quinta-feira, 31 de julho de 2008

MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES: MUITA PARRA, POUCA UVA

Educação
FENPROF admite convocar manifestação de professores na altura das eleições de 2009

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) admitiu hoje repetir no próximo ano, por altura das eleições legislativas, a grande manifestação de docentes de Maio passado, prometendo apresentar uma «carta reivindicativa» aos partidos políticos candidatos

«Se for preciso, para limpar algumas das medidas mais negativas, pôr mais cem mil professores na rua, faremos isso», advertiu o dirigente sindical Mário Nogueira, frisando a «desvalorização dos professores, como nunca aconteceu».
[...]
Para que «fique claro ao país o que o Governo fez às escolas», a FENPROF irá apresentar o «Livro Negro das Políticas Educativas», no final do primeiro período do próximo ano lectivo, afirmou Mário Nogueira em Coimbra, durante uma conferência de imprensa para fazer o balanço do ano lectivo 2007/2008.
[...]

Toda a notícia no Sol.

COMENTÁRIO:
Parece ser uma boa jogada táctica da Fenprof. No entanto, terá de ter consciência de que não arrasta 100.000 professores, pois se arrastou metade em 8 de Março, depois do Memorando a sua força diminuiu. Ainda assim, oxalá que os restantes professores se movimentem e adiram a todos os protestos.
Em tempo de guerra não se limpam armas. Pena que, perante a guerra, os sindicatos se limitem a meras declarações e (pseudo)entendimentos e os professores se acabrunhem e se acomodem numa longa espera... até que alguém dê o sinal.

FENPROF E O BALANÇO DO ANO LECTIVO

Educação
FENPROF «chumba» ministério e acusa Governo de «trabalhar para a estatística»

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) «chumbou» hoje a actuação do Ministério da Educação no último ano lectivo e acusou o primeiro-ministro de trabalhar para a estatística, com «shows mediáticos» que «não chegaram para esconder a profunda crise» do sector.
[...]
Aos professores, a FENPROF deu a classificação «Muito Bom» e às escolas «Bom», considerando que o ano lectivo 2007/08 ficou marcado pelo «grande momento de protesto» de 8 de Março que levou 100 mil professores à rua.
[...]
Toda a notícia no Sol.


COMENTÁRIO:
Se é apenas isto que a Fenprof tem para dar aos professores, urge mesmo repensar o sindicalismo docente!

CONCURSO PARA DIRECTOR - PORTARIA 604/2008

CONCURSO PARA DIRECTOR
Portaria 604/2008, de 9 de Julho


Clique em cada uma das imagens para ampliar (2 págs.)


A diarreia legislativa tem sido intensa... Como curiosidade, o facto de muita vontade ser satisfeita em períodos de interrupção lectiva e com os professores de férias.

CADA VEZ MAIS SISUDOS


In Global Notícias , de 31-07-2008, pág. 3

Olha que novidade!

Certamente este estudo não teve em conta os políticos e todos aqueles que engrossaram as suas fortunas. Esses continuam a sorrir, alheios à realidade e assistindo à modorra nacional.

Da Educação à Saúde, dos governantes à sociedade, da insegurança à guerrilha, da corrupção à impunidade, cada vez mais perto do 3º Mundo, com uma diferença: os latino-americanos, apesar da pobreza, vivem felizes; nós juntamos a melancolia, o aspecto sorumbático e sisudo à pobreza.

Pelos vistos, as "marcas" dos nossos governantes são mais profundas: de um povo acolhedor e simpático tranformam o País numa cambada de sisudos e apáticos.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

CLONADO E EM PRÉ-CAMPANHA


Assustei-me. Hoje, ao aceder ao Destak, deparei com o homem já clonado, na imagem que encabeça a notícia sobre a "propaganda" Magalhães! Irra! Não há paciência!

A MÁQUINA FUNCIONA A TODO O VAPOR

A propoganda intensifica-se!

Operadores e Governo criam programa e-escolinha com portáteis de muito baixo custo, chamado Magalhães, que, muito naturalmente, à semelhança do "All-garve", ainda mudará de nome para Magalaes.
Esta espécie de brinquedo Nody vem substituir centenas de escolas que o ministério encerrou. E não me custa a acreditar que o homem pretenda, caso Portugal tenha a infelicidade de o aturar mais uns anos, que os professores passem a dar aulas pelo Messenger e que os testes sejam substituídos por uma página de Hi5!
É obra!!!

AS INJUSTIÇAS DA MATEMÁTICA MINISTERIAL

Exames: diferença de resultados «injusta»

Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática não está surpreendido com a quebra de médias


O presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Nuno Crato, afirma não estar surpreendido com a quebra de resultados entre a primeira e a segunda fase dos exames nacionais naquela área e considera a situação injusta para os estudantes, escreve a Lusa.

Nuno Crato reagia à informação, divulgada esta terça-feira pelo Ministério da Educação, de que todas as disciplinas de Matemática baixaram em relação à primeira fase, com as cadeiras de Matemática A e B a descerem de 12,5 para 8,9 valores e de 11,4 para 9,1 valores, respectivamente.

«A diferença de resultados entre a primeira e a segunda fase não nos espanta», afirmou, acrescentando que «a Sociedade Portuguesa de Matemática criticou o exame da primeira fase por ser demasiadamente elementar e afirmou que o da segunda fase, apesar de acessível, era de um grau de complexidade marcadamente superior».
[...]
Na sua opinião, o aumento do grau de dificuldade «é extremamente injusto para os estudantes, pois alunos com níveis de conhecimento semelhantes são colocados por estes exames com classificações muito diferentes e, portanto, com possibilidades de acesso ao Ensino Superior muito díspares».

O que se passou foi «grave»

Para o docente do Departamento de Matemática do Instituto Superior de Economia e Gestão, «o Ministério não tem sabido, não tem conseguido ou não tem querido fazer exames de dificuldade semelhante que sirvam de medida fiável do conhecimento dos alunos e do estado de ensino».

«O que se passou nesta época de exames foi extremamente grave, pois registaram-se alguns dos acontecimentos mais significativos e potencialmente mais graves para a seriedade da avaliação, para a exigência do ensino e para o futuro do ensino em Portugal», classificou, dizendo esperar «que os erros sejam corrigidos».

De acordo com o Ministério da Educação, os resultados da segunda fase dos exames nacionais do secundário melhoraram face à mesma fase do ano passado mas as notas caíram significativamente quando comparadas com as provas da primeira fase deste ano.

Nesta segunda fase dos exames do secundário, participaram 118.667 alunos e a disciplina de Matemática A foi uma das que contou com mais estudantes na realização da prova, 16.572.

[...]
Toda a notícia no Portugal Diário (destaques nossos).

terça-feira, 29 de julho de 2008

AS (DES)IGUALDADES DO SISTEMA

A Sociedade Portuguesa de Matemática já tinha chamado a atenção para as desigualdades criadas entre os alunos (ver aqui). É o que se chama brincar com a vida e o futuro das pessoas. Enfim, a excelsa política da senhora ministra em todo o seu esplendor!


Notas de Matemática baixam na segunda fase de exames em relação a 2007


29.07.2008 - 21h42 Romana Borja-Santos

A média da segunda fase do exame nacional de Matemática A do 12º ano não atingiu os nove valores, registando um resultado pior que o do ano passado (9,3) e contrariando, assim, a tendência positiva da primeira época em que a média foi de 12,5 valores – a melhor dos últimos anos. Nas restantes disciplinas registou-se uma melhoria global dos resultados, ainda que sejam inferiores aos da primeira chamada, com 16 a subirem a sua média e 70 por cento a terem resultados positivos.

Matemática A obteve piores resultados que no ano anterior, passando de 9,3 para 8,9 valores, o que significa que 24 por cento dos estudantes chumbaram, face aos 18 por cento de 2007.
[...]


Toda a notícia no Público.

REPÚBLICA DOS BANANAS

Já algum dia ouviu falar na "República das (e dos) Bananas" ?
Já alguma vez se questionou por que motivo Portugal está cada vez mais delapidado e pobre?
Já algum dia se interrogou por que razão Portugal é o País mais atrasado da Europa?

Compare estas três notícias e tire as suas conclusões!

. Espanha - Governo congela salários de altos cargos públicos para fazer face à crise
(veja notícia no Diário de Notícias)

Aqui ficam alguns extractos:


Espanha

Governo congela salários de altos cargos públicos
24-06-2008 15:40

O Primeiro-ministro espanhol, Rodrigues Zapatero, anunciou o congelamento de ordenados de todos os altos cargos da administração do Estado.

A medida, para vigorar nos próximos dois anos, tem por objectivo combater a grave crise que atravessa a economia do país vizinho.

O anúncio feito por Zapatero prevê o congelamento do salário do próprio Primeiro-ministro, de todos os altos cargos da administração do Estado e dos principais dirigentes das empresas públicas.

A norma não se aplicará aos outros sectores da Função Pública, pois a intenção é respeitar os compromissos assumidos com os sindicatos.

O executivo espera que as comunidades autónomas lhe sigam o exemplo: a primeira a responder foi a de Madrid, governada pelo Partido Popular, que resolveu não dar aumentos durante os próximos dois anos.

Outra decisão tomada pelo Governo espanhol foi a de reduzir de forma drástica o número de funcionários a contratar no ano que vem. Zapatero conta, com estas medidas e com cortes nos gastos públicos correntes, poupar cerca de 250 milhões de euros.

In Rádio Renascença


Rendimentos: Declarações entregues no Tribunal Constitucional

Quatro ministros ganham mais do que Sócrates

José Sócrates foi o governante que mais beneficiou com a política e já arrecada por ano mais 51 mil euros do que quando era deputado. Mesmo assim, há quem aufira mais do que o próprio primeiro-ministro, é o caso de Luís Amado, Teixeira dos Santos, Augusto Santos Silva e Jaime Silva.

De acordo com as declarações de rendimentos entregues este ano no Tribunal Constitucional, que o CM consultou, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, indicou rendimentos de trabalho dependente no valor de 10 3742 euros. Precisamente o mesmo valor declarado pelos ministros das Finanças, Teixeira dos Santos, e dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva. Na lista dos ministros com os rendimentos mais elevados está ainda Jaime Silva, cujos valores referentes a 2007, segundo indicou o Ministério da Agricultura, são também superiores a 103 mil euros.

É o subsídio de alojamento, que ronda os 1300 euros por mês, que assegura aos quatro governantes um rendimento superior ao do primeiro-ministro, que declarou 101 638 euros. Os governantes com residência a mais de cem quilómetros da capital têm direito, por lei, a um suplemento de habitação e os quatro ministros fizeram questão de o solicitar.

Apesar de viver há uma década em Lisboa, Teixeira dos Santos tem residência fixa no Porto. Depois de vender a habitação em Lisboa, Luís Amado passou a ter residência fixa no Funchal, o que lhe deu direito a receber o subsídio de alojamento. Também Jaime Silva, com residência em Bruxelas, e Augusto Santos Silva, com residência no Porto, recebem o suplemento.

MAIS DE 51 MIL EUROS

Sócrates pode não estar no topo dos rendimentos mais elevados, mas foi o governante que mais benefícios financeiros retirou quando tomou posse como primeiro-ministro, em Março de 2005. Quando entrou para o Governo, José Sócrates declarou um rendimento anual de 49 837 euros, valor que correspondia ao vencimento de deputado. Três anos depois, o líder socialista está a ganhar mais 51 mil euros por ano: em 2007, segundo a sua declaração de rendimentos, auferiu 101 638 euros.

Mas nem todos os que entraram para a política ficaram a ganhar. Só o ministro da Economia, Manuel Pinho, passou a receber menos 350 mil euros por ano. Mas não foi o único: Teixeira dos Santos (143 mil euros), Luís Amado (2800 euros) e Nunes Correia (35 mil euros) também ficaram a perder financeiramente depois de entrarem para o Governo.

RENDIMENTOS

JOSÉ SÓCRATES - Primeiro-ministro
2007 – 101 638,04€
2006 – 100 511,04€
2005 – 89 637,01€
2004 – 49 837,83€ (início de funções)
– 6000€ (independente)

[... Veja os
dados dos outros ministros]

MARIA DE LURDES RODRIGUES (Educação)
2007 (?) – 88 086,24€
2006 – 87109,60€
2005 – 80158,54€
2003 – 47 647,32 € (início de funções)
– 332,69€ (independente)


NOTAS

SALÁRIO MÍNIMO - 426 EUROS

O salário mínimo nacional este ano é de 426 euros. Em média, os portugueses auferiram por mês em 2007, de acordo com o Boletim Estatístico da Segurança Social, 860 euros

PINTO RIBEIRO - TÍTULOS

O ministro da Cultura , além de uma vasta lista de património, declarou no Tribunal Constitucional possuir uma carteira de títulos no valor de mais de 1,5 milhões de euros


[...]

In CM


Gestores públicos receberam 27 milhões

EMPRESAS DO ESTADO
. Os encargos com a remuneração das administrações das empresas públicas subiram no ano passado 30%. As Finanças dizem que os dados de 2006 e 2007 não são comparáveis, mas admitem que o número de gestores subiu com os administradores não executivos

Cada gestão custou 349 mil euros em 2007

As administrações das empresas públicas receberam um total de 26,8 milhões de euros no ano passado. Esta soma compreende um universo de 77 empresas que representam cerca de 90% da carteira de participações relevantes do Estado.

Este montante significa um valor médio por cada administração (pode ter entre três e onze elementos) de 349 mil euros, de acordo com o documento sobre o bom governo das sociedades que acompanha o relatório sobre o sector empresarial do Estado, divulgado na semana passada. O valor médio das remunerações desce para os 323 mil euros por ano, quando excluímos a Caixa Geral de Depósitos, entidade onde o accionista Estado mais paga.

O documento mostra que para além das remunerações base e complementares, os gestores públicos beneficiaram de 4,5 milhões de euros outras regalias e compensações, tendo sido assumidos custos de 2,8 milhões de euros em benefícios sociais. Se essas parcelas forem adicionais às remunerações, o que não é claro no documento, os gestores receberam então 34 milhões de euros em 2007.

Os custos com a remuneração base da gestão das empresas públicas revelam uma subida da ordem dos 30% em relação aos encargos pagos aos conselhos de administração de 78 empresas públicas em 2006. O relatório sobre o sector empresarial do Estado de 2007 [relativo a 2006] revela que as administrações receberam 20,3 milhões de euros, incluindo remuneração base, outras regalias e compensações e encargos com benefícios sociais. Não obstante, o valor médio pago por empresa era mais alto em 2006, cerca de 398 mil euros, de acordo com o relatório.

[...]

Mais gestores

Mas por outro lado, o Ministério das Finanças reconhece que as empresas do Estado tem agora mais administradores que no passado, embora sejam não executivos e com salários menos altos. "Em virtude da importante reforma do modelo do governo do Sector Empresarial do Estado (SEE) e em particular do reforço de função de fiscalização foram nomeados administradores não executivos". Outra alteração importante na carteira do Estado que explica o aumento dos encargos com administrações é a transformação de hospitais que estavam no sector público administrativo em empresas públicas, o que naturalmente se traduziu na subida dos custos com a remuneração das administrações no sector empresarial do Estado. Em média, 84% das remunerações dos gestores públicos é paga pelas próprias empresas. As empresas públicas pagaram ainda 1,486 milhões de euros aos órgãos de fiscalização das administrações, um valor médio global de 19305 euros por empresa.

PREJUÍZO GLOBAL ASCENDEU A 373 MILHÕES EM 2007

Gestão. O sector dos transportes públicos é a grande dor de cabeça do Estado

Entre a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a Refer há uma diferença da ordem dos mil milhões de euros em resultados. Enquanto o banco público apresentou um lucro recorde de 856 milhões de euros em 2007, a gestora da Rede Ferroviária Nacional registou prejuízos 223 milhões de euros.

Apesar da melhoria de 14% ou de 129,6 milhões de euros anunciada pelo Executivo, no final da semana passada, nos resultados das empresas públicas, a verdade é que o saldo continua negativo. Aliás o prejuízo global até aumentou quase três vezes para 373 milhões de euros, antes de interesses minoritários, o que é explicado pelo facto da Parpública ter registado lucros extraordinários em 2006 decorrentes das mais-valias com privatizações que não foram repetidos no ano passado.

O sector dos transportes continua a ser a grande dor de cabeça do accionista Estado.

A somar aos prejuízos da Refer, as operadoras de transportes somaram 557,2 milhões de euros de resultados negativos, praticamente o mesmo nível do ano anterior. A CP é a que apresenta mais prejuízos, não obstante uma ligeira melhoria dos resultados também sentida na Carris e no Metropolitano de Lisboa. A Metro do Porto foi a empresa que mais agravou os prejuízos. O sector dos transportes públicos é aliás um dos grandes responsáveis pelo aumento de endividamento que nas empresas não financeiras registou um crescimento de 2835 milhões de euros face a 2006.

[...]

O PAÍS PRECISA DE REGRESSAR À ESCOLA

Para vencer concorrência da economia global

Sócrates afirma que “o país precisa de regressar à escola”

29.07.2008 - 15h21 Lusa

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que "o país precisa de regressar à escola", na certeza de que a qualificação dos portugueses é a resposta à "concorrência da economia global". No final da cerimónia de entrega de diplomas a 90 alunos que concluíram cursos de especialização tecnológica (CET) no Instituto Politécnico de Leiria o líder acrescentou, ainda, que são precisas “mais qualificações e a todos os níveis".

"Portugal terá sucesso se apostar na inteligência, no conhecimento, na massa cinzenta, na qualificação das pessoas", sustentou José Sócrates, que elogiou os alunos que decidiram inscrever-se em CET e "regressar à escola". "Estão a trabalhar, têm família, decidiram sacrificar o vosso tempo livre, para melhorar as qualificações", sublinhou o primeiro-ministro, acrescentando que este é um "exemplo para o país seguir se quiser vencer as necessidades da qualificação".

[...]
Toda a notícia no Público.


COMENTÁRIO:
Será que o PM também se incluiu no País?
Na verdade, ele, a ministra da Educação e os respectivos secretários de Estado deveriam dar o exemplo. Bem falta lhes faz!

(BENE)MÉRITO DESPACHO

Instituídas as novas oportunidades, atribuídos os computadores, pressionado o não-chumbo, divididos e ofendidos os professores, assassinada a Educação, eis que chega, finalmente, o modelo do MÉRITO!




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DEMISSÃO POR CEDÊNCIA DE POMAR

Só hoje dei conta desta notícia de ontem (coisas de quem "está de férias"...). Sinceramente, não sei que dizer. Se, de facto, estes "chuchalistas" parecem querer tomar de assalto tudo o que não lhes pertence, também é verdade que quando estiveram em causa valores mais sublimados... Portanto, o silêncio vale pelas palavras.

Deixo aqui alguns extractos da notícia do Público, não resistindo a partilhar um dos comentários que se lhe segue:


Órgãos de gestão de escola de Viana do Castelo demitem-se por cedência de pomar

28.07.2008 - 16h51 Lusa

Os órgãos de gestão de um agrupamento de escolas de Viana do Castelo demitiram-se em bloco em protesto contra a cedência do "pomar" da escola-sede a uma instituição de solidariedade social da cidade, revelou hoje o líder concelhio do CDS-PP.

Em comunicado, Aristides Sousa (professor na EB 2-3 Frei Bartolomeu dos Mártires, a escola em questão) acusa o Governo e os militantes do PS "com responsabilidade em órgãos de poder e de soberania" de serem os responsáveis pela situação criada e pela perturbação que se vai reflectir no arranque do ano lectivo, naquele agrupamento. O dirigente centrista sustenta que o processo foi conduzido "em segredo e à revelia dos órgãos da escola" e que dele "fica evidente que a política do PS é servir interesses particulares em detrimento dos públicos".

Em causa está um pomar com cerca 700 metros quadrados que, segundo um ofício do Conselho Executivo da escola, agora demissionário, está há muito tempo "reservado ao contacto mais directo dos alunos com a natureza e à intervenção de eventuais clubes de índole ecológico". Por decisão dos ministérios das Finanças e da Educação, esse terreno vai agora passar para a posse do Lar de Santa Teresa, uma instituição particular de solidariedade social presidida por Armando Soares Pereira, líder da Assembleia Municipal de Viana do Castelo, de maioria PS.
[...]
O Conselho Executivo demissionário garante que "nunca foi ouvido ou consultado" sobre a cedência tendo apenas sido sondado de forma indirecta. O Lar de Santa Teresa alega que precisa daquela parcela para fazer uma entrada "digna" e construir um pequeno espaço de lazer para idosos e acrescenta que o terreno em causa "era uma lixeira", que "não é utilizado pelos alunos" e que "não faz falta nenhuma à escola".

COMENTÁRIOS
29.07.2008 - 10h18 - João, Porto
Demitiram-se por causa de maçãs?!!! Quando a ministra difamou publicamente os professores, ou quando adulterou as suas funções profissionais (guardadores de adolescentes) não se demitiram. Quando a ministra exponencializou a passagem facilitada dos alunos e aboliu as faltas não se demitiram. Quando a ministra inventou a conversão, em poucos dias, da competência de entrega de envelopes (pelo carteiro) em 9º anos ou 12ºs, concorrendo de forma desleal com a sua escola, não se demitiram. Demitem-se agora por causa de maçãs?!!! Eva e Adão remexem-se nos túmulos…

PEDALAR CONTRA A EDUCAÇÃO DE SÓCRATES

Professor «agarra» reivindicações da classe para demonstrar os males da política do actual Governo

António Morais, professor e dirigente do Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC), escolheu percorrer 700 quilómetros de bicicleta em protesto contra as políticas de educação do Governo de Sócrates, na iniciativa «Trilhos de Esperança». Saiu esta segunda-feira da escola EB 2/3 de Melgaço e pretende chegar a Vila Real de Santo António no próximo dia 22 de Agosto.
[...]
O professor da região de Aveiro sugeriu à Fenprof o cicloturismo como forma de protesto. Não se importou de abdicar de um mês das suas férias para poder encabeçar, sozinho, o protesto pelos principais pontos do país em solidariedade com os colegas professores. «Abdico das minhas férias com alegria», acrescentou.

Manifestação serve para mostrar que «a classe docente não está adormecida»

António Morais quer chamar a atenção para as condições de vida de exercício da profissão de professor e educador. «Existe um enorme esforço de adaptação que anteriormente era só nos primeiros anos de carreira mas, para quem começa agora, vai ser toda a vida a saltar de um lado para o outro», revela ao PortugalDiário.
[...]
A aventura acaba em Vila Real Santo António depois de 700 quilómetros

«Num momento em que as notícias sobre educação são postas em segundo plano é importante que as pessoas não se esqueçam. É neste período mais morno que tentamos fazer a ponte entre este ano que acabou e o próximo ano lectivo. Temos que manter as coisas em 'banho-maria'».

No dia oito de Agosto prevê-se que o protesto passe pela cidade de Coimbra e que a 22 de Agosto chegue a Vila Real Santo António. A Fenprof está no terreno na pessoa de Rosa Gadanho que fornece toda a assistência necessária ao ciclista. No começo de cada etapa alguns colegas professores também se juntam a António Morais.

Toda a notícia no
Portugal Diário.

SOCIALISTAS CRITICAM GOVERNAÇÃO

Juntem-se as pecinhas do "puzzle"... e nem será preciso tirar conclusões.
A pergunta mantém-se: Que País é este que, depois de 40 anos de ditadura, permite que tal raça teime em persistir
É o Fado, que parece não levar ao enfado
Desditosa Pátria, que tais... tem!

Notícia da TSF:

Militantes socialistas criticam governação estilo Sócrates

Hoje às 09:58

Um grupo de militantes socialistas de Viseu decidiu escrever uma carta aberta ao secretário-geral do PS, José Sócrates, acusando-o de não promover discussão interna.

Estes militantes consideram que o partido vive «uma claustrofobia asfixiante» e que está cada vez mais reduzido à participação dos que ocupam cargos políticos.

Esta carta, citada pelo DN na edição de hoje, vem assinada por nomes como Joaquim Sarmento, antigo autarca de Lamego e por alguns apoiantes de Manuel Alegre.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A CENSURA ALARGA-SE AOS BLOGUES


Pois é, meus amigos!

Tentem aceder ao blogue O Jumento,
e vejam o que acontece.

Ainda há dias, um tribunal ordenou o encerramento do blogue Póvoa Online, o que levou os mesmos autores criar o Póvoa Offline.

A isto chama-se CENSURA, CENSURA, CENSURA!

Para aqueles que dizem que a liberdade é uma conquista de Abril...

Para aqueles "são tomés", que não acreditam sem ver...

Para aqueles que não crêem na bufice...

E se, algum dia, chegar a nossa vez, restar-nos-á gritar como a Matilde: "Felizmente, Há Luar!"

A propósito desta indecência, transcrevemos aqui um "post" do WEHAVEKAOSINTHEGARDEN:

Há uns tempos, ao visitar um blog que não conhecia, "Barreiro Por Sensei", fui confrontado com o anúncio de que o conteúdo do blog podia ser ofensivo, blá, blá, blá. Alguém se tinha dado ao trabalho de o assinalar como tal. Entrei e não me arrependi pois é um blog bem escrito e que defende as suas ideias de uma forma clara. Fiquei cliente. Depois vi o mesmo acontecer com o fantástico "Braganza Mothers" e agora com o excelente "O Jumento". Em nenhum dos casos me parecia haver motivos para que os blogs fossem assinalados, pelo que só posso concluir que se trata de ataques de gente que não aprecia a liberdade e as opiniões aí expressas. Esta é a sua forma de os tentar censurar e de fazer com que alguns deixem de os visitar. Sempre fui um defensor da liberdade de expressão, do direito que todos nós temos de dizer os nossos pensamentos e dar a nossa opinião sobre aquilo que vemos acontecer à nossa volta. Estes ataques são obra de gente mesquinha, de pequenos ditadores que utilizam os pequenos poderes que têm. Gente que não presta, gentinha sem valor nem coragem para assumirem as suas atitudes. Aqui fica a minha solidariedade a todos os que têm sido vítimas destes “bandalhos”.

A ESCOLA MAIS PERTO DE CASA

O decreto-lei nº144/2008, de 28 de Julho, embora não seja nada que não estivesse há muito na forja, vem trazer a escola para mais pertinho de casa.

Entre o mirabolante e o patético, veja-se, por exemplo, a "introdução" do referido decreto:




Consulte todo o decreto aqui.

12% DOS UNIVERSITÁRIOS NÃO TERMINAM O CURSO

Estudo mostra que abandono tem vindo a aumentar. Universidade dos Açores é a que tem mais alunos a desistir

12 por cento dos alunos inscritos na universidade não conclui oo curso. Os dados referentes ao ano 2005/06, calculados a partir de um novo método que tem em conta as mudanças de curso e faculdades, divulgado pelo JN.

Os dados constam no estudo «Factores de sucesso e abandono escolar no ensino superior em Portugal» e mostram que o ano lectivo de 2005/06 foi o ano em que houve maior taxa de abandono desde 2000.

A Universidade dos Açores é, das instituições do ensino superior público, a que mantém a taxa mais alta de abandono escolar desde 2000. A taxa oscilou entre os 12,69 por cento, em 2000/01 e os 15,64 por cento, em 2005/06.

As universidades Técnica de Lisboa, Porto, Aveiro e Minho foram as que tiveram menos abandono em 2006 e as únicas que diminuíram a taxa desde 2004. As restantes subiram, algumas quase duplicaram como a de Lisboa, ISCTE, Évora ou Trás-os-Montes e Alto Douro.
[....]

Toda a notícia no PortugalDiário.

domingo, 27 de julho de 2008

É URGENTE O DEBATE SOBRE O SINDICALISMO DOCENTE

É muito interessante verificar que a FNE, sindicalmente muito menos representativa dos professores do que os sindicatos independentes SPLIU e SEPLEU, não é referida no texto publicado no sítio da Fenprof, em 2006.
Os sindicatos constituiram-se, entretanto, em Plataforma Sindical. A Fenprof dirige a Plataforma Sindical, sendo Mário Nogueira o dirigente máximo que a representa.
Gostaria de perguntar quais foram as melhorias daí decorrentes? Notam-se diferenças? Quais? Quais as verdadeiras razões que presidiram à Fenprof para tomadas de posição do teor das que se apresentam?
A Fenprof não concordou nem assinou o anterior Estatuto da Carreira Docente, que foi revogado pelos actuais inquilinos da 5 de Outubro. Foram sindicatos independentes como o SPLIU e o SEPEU. Pelos elementos de que dispunha, estes dois sindicatos teriam, à data, quase tantos associados como a Frenprof.

Segue-se o texto que se encontra na página da Fenprof
:


RELAÇÃO NEGOCIAL E REPRESENTATIVIDADE SINDICAL

É do domínio público a insustentatibilidade da situação sindical no grupo profissional docente.

Organizações de cariz sindical florescem como cogumelos, como o comprovam as mais recentes nascenças: o SPES (Sindicato dos Professores do Ensino Superior), o SIPE (Sindicato Independente dos Professores e Educadores), o SMP-NOVUM (Sindicato Moderno dos Professores) e o SNPES (Sindicato dos Professores do Ensino Secundário).

A elas se juntam outras como a ASPL, o SNPL, a AS Pró-Ordem, o SPLIU, o SEPLEU, o SIPPEB ou o SINAPE, entre um conjunto largo de organizações que se reclamam sindicalmente representativas dos docentes.

No nosso país não se encontram instituídos, como em Espanha, França ou Itália, processos de medição da representatividade sindical, pelo que todas as organizações existentes, ainda que sem um número razoável de associados, são institucionalmente consideradas em pé de igualdade, designadamente para efeitos de negociação, o que é verdadeiramente inadmissível.

Esta situação de intensa pulverização não dignifica a actividade sindical, como não beneficia a classe docente que, bem pelo contrário, é prejudicada com a situação. Também no capítulo negocial, a morosidade que resulta da auscultação de tão elevado número de organizações, torna muito extensas as rondas negociais. Além disso, há situações estranhas que, salvo melhor justificação, se nos afiguram irregulares. Por exemplo, como pode o Presidente de uma associação sindical (que usufrui de todas as prerrogativas de um sindicato) ser Vice-presidente de outra organização sindical? Como podem surgir dirigentes com redução total de serviço em organizações sem processos eleitorais conhecidos, e com dirigentes que poucos dias antes não eram sequer associados daquelas organizações?

A ausência de uma fiscalização efectiva neste domínio tem permitido situações que se afiguram irregulares, eticamente condenáveis e sindicalmente inaceitáveis.

Perante este problema, a FENPROF considera imprescindível, no imediato, a fiscalização rigorosa de todas as organizações sindicais docentes, designadamente no que respeita a processos de constituição, eleições, estatutos e regularização junto do Ministério do Trabalho principalmente da situação dos seus dirigentes com redução parcial ou total de serviço docente.

A FENPROF considera ainda necessário que nos processos negociais que se avizinham, o relacionamento institucional entre o Ministério a Educação e a FENPROF seja diferente do que se estabelecerá com outras organizações de cariz alegadamente sindical, tendo em conta que a Federação Nacional dos Professores é constituída por sete sindicatos ? SPN, SPRC, SPGL, SPZS, SPRA, SPM e SPE ? que no seu conjunto contam com mais de setenta mil docentes sindicalizados, desde a Educação Pré-Escolar ao Ensino Superior, sendo inquestionavelmente a maior e mais representativa organização sindical docente portuguesa.

O Secretariado Nacional

sábado, 26 de julho de 2008

CONSELHO CIENTÍFICO PRETENDE CRIAR REDE DE ESCOLAS

O Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP) tem uma página na internet, ainda provisória, tal a ocupação com outros assuntos, nomeadamente programar intenções, como a de constituir uma Rede de Escolas Associadas ao CCAP:

O Conselho Científico para a Avaliação de Professores pretende organizar uma rede de escolas e agrupamentos para desenvolver projectos de colaboração com o Conselho em matéria de avaliação do desempenho docente.

- Promover a interacção entre a teoria e a prática da avaliação do desempenho docente;

- Proporcionar oportunidades para conhecer de perto potencialidades e dificuldades existentes na concretização do sistema de avaliação;

- Estimular o diálogo, o debate e a troca de experiências entre as escolas associadas e entre estas e o Conselho sobre questões neste domínio;

- Contribuir para a identificação de dispositivos, instrumentos e procedimentos que possam ser caracterizados como exemplos de boas práticas;

- Desenvolver reflexões sobre aspectos específicos da problemática da avaliação do desempenho docente centrados na realidade das escolas e na prática dos avaliadores;

- Incentivar o desenvolvimento de colaborações entre escolas e agrupamentos e instituições de ensino superior;

- Facilitar a participação das escolas associadas em programas de intercâmbio com escolas de outros países europeus com experiências relevantes nesta área.

Numa fase inicial, a rede deverá abranger um número restrito de escolas e agrupamentos (trinta), prevendo-se que o processo da sua constituição esteja concluído em Novembro de 2008, de modo a poder funcionar durante o ano lectivo de 2008-2009.

Assim, o Conselho convida as escolas e os agrupamentos que considerem ter desenvolvido nos últimos meses uma reflexão interna consistente sobre a avaliação, bem como um modelo de aplicação coerente e viável, a apresentarem uma proposta de manifestação de interesse para fazer parte desta rede.

Para o efeito, solicita-se que, até 30 de Setembro de 2008, seja enviada ao Conselho a expressão dessa manifestação de interesse através do preenchimento do formulário anexo, que deverá ser remetido, por via electrónica ou postal, para:

Conselho Científico para a Avaliação de Professores
Endereço electrónico:
ccap.escolas@sg.min-edu.pt
Av. 5 de Outubro, 107 – 8.º andar
1069-018 LISBOA

A selecção terá em conta a informação prestada, bem como critérios de diversidade, no que se refere à localização geográfica, contexto socioeconómico, níveis de educação e ensino abrangidos e dimensão das escolas e dos agrupamentos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

QUEIXA RELATIVA A CONCURSO

Na secção QUEIXAS DE PROFESSORES, publicamos hoje, na íntegra, mais uma queixa que nos chegou.

Aqui, como ontem publicámos o e-mail que solicitava a sua divulgação, deixamos agora o teor da queixa, podendo toda a documentação anexa ser consultada na respectiva secção.


No ano de 2006 fui confrontada, pela primeira vez na minha já longa carreira docente, com um concurso todo modernaço, dentro do espírito do choque tecnológico.

Para o concurso de professores, triénio 2006-2009, teria de proceder a uma pré-inscrição, via electrónica. Consultei o Aviso de Abertura do Concurso e, de acordo com o mesmo, as inscrições teriam lugar entre os dias 20 e 24 de Fevereiro. Como os dias (ainda) têm 24 horas, seria previsível que a maquinaria da 24 de Julho estivesse operacional até essa hora e que, caso algum professor tivesse algum problema informático ou de outro tipo de dúvidas, pudesse ter rapidamente alguém para o esclarecer. Pensava. Mas pensava mal. Por mais tentativas desesperadas que efectuasse para aceder à aplicação informática, não o conseguia. Ao consultar o site da DGRHE, desvendei o mistério - o prazo terminava, contrariamente ao expresso na Lei, às 18 horas. Porque lhes apeteceu, digo eu. A alguém apeteceu ir jantar mais cedo e a mercearia encerrou antes da hora prevista. Tudo muito modernaço.

No dia 27 de Fevereiro, após o fim-de-semana, apresentei-me no horário de abertura da DGRHE, após umas centenas de quilómetros já percorridos. Julgava ser fácil tratar do meu assunto. O erro (até) era deles. Puro engano. Não só foi recusada a minha justa reclamação, como ainda fui impressionantemente mal tratada nas instalações. Mas como não tenho provas do que por lá teve lugar, direi que fui “amavelmente convidada” por dois seguranças, que entretanto foram chamados ao andar de atendimento onde me encontrava, para me colocarem a apanhar ar (!) O que se passou a seguir, durante mais de um mês, ilustra bem o que se instalou no ME e que desfigura totalmente um país dito de regime democrático. Dado o imenso conjunto de provas que tenho em meu poder, selecciono somente algumas.


PAIS PROTESTAM EM COIMBRA

Coimbra: pais da Escola de São Silvestre protestam contra falta de condições e transferências

Mais de duas dezenas de pais da Escola Básica do 1.º Ciclo de São Silvestre, em Coimbra, protestaram ontem à noite contra a falta de condições naquele estabelecimento de ensino e a transferência das crianças do quarto ano.

Armando Ferreira, presidente da Associação de Pais, disse que os encarregados de educação reclamam o arranjo do recreio e dos sanitários e estão contra a transferência dos alunos do quarto ano para uma sala sem condições na sede do agrupamento escolar a que pertencem.

"Os miúdos da quarta classe que estavam o ano passado nesta escola foram obrigados a ir para a sede do agrupamento, com salas pequeninas, divididas em pladur, com cadeiras que pareceriam para crianças do infantário", criticou o responsável, adiantando que a autarquia de Coimbra tinha prometido boas instalações.

Isabel Salgado, que participou no protesto, acrescenta que os alunos do quarto ano foram colocados no rés-do-chão da sede do Agrupamento de Escolas de São Silvestre, junto a uma sala de música e próximo da entrada principal e da área de recreio.

"Nós não nos importamos que eles estejam no agrupamento, queremos é que tenham condições e isso não acontece. O espaço que lhes foi atribuído está mal localizado e perturba a sua aprendizagem", sustenta aquela encarregada de educação.

Segundo Armando Ferreira, "os pais não querem lá (na sede do agrupamento) os miúdos enquanto a Câmara de Coimbra não criar as devidas condições", que prometeu numa reunião realizada no início deste mês.

"Como estamos com medo que no início do próximo ano lectivo a situação se mantenha resolvemos denunciá-la publicamente", frisou o presidente da Associação de Pais.

Numa vigília realizada ontem à noite, à porta da Escola Básica do 1.º Ciclo de São Silvestre, os pais colocaram cartazes no portão de entrada, onde se podia ler: "Estamos fartos de promessas. Queremos os nossos filhos nesta escola" ou "Deixem-nos mudar de Concelho para Cantanhede ou Montemor-o-Velho".

[...]
Toda a notícia no Público.

COLEGA IMPEDIDA DE CONCORRER

Docente com filho doente impedida de concorrer

Colocação. Ministério diz que professora pode fazer alteração por correio

Uma docente de Aveiro que pretende ser destacada, ao abrigo da lei, para dar aulas na sua área de residência, alegando a necessidade de acompanhar o filho, a quem foi diagnos- ticado um tumor maligno há 18 meses, viu-se, até agora, impedida de concorrer, porque, segundo alega, a aplicação electrónica da Direcção- -Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE), acessível pela Internet, não permite alterar dados do relatório médico anterior para satisfazer os critérios exigidos.
[...]
Sara Godinho, há 18 meses de baixa médica, anunciou ontem estar a ponderar, com apoio sindical, mover uma acção em tribunal. A professora de inglês de 36 anos, do quadro da zona pedagógica da Lezíria e Médio Tejo, não quer fazer novamente 300 quilómetros diariamente, como acontecia quando esteve em Ourém.

Fonte do Ministério da Educação afirma que a docente pode "pedir acesso à aplicação". Basta "alterar o que pretende, imprimir e levar ao médico para validar". Posto isso, deverá enviar por carta.

Toda a notícia no
Diário de Notícias.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

MAIS UMA QUEIXA

Estamos a ultimar a publicação de uma nova queixa que nos chegou. Tendo em conta que, uma vez mais, há pedido de anonimato, torna-se necessário processar os documentos, a fim de preservar a identidade do/a queixoso/a.

Trata-se de uma queixa relativa aos concursos.

Amanhã estará aqui disponível, em síntese, bem como estarão disponíveis na secção
QUEIXASDEPROFESSORES todas as provas documentais que nos chegaram.

Para já, aqui fica o e-mail que solicita a sua publicação:

Colega Ilídio Trindade,

Tive conhecimento que, mais uma vez, os concursos de professores decorreram como se de um jogo de roleta-russa se tratasse. E o SPRC, Sindicato dos Professores da Região Centro, sindicato afecto à Fenprof, vem, de novo, denunciar publicamente a questão dos erros via aplicação informática do próprio ME. Rápido na denúncia, quer via instâncias do próprio ME, quer junto da Comunicação Social. Mas o que o mesmo Sindicato não denuncia é o próprio formato dos concursos, em que basta um pequeno engano numa tecla do PC ou num código para implicar graves consequências profissionais e pessoais para qualquer professor, durante anos. A forma de recurso dos professores, que deveria estar expressa na própria Lei, não está, e este, como outros sindicatos, tão rápidos e eficientes nestas denúncias, não o são no substancial. Estranho, no mínimo.

Não me vou alargar em outros aspectos deste tipo de concursos que, como é sabido, se podem prestar a todo o tipo de falcatruas. Dos conteúdos, nem é bom falar. As ilegalidades (para não falar das totais imoralidades) são tantas, mesmo à luz das regras definidas pela legislação do próprio ME, que me irei deter simplesmente na forma e nas graves consequências que tais procedimentos podem ter.

A DGRHE, tutelada pelo Secretário de Estado Valter Lemos, mais parece um bunker de homens-máquinas apostados em aniquilar professores. Parece tratar-se de ódio. Quem o quiser confirmar, basta dirigir-se às instalações da 140, Av. 24 de Julho. Contudo, basta pedir um simples esclarecimento por escrito e será prendado com uma resposta robótica. De tal modo considero grave o que por este sítio se passa, que pretendo ilustrá-lo com um caso concreto e vivido.

Neste sentido, agradeço publicação nos blogues do Movimento MUP e do QUEIXAS DE PROFESSORES, com a ressalva de anonimato e de não exposição pública de elementos de identificação pessoal. Os documentos, na forma integral, podem ser enviados para as várias instâncias do poder político.

Um abraço!

[identificação]

[Tlm 9............]

quarta-feira, 23 de julho de 2008

DERROTA DAS MAIORIAS: É PRECISO INSISTIR

Já deu uma volta, mas, agora em início de férias, tem de dar outra ou outras, porque ou andamos distraídos ou as sondagens estão viciadas...

Reencaminhem esta mensagem para atingir os 140 000 professores e educadores!



A DERROTA DAS MAIORIAS

O governo governa com a maioria e não com as manifestações da rua, diz o Sr. Primeiro-Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.

Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo Estatuto da Carreira Docente e, das três, o PS votou contra suspensão.

As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% do votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.

Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se, nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.

Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.

Os professores, para além de terem a capacidade de retirar a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os metade do número de professores convença os maridos ou mulheres, os seus filhos maiores, os seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.

Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

Senão vejamos:

Esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25. Se estes enviarem a mais cinco dá 125. Se estes enviarem a mais cinco dá 625. Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125. Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625. Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125. se este enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.

À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.



Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS:

'VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!

DECADÊNCIA DO ENSINO E FALÊNCIA DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

A decadência do Português no ensino secundário, seguida da falência da formação de professores

Carlos Ceia 2008-07-21

A denúncia que a seguir descrevo não é gratuita: em devido tempo, enviei para o Ministério da Educação pareceres construtivos sobre todas estas matérias, que nunca obtiveram resposta, a exemplo de todos os outros pareceres que conheço e que foram igualmente ignorados...

Decadência e falência não são palavras em que me reveja, mas a actual situação do ensino em Portugal obriga a um alerta contra um conjunto de sinais que trazem preocupados todos aqueles que diariamente vivem dentro do sistema educativo. Quem está fora dele sente hoje uma grande desconfiança sobre qualquer crítica que se aponte às actuais políticas educativas, precisamente porque os assusta que possamos estar tão próximos do abismo.

A denúncia que a seguir descrevo não é gratuita: em devido tempo, enviei para o Ministério da Educação pareceres construtivos sobre todas estas matérias, que nunca obtiveram resposta, a exemplo de todos os outros pareceres que conheço e que foram igualmente ignorados; escrevi ainda um livro sobre os problemas e as soluções para a formação inicial de professores, área que tenho à minha responsabilidade na universidade onde trabalho. Este esclarecimento prévio deve-se ao facto de que muitos comentadores livres da nossa praça julgarem que quem critica as políticas educativas o faz sempre por má-fé sem apresentar soluções. Quando um Ministério da Educação não ouve as soluções que lhe apresentam, quem não gosta de o ouvir ser criticado deve procurar outro ministério para comentar.

O programa e o exame de Português no Ensino Secundário
[...]
O professor de Português passou a ser oficialmente um apresentador de notícias sobre factos literários passados, limitando-se a mostrar aos seus discípulos a parte luminosa das obras exemplares na exacta medida em que essa mesma luz lhe foi transmitida livrescamente por manuais cada vez mais normativos que tendem a promover uma ideia falsa de que a aprendizagem de uma cultura, literatura e língua se faz de forma exacta e verificada empiricamente; o estudo da literatura transformou-se numa didáctica de charadas literárias. Não se trata da resolução de problemas, que é uma das grandes tarefas do pensamento crítico, mas de simples procura de uma solução objectiva e breve quanto possível para questões que se repetem de manual em manual, de ano em ano, de professor em professor. Por exemplo, quantas vezes se reduziu a análise de um poema a perguntas do tipo: "Qual a relação do eu com a Natureza?", "Como viam os poetas românticos a Natureza?", "Qual o papel da mulher na lírica galego-portuguesa?", ou a questão mais dramática que se pode colocar no estudo da literatura: "Explique o contexto em que se insere a obra?". O estudo da história literária foi reduzido, neste caso, à explicação contextual, que se acredita ser uma forma mais ou menos natural de aproximação à obra literária.
[...]
A falência da formação de professores
Continuo a denunciar o Decreto-Lei n.º 43/2007 por entender, até prova em contrário, que compromete o presente e o futuro da formação de professores em Portugal. Um ano depois e já com o primeiro ano dos novos mestrados de ensino concluído, vejo reforçadas todas as preocupações que o diploma sempre levantou a todos os que têm a responsabilidade prática de formar professores. Continuo a acreditar que, infelizmente, os professores que estamos agora a formar nunca estarão preparados cientificamente para o exercício da docência de uma disciplina (ou de um par de disciplinas na maior parte dos casos, o que é ainda mais grave).
[...]
Há cada vez mais uma política oculta na educação portuguesa para desprestigiar a formação científica dos professores, que se estende a muitos cargos administrativos do Edifício educativo. Alguns exemplos:

1) os directores dos Centros de Formação de Associações de Escolas são seleccionados com critérios que privilegiam a formação especializada em Educação e remetem para o fim desses critérios, por exemplo, algo tão importante como comunicações apresentadas em conferências, congressos, colóquios, debates, seminários ou acções congéneres, e deixando de fora a aquisição de habilitações académicas para além da licenciatura.

2) Pelo Decreto-Lei n.º 104/2008 de 24 de Junho, "a admissão a concurso para acesso a professor titular depende de prévia aprovação do candidato em prova pública que incide sobre a actividade profissional desenvolvida pelo docente, com o objectivo de demonstrar a sua aptidão para o exercício específico das funções inerentes à categoria." Mas a prova pública que passa pela apresentação de um trabalho pelo candidato e respectiva discussão, "versa sobre a experiência do quotidiano escolar vivenciada no exercício efectivo de funções docentes, designadamente na área disciplinar do candidato". Ou seja, para se poder ascender na hierarquia profissional dos professores de nada serve apostar na formação académica, por isso muitos mestres e doutores que já existem nos Ensinos Básico e Secundário são colocados na situação humilhante em que a sua aposta numa formação avançada é irrelevante, com o prejuízo agravado, e de natureza jurídica-administrativa mais do que duvidosa, de virem a ser avaliados por indivíduos com inferior qualificação académica.

3) Depois de uma licenciatura e um mestrado em ensino (5 anos de formação), um indivíduo que se queira candidatar à profissão docente tem agora que prestar uma prova de ingresso, como se a profissão estivesse regulada por uma ordem profissional e como se o próprio ME fosse essa "Ordem". Em vez de reconhecer a formação científico-pedagógica concluída e avaliada pelas instituições do Ensino Superior, o ME declara a sua desconfiança no sistema que ele próprio criou (impondo o Decreto-Lei nº 43/2007), mas entrando em contradição institucional: o controlo da qualidade da formação faz-se na avaliação dos cursos de formação. Ora, as formações de 1.º ciclo (licenciatura) e de 2.º ciclo (mestrado) já são pré-avaliados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e espera-se que em breve sejam acreditados todos os cursos pela prometida Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior. Para quê então uma prova de ingresso para avaliar aquilo que já está avaliado pelas estruturas de outro Ministério? Ou não confia o ME na competência do MCES? E onde vai buscar o ME doutores em número suficiente para avaliar os novos mestres em ensino? Ou optará pela mesma estratégia (?) dos anunciados concursos para professor titular, com os burocratas licenciados do GAVE a avaliar os mestres formados pelas universidades, subvertendo ridiculamente a hierarquia académica e facilitando o caminho a impugnações fáceis de qualificações destorcidas?

Todo o texto em
Educare.pt

terça-feira, 22 de julho de 2008

PEDIDO DE JORNALISTA DA RTP2

Numa entrada deste blog, "postada" a 1 de Maio de 2008, foi colocado hoje [22 de Julho de 2008] um comentário que tem subjacente um pedido.

Como se trata de uma entrada que se encontra já no arquivo, colocamos aqui o teor desse comentário [pode conferi-lo
aqui, na entrada DESAMPARO DOS PROFESSORES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA] para quem estiver nas condições solicitadas e aceite colaborar.

Boa tarde!

Sou jornalista da RTP 2, do programa Sociedade Civil, e estou a preparar uma reportagem sobre Violência nas Escolas. Neste sentido, gostaria de entrevistar um professor que tivesse sido violentado na escola, e também um aluno, vítima de bullying. Agradeço a vossa colaboração. Para contacto: 916863283- Sofia Fernandes

FINALMENTE, AS QUOTAS (DESPACHO CONJUNTO)

Leiam bem, de olhos arregalados... E estou de férias!


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ACESSO À CATEGORIA DE PROFESSOR TITULAR - DECRETO-LEI Nº 104/2008

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BOAS FÉRIAS

Hoje entro de férias. Finalmente!

Muitos colegas estão à espera de que lhes apertem a garganta até ao sufoco total para, então, espernearem, qual moribundo nos instantes finais, numa luta atroz pela sobrevivência.

Apesar da tentação para abrandar esta cruzada, não abdicarei de (me) beliscar para ter a certeza de que ainda nem tudo morreu. Mesmo que sejam poucos os que ouvem, lutarei até ao fim.

Ainda que a muitos milhares de quilómetros, vou procurar deixar aqui - se possível todos os dias - o eco do que nos forma, enforma, infelizmente conforma... e não reforma!

Aqui fica um pensamento, para reflexão:

"(...) o Estado só raramente se mostra capaz de compensar o indivíduo pelo sacrifício que dele exigiu." (Freud, Considerações Actuais sobre a Guerra e a Morte, 1915).

Nada mais apropriado aos tempos que correm: o Estado Português, liderado por José Sócrates, que nos roubou cerca de três anos, jamais nos compensará... E nem sequer pediu desculpa!

Votos de boas férias.

Um abraço.

FIM DA TORTURA NAS AULAS

POBRES ALUNOS... POBRE PAÍS...

DESensino em Portugal.

Ouçam!


Clicar aqui (abra ou guarde o ficheiro - formato mp3)



Pobres alunos! Pobre País!





Um agradecimento ao, homem de Liberdade, por ter enviado o ficheiro.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

JÁ CHEGOU AOS AÇORES... E DOS AÇORES CÁ CHEGARÁ

Parece que os tiques ditatoriais do líder nacional já chegaram aos Açores...
... e dos Açores parecem soprar ventos - "altas depressões" na relação escolas-autarquias - que cá chegarão!


Ora leiam:

Na entrevista que deu à RTP, Carlos César negou a existência na Região de um "ambiente de falta de liberdade e de perseguição política a membros da oposição" e que estava "muito atento a este tipo de comportamentos". Esta semana Paulo Estêvão, director da Escola do Corvo e líder regional do PPM diz o contrário numa carta aberta enviada ao Presidente

Paulo Estêvão, o líder do Partido Popular Monárquico nos Açores, professor na ilha do Corvo, enviou esta semana uma carta aberta ao Presidente do Governo Regional, onde se diz vítima de "perseguição política", afirmando que irá apresentar queixa ao Ministério Público.
Aproveitando a entrevista de César à RTP, em que "para negar a existência na Região, de um ambiente de falta de liberdade e de perseguição política a membros da oposição" este "referiu que estava muito atento a este tipo de comportamentos e que interviria sempre que deles tivesse conhecimento", Paulo Estêvão diz que César "não o faz e tem perfeito conhecimento dos abusos que se cometem a este nível um pouco por toda a Região". A carta, diz, destina-se a que o Presidente "não possa voltar a alegar desconhecimento de perseguições cuja motivação é, essencialmente, política".
O caso tem a ver com a eleição para a direcção da escola local e Paulo Estêvão diz ter provas que "o Presidente da Câmara socialista do Corvo e o vereador a tempo inteiro afirmam, publicamente, que serei profissionalmente afastado da ilha do Corvo" e é nesse contexto que vê
a actuação da Secretaria da Educação no processo.
Segundo afirma, a 28 de Maio de 2008, uma lista liderada pela professora Deolinda Estêvão (que é a sua esposa) ganhou as eleições para o Conselho executivo da Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira com um total de 18 votos em 19 possíveis. Ficava, assim, eleita a lista concorrente por um período de três anos.
"No dia 5 de Junho a Direcção Regional de Educação mandou suspender a tramitação do processo eleitoral com base num pressuposto telefonema da docente do 1.º ciclo a afirmar que não pretendia exercer o cargo para o qual fora eleita (a lei obriga a haver um docente nessa categoria na lista vencedora e há apenas um no Corvo)".
"Apesar da autoria do telefonema ter sido desmentida e da docente ter confirmado por escrito que pretendia cumprir o mandato, e sem que tivesse sido realizado qualquer inquérito à docente, a Direcção Regional de Educação manteve a acusação anterior, no sentido da não homologação dos resultados eleitorais".
Diz Paulo Estêvão que "concretizada a anulação de um resultado eleitoral que não agradou ao Partido Socialista – na medida em que garantia a permanência da minha mulher (militante e autarca do PPM na ilha do Corvo) na presidência do Conselho Executivo da escola do Corvo, por um período de três anos, o Presidente da Assembleia marcou um novo acto eleitoral". Voltou a ganhar Deolinda Estêvão, com 11 votos em 13 possíveis. "A grande diferença é que o mandato da
Assembleia tem a duração de apenas um ano, sendo que as próximas eleições para o Conselho Executivo se realizarão no período que antecede as próximas eleições autárquicas".
"Concretizada a obtenção de um mal menor para o PS/Açores – um mandato de apenas um ano, em vez dos três democraticamente alcançados – o processo continuou com a nomeação, por parte da presidente do órgão de gestão, dos respectivos vices-presidentes. A docente Deolinda Estêvão indicou, nos termos da lei, os mesmos docentes que tinham integrado a lista vencedora no primeiro acto eleitoral". Só que a DRE "não homologou a nomeação da docente do primeiro ciclo, utilizando para o efeito o argumento do bem público". E em ofício de 20 de Junho de 2008, a DRE pedia "o melhor empenhamento no sentido de ser indicado, o mais rapidamente possível, um outro docente em substituição da docente Fátima Salgado (a docente do 1.º ciclo)". Como não há mais nenhuma, foi pedido que fosse nomeado qualquer outro docente. Diz Paulo Estêvão: "Interessante foi a sugestão que o Secretário Regional fez para a realização de novas eleições já em Setembro. Quantas vezes precisa de ganhar alguém, que não seja do PS, para poder exercer um cargo para o qual se foi eleito, por duas vezes, de forma democrática?"
À laia de conclusão, diz que "a manipulação efectuada pelo Secretário Regional de Educação, ao longo de todo o processo, é algo de vergonhoso. Foram afastadas pessoas e iniciados processos de intenção com base em boatos. Anularam-se eleições sem qualquer base jurídica e inviabilizaram-se nomeações de forma absolutamente ilegal. Mentiram, manipularam e pressionaram para alcançar um fim político: a minha – e a da minha família – eliminação física da ilha do Corvo (se eu for afastado da ilha sabem que a minha mulher e os meus filhos me acompanharão, daí a tentativa de diminuir o mandato de três para um ano). Claro que já recorremos aos tribunais e voltaremos a fazê-lo sob a forma de queixa-crime, mas as decisões judiciais não chegarão em tempo útil. Tudo isto não passa de um linchamento político feito às claras e sem qualquer espécie de limitação legal ou moral…/… Sim, o PS/Açores persegue e intimida pessoas. Sim, o PS/Açores usa a administração regional para intimidar os militantes dos partidos da oposição. É isso que eu lhe quero dizer. É isso que eu não permito que o senhor desminta".

O ISCTE: OS SILVAS, RODRIGUES E SÓCRATES

Manuel Carvalho da Silva é, segundo o Expresso de 19-4-2008, o interlocutor do ministro Vieira da Silva - e ainda da ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues e do primeiro-ministro José Sócrates no acordo (concluído em 11-4-2008) do Governo com os sindicatos de professores (o sindicato da UGT nem foi preciso na reunião...). O contacto é o professor do ISCTE, o organizador frio e diplomata, José António Fonseca Vieira da Silva (que, sintomaticamente, não é referido na tese de 2007). Para vergonha da luta genuína dos docentes, através de vários protestos e da Marcha da Indignação que juntou 100 mil professores em Lisboa (onde Carvalho da Silva faz questão de discursar...), o acordo de mão-cheia-de-coisa-nenhuma, sem contrapartida séria do executivo, entre os sindicatos e o Governo foi celebrado: Carvalho da Silva vendeu os professores ao Governo e o PC aceitou - o PC podia não ter aceite e nenhum acordo seria feito. Só não se sabe se desta vez se brindou o acordo com vinho do Porto, como fizeram Torres Couto e Cavaco...

Vieira da Silva, Maria de Lurdes Rodrigues, José Sócrates, Carvalho da Silva. Em comum têm a ligação ao ISCTE. Vieira da Silva e Maria de Lurdes Rodrigues são originariamente ali docentes (e Maria de Lurdes até ganha, como se apontou acima, uma citação na tese de Carvalho da Silva); José Sócrates fez lá a sua "Pós-Graduação em Gestão de Empresas designada por MBA" (sic); e Carvalho da Silva fez lá a licenciatura e o doutoramento. Tudo em família.

António Costa é um parente afastado, sem família própria, que não faz parte deste filme negro: pode ser convocado para representar, mas apenas temporariamente, os interesses da família ex-férrica.

Entretanto, há mais duas pistas a seguir: a da facção ex-férrica do PS e a do PC.

In Do Portugal Profundo, 02/07/2008, actualizado em 04/07/2008.

domingo, 20 de julho de 2008

O QUE FAZER DURANTE AS FÉRIAS

Pensar cinco minutos não dói!

O que fazer com estas classes sem classe? Era uma boa pergunta para Aristóteles, um rapaz do Séc. IV a.C., inventor da taxionomia pós-Blume, para garantir a ordem nas ideias do seu mestre Platão. Pois ele ficaria banzado, senão ganzado, porque teria que ir à próxima bodeguita meter uma tequilla com bastante sal e, se calhar, algum porrito e em cima um burrito para digerir e melhor poder classificar esta nova espécie emergente que se diverte em ajuntamentos de 100.000 pessoas a gritar palavras de ordem e a tirar fotografias para a posteridade, para poder dizer aos netos “Olha, estás a ver? Eu estive lá!” e eles perguntarem “Então e depois o que aconteceu?” Nada, evidentemente, mas divertimo-nos muito; até inventámos algumas classificações, mas felizmente ninguém lhes ligou, apenas serviram a alguns e bom proveito lhes faça.

Batendo mais na Sofia popular, um filósofo do século passado, chamado Martin Heidegger, dizia que “a sociedade ocidental esqueceu-se do ser”, o que, em popular, quer dizer mais ou menos que a gente esquece-se muito de pensar porque nos angustia, causa insónias e, de um modo geral, é mau fazer isso, é nauseabundo (Sartre) é kitche (Kundera). Este filósofo, que por acaso até era nazi, foi posteriormente aclamado pelos inimigos da perfeição postulada pelo III Reich. Já viram: um governo por mil anos, a perfeição e pureza a que já tínhamos chegado?! A genética estaria já no seu apogeu e os professores seriam dispensados, o mais que poderiam ser era uma classe em extinção. Pois as experiências e ao avanços tecnológicos permitiram dar à nascença uma injecção de conhecimento nos recém-nascidos, evitando assim a posterior chatice da escola. Estava já tudo formatado à partida, tudo perfeito, o sucesso estava garantido.

Vejam só o que perdemos por terem ganho os inimigos da perfeição!


PS. Os neoaritotélicos fizeram uma emenda a sua concepção geocêntrica, afirmando que afinal não é a Terra o centro do Universo, mas sim o nosso Umbigo em torno do qual se faz girar o Sol.

Ainda acham que vale a pena pensar? Baah!

Alberto Silva

sábado, 19 de julho de 2008

TACHO GARANTIDO, OS OUTROS QUE SE LIXEM

AR/Balanço: Maioria dos deputados são advogados e professores e têm entre 41 e 60 anos

Lisboa, 18 Jul (Lusa) -- Mais de metade dos 230 deputados portugueses são advogados ou professores e têm entre 41 e 60 anos, revela um relatório dos serviços da Assembleia da República sobre a sessão legislativa que hoje termina.

Segundo o perfil profissional dos deputados, há nas bancadas do hemiciclo de São Bento 70 advogados, magistrados e outros juristas e 61 professores de todos os níveis de ensino, existindo ainda 20 dirigentes da administração pública e gestores de empresas, 14 técnicos superiores da administração pública.

Há ainda 10 deputados com profissões intelectuais, um agricultor, dois operários, sete engenheiros e três reformados.

Segundo um relatório elaborado pela Direcção de Serviços de Documentação, Informação e Comunicação da Assembleia da República, o Parlamento está longe da paridade entre mulheres e homens.

Na actual composição, Assembleia tem 165 homens e 65 mulheres.

Em idades, São Bento tem apenas dois deputados com 30 anos ou menos e outros três com mais de 70 anos, sendo os mais numerosos (81) aqueles que têm dos 51 aos 60 anos. Da faixa dos 41 aos 50 são 67 deputados, dos 31 a 40 anos são 44, havendo ainda 33 parlamentares entre os 61 e os 70 anos.

In RTP.

COMENTÁRIO:
É este o breve perfil da maioria que, garantido o tachinho presente e as regalias futuras, se borrifou-se para os outros. É este o perfil de quem sugeriu, apoiou e produziu uma verborreia legislativa que levou o País à ruína, em três domínios fundamentais: educativo, económico e social. É este o perfil da maioria que trouxe mais fome e mais pobreza para Portugal.
Perante isso, apesar de algum estrebuchar aqui e ali, impressiona a modorra dos portugueses.
É o Fado!

VALE A PENA DENUNCIAR E LUTAR

Porque vale sempre a pena denunciar e lutar...

Ministério garante ensino especial para criança com deficiência profunda

O Ministério da Educação garantiu hoje que a criança de seis anos de Santarém portadora de deficiência profunda poderá continuar a frequentar o ensino especial enquanto os encarregados de educação assim o desejarem.
[...]
«Não conheço outro sítio, que não ali, para a minha filha ficar, porque precisa de terapias diárias e é o sítio certo para ficar», frisou à Lusa a mãe da menor, a quem uma junta médica da Sub-região de Saúde de Santarém atestou ter 95 por cento de deficiência.
[...]
Toda a notícia no Sol.

UMA FORTE VOCAÇÃO NO ENSINO

Manuel José Damásio. Director da licenciatura em Cinema, Vídeo e Comunicação Multimedia da Universidade Lusófona e autor do livro 'Tecnologia e Educação', este investigador discute a necessidade de um novo enquadramento pedagógico e garante que as novas tecnologias não são uma panaceia

Profissional polivalente é especialista em novas tecnologias de educação

Com um vasto currículo nas áreas de comunicação, media, cinema e audiovisuais, além de grande experiência nos sectores de direcção criativa e marketing, Manuel José Damásio aplica o seu conhecimento em diversas funções como director da licenciatura em Cinema, Vídeo e Comunicação Multimedia na Universidade Lusófona e como responsável pela área de marketing do grupo que faz a gestão desta universidade e ainda como profissional de desenvolvimento de conteúdos em multimedia e televisão.

"A minha visão das novas tecnologias não é determinista. Não acredito na hipótese de que as crianças, os jovens ou os adultos aprendem mais com mais tecnologia. A tecnologia tem um papel importante mas não é uma panaceia", diz Manuel José Damásio, explicando que esta posição está patente em todo o seu todo o seu percurso profissional e académico.

Citando o exemplo de que não é só por ter um quadro interactivo na sala de aula que as crianças terão mais facilidade na aprendizagem - e aqui Manuel Damásio refere-se a várias escolas que possuem computadores mas cujos acessos às máquinas ou são condicionados ou são completamente arbitrários -, o investigador afirma que é necessário um novo enquadramento pedagógico, uma nova forma de trabalhar o uso da tecnologia de forma positiva.

"Tenho imensos exemplos de crianças e jovens, especialmente em áreas menos favorecidas da capital, que têm acesso a computadores e limitam-se a jogar online sete ou oito horas a fio, e se lhes for pedido para localizar um boletim meteorológico, por exemplo, não sabem como fazê-lo. Às vezes mal sabem como se ligam as máquinas!", revela Manuel José Damásio, que está a realizar um projecto de investigação de inclusão digital na alta de Lisboa, com apoio da Universidade Lusófona e da Fundação Aga Khan.

[...]
"O volume de esforço é inverso à aprendizagem. As aplicações informáticas mais comuns são de baixo índice de esforço e daí que se vê hoje em dia uma alta taxa de obesidade entre as crianças de 11 a 14 anos, pois estas limitam-se a ficar sentadas diante do ecrã entretidas unicamente por jogos", acrescenta Manuel José Damásio, ressaltando também o volume de atenção reduzida, a baixa concentração dos alunos tanto no nível básico e secundário como até no universitário.

Enfatizando que é necessário melhorar o uso da tecnologia, o investigador aponta algumas estratégias como a mudança da forma que actuamos na escola - "não é só impor a tecnologia aos professores ou aos alunos, mas sim dar condições aos professores e restabelecer a relação na educação, com os papéis de mestre e discípulo".
[...]
"Este tema já vem sendo discutido desde os anos 30 e 40 e há já mais de vinte anos com a expansão da Internet. É um tema cada vez mais premente", aponta Damásio, dizendo que o papel do professor é central para a criação de um diálogo produtivo entre os alunos e as novas tecnologias. Importante também é a formação constante dos professores em novas tecnologias.

"Há uma beleza tremenda no acto de ensinar e aprender que não implica só a tecnologia. É necessário aos alunos um treino da sensibilidade e da cultura, um treino do olhar que só pode ser alcançado com orientação seja dos pais, seja dos professores", assegura ainda este professor e investigador, que é um forte defensor da iniciativa privada e das próprias comunidades como forças activas na educação e na cultura.

Toda a notícia em
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