode ser "excessivamente fácil para os alunos".

SPM diz que prova foi das mais elementares dos últimos anos

À semelhança da APM, também a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considerou que o exame nacional do 9.º ano da disciplina foi um dos mais fáceis. "No seu conjunto, o nível desta prova é certamente dos mais elementares - se não o mais elementar - produzidos nos últimos anos nas provas nacionais de Matemática. Se é verdade que muitos alunos e alguns pais podem ficar satisfeitos com o facto, e se é verdade que seja positivo que os jovens vejam as questões matemáticas como alcançáveis, os custos futuros podem ser muito graves", defende a sociedade em comunicado.

Sublinhando que a prova não tem "erros científicos nem formulações duvidosas", a SPM critica, porém, que aos alunos do final do terceiro ciclo deveria "exigir-se" outro tipo de dificuldade, exemplificando com a questão 1, "que se resolve contando pelos dedos", a 3, que "pode ser facilmente resolvida por alunos do 1º ciclo", ou a 6, que "envolve percentagens tão simples que qualquer aluno do 2º ciclo deveria ser capaz de resolver".

"Os conhecimentos testados não estão ao nível do que se deveria esperar de um aluno no final do Ensino Básico. Não são avaliados importantes tópicos que devem ser dominados no 9º ano, como sistemas de equações, proporcionalidade inversa, polígonos e áreas de polígonos", entre outros.

Segundo a sociedade, não há em geral nenhum problema em introduzir num teste problemas de matérias de anos anteriores. No entanto, acrescenta, isso não deve ser feito sistematicamente e quando feito deve recorrer-se a conceitos, técnicas e algoritmos correspondentes ao nível mais avançado. "Alguns jovens vão terminar aqui os seus estudos. Outros vão prossegui-los no ensino secundário. Nem uns nem outros podem concluir estar bem preparados para os anos que os esperam pelo facto de conseguirem resolver satisfatoriamente este enunciado", acrescenta.

In Público

EFEITOS DO SIMPLEX GOVERNATIVO

Ensino Superior
Ano lectivo em risco de arrancar

Os reitores escreveram esta semana a José Sócrates a pedir uma reunião com urgência. O motivo, diz-se na missiva, é a falta de dinheiro e a incapacidade de algumas universidades em honrar compromissos, como o pagamento de salários.


Monica Contreras
18:00 Sexta-feira, 20 de Jun de 2008

A abertura do ano lectivo no ensino superior está em causa. Isto mesmo disseram os reitores das universidades públicas ao primeiro-ministro numa carta enviada esta semana. Há instituições, dizem os responsáveis, "com défice real de tesouraria", disse Seabra Santos, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas. Ao todo são precisos 100 milhões de euros para equilibrar as contas, tanto quanto custaram às universidades os descontos para a Caixa Geral de Aposentações e os aumentos salariais. "Não é a má gestão que está em causa", frisou Seabra Santos.

Os reitores querem também que o primeiro-ministro os receba, tal como ficou combinado em Janeiro, na primeira reunião que tiveram com Sócrates.

Também os politécnicos dizem estar à espera de verbas que lhes foram garantidas, €30 milhões. "Os descontos para a Caixa Geral de Aposentações e os aumentos salariais são os responsáveis pelas dificuldades que o ensino superior atravessa", diz Luciano Almeida, presidente do órgão representativo do ensino politécnico. E, tal como os reitores, os presidentes dos politécnicos avisam que o pagamento de ordenados está neste momento em causa.

In Expresso.

SÍNTESE DE UM ANO ESCOLAR QUE AINDA NÃO ACABOU

EDUCAÇÃO: Protestos dos docentes, debate sobre indisciplina e muita legislação marcaram ano lectivo

Os exames nacionais que hoje se iniciam põem fim a um ano lectivo marcado pela luta dos professores, debates sobre a insegurança e a indisciplina nas escolas e muita produção legislativa do Governo.

Em declarações à Agência Lusa, professores, associações de pais e o Conselho Nacional das Escolas (CNE) salientam que este foi um ano marcado pela polémica à volta da avaliação dos docentes, pela discussão dos diplomas sobre o estatuto do aluno, da gestão escolar e das alterações no ensino especial e pelos debates sobre a indisciplina nas escolas, através da divulgação de casos que se tornaram exemplares, como o "caso do telemóvel" na sala de aulas do Carolina Michaelis, no Porto.

Segundo o presidente do CNE, Álvaro Almeida dos Santos, a discussão da indisciplina nas escolas na praça pública foi exacerbada por "um episódio que marcou bastante a comunidade educativa nacional", mas que permitiu que as escolas e toda a sociedade reflectisse sobre estas questões e que "a escola voltasse ao centro das atenções quanto à necessidade de estabelecer regras muito claras de convivência no seu interior".

No balanço do ano lectivo que está prestes a terminar, Álvaro Almeida dos Santos considerou ainda que o novo modelo de gestão das escolas permite mais autonomia, promove o "reconhecimento da comunidade educativa" e de que "as lideranças têm de ser eficazes"; que o novo estatuto do aluno mantém alguns problemas quanto às regras das provas de recuperação dos alunos que faltaram a muitas aulas e salienta que "parece que se chegou a uma solução relativamente consensual e razoável" quanto à avaliação dos docentes.

Opinião contrária têm os docentes, com a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) e a Federação Nacional de Professores (Fenprof) a considerarem que este foi um ano marcado pela contestação dos docentes contra o que consideram ser o "agravamento da sua condição profissional".

O dirigente da FNE João Dias da Silva salienta que o ano lectivo foi marcado "pelo agravamento do mau estar docente", a que se associou um significativo "decréscimo da qualidade do relacionamento interpessoal entre os docentes nas escolas e por um crescimento da conflitualidade das pessoas".

Na opinião deste sindicalista, na origem destes novos conflitos "está a introdução da divisão dos professores em duas categorias [professor e professor titular] e da forma como essa divisão depois se traduziu nas regras do concurso a Professor Titular".

No centro desta "conflitualidade" esteve também a introdução do "novo modelo de avaliação de desempenho dos docentes, que criou situações de desconfiança, de angústia e de descrença, com claro prejuízo para o envolvimento das pessoas e para a escolha da profissão como projecto de vida para quem queira começar a ser professor", disse, garantindo que, apesar desta situação, o desempenho e os resultados dos alunos não foram prejudicados.

O desagrado dos professores manifestado no protesto que reuniu 100 mil manifestantes a 08 de Março numa marcha de protesto em Lisboa foi o acontecimento do ano para Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, que destaca que as sucessivas medidas legislativas lançadas este ano pelo Governo vêm "criar mais dificuldades à escola pública portuguesa para que se afirme como uma escola de qualidade" nos próximos anos.

"Foi um ano extremamente complicado, porque foi o ano em que, entendendo que no próximo terá de ter mais cautelas porque no próximo será um ano pré-eleitoral, o Governo decidiu lançar cá para fora tudo o que foi possível, para no próximo ano não ter de lançar mais trabalho sujo deste tipo", afirmou.

Além do modelo de avaliação de professores, Mário Nogueira salientou como negativos "um conjunto grande de quadros legais que foram regulamentados ou significativamente alterados", como o novo modelo de gestão escolar, que na sua opinião põe fim "definitivamente à gestão democrática das escolas ao permitir a sua governamentalização, impondo um órgão unipessoal na figura do director e no qual a autonomia das escolas é brutalmente reduzida".

Nogueira critica ainda o diploma sobre a educação especial por considerar que põe " em causa princípios essenciais da escola inclusiva", porque "deixa de fora alunos com dificuldades de comportamento, dificuldades de aprendizagem e outras, que não são propriamente deficiências, perturbando deste modo a vida nas escolas".

Também Maria José Viseu, Presidente da comissão instaladora da nova Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), concorda que "o diploma sobre educação especial vai provocar instabilidade, porque vai colocar de fora muitos alunos, como os disléxicos, o que irá afectar o funcionamento quer da sala de aula quer da própria escola".

"Foi um ano crítico, com muita produção legislativa a surgir a meio dos períodos, que vai ter implicações sobretudo a partir do próximo ano lectivo, mas que já este ano veio criar instabilidade dentro das próprias escolas", disse, realçando que o ano ainda não terminou já que hoje se iniciam os exames nacionais dos ensinos básico e secundário, "uma época complicadíssima, que causa grande ansiedade às crianças".

Apesar de toda esta agitação, Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), considera que o ano primou pela "normalidade", já que a "movimentação dos professores pelos seus interesses legítimos não transportou nenhuma consequência negativa para as salas de aulas".

In Marão Online (18 de Junho de 2008).

É PRECISO OUTRO 25 DE ABRIL

“Arrogante, cego, surdo e mudo como todos os ditadores, Sócrates ...
por Garcia Pereira

O provocatório e mumificado sorriso com que José Sócrates procurou responder à imensa vaia que o foi receber em Viana do Castelo já não foi bastante para disfarçar o (cada vez mais) indisfarçável isolamento e mesmo revolta que o Povo Português lhe está, justamente, a votar.
A arrogância com que, depois da manifestação de mais de 200 mil trabalhadores em Lisboa no passado dia 5 de Junho, afirmou desdenhosamente "não se impressionar" com tamanho protesto combina bem com o "país do faz-de-conta" com que persiste em nos atirar, qual areia, para os olhos de todos nós.
Na verdade, e à boa maneira de todos os ditadores ao serviço de grandes interesses económico-financeiros, não há dia que passe em que Sócrates não tome mais uma medida contra os mais fracos e os mais pobres e em favor dos mais ricos e mais poderosos. Como não há dia que passe em que - aconselhado por uma multidão de assessores de imagem, protegido por um núcleo crescente de seguranças, amparado por figurantes contratados e pagos ao dia ou por quadros do Partido Socialista "requisitados" para essa "nobre" missão de bater palmas ao chefe, e publicitado por uma imprensa de onde já há muito foi convenientemente varrido o jornalismo sério e independente e onde, portanto, não há lugar a perguntas incómodas ou a investigação digna desse nome - não venha pregar que vivemos melhor do que nunca, que os portugueses estão felizes, e que os nossos índices de qualidade de vida não cessam de subir.
[...]
A miséria social e a pobreza - que atingem mais de 2 milhões e 200 mil cidadãos - alcançou já e de forma crescente mesmo as pessoas com empregos e correspondentes salários, só que tão baixos que mesmo esses não dão para satisfazer as necessidades mais básicas.
Mas Sócrates continua a não se impressionar...
Os combustíveis são aumentados todos os dias, mas ninguém - a começar pela chamada "Imprensa Económica" - fala do preço dos combustíveis à saída das refinarias e da gigantesca margem de lucro obtida a esse nível pelas grandes empresas petrolíferas.
Enquanto isto, pela primeira vez 4 nomes portugueses de donos de fortunas (representando um total de 8 milhões de euros, ou seja, 4,9% de todo o PIB Português!) passaram a figurar na lista de bimilionários do Mundo da revista americana "Forbes" - são estes, pois, os "homens de sucesso" de Sócrates...
Mas Sócrates, ainda e sempre, não se deixa impressionar...
[...]
Portugal é hoje um país de miséria social crescente, de perspectivas de futuro absolutamente entaipadas para os jovens, de condenação à morte lenta para a grande maioria dos idosos, sem Saúde, e sem Educação, sem Justiça, sem transportes, sem alimentação e sem vestuário e calçado minimamente dignos e aceitáveis para a grande maioria dos cidadãos.
É por conseguinte inteiramente justa a revolta de quantos, tendo acreditado nas promessas eleitorais de Sócrates e julgado que com a sua eleição as suas condições de vida e as dos seus filhos melhorariam, se vêem confrontados não apenas com o oposto do que na altura lhes foi vendido para lhes sacar os votos, como também com a arrogância provocatória de quem invoca os mesmos votos assim fraudulentamente obtidos para continuar a atingir os mais necessitados e a abafar e silenciar os críticos e os adversários.
Como é também absolutamente natural o desespero de quem, querendo trabalhar e dar um futuro melhor à geração seguinte, se vê não apenas lançado no desemprego, na miséria e na fome, como autenticamente escarrado pela propaganda oficial que todos os dias lhe entra casa adentro, pintando um país cor-de-rosa que nada tem que ver com a negra realidade do seu dia-a-dia e afirmando "não se impressionar" com os mais do que justos protestos.
Mas é também importante que se vão tirando outras ilações:
A primeira é a de que, hoje tal como ontem, nada cai do céu e que, para defenderem as suas justas aspirações, os cidadãos só têm uma arma ao seu alcance - unirem-se, organizarem-se, criarem comissões de representação e de luta, elegerem representantes que respondam directamente perante eles, e que possam a todo o tempo ser livremente eleitos e livremente destituídos.
E lutar, lutar sempre, sem desfalecimentos e sem oportunismos, por aquilo que é justo e correcto!
[...]
É, pois, tempo de mudar e a mudança tem de ser buscada - digam os "analistas", "especialistas, "cronistas" e outros ideólogos do sistema pagos à linha o que disserem - fora desse arco do Poder. E afinal é isso mesmo que as pessoas instintivamente sabem que deve ser feito quando dizem - como hoje se ouve cada vez mais pelas ruas - que "o que é preciso é outro 25 de Abril, mas desta vez... a sério !".
Por fim, sobretudo agora quando os oportunistas do costume começam a tentar apostar numa espécie de "união nacional dos socialistas descontentes", importará também recordar que se o País está a viver o desastre em que se encontra tal se deve, também e em larga medida, à circunstância de, quando Sócrates ganhou as eleições, tais oportunistas terem proclamado aos sete ventos que essa fora a vitória da "esquerda". E agora essa pseudo-esquerda que tanto glorificaram, apoiaram e até ajudaram a manter no Poder mostra a sua verdadeira face...
Quem tinha, pois, razão era a opinião, mais do que minoritária - e por conseguinte sem direito a ser ouvida nesta democracia de opereta - que na altura e contra ventos e marés logo então afirmou claramente que a vitória de Sócrates era antes a vitória da Direita, era a vitória do grande Capital Financeiro que com as promessas do PS conseguiu levar para o seu campo a pequena e a média burguesia, os sectores intermédios da sociedade e até um certo sector dos operários.
Agora que a nau mete água por todos os lados e que é cada vez mais natural que - perante o isolamento e desmascaramento crescentes de Sócrates e dos seus sequazes - a Alta Finança comece à procura de uma outra força política que lhe sirva de "comité de negócios", valerá a pena não esquecer onde conduziu então esse oportunismo de ocasião, a sua proclamada desvalorização das ideologias e a lógica de, em vez de mobilizar o Povo para um Programa Estratégico de salvação do País, procurar apenas cavalgar o descontentamento popular e capitalizar mais alguns votos e obter mais alguns lugares no Parlamento.
É tempo, pois, de o Povo Português não mais se deixar impressionar por Sócrates e pelo séquito de assessores, informadores e aduladores e fazer História, fazer a História que se faz aos ditadores - derrubando-os!

Todo o texto no Semanário.

E ASSIM TAMPAMOS O SOL COM A PENEIRA

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20 de Maio de 2008

Parecer sobre as provas de aferição do primeiro e segundo ciclos - Matemática

As Provas de Aferição que hoje decorreram por todo o país constituíram, para muitos alunos, um primeiro contacto com um teste nacional, externo e normalizado. É bom que os jovens se habituem a ser testados com rigor pelo que sabem.

Infelizmente, no entanto, uma série de circunstâncias fazem com que estas provas fiquem aquém do necessário. Primeiramente, os resultados não têm efeito sobre as classificações dos alunos, ou têm-no apenas se os professores e as escolas o entenderem — por isso há sempre um factor de desinteresse associado às provas. Em segundo lugar, estes testes não têm sido construídos de forma comparável de ano para ano, pelo que não se sabe o que de facto representam os resultados globais em termos evolutivos. Não se sabe sequer o que representam as classificações obtidas pelos alunos. O ministério estabelece uma grelha de classificação, mas depois a transformação dos resultados de aplicação da grelha em classificações finais dos alunos tem sido feita com critérios que o ministério não divulga. Significa tudo isto que não se sabe de facto o que representam os resultados das provas.

Além destas limitações, as Provas de Aferição têm tido dois problemas. Em primeiro lugar, os enunciados contêm um número exagerado de questões demasiado elementares. Mesmo com estas questões, os resultados têm sido maus. Imagina-se que poderiam ser bastante piores se os enunciados fossem mais exigentes. Em segundo lugar, os enunciados têm pecado por um vício pedagógico: não se centram em questões relacionadas com os algoritmos e os conceitos básicos que os alunos deveriam dominar, mas sim em aplicações diversas, com questões em que a interpretação e a conjectura sobre os pressupostos assumem um papel excessivo. Infelizmente, é a ultrapassada teoria da “aprendizagem em contexto” e do “ensino organizado em competências” que está a ser exageradamente aplicada, tal como está a ser exagerada a importância da “comunicação matemática”, em detrimento dos conteúdos curriculares precisos.

Em comparação com o ano anterior, salienta-se como aspecto positivo o facto de as questões destas provas serem, em geral, mais directas e menos palavrosas. Algumas das questões afiguram-se bem concebidas e interessantes, como por exemplo os exercícios 11, 16 e 23 na prova do primeiro ciclo e os exercícios 6, 12, 19 e 21 na prova do segundo ciclo. No entanto, a SPM tem alguns reparos a fazer em ambas as provas.

Em ambos os ciclos, há questões demasiado elementares para o nível de escolaridade dos alunos. Exemplos são a questão 18 da prova do primeiro ciclo e as questões 8 e 16 do segundo ciclo.

Nas provas do primeiro ciclo, as questões 8 e 22 não avaliam qualquer capacidade matemática. Apuram apenas a capacidade de comunicação dos alunos. Nas provas do segundo ciclo, a possibilidade de utilizar calculadora, embora apenas com os cálculos elementares, tira sentido a algumas questões, que deixam de exigir qualquer raciocínio matemático e reduzem-se a um mero carregar de teclas. O exemplo mais grave disto é a questão 11, mas tal ocorre também nas questões 2, 7 e 13.

Em síntese, os alunos não são testados devidamente na matéria que deveriam dominar. Com o pretexto de inserir os conceitos e algoritmos em questões aplicadas, acaba por não se testar devidamente nem o domínio dos conceitos nem o domínio dos algoritmos. Um bom desempenho não parece equivalente ao domínio da matéria. Os professores que têm insistido com os seus alunos na importância do cálculo e do raciocínio não se sentem apoiados com esta prova.

O Gabinete do Ensino Básico e Secundário
da Sociedade Portuguesa de Matemática

Para ver o texto original clique
aqui.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

QUEIXAS DE PROFESSORES

A secção de queixas deste blog, designada QUEIXAS DE PROFESSORES, já se encontra em funcionamento.

De acordo com o solicitado, publicamos aí a primeira queixa, ressalvando os requisitos expressos no e-mail recebido, que também publicamos reservando a identificação do/da emitente.

Para ver, clique aqui ou na ligação permanente que se encontra no índice à esquerda.

SESSÃO PÚBLICA EM LISBOA

Avaliação de professores: Esta não! Mas qual?

Sessão pública com:

Olga Pombo (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)

Paulo Guinote (Professor do 2º CEB, autor do blog "A Educação do Meu Umbigo")

João Paulo Videira (Professor, Fenprof)

Manuel António Silva (Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho)

21 de Junho, 15h30, Associação 25 de Abril
(Rua da Misericórdia 95, Lisboa)

Sabemos que o Modelo de Avaliação de Desempenho que o Ministério da Educação está a impor nas escolas não serve nem professores nem alunos:

- é burocrático, assentando em papelada atrás de papelada

- absorve o tempo livre dos professores em sucessivas reuniões, em vez de os libertar para a preparação das aulas

- coloca professores a vigiar professores em vez de contribuir para a melhoria pedagógica das aulas

- assenta numa divisão artificial entre professores titulares e não titulares, sem garantir que os primeiros são os mais competentes

- impede a atribuição a milhares de professores das notas de "excelente" e "muito bom", mesmo que as mereçam

Avaliar desta forma os professores em nada contribui para reduzir as taxas de insucesso e abandono escolares. Durante o próximo ano lectivo, este modelo estará aberto a críticas e alterações por parte de uma comissão paritária formada pelo ministério e por sindicatos. Mas o modelo de avaliação a aplicar no ano seguinte (2009/2010) vai depender da força da denúncia das injustiças da proposta do governo e, mais importante ainda, da capacidade dos professores e da sociedade civil em apresentar uma alternativa credível a este modelo, alternativa essa que possa contribuir para a melhoria das práticas pedagógicas e do sucesso escolar.

O Movimento Escola Pública convida todos e todas a participar neste desafio, em busca da alternativa.

Desde 01-01-2009


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