domingo, 30 de novembro de 2008

GUERRA NA EDUCAÇÃO

Há uns anos, os EUA lançaram-se na aventura da guerra no Iraque. Os resultados são, certamente, bem piores que aqueles que têm transparecido para a opinião pública. Mesmo esses são horrendamente medonhos.

Ainda hoje o conflito se mantém activo. Uma guerra, mesmo quando há desnível das forças em confronto, nunca é efémera e os efeitos prolongam-se por muito tempo. E quem perde no meio dos interesses prepotentes da nação (pseudo)dominadora? Naturalmente, os civis, que apenas desejariam viver a sua vida em paz. Porque vida há só uma!

Ora, a Educação em Portugal vive em guerra. É esta a realidade, e não poderemos ter medo de a denunciar. Movidos pelas mesmas razões economicistas (e da segurança de um poder que se pretende fazer perdurar), as potências dominadoras - os governantes -, sustentados por uma maioria absoluta, logo despoticamente transformada, resolveram invadir a serenidade da Educação.

Os resultados já estão à vista. No entanto, tal como nos conflitos armados, as "valas comuns" só se descobrirão daqui a uns anos.

TÁCTICAS

Pelo que se viu, leu e ouviu nesta última semana percebe-se que o PS e o Governo decidiram tornar a questão da Educação a causa central destes últimos meses de mandato, tentando apresentá-la como símbolo de um fracassado espírito reformista.

Enquanto a economia colapsa, o sistema financeiro se desagrega (e com ele vários dos empresários maravilha do centrão dos negócios), as disparidades sociais aumentam, o desemprego teima em crescer o desânimo toma conta de todos, dos consumidores aos empresários, José Sócrates e o seu núcleo duro decidiram que a classe docente deveria ser a sacrificada perante a opinião pública e o país, elegendo-a como o inimigo de estimnação, ao qual não cedem como se disso dependesse a salvação das suas almas.

Ao serviço dessa estratégia desenvolveram principalmente duas tácticas:

Em termos de opinião pública, mobilizaram a meia dúzia de opinadores que ainda lhe são incondicionalmente afectos, assim como todas as redes e âncoras nos órgãos de comunicação social no sentido de procurarem condicionar a opinião pública com um conjunto de mensagens curtas e destinadas a transmitir várias noções erradas em torno deste conflito, a saber: isto é tudo manobra de sindicatos movidos por interesses político-partidários; os professores nunca foram avaliados e têm medo de o ser; os protestos dos docentes já começam a ser excessivos; o Governo está disposto a negociar, os sindicatos é que não. Tudo isto é, em maior ou menor grau, falso, mas parece que no combate político as mentiras são meros pecados veniais que se lavam automaticamente um cada eleição ou, quando o tempo aperta, a cada nova fornada de títulos de jornais.

Em termos de intervenção juntos dos professores a táctica tem sido a da conjugação da intimidação mais ou menos explícita (algumas reuniões com os órgãos de gestão das escolas por parte dos/as DRE, ameaça de os avaliar pelo SIADAP e não pelo modelo específico dos docentes, o assédio de mails para as caixas de correio dos docentes) com a tentativa de cortar fatias à unidade dos professores, procurando sensibilizar os docentes filiados no PS para funcionarem como correntes de transmissão nas escolas dos ditâmes do Largo do Rato, procurando atrair para o lado do ME os PCE mais amedrontados ou ainda tentando os coordenadores e avaliadores com a dispensa da sua própria avaliação científico-pedagógica, não esquecendo ainda a promessa de criar mais um escalão para a progressão na carreira de professor-titular ou, ainda mais recentemente, de abrir mais vagas para titulares.

Sendo tácticas politicamente hábeis, na medida em que uma segunda ou terceira divisão de políticos consegue ser hábil em alguma coisa, são igualmente tácticas pouco honestas do ponto de vista ético, pois baseiam-se em mistificações dos factos ou na tentativa de aliciamento de grupos específicos no seio da classe docente, apostando na fraqueza daqueles que só querem desenrascar a sua vidinha e os outros que se lixem (que os há e alguns até apareceram em manifestações…).

Perante isso, e sem coacção física sobre ninguém (pois podemos ser denunciados num futuro Prós & Contras…), é necessário demonstrar ao maior número de docentes que neste momento há que cerrar fileiras e, apesar de desencontros pontuais ou mesmo mais profundos em matéria de táctica e estratégia, identificarmos com clareza aquilo a que nos opomos e quem nos tem maltratado ao longo de quase quatro anos, sem aparente arrependimento.

Perante isso, há ainda que demonstrar ao senhor primeiro-ministro, à senhora ministra e aos seus secretários, que quem está a aguentar a situação nas escolas até ao limite do possível são os professores e não a tutela e que não é possível enganar-nos ou aliciar-nos com tais truques de última hora, meramente instrumentais e ao serviço de uma estratégia puramente eleitoralista.

In http://www.educar.wordpress.com/2008/11/30/tacticas/

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES NO MUNDO

Avaliação de Professores em Portugal

Onde se inspirou o governo português para conceber um modelo de avaliação tão burocrático? Em declarações ao órgão de propaganda do PS a ministra da educação afirma que se inspirou em modelos de avaliação existentes na Inglaterra, Espanha, Holanda e Suécia (Março de 2008). Os professores destes países negam tal afirmação. O modelo que maiores semelhanças tem com o português é o chileno, mas seja mesmo assim menos burocrático.

Estamos pois perante o sistema de avaliação mais burocrático do mundo, e que fomenta o fim do trabalho cooperativo nas escolas. Não admira que ao aperceber-se da gravidade do problema, o próprio ME tenha vindo a apelar para que cada escola simplifique o sistema, criando desta forma uma disparidade de modelos e de critérios de avaliação no país.


Consultas:

Avaliação de Professores na Alemanha

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.

2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.

3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.

4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de interrupção de actividades ou de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas. Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias.

Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.

5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.

6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.

7. Máximo de alunos por turma: 22



Avaliação de Professores na Suíça

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).

2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de escalão.

3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão) .

4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.

5. Máxima de alunos por turma: 22.



Avaliação de Professores na Bélgica

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).

2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.

3. Avaliação das Escolas. A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se o trabalho da escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas exercem a sua actividade.


Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales

1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).

2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo e os "avaliadores de "performance".



Avaliação de Professores em França

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.

2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.

3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.



Avaliação dos Professores em Espanha

1. escentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contemplam apenas o ensino básico. Cada "Comunidade Autonómica" estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.

2. Avaliação. Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são feitas com base na antiguidade.



Avaliação de Professores nos EUA


1. Descentralização. Cada um dos 13 mil distritos escolares tem os seus próprios critérios de recrutamento, de carreira, avaliação de desempenho, promoção ou de pagamento.

2. Avaliação. Não existe um sistema único de avaliação. Nos distritos onde existe avaliação, esta pode ser feita pelo director da escola ou entre os próprios professores.

3. Progressão. Em geral os aumentos salariais são feitos em função do tempo de serviço.



Avaliação de Professores no Chile

O Ministério da Educação de Portugal terá copiado o modelo chileno de avaliação ?. ( Consultar ) . Estes modelos foram já objecto de uma comparação muito elucidativa das suas semelhanças e diferenças.

Comparação - Modelo de Avaliação Português / Modelo de Avaliação Chileno


Periodicidade

1. A avaliação global é feita de 2 em 2 anos.

2. A avaliação serve sobretudo para contagem de serviço para a progressão na carreira (existem cotas para a categoria de titulares).

1. A avaliação é feita de 4 em 4 anos.

2. A avaliação serve sobretudo para premiar financeiramente os melhores desempenhos, os quais pode ir até 25% do salário mínimo nacional chileno (não existem cotas para estes prémios).


Instrumentos de Avaliação

1. Fichas de auto-avaliação do professor;

2. Ficha dos objectivos individuais de cada professor;

3. Ficha de avaliação dos objectivos individuais do professor;

4. Portefólio do professor

5. Avaliação do portefólio do professor avaliado;

6. Entrevista pelo professor avaliador. Implica o preenchimento de ficha de avaliação.

7. Avaliação pelo coordenador do Departamento Curricular. Implicando o preenchimento de ficha de avaliação).

8. Avaliação pela Comissão Executiva (Director). Implica o preenchimento de ficha de avaliação).

9. Assistência do avaliador a pelo menos 3 aulas em cada ano lectivo. Implica o preenchimento de 3 fichas de avaliação.


1. Fichas de Auto-avaliação;

2. Avaliação do director ou do chefe técnico da escola;

3. Portfólio, que inclui a gravação em vídeo de uma aula, de 4 em quatro anos;

10. Entrevista pelo professor avaliador;


Níveis de Desempenho e Resultados da Avaliação

1. Excelente (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz em quatro anos o tempo de serviço para acesso à categoria de titular; Quatro vezes seguidas dá direito a prémio de desempenho.

2. Muito Bom (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz 2 anos o tempo;

3. Bom. Classificação mínima necessária para progredir.

4. Regular. Não progride. Proposta de acção de formação contínua;

5. Insuficiente. Não progride. Pode determinar a reconversão profissional.


Resultados da Avaliação


1. Destacado ou Competente. Recebe um abono suplementar mensal. O abono dura três e quatro anos.

2. Insatisfatório. Repete a avaliação no ano seguinte. Se na segunda avaliação tiver o mesmo resultado e deixa de dar aulas, durante um ano. Se tiver uma terceira avaliação negativa sai da carreira, mas recebe um abono.


Nota:

Esta informação é a verdade, sem demagogias e não serve para caçar votos. Envia-a ao maior número de colegas possível, seguindo o princípio que indivíduo informado vale por dois.

Não nos podemos deixar enganar !!!

Como somos o País mais atrasado da Europa, serve tudo isto para manter a ignorância que permite fazer perdurar o PODER!

DOIS POEMAS DA VONTADE

Dois poemas do lutador Luís Costa:


VONTADE ALADA

Não te detenhas nesta hora
Vai, alma minha, ser além
Leva o meu olhar sem demora
Beijar os lábios da aurora
E os pomos que ela contém

Sê forte agora, alma ferida,
Não chores o seio que vazas
Atravessa a noite da vida
Leva-me à Terra Prometida
Na leveza das tuas asas

Voa mais longe, cavalo alado,
Solta-te do meu peito e vai
Aos berços do tempo dourado
Resgatar tempo imaculado
Para vencer o tempo que trai



NÃO ME DETEREI

Mesmo que o céu estarreça
E o mar rebente as barras
Mesmo que a terra estremeça
E rompa as suas amarras
Eu não me deterei

Mesmo que o monstro apareça
E me arreganhe a bocarra
Mesmo que a fera enraiveça
E me crave as sujas garras
Eu não me deterei

Não me deterei
Porque não sou impostura
Não me deterei
Porque não sou cobardia
Não me deterei
Enquanto esta urdidura
Esta longa noite escura
Não morrer à luz do dia


Ambos os poemas in Dardo Meu.

A LIÇÃO DOS PROFESSORES

Quando este governo tomou posse, deram-lhe um estado de graça, que ele aproveitou para:

- Aumentar o IVA, mesmo depois de ter prometido que não aumentaria impostos;

- Aumentar a idade da reforma, apesar de ter prometido que o não faria;

- Congelar as carreiras de alguns sectores da Função Pública.

O povo continuou adormecido.

Depois, provou-se que o Primeiro-Ministro falsificou documentos da Assembleia da República para que o tratassem por Engenheiro, que tirou um curso de Engenharia sem ir às aulas, enviando trabalhos por fax, e que, enquanto recebia um subsídio de exclusividade, assinava projectos.

O povo mostrou-se indiferente, achando que, se ele queria que o tratassem por Engenheiro, era lá com ele.

De seguida, decidiu fechar escolas e urgências; a população começou a despertar e o ministro da saúde foi demitido, mas a política continuou.

Posteriormente, vieram as aulas de substituição gratuitas e a responsabilização dos professores pelo insucesso dos alunos.

Os professores acordaram e os tribunais deram-lhes razão na ilegalidade das aulas de substituição não remuneradas.

Depois veio o Estatuto da Carreira Docente, que dividia os professores em duas categorias, sem qualquer análise de mérito, e impedia que dois terços dos professores atingissem o topo da carreira.

Os professores ficaram atordoados e a Ministra aproveitou para esticar a corda ainda mais, tratando os docentes por "professorzecos" e criando um modelo de avaliação que ela própria considerou "burocrático, injusto e inexequível" e que prejudica os professores que faltassem por nojo, licença de paternidade, greve ou doença.

Aí os professores indignaram-se e vieram para a rua. O Governo e os sindicatos admiraram-se com a revolta dos professores e apressaram-se a firmar um entendimento que adiava a avaliação.

No ano lectivo seguinte, os professores foram torturados com o suplício de pôr a andar um monstro, cavando a sua própria sepultura. Em todas as escolas, começou a verificar-se que esse monstro não tinha pernas para andar. Os professores começaram a pedir a suspensão do processo e marcaram uma manifestação para o dia 15 de Novembro. Os sindicatos viram o descontentamento geral e marcaram outra manifestação para o dia 8 de Novembro.

Os professores mobilizaram-se e a Ministra tremeu… Os alunos aprenderam com os professores o direito à indignação e aperceberam-se de que o seu estatuto também era injusto, porque penalizava as faltas por doença, e começaram a manifestar-se. A Ministra percebeu que tinha de aliar-se aos alunos e cedeu nas faltas, culpando os professores pela interpretação da lei. Conseguiu mesmo alterar sozinha uma lei aprovada pela Assembleia da República perante os mudos parlamentares.

O ambiente na Escola tornou-se tão insustentável que a Ministra deixou de ter coragem de visitar escolas. Então, decidiu alterar novamente o seu modelo, sem o acordo de ninguém, pois só ela não entende que está a mais no Governo, defendendo um modelo que sabe que é errado, só para não dar o braço a torcer (lembrando a teimosia de Paulo Bento que, para afirmar o seu poder, prefere perder). Se fizesse uma auto-avaliação, percebia que está tão isolada que até o representante das associações de pais, aliado de outras batalhas, tomou consciência do que estava em causa.

Agora, o Secretário de Estado Adjunto vem dizer que a Lei é para cumprir. Mas qual Lei? A da Ministra que não respeita os tribunais, que altera as leis da Assembleia da República a seu belo prazer, que manda repetir exames, mesmo sabendo que é inconstitucional, que penaliza os professores pelo direito à greve e às faltas por nojo, por doença ou por licença de paternidade?

Quem deixou de cumprir a Lei foi a Ministra e o Governo. Lembram-se de alguém que fumou ilegalmente num avião, afirmando que desconhecia uma Lei imposta por si? É o mesmo que vem dizer que nem ele está acima da Lei.

Já que a Comunicação Social está instrumentalizada e não há oposição firme, o povo devia seguir a lição dos professores e manifestar-se:

- Contra o elevado preço dos combustíveis, uma vez que o preço do petróleo desceu para um terço do que custava há meses e em Portugal os combustíveis ainda só desceram cerca de 20%;

- Contra os elevados salários de gestores de empresas públicas que dão prejuízo;

- Contra a entrega de computadores "Magalhães" que depois têm de ser devolvidos, como quem tira doces a crianças;

- Contra o financiamento público de bancos que exploram os clientes com elevados juros;

- Contra as listas de espera na saúde;

- Contra as portagens nas SCUT;

- Contra a criminalidade e a insegurança que se vive em Portugal;

- Contra as elevadas taxas de desemprego;

- Contra o desvio do dinheiro de impostos para o TGV;

- Contra as mentiras.

Se os Portugueses acordarem e seguirem o exemplo dos professores, os governantes deixarão de se "governar" e passarão a defender o interesse das pessoas.

"Ao emendar aquilo que precisa de correcção, o bom professor não está a ser rude." Quintiliano


Professor Português

CRÓNICA DE DANIEL SAMPAIO: O NATAL QUE EU QUERO

In Pública (30-11-2008)

PARA NOS RIRMOS DA AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES

Os Contemporâneos - Festival Avaliação de Professores - Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=mdwFcUELcQw

Os Contemporâneos - Festival Avaliação Professores - Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=B2a-90yntB8&NR=1

Episódio 7 - Zé Carlos – A Ministra dá uso aos ovos que lhe atiraram
http://www.youtube.com/watch?v=rMnS3esf85c&feature=related

Episódio 7 - Zé Carlos - Avaliação de Professores
http://www.youtube.com/watch?v=1V56p2WYleI

PROGRAMA DA LUTA

GREVE NACIONAL DE PROFESSORES


3 DE DEZEMBRO DE 2008 - 4ª FEIRA


NÃO PODEMOS BAIXAR OS BRAÇOS !

As notícias do Governo e do ME atentam à desmobilização da Greve!

No dia 3 juntem-se e escolham os vossos representantes para o Encontro Nacional de Escolas em Luta a decorrer no dia 6!

A adesão tem sido enorme! De Norte a Sul do país teremos os representantes de escolas com vontade de concertar esforços!

Apelamos aos agrupamentos que ainda não fizeram a sua inscrição que o façam rapidamente! A inscrição deverá ser feita para o endereço eneluta@gmail.com com: nomes de dois participantes / escola / contacto telefónico.

Recordamos que o local do Encontro é em LEIRIA, no TEATRO JOSÉ LÚCIO DA SILVA, entre as 10h e as 17h.

Sublinhamos que uma das intenções deste Encontro é canalizar as energias adquiridas na luta contra o modelo de avaliação para derrubarmos o Estatuto da Carreira Docente.

TODOS JUNTOS POR UMA GREVE TOTAL

DOS PROFESSORES E EDUCADORES

PARTICIPA ACTIVAMENTE !

Movimento Professores Revoltados Integra a A.P.E.D.E. desde a sua formação!




AGENDA DE LUTA :

3 Dezembro - Greve Nacional dos Educadores e Professores

4/5 Dezembro - Vigília permanente no Ministério da Educação

6 Dezembro - Encontro Nacional de Escolas em Luta (Leiria, 10h, Teatro José Lúcio da Silva)

9 Dezembro - Greve região Norte

10 Dezembro - Greve região Centro

11 Dezembro - Greve região Grande Lisboa

12 Dezembro - Greve região Sul

19 Janeiro - Nova Greve Nacional

PEDIDO À PLATAFORMA SINDICAL




Reforço o que este colega escreveu: É agora ou vai demorar a tudo isto mudar...

NÃO QUEREMOS ESTA AVALIAÇÃO!!!! QUEREMOS OUTRA COMPLETAMENTE NOVA. NÁO NOS IMPORTAMOS DE CONTINUAR CONGELADOS ATÉ ISSO SUCEDER...

EM SIMULTÂNEO, QUEREMOS A REVOGAÇÃO TOTAL DO ECD E TAMBÉM JÁ!!
NÃO SE ILUDAM COM PROMESSAS QUE PODEM PARECER PARA ALGUNS TENTADORAS, MAS SÃO PROMESSAS ENVENENADAS...

SÃO PARA ELES GANHAREM TEMPO DE SE ORGANIZAREM PARA OS PRÓXIMOS ACTOS ELEITORAIS... APÓS OS MESMOS ADEUS PROMESSAS E A TRISTE REALIDADE DE VOLTAR TUDO À MESMA OU PIOR E O NOSSO ESPAÇO DE MANOBRA E NEGOCIAL ESGOTOU-SE NO IMEDIATO...

QUANDO VOLTARÁ A SURGIR?

NÃO QUEIRAM "PAGAR" PARA VER!


L.C.

GREVE DE DIA 3 SERÁ DIFERENTE EM MUITOS CONCELHOS

Colegas,

Em muitos concelhos, os Professores vão concentrar-se em frente das Câmaras Municipais no dia da Greve Nacional de Professores, dia 3 de Dezembro.

Em Portimão, a concentração será às 11.00 horas. Os Professores pedirão para ser recebidos pelo Executivo Camarário para explicar os motivos da luta.

FAÇAMOS DO PRÓXIMO DIA 3 DE DEZEMBRO MAIS UM PONTO ALTO DA MOBILIZAÇÃO E DA LUTA DOS PROFESSORES E EDUCADORES PORTUGUESES!

Passem palavra.

DESPOTISMO

"O despotismo impressiona pela estupidez do estilo."


"O Ministério da Educação está disponível para começar a negociar um novo modelo de avaliação, assim que os sindicatos o requeiram, mas sem pré-condições", frisou, ontem, o secretário de Estado adjunto, Jorge Pedreira (mais PEDRA do que Jorge!). O PEDRA, que também é Jorge, referiu que: "A nossa esperança é que os sindicatos se sentem à mesa e negoceiem". Será que esses senhores já não tiveram muitas oportunidades de negociar? Por que é que as negociações resultaram num redundante fracasso? Porque, da parte do Ministério, sempre houve a abertura "pisistrática" da imposição do "eu quero, posso e mando". Pedreira (nunca se esqueçam da palavra primitiva) quer passar a mensagem que o mal não está no modelo de avaliação, mas na intransigência e inflexibilidade dos sindicatos. Tal como Pisístrato, que infligira feridas a si próprio, mas que ele afirmou terem sido feitas pelos seus inimigos, este Ministério da Educação tenta passar para a opinião pública a imagem de vítima imaculada nas mãos dos sindicatos que, numa perspectiva de cooperativismo, apenas querem salvaguardar os interesses de uma classe (mas não será essa a função primordial de qualquer sindicato?). José Sócrates, tomando as dores de uma Ministra Vestal (mais impregnada de bestialidade), afirma que o Ministério está disposto a negociar o modelo de avaliação, mas que já simplificou o que tinha a simplificar. Em reunião da Comissão Política do partido, José Sócrates defendeu que a avaliação docente vai prosseguir porque já extravasou o âmbito exclusivo da Educação, sendo agora uma causa do partido, do Governo e dele próprio. Pedreira reafirma: «"o braço de ferro" na Educação será resolvido cumprindo a lei"» Então, o que há a negociar? A queda do Governo?

O que este nosso Primeiro-ministro conhece, em relação às políticas educativas, é apenas a ideologia do autoritarismo, defendendo a existência de cidadãos passivos que obedeçam, em vez de cidadãos activos que apoiem. Quer que os opositores não façam a revolução contra os que estão, mas que se juntem a eles nas suas ideologias impositivas. O autoritarismo não propõe, o autoritarismo impõe. O autoritarismo prefere que os cidadãos, mesmo os apoiantes, sejam silenciados. O engenheiro Sócrates, na sua ânsia de totalitarismo autoritário, deseja que todos emitam uma opinião favorável e em consonância com a sua, numa perspectiva de "quem não está a favor de mim, está contra mim". Quem está contra o modelo, está contra o Governo! Estamos perante um Governo com tiques de tirania, já que não procura o consentimento nem a persuasão, mas a imposição e a opressão. É uma espécie de modelo de doutrina política que segue algumas das ideias de Xenofonte.

Nas escolas, vive-se demasiado sob a tirania do medo. O Ministério da Educação ameaça com processos disciplinares, não progressão na carreira, penalização no tempo de serviço e consequente penalização para efeitos de concurso todos aqueles que se recusem ser avaliados segundo o seu modelo de avaliação. Insistir em mostrar aos professores os perigos com que os ameaçam só pode conduzir à apatia da desesperança. O contrário é que é preciso: criar motivos racionais de esperança, razões positivas de ensinar! Com tanta imposição e ameaça, as hipotéticas razões justificativas da implementação deste modelo desagregar-se-ão, perdendo a sua razão de ser. É pela constatação deste facto que o Ministério da Educação revela sinais de desespero. As sucessivas reuniões de José Sócrates e dos responsáveis pelo Ministério da Educação em torno do modelo de avaliação são a prova viva desse desespero. Já não se trata de salvar o modelo, mas a face! O despotismo deste Ministério da Educação impressiona pela estupidez do estilo!

J.C.M.P.L.

ACTUAL, APESAR DE TER MAIS DE UMA SEMANA

Apesar de esta reunião ter já mais de uma semana, mantém a actualidade.


Reunião Dos PCE da DRELVT com Secretários de Estado e Director Regional


Caro colega,

Hoje realizou-se outra reunião dos PCE's da DRELVT com os Secretários de Estado da Educação e o Director Regional. Não aconteceu nada de relevante; saímos de lá como entrámos (talvez apenas mais cansados, mais decepcionados, mais perplexos) e a saber que estão a ser preparadas «simplificações» do processo (?!), porque a suspensão está fora de questão sob pena de continuarmos a ter a carreira congelada (nada de novo, portanto...).

Repudio, e disse-o, a «nova» (e desonesta) posição da tutela: agora as escolas e os conselhos executivos são os bodes expiatórios das falhas inultrapassáveis deste modelo de avaliação (e, de atacado, de outras coisas como o estatuto do aluno...). É verdade, foi repetido perante mais de 200 PCE's que «as escolas, por insegurança ou desconhecimento complicaram a aplicação do modelo, tornando-o ainda mais complexo».

Não nos iludamos. Não se trata apenas de uma mudança de foco nem de uma manobra em desespero de causa. É tão só o pretexto de que precisavam para legitimar a introdução de «pequenas» alterações no modelo, de forma a «ajudar» as escolas nas suas «dificuldades» de operacionalização. As escolas passaram, imagine-se, a ser parte do problema (!). O despacho com as simplificações não há-de tardar. Com ele, passam-nos um atestado de menoridade e incompetência e nós ainda lhes teremos de agradecer a compreensão e generosidade...

Houve um colega que afirmou que a esta equipa ministerial mais não resta que demitir-se. Não lhe faltaram os aplausos, faltou o essencial: levantarmo-nos todos e sairmos. Não por estarmos (ou não) de acordo com a demissão, isso é irrelevante, mas para mantermos alguma dignidade e coerência com a consciência absoluta que batemos no fundo e que não nos podemos deixar ludibriar com medidas paliativas.

Perguntaram-me qual era o estado de espírito dos Secretários de Estado. Estavam calmos, quase paternais, excepto quando as intervenções dos PCE's foram mais incisivas... Aí não contiveram a irritação. Lamentavelmente, ainda não entenderam que se nós temos que ter estômago para ouvir mentiras, o mínimo que se lhes exige é que o tenham para ouvir as verdades.


Uma Presidente de Conselho Executivo.

O ESPÍRITO DA COISA



In Público (30-11-2008)

MERA OPERAÇÃO DE CHARME?

In Público (30-11-2008)

CONFUSÃO E PREOCUPAÇÃO

Governo admite negociar novo modelo de avaliação
Primeiro-ministro expressa apoio a Lurdes Rodrigues. Sindicatos pressionados a apresentar alternativas

00h30m
ALEXANDRA INÁCIO, ALEXANDRA MARQUES


O Ministério da Educação está disponível para começar a negociar um novo modelo de avaliação. Assim que os sindicatos o requeiram, mas sem pré-condições, frisou, ontem, o secretário de Estado adjunto, Jorge Pedreira.

"A nossa esperança é que os sindicatos se sentem à mesa e negoceiem", afirmou Jorge Pedreira, ontem, à saída de uma reunião na sede do PS, em Lisboa. O primeiro-ministro, a ministra da Educação e o secretário de Estado, Valter Lemos, também estiveram presentes no encontro com cerca de cem professores militantes socialistas. De manhã, na reunião da Comissão Política do partido, José Sócrates defendeu que a avaliação docente vai prosseguir porque já extravasou o âmbito exclusivo da Educação, sendo agora uma causa do partido, do Governo e dele próprio.

A reunião aconteceu quatro dias antes da greve nacional de professores, convocada para quarta-feira. Jorge Pedreira recusou qualquer coincidência no calendário e sublinhou que reuniões idênticas serão feitas em todos os distritos. Certo é que a reunião poderá ter feito uma brecha na até agora união dos sindicatos.

O dirigente da Pró-Ordem, Filipe do Paulo, também militante do PS, admitiu, à saída do Largo do Rato que poderá não fazer greve e pedir negociações suplementares no âmbito da regulamentação da simplificação. A mudança deve-se à "grande abertura ao diálogo" que o dirigente sindical "viu" ontem em José Sócrates.

Jorge Pedreira garantiu que a disponibilidade imediata do Governo para negociar um novo modelo terá sido transmitida aos sindicatos anteontem, na ronda negocial sobre a simplificação do modelo. Os líderes da Fenprof e FNE negam que essa hipótese tenha sido colocada em cima da mesa e ambos afirmam que a ministra só terá expresso disponibilidade para negociar o novo modelo a partir de Junho, conforme previsto no Memorando de Entendimento.

"O Governo deu todos os passos possíveis" para a resolução do impasse, afirmou Pedreira, acusando os sindicatos de não terem apresentado nenhum modelo de avaliação. Os dirigentes sindicais recordam que tanto as Federações como a Plataforma entregaram propostas alternativas aquando da regulamentação do diploma.

De manhã, aos dirigentes do PS, José Sócrates terá defendido, de acordo com um dos presentes ao JN, que os sindicatos se opõem à avaliação como antes contestaram as aulas de substituição.

Um outro dirigente também presente no encontro confirmou, por sua vez, ao JN, que Sócrates assegurou que não está disposto a fazer qualquer recuo na matéria que é um princípio estrutural. Outra fonte assegurou, ao JN, que José Sócrates frisou que a equipa ministerial identificou os pontos que estavam a dificultar a aplicação do modelo e aceitou deixá-los cair, pelo que a bola está agora do lado dos professores.

No final da reunião, o porta-voz do PS, Vitalino Canas, referiu que "a ministra não está isolada dentro do Governo. É apenas o rosto de uma reforma que é de todo o Governo".

sábado, 29 de novembro de 2008

O MONSTRO

Por José Rosa Sampaio

A monstruosidade burocrática chamada de avaliação de professores criou nos últimos dias uma situação de braço de ferro entre o Ministério de Educação e os professores, sindicatos e outras associações de classe, difícil de sanar.

Para além do impasse ser mais do que previsível, ele é também o culminar de várias perturbações legislativas, que este organismo tem vindo sucessivamente a despejar nas escolas.
A tentativa para impor esta barafunda só seria possível neste país eternamente desgovernado pela partidocracia vigente e exposto a toda a espécie de aberrações saídas de interesses obscuros e de mentes perversas.

A meu ver este sistema de avaliação não foi copiado do Chile de Salvador Allende, como alguns fazem crer, mas inventado num gabinete da 5 de Outubro, por alguns dos milhares de burocratas do Ministério e seus satélites, que precisam de apresentar trabalho para defender o lugar que ocupam de feição vitalícia até à reforma dourada.

Pessoalmente não entendo porque é que os professores têm que ser avaliados, uma vez que são avaliadores por excelência. Como qualquer outro profissional deverão ser, isso sim, avaliados pela empresa onde trabalham: a escola ou outra instituição. Se não servem têm que procurar outra saída profissional.

Também não percebo porque é que os professores são alvo desta avaliação politiqueira, num país onde existem tantos profissionais que nunca foram avaliados nem nunca o serão, muitos deles pertencentes ao aparelho do Estado. O melhor exemplo encontra-se nos gestores e detentores de cargos políticos, peritos em auferir salários milionários e escandalosos e em oferecer milhões saídos do nosso bolso, em troca de nada.

Além disso, em Portugal os professores sempre foram avaliados, embora por um processo algo semelhante ao que agora querem impor revestido de uma enxurrada de papelada e reuniões infinitas, que não lhes permitem fazer o seu trabalho e ter uma vida familiar.

Há quem se esqueça que os professores antes de ingressarem na profissão tiraram os seus cursos e a sua profissionalização, tendo sido depois sujeitos a todo o tipo de acções de formação, para além de estarem em permanente formação e em contacto com experiências e livros que precisam de ler.

A razão que levou a eleger os professores como forma de propaganda do governo e bodes expiatórios do fracasso das reformas, encontra-se no facto de serem um grupo profissional dividido e fragilizado por divisões politiqueiras e sindicais.

Nunca foram uma corporação e dificilmente conseguirão formar um lóbi capaz de impor uma equipa ministerial que servisse o país, papel que foi deixado a universitários que nada conhecem do sector.

Compare-se os modelos de avaliação vigentes nos países onde estes existem e chegar-se-á a conclusão de que por cá apenas se pretende poupar uns cobres com uma classe, que face a outros países já é bastante mal paga.

Poupa-se nos professores e nas escolas, mas os cofres estão cheios de milhões para distribuir pelos bancos que têm afundado a economia e gastar em despesismos eleitoralistas de caça ao voto.

Os milhões que o ministério gasta em números teatrais propagandísticos do tipo Magalhães, em estudos e em contratos com empresas clientalistas, poderiam ter sido destinados a melhorar os estabelecimentos escolares e em criar condições para um ensino saudável, num país que tanto necessita de formação para poder competir economicamente.

Este governo e a sua politica criou nas escolas um péssimo ambiente de trabalho e um clima de perseguição, que fez fugir em poucos meses muitos dos professores mais capazes e experientes, que preferiram meter a reforma antecipada, pedir a exoneração ou simplesmente procurar outro meio de vida.

Entretanto, nos últimos dias a ministra parece mais preocupada em dar entrevistas a jornais e televisões, o que não lhe augura um fim feliz a ela e ao seu insólito sistema. Isto depois das cedências pontuais feitas à ultima hora.

Toda esta atmosfera de desestabilização das escolas vai fazer com que as famílias com posses continuem a pôr os filhos nas escolas privadas, que nos últimos anos se têm vindo a multiplicar pelo Algarve e pelo país, estabelecimentos onde os professores se dedicam exclusivamente a ensinar os seus alunos.

Por estranho que seja, parece que serão estas escolas que irão salvar o que resta de algum ensino de qualidade que já tivemos.

(in Edição Especial, n.º 36., de 28.11.2008, p.18)

PARA O ME INTERESSA MAIS AVALIAÇÃO QUE A FORMAÇÃO

Centros sem formação há um ano só apoiam avaliação

Inactivos. O Estatuto da Carreira Docente determina que os professores terão de obter pelo menos 50 horas de formação, a cada dois anos, para evitarem penalizações na avaliação do desempenho, mas a reorganização da rede de centros está a gerar adiamento de cursos e preocupação.

Falta de oferta gera explosão na procura

O Estatuto da Carreira Docente determina que os 140 mil professores de escolas públicas terão de obter pelo menos 50 horas de formação, a cada dois anos, para evitarem penalizações na avaliação, mas os centros responsáveis não dão cursos há mais de um ano. Entretanto, têm estado apenas direccionados para o apoio à avaliação do desempenho.

No passado ano lectivo, o Ministério da Educação decidiu extinguir todos os 200 centros de formação de associações de escolas existentes e reduzir a rede através da fusão dos anteriores. Isto numa altura em que já estavam elaboradas as candidaturas ao apoio financeiro do Programa Operacional do Potencial Humano (POPH), que ficaram sem efeito com a reorganização da rede de centros, que deveriam ser homologados até Agosto. "Até ao momento, foram registados 92", informa Joaquim Raminhos, director do Centro de Formação de Escolas do Barreiro e Moita. "Com a reorganização, ainda não foi possível concorrer aos fundos do POPH. Há mais de um ano que não existem formações - isto apesar de o Ministério da Educação garantir que as acções de formação não pararam, inclusive através de serviços ministeriais - e antes de Janeiro não vai haver nada, o que gera o desespero em professores que vêem o tempo passar e têm a informação que precisam da formação para efeitos de avaliação."

Muitos professores decidiriam não esperar pela abertura dos novos centros, a que deve corresponder uma explosão na procura, e pagam as formações do próprio bolso. Nunca menos de 150 euros por curso de 25 horas. "Dinheiro pago por um serviço que o ministério é obrigado a fornecer", critica Luís Mateus, ex-representante dos centros da região de Lisboa e critico da reorganização do Governo, "que está a gerar dificuldades aos centros para conseguirem regressar à normalidade".

Em vez de formações, os centros estiveram no último ano a dar apoio à avaliação do desempenho, nomeadamente com acções de esclarecimento junto de conselhos executivos, avaliadores e professores avaliados. "Enquanto isso, não arrancaram os cursos para todos os grupos disciplinares existentes nas escolas, não só os tradicionais, como o Português ou a Matemática, como em novas áreas, como as tecnologias, que é uma das apostas do Governo." A este propósito, o coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE), João Trocado da Mata, anunciou ontem que a formação e certificação de professores em competências de Tecnologias da Informação e Comunicação vai arrancar no primeiro trimestre de 2009.

Acções contabilizadas

Críticos do actual modelo de avaliação, os movimentos independentes de professores defendem o regresso ao regime anterior de progressão na carreira, em que o professor tinha de reunir créditos para passar de escalão. O que não seria praticável neste momento, em que os cursos de formação contínua estão parados.

"Além disso, o Ministério da Educação informou que as formações realizadas antes de 2005/2006, ano em que as progressões foram congeladas, iriam ser contabilizadas na avaliação. Importa perceber o que aconteceria àqueles professores que não têm acções anteriores a 2005 e que não as conseguiram fazer nos últimos dois anos por falta de oferta", questiona Mário Machaqueiro, da Associação em Defesa do Ensino.

In Diário de Notícias [sublinhado nosso].

10 RAZÕES PARA FAZER GREVE

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EU PROFESSOR ME CONFESSO

Duvido muito que eu seja um professor Muito Bom ou Excelente.
Sou professor apenas há quatro anos e, caso alguém se tenha esquecido, a experiência conta e muito, assim como na vida, em qualquer profissão.
Sou engenheiro de informática e, antes de ser professor, trabalhei durante dois anos como consultor, na área da Internet, na banca.
Também nessa área encontrei "tachos" e "cantigas", cuja finalidade era meter medo aos recursos humanos para os explorar melhor.
Por acaso ganhava mais quando que comecei há sete anos como engenheiro, do que ganho agora.
A convite, comecei a dar aulas e realiza-me muito mais esta profissão.
Pessoalmente, sinto um retorno muito maior ao poder interferir na aprendizagem e crescimento dos nossos jovens.
Quando comecei, ocupei-me com a intensidade e a novidade de preparar, dar aulas e ainda a responsabilidade de avaliar.
Assim, quando o burburinho da divisão das carreiras começou, eu não me envolvi muito, porque não estava bem ciente do que se estava a passar.
Senti um grande conforto com muitos alunos porque julgo que, com a minha ajuda, aprenderam, e não só sobre informática.
Senti também dificuldades materiais e organizacionais, que expus sempre ou directamente a colegas e órgãos ou nos meus relatórios de auto-avaliação.
Decidi profissionalizar-me para ser Professor.
Consegui vaga numa Universidade Pública, fiz as cadeiras pedagógicas e o estágio.
Depois saiu uma lei que não acredita nestes cursos. De um Estado que não acredita em si próprio.
E, portanto, apareceu ainda uma nova divisão na carreira. "Os sem carreira", os precários.
No ano em que fiz o estágio pela universidade ainda acumulei com 15 turmas numa escola, para não viver do ar porque não tenho dessas subvenções vitalícias dalguns funcionários públicos nomeados.
Turmas de 25 alunos ou de 20 quando tinha alunos com graves deficiências cognitivas.
Sempre me pronunciei, como muitos, contra a "inclusão" destes alunos, que é apenas economicista.
Tenho-me deparado com necessidades de formação específica e com a sua inexistência.
Tenho-me deparado com a URGÊNCIA e a INEXISTÊNCIA de assistentes sociais nas escolas para um trabalho com as famílias menos estruturadas.
E deparo-me, agora, com um exemplo de democracia dado por muitos colegas e ao qual junto onde os profissionais exigem respeito.
Eu exijo respeito.
Eu não admito que alguém, mesmo que seja meu chefe, me venha culpar pelos males da educação no país. Muito menos quando não há uma autonomia real, pois tudo é centralizado e muito menos quando NUNCA ouve o coro de propostas e chamadas de atenção para problemas. Quando o meu chefe supremo anda a "vender" números aos outros departamentos e a culpar os seus recursos humanos da sua má gestão.
Eu recuso esta avaliação punitiva em nada construtiva, culpabilizadora, economicista e manipuladora de resultados.
Eu exijo uma avaliação que procure melhorar o sistema, que me dê formação necessária, que me escute e que me puna, se for o caso.
Eu recuso este clima totalitário nas escolas.
E julgo-me nesse direito porque o Estado também é meu.
E eu não estou no serviço público através de nenhum partido, nem a enriquecer.
Estou é farto!
Não de ser professor, mas do que andam os chefes dos professores a fazer.

P. Q.
Professor em Braga

PROFISSÃO DE CASTIGO

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"POR QUÉ NO TE CALLAS?"


Para aí com mais de 40 meses de atraso.

Eu sei que em Portugal é habitual o atraso nas empreitadas e nas medidas inadiáveis, mas esta teve custos extremamente graves, nomeadamente a transformação da Educação em Portugal num delírio caótico, fruto de muito disparate legislado, mas também da criação de um clima irrespirável no sector, com uma absoluta impossibilidade de diálogo à conta da «firmeza» e «determinação» da senhora Ministra, qualidades que alguns reputam de excelentes, mas que qualquer fundamentalista religioso ditador convicto possuem em igual quantidade.

A «saída de cena» de MLR - apesar do alargado perfil ontem no Público, talvez à laia de epitáfio político, antes de rumar a outras paragens daqui por menos de um ano - é muito tardia para o bem da Educação em Portugal, mas é boa para demonstrar até que ponto se pode insistir num erro enorme de casting, pensando-se que isso é «coragem política».

Não, é apenas a clássica burrice.

Remeter Maria de Lurdes Rodrigues para uma segunda linha do combate político teria sido uma medida acertadíssima para o Governo, digamos assim, logo pelos finais de 2006, quando ainda estava em semi-estado de graça junto da imprensa e não tinha sido submetida à crueldade de um contraditório nas ruas, nos jornais, nos blogues e nas televisões.

Quando alguns poderiam ter ainda a ilusão que ela era uma espécie de Thatcher lusa, falhada que foi a encarnação anterior na pessoa de Leonor Beleza. quando podria parecer que tinha quebrado os sindicatos e a clase docente.

Agora, é tarde.

Com ela parece que também mandaram Valter Lemos voar baixinho. É justo. Os dois conseguiram unir, nem que seja de forma reactiva e visceral, quase toda a classe docentes, armandinas e santos excluídos que são pessoas de maior alcance de visão.

O problema é que, sob os holofotes, ficou Jorge Pedreira, agora finalmente desvendado para o grande público nas suas qualidades políticas e retóricas mais que duvidosas. Como a sua ministra, pedreira reage mal ao confronto, usa da tirada acintosa para com os professores com demasiada facilidade e tem dificuldade em esconder uma sobranceria cuja origem não se alcança.

O que não melhora grande coisa.

Mas, nesta mesma edição do Expresso, temos direito a uma peça sobre a actual ministra da Saúde e a forma como ela conseguiu, sem grandes inflexões para além do tom com que lida com as pessoas. Diz Ana Jorge que «é importante ouvir e saber estar no lugar dos outros».

Simples mas um universo de impossibilidades para Maria de Lurdes Rodrigues, demasiado preocupada consigo mesmo e com as suas vergonhas, que se esperam apenas políticas.

E Ana Jorge deixa-se entrevistar sem ser necessário apresentar fotos delicodoces a acompanhar. Porque há que ter pudor e sentido do lugar que se ocupa.

Maria de Lurdes Rodrigues vai ter um low-profile, dizem. É um acto de caridade para todos nós, já que não a podem afastar de vez. Mas poderiam, ao menos, trocar os secretários de estado e darem-nos alguém que seja suportável ver e ouvir?


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In A Educação do Meu Umbigo.

A TEIMOSIA HÁ-DE TER UM FINAL QUALQUER

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DEPOIMENTO DA PROFESSORA AGREDIDA POR ALUNO

Professora de Gondomar queixa-se de agressão

Um aluno do nono ano é acusado de ter agredido uma professora.

O caso ocorreu depois de a docente ter feito queixa do estudante no Conselho Executivo.


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In RTP.

RIGOR?

A (re)ler...

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O FUTURO DA ESCOLA SEGUNDO OS GF

Para descomprimir (e reflectir), neste Sábado frio de finais de Novembro

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A PRÓXIMA QUARTA-FEIRA

Análise: O "Dia D" é na próxima quarta-feira
00h30m
PAULO MARTINS

Não era de todo previsível que dos encontros esta sexta-feira realizados entre a ministra da Educação e os sindicatos de professores brotasse, por artes mágicas, uma solução para um diferendo que meses de conversas (ou desconversas) não alcançaram.

O facto de ambas as partes se mostrarem inflexíveis retirou margem para recuos que não fossem encarados como rendição. O resultado só podia ser o prolongamento do impasse.

No ponto de ruptura em que as coisas se encontram, o "Dia D" foi "transferido" para a próxima quarta-feira. O grau de adesão à greve adquiriu ainda maior importância.

Para os sindicatos - a Fenprof, mas também a FNE - será um teste não apenas à capacidade de mobilização (nas ruas), como de persuasão (de colegas, nas escolas). Trata-se de perceber se a bandeira da "suspensão, já!" ainda é erguida pelos 120 mil professores que desfilaram na Avenida da Liberdade. Nesse sentido, subir a parada - exigir a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues - pode ser um risco.

Para o Governo, está em causa aquilatar a eficácia da estratégia seguida. Tendo ficado provado que o memorando de entendimento não passou de compasso de espera, o ministério apostou tudo na "simplificação" da avaliação. Objectivo: passando por cima dos sindicatos, desmobilizar os professores e, do mesmo passo, valorizar outros interlocutores institucionais, como o Conselho de Escolas e a Confederação de Pais. Se a adesão à greve for expressiva, não tem mais nenhuma carta para jogar.

In Jornal de Notícias [destaque e sublinhado nosso].

UMA NO CRAVO, DUAS NA FERRADURA

Todos temos o direito de pregar sobre qualquer tema, percebamos ou não do assunto. A responsabilidade do que se diz é, no entanto, proporcional à fama do púlpito e ao tamanho do auditório atento.
Por vezes, para o pregador será melhor o silêncio reflexivo do que o cultismo balofo.


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In Expresso (29-11-2008)

PROTESTOS PROSSEGUEM

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In Público (29-11-2008)

MANIFESTAÇÕES A SUL

Frio e mau tempo afastaram docentes
Meio milhar de professores manifestaram-se hoje nas cidades do Alentejo

28.11.2008 - 20h02 Lusa
As manifestações de professores realizadas hoje no Alentejo mobilizaram meio milhar de docentes. O frio e a chuva afastaram muitos manifestantes.

A manifestação em Évora, em frente aos Paços do Concelho, juntou cerca de 200 professores, um número semelhante ao do protesto em Beja, inicialmente convocado para o Largo de São João, mas transferido para o cine-teatro local devido ao mau tempo.

A adesão foi inferior em Portalegre, onde menos de uma centena de professores se reuniram na Praça da República, no centro da cidade.

Joaquim Páscoa, presidente do Sindicato dos Professores da Zona Sul, reconheceu que o mau tempo prejudicou as manifestações convocadas para o Alentejo, insistindo, contudo, no apelo para que a totalidade dos docentes adira à greve nacional da próxima quarta-feira.

Toda a notícia no Público.


Mas FARO - NEM A CHUVA E O FRIO GÉLIDO PARARAM OS PROFESSORES! EM FRENTE!

Cerca de 2 mil professores manifestaram-se na noite de dia 28 em Faro e exigiram a demissão da Ministra. Foi uma imensa manifestação de vontade em intensificar a luta contra o modelo de avaliação do desempenho burocrática e punitiva. Milhares de vozes gritaram que este modelo se encontrava de facto suspenso. Milhares de vozes que não calaram a revolta contra a Ministra da Educação debaixo de uma violenta chuva e de um frio de rachar. Durante esta grandiosa e heróica concentração os professores ficaram a saber que praticamente em todas as escolas e agrupamentos do Algarve a avaliação se encontra suspensa. Os professores não arredavam pé e vibravam aos gritos de Viva! e batiam as palmas sempre que era anunciada a suspensão em cada escola.
No final, Mário Nogueira, Secretário-Geral da Fenprof, que chegou directamente das manifestações realizadas no Alentejo, anunciou que esta avaliação se encontrava efectivamente suspensa pelos professores, apelidando a Ministra de analfabeta política por manter a sua posição prepotente, lançar o caos nas escolas e não ter sido capaz de ler os sinais. Os sinais é que toda a classe docente reprova esta avaliação e exige a sua suspensão. Apelou para que no dia 3 de Dezembro os professores façam a maior manifestação de sempre da sua História paralisando todas as escolas do país. Os professores não arredavam pé e gritavam bem alto exigindo a demissão de Maria de Lurdes. Um assunto que o governo Sócrates terá de resolver.
Força Professores! Dia 3 Paralização Total em todas as Escolas de Portugal! O caminho só pode ser a intensificação da luta.
In Fénix Vermelha, onde podem ser vistas fotos da Manifestção.

ALÉM DA GREVE DIA 3... VIGÍLIA DIA 4 E 5

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PARA QUE CONSTE

Violência: Professora agredida a murro, estalada e pontapé em escola de Gondomar
28 de Novembro de 2008, 20:42

Porto, 28 Nov (Lusa) - Uma professora da Escola EB 2,3 de Jovim, Gondomar, foi hoje agredida a murro, estalada e pontapé por um aluno de 16 anos, tendo recebido tratamento hospitalar, disse à Lusa fonte da GNR.

A agressão terá ocorrido em retaliação por a professora o ter levado à presença do Conselho Executivo, por alegado comportamento incorrecto.

Lesões numa perna e num olho são algumas das mazelas da professora, que foi assistida no Hospital de São João, no Porto.

Em declarações à televisão regional Porto Canal, a docente, que exerce há 28 anos, contou que chamou a atenção do aluno quando este se encontrava no perímetro escolar a proferir palavrões.

"Chamei-o à atenção e ele insultou-me. A partir daí, disse que teria que ir comigo ao Conselho Executivo (CE). Ele resistiu e acabou por ir, enquanto eu fui dar a minha aula", afirmou.

"Finda a aula, e ao passar junto à porta de acesso à sala do CE, ele viu-me, começou a correr para mim desenfreado e agrediu-me com murros, estalos e pontapés, além de partir os óculos", acrescentou.

In Lusa.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

ENCONTRO-DEBATE SOBRE O "ESTADO DA ESCOLA PÚBLICA"

ENCONTRO-DEBATE


"ESTADO DA ESCOLA PÚBLICA"

3 de Dezembro de 2008
10:30h-12:30h

Auditório do Centro Paroquial
da
Póvoa de Santo Adrião



No dia 3, dia de greve, se és professor(a) numa das escolas dos concelhos de Odivelas ou Loures, vem participar num encontro/debate sobre a "Escola Pública".

Entrada livre.

Divulga aos colegas de escolas destes concelhos.



DIA 3 - MENSAGEM QUE CIRCULA

Apesar de saber que os cofres do Estado vão encher....

Para o dia 3 de Dezembro está marcada GREVE, vamos lá ver quem são os "adesivos" que não vão fazer greve e vão assinar a presença nos livros de ponto. Não fazer greve significa concordar com:

a) Coordenação de Departamento não remunerada;
b) Aulas de apoio não remuneradas;
c) Aulas de substituição não remuneradas;
d) Direcção de Instalações não remunerada;
e) Desenvolver actividades extracurriculares não remuneradas;
f) Visitas de estudo não remuneradas;
g) Reuniões fora de horas não remuneradas;
h) Reuniões à noite, fora de horas;
i) Ficar fechado na Escola horas sem fim, sem condições de trabalho, em vez de estar em casa a preparar as aulas;
j) Estar na Escola à espera que um colega falte, como se os colegas cumpridores fossem os responsáveis pelos colegas faltistas (apontem uma outra profissão onde se passe o mesmo).
k) Que a Sra. Ministra obrigue a trabalhar mais horas e o agradecimento passe apenas por um obrigado cínico no Parlamento;
l) Que um colega de outra disciplina assista às nossas aulas;
m) Que as notas dos alunos que não querem estudar te impeçam de progredir na carreira;
n) Com o congelamento dos vencimentos e progressão na carreira;
o) Que a maternidade, morte de um familiar próximo te impeça de progredir na carreira;
p) Com o Estatuto do Aluno;
q) Com a diminuição da autoridade dos PROFESSORES;
r) Com os insultos e agressões por parte de alguns alunos e respectivos Encarregados de Educação;
s) Com a destruição da Escola Pública;
t) Com a divisão da carreira em duas: titular e não titular colocando Professores contra Professores;
u) Com as cotas na progressão;
v) Com os critérios que levaram à escolha dos professores titulares;
w) Com o péssimo ambiente de trabalho que se está a instalar nas Escolas;
x) Com o fim dos destacamentos;
y) Com os concursos por três anos;
z) Com o trabalho excessivo.
aa) Com a permanência na Escola de 40 horas;
bb) Que os Professores se substituam aos Pais e que os Pais só sirvam para procriar;
cc) Que Professores tenham 10 Turmas, mais de 250 alunos e 1500 testes para corrigir por ano, para não falar dos trabalhos;
dd) …………………………………………

Depois de tudo isto, a Sra Ministra agradece chamando-te preguiçoso, incompetente, mentiroso, humilhando-nos, colocando os Pais contra os professores, impedindo-nos de progredir na carreira.

Em resumo a Sra. Ministra dá mais trabalho e ao mesmo tempo diz que para dignificar a carreira tem que pagar menos ao impedir que todos cheguem ao topo da mesma.

O mais engraçado, é que ela ia implementando tudo isto sem darmos conta, só agora é que acordámos, dava a impressão que a reforma não era para nós. O grande erro da Ministra foi ter apertado, de uma só vez, tanto a corda e ela ter partido. "A carga era maior que BURRO e o BURRO caiu…"

Se tivéssemos assistido às reuniões sindicais e aderido em massa à greve aos exames há dois anos atrás nada disto teria acontecido.

Passo a passo a Ministra ia levando a água ao seu moinho, implementado medida após medida sem que nós reagíssemos, ela pensou que nos podia sugar o sangue todo de uma só vez. Chegou a altura de dizer BASTA de tanta malvadez e injustiça.

VAMOS LÁ VER QUANTOS SÃO OS "ADESIVOS" QUE ESTÃO AO LADO DA MINISTRA CONTRA OS COLEGAS, a favor de uma política nefasta que só tem o objectivo de destruir a Escola Pública e enviar os professores para os psiquiatras.

A luta só termina quando a Ministra for para a rua! De futuro teremos que estar muito mais atentos!..

Passa esta mensagem ao maior número possível de colegas…

DIA 3 - QUE FAZER EM ÉVORA?

Caros colegas

No dia 3, quarta-feira, temos agendada mais uma acção de luta .
Hoje, na manifestação de Évora, colegas de várias escolas acordaram:

- QUE O DIA 3 DEVE SER MARCADO POR UMA GREVE QUE MOSTRE À TUTELA QUE NÃO BAIXÁMOS OS BRAÇOS;

- que os professores devem ir à escola , um pouco antes das 8,15, e permanecer junto ao portão;

- por volta das 9.30 devemos caminhar até à Praça do Giraldo para, às 10 horas, aí nos encontrarmos com os colegas das escolas e jardins de infância de Évora ( e eventualmente dos arredores);

- com esta iniciativa pretendemos dar visibilidade a mais uma acção de luta em vez de nos limitarmos a dar feriado aos meninos;

- pondera-se a possibilidade de distribuir aos E.E , à porta das escolas, um pequeno folheto onde explicamos as razões da nossa luta bem como aos transeuntes na Praça do Giraldo.

SÓ FAZ SENTIDO SE CONSEGUIRMOS UM GRAU DE MOBILIZAÇÃO DECENTE.

VÃO PASSANDO A MENSAGEM AOS COLEGAS QUE CONHECEM (EVENTUALMENTE TAMBÉM POR SMS) E VÃO DANDO CONTA DO GRAU DE ADESÃO A ESTA INICIATIVA.


DIA 3 - DIA DE GREVE

Caros colegas e amigos,

No dia 3, como sabem, há greve de professores. O ministério está a tentar desmobilizar-nos por todos os meios. Finalmente, começamos a perceber o sentido do "choque tecnológico": temos sido continuamente bombardeados com e-mails cuja legalidade é, no mínimo, discutível. Desta forma, o ministério pretende criar fracturas entre os professores. Além disso, há todas as razões do mundo para nos sentirmos "desmobilizados" para esta greve, a começar pela crise financeira que também nos anda a bater à porta desde há vários anos.
No entanto, há UMA RAZÃO MAIOR que nos OBRIGA a não ficar em casa. Não foi um lapso nem ironia (apesar de um e outro estarem na moda!). Eu disse, efectivamente, NÃO FICAR EM CASA! O ministério tem feito passar a mensagem, para a opinião pública, de que os professores fazem greve para FICAR EM CASA ou - ainda pior - ir passear. Por isso, eu repito: no dia três, não vamos passear nem fiquemos em casa. VAMOS PARA A ESCOLA DIZER PRESENTE!
Eu não sou sindicalizado, não pertenço a nenhum movimento independente, não tenho aspirações políticas, mas considero que, após 17 anos de dedicação ao ensino, à escola e aos alunos, tenho um DEVER ÉTICO de dizer: BASTA de estupidificação!!!
Um abraço.
F.P.

POR UMA ESCOLA NOVA

Caro (a) Colega,

Neste particular momento crítico da vida nas escolas, em que se acentua a divisão entre aqueles que defendem a qualidade, o rigor, a exigência, a transparência e a renovação da Escola, enquanto espaço de trabalho ao serviço da EDUCAÇÃO, DO ENSINO E DAS APRENDIZAGENS de qualidade, e o poder obstinado em forçar um conjunto de normas e práticas que, por maioria inquestionável, não são razoáveis nem perseguem os objectivos que demagogicamente defendem, julgo que é tempo de se criarem grupos de professores a nível distrital que se disponham a reflectir o futuro de Educação e do Ensino neste começo do século XXI.

O contexto em que os nossos jovens nasceram e vivem é uma realidade distinta do que há pouco mais de uma década havíamos, e as mudanças, de tão vertiginosas e com consequências em todas as formas de vida e no modo como interagimos, aprendemos e ensinamos, merecem ser pensadas a nível dos territórios e do que é mais próximo dos contextos em que interagimos.

Já escrevi que, não obstante convivermos já com tecnologias revolucionárias como as implícitas à Web 2.0 e 3.0, a organização da escola, os normativos que a enformam e as políticas que temos de facto ainda se encontram, desculpem-me o revolucionário neologismo da comparação, na versão 0.9 do Rato. Todos o sentimos como uma triste realidade que teima em se manter, não por culpa dos professores, decorrente de políticas obtusas que atrofiam, coarctam e escravizam, sem uma visão sistémica e consequente do que urge à Educação e ao Ensino, na Escola, em Portugal.

O que nos é dado para melhorar os desempenhos e aumentar efectivamente o sucesso educativo é o esvaziamento das condições de trabalho, de formação e de informação tão necessária quanto indispensável à docência, embora nos sujeitem à avaliação em parâmetros como o uso das novas tecnologias. Por que não se discute as metodologias que a hodiernidade reclama? Porquê?!

É neste contexto que nós, professores, conhecedores do real e do quotidiano das escolas, dos contextos, portanto, nos devemos organizar em áreas territoriais para enfrentar o problema da educação e do ensino, com o qual diariamente lidamos. Desta forma, talvez se inicie a cumprir o espírito da Reorganização Curricular iniciada em 2000, mas que já muitos esqueceram, porque mudanças os políticos, os protagonistas, mudam-se as vontades, fazendo com que a Escola ande sempre, qual barco ao sabor dos espíritos e dos nobres interesses que todos desconhecemos, à bolina de todo o tipo de sopros.

Pelo exposto, proponho que em cada escola /agrupamento se identifiquem dois colegas que estejam disponíveis para, sem fichas nem todo o tipo de grelhas que só servem para sorver tempo à preparação de recurso e de actividades para melhorar os desempenhos de facto, se juntarem em grupo que, espontaneamente, se disponibiliza para debater os problemas dos Ensino no nosso território alto-minhoto.

Prontifico-me para compilar e coordenar a formação deste grupo, até que, formado, lhe dêmos estrutura e orgânica. Assim, peço que este e-mail seja divulgado pelos docentes dessa escola /agrupamento, favorecendo deste modo a consecução deste propósito.

Os colegas que estejam disponíveis para esta acção queiram remeter para meu e-mail o respectivo contacto de correio electrónico, o telemóvel e a identificação da escola /agrupamento a que pertencem.

Com cumprimentos,

Aristides Sousa

REUNIÃO DO CONSELHO DE ESCOLAS - 17/11/2008


NÓS VAMOS GANHAR

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SEQUESTRADOS DENTRO DOS PORTÕES ESCOLARES

Opinião lúcida de João Pereira Coutinho:

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In Expresso.

MAIS PROTESTOS DOS ALUNOS

EDUCAÇÃO
Estudantes fecham escola para protestar
28 11 2008 16.26H
Os portões da Escola Secundária Emídio Navarro, em Viseu, foram hoje fechados a cadeado pelos estudantes, que se concentraram à entrada da instituição para vincarem o seu descontentamento com o Estatuto do Aluno.

Segundo Ricardo Almeida, membro da Associação de Estudantes da Escola Secundária Emídio Navarro, os portões foram fechados a cadeado “por volta das seis e meia da manhã”.

“Depois disso, os alunos foram chegando e foram-se concentrando à entrada da escola”, acrescentou.

O estudante contou que a manifestação tem por base “o descontentamento perante o estatuto do aluno” e que esta foi a forma encontrada para se fazerem ouvir.

Ricardo Almeida explicou que os alunos não aceitam “a redução do número de dias para se poderem justificar as faltas. Antes eram cinco dias e agora só três”.

“Também discordamos das aulas de substituição, em que grande parte das vezes estamos lá sem fazer nada e poderíamos aproveitar melhor o tempo”, sustentou.

Por volta das 09:30, a PSP de Viseu retirou os cadeados dos portões da escola, “mas durante a manhã nenhum aluno entrou na escola, não tendo decorrido qualquer aula”, referiu o presidente da Associação de Estudantes, Bruno Martins.

“Todos os colegas optaram por aderir a esta manifestação e apesar dos portões terem sido abertos, decidimos manter-nos à entrada da escola em sinal de protesto”, frisou.

Alguns alunos criticaram a actuação “mais brusca da PSP de Viseu, aquando da retirada dos cadeados”, no entanto, o comandante desta força policial, Victor Rodrigues, garantiu que “não houve uso de força e nenhum aluno foi agredido”.

“Apenas foi identificado um aluno que atirou um ovo contra a janela da escola”, disse.

O presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Emídio Navarro, António Cabral, frisou que soube da colocação dos cadeados pelo guarda-nocturno.

“Constatou-se que os alunos impediram a abertura dos portões, mas penso que de forma ordeira”, informou.

Sobre as reivindicações dos alunos, António Cabral sublinhou que “as queixas não são contra a escola ou o seu funcionamento”, vincando que respeita “o direito à manifestação”.

In Destak .

DEMISSÃO DA MINISTRA E MUDANÇA DE POLÍTICA

É preciso que a demissão implique também a mudança da política. Caso contrário, a cosmética não passará de "pó-de-arroz".

Paralisação na quarta-feira

Fenprof pede demissão da ministra e apela a greve de cem por cento dos docentes

28.11.2008 - 17h08 Lusa
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) pediu hoje a demissão da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e apelou a uma greve dos docentes "a cem por cento" na próxima quarta-feira. "Se a ministra não tem capacidade, coragem e vontade política para avançar para outro modelo de avaliação, a Fenprof assume aquilo que há muito os professores reivindicam: que se demita", afirmou o secretário-geral, Mário Nogueira.

[...]

Toda a notícia no Público.

A MALDIÇÃO DA MINISTRA...

Estou em crer que a ministra da educação deve ser a pessoa que, neste momento, é a pessoa mais odiada deste país. Mas mais, para além disso, é odiada por uma classe profissional que, por norma, é bastante transigente e moderada mesmo nos seus ódios. A razão é simples, tomou os professores por parvos, abriu-lhes uma perseguição nunca antes vista, tratou de os denegrir o mais que pôde e tratou-os com uma arrogância e autoritarismo impossíveis de aceitar, fosse por quem fosse. O balanço final é simples de fazer: tornou insuportável a vida nas escolas, a professores, funcionários, alunos e pais.

Acordou no dia em que cem mil professores saíram à rua e acordou mal. Nesse dia, se tivesse um pouco de vergonha na cara e honestidade moral e profissional, tinha-se demitido. Mas não tem, nem uma coisa nem outra. Pelo contrário, com uma imbecilidade que ficará para os anais da história, resolveu ameaçar e exercer um poder, que acabara de perder, de uma forma ainda mais despótica e tirânica. Outra imbecilidade descomunal… No dia em que saíram à rua não cem, mas cento e vinte mil professores, começou a tentar mostrar-se mais humana e dialogante… Porém, esqueceu-se que os professores não estão esquecidos do mal que ela fez à escola pública e da forma como os denegriu e humilhou. Sabem que não é nem humana, nem inteligente e isso, para a classe, não tem perdão… Um mulher que obrigou colegas em estado de doença terminal a irem trabalhar, não fosse a sua cegueira e falta de vergonha patológicas, saberia que já nada tem a esperar neste país…

Possivelmente, irá para a Europa, como prémio de ter destruído a escola pública pensando nos tostões imediatos e para não ter que assistir de perto ao trabalho que irá dar tentar reerguer o que ela destruiu. É bom que vá e que se fique por lá, em Portugal está completamente queimada, enquanto não mudar de feições irá ao cinema, espectáculos musicais e a todo o lado a que vá e sentir-se-á mal, nem ela na sua patológica mania conseguirá ser imune ao desagrado que verá no rosto dos outros e aos comentários que ouvirá. Os ovos são muitos e de muitas espécies e não terá segurança para sempre… É a maldição que merece e que terá em Portugal. É bom que ria agora, porque o futuro se encarregará de a fazer engolir o riso…

Um abraço,
quink644

Desde 01-01-2009


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