quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ ANO NOVO

FELIZ ANO NOVO
Ano de lutas ainda maiores!


MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

E QUANDO AS AUTARQUIAS TUTELAREM AS ESCOLAS...

Não sei se por influência do caso do Cerco, se por pura imitação da propaganda do "Magalhães".

Quando a educação é (for) tutelada por "especialistas", o abismo é (será) ainda maior!

Leia-se a notícia do jornal Região de Leiria:



Porto de Mós
31-12-2008


Câmara oferece pistolas de plástico a alunos do primeiro ciclo

Texto deCarlos S. Almeida

Uma pistola de plástico. Este foi o presente de Natal da Câmara de Porto de Mós a alguns alunos do primeiro ciclo do concelho. No início de Dezembro, a autarquia ofereceu uma ida ao circo, complementada com um pequeno presente. Entre os brindes entregues às crianças estavam pistolas de plástico, usuais nas brincadeiras de Carnaval.
O caso não agradou a alguns encarregados de educação. Célia Sousa, presidente da associação de pais da escola e jardim-de-infância do Juncal, e deputada municipal do PS, considera que este não é o brinquedo mais “correcto” para uma entidade pública oferecer. “Não é nenhum drama, mas entendo que a oferta de brinquedos deste tipo deve ser da esfera privada”, considera. O problema, entende, “é ser uma entidade pública a oferecê-la”. Aliás, confessa que num primeiro momento desvalorizou o facto. O seu filho foi contemplado com uma dessas pistolas mas o drama foi mesmo a pistola não funcionar, para desgosto da criança. Posteriormente, foi abordada por uma encarregada de educação que a alertou para a natureza do presente natalício. O marido, Luís Malhó, presidente da Assembleia Municipal de Porto de Mós, eleito pelo PSD, considera que se trata de “uma prenda de mau gosto”, entendendo que faria mais sentido “presentear as crianças com outros brinquedos”. Ainda assim, faz questão de frisar a necessidade de relativizar a questão, visando evitar que se entre em “histerias colectivas”. E não se furta a brincar com a fraca qualidade do presente: “era uma arma de plástico que nem sequer funcionava”.
Helena Arcanjo, coordenadora do primeiro ciclo do Sindicato de Professores da Região Centro, entende que o caso é sério. “É lamentável que um município tenha tido a infeliz ideia de escolher um brinquedo que embora faça as delícias dos rapazes, leve a brincadeiras com indícios de violência”, refere. Para esta responsável, a autarquia deveria ter escolhido um brinquedo com funções didácticas. Perante a falta de recursos que atingem as escolas, faria sentido oferecer brinquedos que pudessem ser um auxílio nas actividades enriquecimento curricular. Afinal, “é nestas idades que se desenvolvem comportamentos de bullying, devendo ser as entidades públicas a dar o primeiro exemplo”, reforça.
Já o Agrupamento de Escolas de Porto de Mós escusa-se a comentar o caso. Fonte do conselho executivo daquela entidade adiantou desconhecer a natureza dos presentes entregues às crianças, adiantando não ter recebido qualquer queixa.

Presente pouco natalício. Uma arma em plena festa religiosa? Para Isidro Alberto, pároco de Porto de Mós, esta é uma medida “anti-pedagógica”. É, entende, “levar as crianças a praticar violência simbolicamente”. O religioso soube pelo REGIÃO DE LEIRIA a natureza dos brinquedos oferecidos e adiantou que “se Cristo trouxe a paz entre os homens para que vivam pacificamente, usar armas que simbolizam a guerra e a violência é anti-natalício e desumano”.
Responsável pela pasta da Educação na Câmara de Porto de Mós, o vereador Rui Neves confrontado com o caso limita-se a adiantar: “não comento”. Adiantando que instituições de vários concelhos da região também ofereceram presentes semelhantes provenientes da mesma fonte – os brinquedos foram o resultado da compra de produtos de uma empresa que faliu – recusa qualquer declaração suplementar sobre o caso.

“Mulher de armas” na última campanha eleitoral discorda

Conhecida pelo facto do seu cartaz eleitoral na última corrida para a presidência da Câmara de Porto de Mós contar com um isqueiro em forma de arma, Maria Antonieta Mariano manifestou a sua oposição à oferta de brinquedos em forma de armas. Isso mesmo fez saber num comentário deixado no blogue portomosense “Vila Forte”, que denunciou o caso. “Depois eu é que sou uma mulher de armas”, ironizou.

In Região de Leiria

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

DESTRUIÇÃO, PALHAÇADA E SILÊNCIO

Senhor Presidente da República,

É incrível o que o governo, de que o Sr. se preza por cooperar, estrategicamente está a fazer aos portugueses e aos professores em particular.

Repare que agora já ninguém fala mais em avaliação e no Estatuto da Carreira Docente (ECD); parece que já passou de moda, mas olhe que não, olhe que não...

Esta semana, à minha escola, chegou uma *ordem telefónica* vinda da Srª Directora da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), com o seguinte conteúdo:

- Queria saber quais os professores que querem ser avaliados e tinha as seguintes opções de resposta:

1. Sim, no actual modelo;

2. Sim, mediante outro modelo;

3. Não.

Como é óbvio, na minha escola, Escola EB2,3/S Abel Botelho - Tabuaço, e como em todas as escolas, 100% dos docentes assinaram pela opção *2. Sim, mediante outro modelo; *e ficamos todos contentes, pois teremos de ser avaliados à força mas mostramos o nosso descontentamento.

Como tal resposta não agradou à Srª Directora da DREN, eis que no dia seguinte surge nova ordem telefónica que passo a explicar:

- A Srª Presidente do Conselho Executivo, Drª Berta Amaral, apareceu na sala de profs, por volta das 16h, a dizer que tinha recebido um telefonema da DREN a alterar o conteúdo do dia anterior e que agora só podiam escolher * sim* ou *não* e que quem se recusar a assinar é considerado como não querer ser avaliado. Estávamos alguns professores na sala e questionámos a Drª Berta acerca da veracidade de tal procedimento, visto ter sido uma ordem emanada pelo telefone. Solicitámos ainda à responsável pela escola que solicitasse tal ordem por escrito, à qual obtivemos uma resposta, uma resposta no mínimo surreal. Ora veja:

- "Eu não peço nada, apenas cumpro ordens de quem me vai avaliar. Se eu não faço isto, estou "lixada". Era o que me faltava. Eles (DREN) dizem que eu tenho poderes para vos dar ordens e que vocês só têm é que aceitar e mais nada." (palavras da Presidente do CE, Berta Amaral). Mais afirmou que "eles (DREN) agora não mandam nada por escrito porque andam sempre a alterar tudo e, como não se querem comprometer, fazem assim. Eles (DREN) não se querem comprometer, vou comprometer-me eu? Nem pensem... têm de assinar se não quiserem ser prejudicados, e mais nada!"

Perante tal facto, ninguém assinou qualquer papel até reunirmos em plenário de profs e ser tomada uma posição em conjunto.

Agora, Sr. Presidente, que me diz a este clima de palhaçada que se vive nas escolas e que este Ministério anda a fazer? Acha que isto é correcto?

Vivemos numa democracia ou estamos no tempo da outra senhora? Estas ordens que agora foram emanadas pela Srª DREN já são a pensar que já está instituído o Director da Escola, mas olhe que ainda não está. O Senhor está de acordo? No seu tempo de PM fez tal aberração? Concorda? Isto é uma vergonha!!!!!!!!!!!!! Imagine só quando estiver instituída a figura do Director de Escola? Vai ser uma pura ditadura...

Senhor Presidente, bem sei que é importante inaugurar empresas de sucesso, cortar fitas de circunstâncias, fazer discurso a falar ao coração e estar em Belém com todo o conforto do cargo, mas também é necessário que exerça os poderes de garante da Constituição, e que o faça bem feito e não fique só por palavrinhas mansas e de apoio à Srª Ministra.

Perante tal anormalidade nas escolas, faça o quem tem de fazer para repor a normalidade, nem que para isso seja necessário chamar, publicamente, à atenção este (des)governo para não tomar atitudes sujas para com os professores e com todos os portugueses. Ou será que o senhor está de acordo com tudo isto e com as ordens telefónicas? Está?...


[Professor identificado]


PS: Espero obter resposta rapidamente porque está em causa o meu futuro profissional e, como sou prof. contratado, ainda sou sujeito a mais pressões.

Sou português, pago impostos e como tal exijo respeito, e das dezenas de missivas enviadas para o Sr. nunca tive o prazer de ter uma resposta. Belém terá falta de funcionários? Será?...

A AVALIAÇÃO DA MINISTRA

De acordo com as opiniões manifestadas, por diversas vezes ao longo do ano, Mário Crespo merece ser eleito como a personalidade mais esclarecida do ano.

Parabéns, Mário! O País e os professores agradecem.


In Jornal de Notícias (29-12-2008)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O RISCO QUE CORREM OS PROFESSORES

Já não bastava os professores serem os melhores clientes dos psiquiatras...

In Destak

domingo, 28 de dezembro de 2008

TODOS GOSTARÍAMOS, À EXCEPÇÃO DO GOVERNO

In Público (28-12-2008)

AS MENTIRAS DE SÓCRATES

Na sua obsessão pela mentira, Sócrates não descansa.

Tudo começou quando quis que o tratassem por "engenheiro" antes de o ser.

Depois, desenvolveu a sua capacidade, dizendo que fazia projectos gratuitos, porque tinha assinado um contrato de exclusividade e não queria declarar as remunerações ao fisco.

Na campanha eleitoral, referiu que não aumentava os impostos nem a idade da reforma e que não lançava portagens nas SCUT.

Como Primeiro-Ministro, disse que os professores nunca tinham sido avaliados, esquecendo-se que tinha sido ele a acabar com a avaliação dos professores para os impedir de progredir.

Depois de ter criado uma Lei que impedia as pessoas de fumarem em espaços fechados, foi apanhado a fumar num avião. Lá veio mais uma mentira: disse que desconhecia a Lei.

Como mentir se tornou um vício, lembrou-se de começar a dizer que o Computador "Magalhães" era inteiramente fabricado em Portugal, quando toda a gente sabe que os seus componentes são importados. Também podia referir que os automóveis Toyota e BMW são fabricados em Portugal na fábrica Salvador Caetano de Ovar e começar a oferecê-los a todos os Portugueses.

De seguida, começou a aparecer na televisão a oferecer computadores a crianças que depois tinham de ser devolvidos para ir fazer propaganda para outro sítio. Ainda bem que não é possível mudar estradas nem hospitais de sítio, caso contrário o Primeiro-Ministro andaria a inaugurar a mesma auto-estrada e o mesmo hospital por todo o país!

Para coroar a árvore de Natal das mentiras, lembrou-se de dizer que tinha sido o responsável por baixar o preço do petróleo e as taxas de juro da habitação indexadas à Euribor. Logo os seus ajudantes Silva Pereira e Teixeira dos Santos vieram confirmar a mentira. Grandes economistas! Por alguma razão o nosso Ministro das Finanças foi considerado o pior ministro da União Europeia. Estas conquistas não se conseguem sem algum (de)mérito. Sarkozy, Brown e Merkel devem roer-se de inveja do poder do nosso Engenheiro!

Na próxima campanha eleitoral, como pensa que os Portugueses são estúpidos, vai anunciar que foi o inventor do computador, do automóvel e mesmo da roda. Também vai dizer que terminou a Segunda Guerra Mundial e, quem sabe, se não foi ele quem criou o Universo.

Há quem acredite que, antes do fim do mundo e do regresso de Cristo à Terra, o Diabo tomaria conta das nações. Não sei se é verdade, só tenho a certeza de que já tomou conta de Portugal.

A falta de carácter e de vergonha tem limites… Vamos acordar do canto da sereia e correr com este senhor!

salvarescola@gmail.com

GANHAR FORÇA PARA A LUTA!

Ao contrário do que é habitual, aqui fica uma mensagem de Fim de Ano.

Os últimos dias do ano civil que se aproxima do fim foram especialmente "dramáticos", ao contrário do que a aparência do modelo de avaliação simplex quis impor. Mansamente, quiseram ludibriar-nos por benesses imediatas, que só têm como objectivo enganar-nos e desmobilizar-nos.

2009 aproxima-se. Devemos preparar-nos para um ano de lutas decisivas e duras. Com determinação e unidade, venceremos esta "GUERRA" que o Governo, através do Ministério da Educação, decidiu declarar aos professores e à qualidade da escola pública.

É preciso recobrar forças para a luta que se avizinha ao retomar as actividades lectivas. É preciso resistir dentro e fora das escolas.

Não desistiremos enquanto não for suspenso este modelo de avaliação inspirado no subdesenvolvimento latino-americano, decalcado do modelo chileno. Não nos conformaremos com remendos nem com o que, declaradamente, já foi reconhecido como mau e não tem como objectivo a melhoria da prática lectiva. A avaliação é algo muito sério para permitir veleidades, falsos moralismos, mentiras e irresponsabilidade.

Os professores sempre foram avaliados e querem continuar a sê-lo. Se não se quer o modelo de avaliação anterior, siga-se um dos modelos dos países mais desenvolvidos da Europa.

Não desistiremos enquanto o Estatuto da Carreira Docente não for revogado e revisto, expurgando-o da aberrante divisão da carreira em duas categorias de profissionais que, afinal, desempenham a mesma função, sem esquecer que a divisão já realizada assentou em critérios desadequados, aleatórios, espúrios, injustos e falsos.

Os nossos (des)governantes terminam as funções e "desaparecem" para lugares de benesses ainda maiores! Os Professores continuarão nos estabelecimentos de ensino, por longos anos, dedicando o seu esforço à escola e ao País! Os Professores continuarão a sua função de enorme responsabilidade, contribuindo para a educação de um povo! Os (des)governantes continuarão apenas preocupados com a forma de tornarem possível a manutenção do seu poder!

UNIDOS E DETERMINADOS, VENCEREMOS!

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

sábado, 27 de dezembro de 2008

ESTOU DE LUTO, ESTOU EM LUTA

A nossa pedagogia esqueceu que os rios sussurram

Há dias em que a voz não te sai assim só porque queres dizer. Este é um desses dias. Foi um dia feito de anos. Preciso escrever porque preciso falar, mas não consigo falar nem consigo calar. A garganta estrangula, a voz encalacra perturbada por uma despedida. Despedida de uma amizade que começou aos dez anos, era sessenta e seis. Hoje tornou-se dia de ontem. Morreu um pedaço da minha memória. Amigo à flor da pele na juventude, em primaveras incensadas de cravos e flor de laranjeiras. Alma gémea em estio tórrido, quando na encosta de urze e giesta e mar ao longe, enquanto nos vendiam a guerra, comprávamos a nossa verdade e a nossa paz.

Durante nove anos nos sentámos nos bancos da mesma escola, quase sempre na mesma turma. Juntos, encontrámos o gozo da escola e do ensino. Fascinaram-nos olhos negros; flamantes de querer saber, entender, resolver e conhecer; de esperança num futuro virgem de independência. Cooperantes na Guiné, naquela escola de quem nada tinha, excepto vontade, vivemos a esperança de ajudar a conhecer, a escolher, e a ler futuros. Ao cabo de um ano regressaste e eu permaneci, acabei baptizado Mamadu. Aqueles olhos que julgavam ter nada e tinham mundo, deixaram-nos reféns e desenharam-nos a vida. Depois andei à procura do mundo e a tactear mundos, e nos desencontrámos. Para me entregar, para continuar a aprender, escolhi regressar às escolas da nossa terra. Nos dias que correm, vivo um país, e vivo escolas, nos antípodas da quimera contida na minha escolha.

Hoje recebi uma lição dos teus alunos que ali estavam, os últimos que te viram. Os que, intrigados, perceberam, que o mesmo não eras naquele dia. Por eles, percebi que ainda tinhas mundo, e generoso, o continuavas a partilhar. Perceberam que eras habitado e ouviam-te. Percebi que também te escutavam. Agora, impotentes, choram-te. Ficas neles e nelas, e com eles e com elas, por cá. Não há tostão que pague. São eles e elas os tostões que nos pagam a vida; quando têm vida. Contaram-me o teu último sumário: entraste, olhaste fixamente todos, sem dizer palavra foste embora.

Alguém te recordava sem angústias, nem depressões aparentes. Recordaram-te ainda bem parecido, elegante, de bem com a vida e desafogado. Fica uma mãe sem filhos; ficam dois filhos sem pai, um deles é uma criança. Era impossível imaginar esta decisão na tua cabeça. Quando te encontraram no carro à porta de casa, chamaram para avisar que te estavas a atrasar, quando não respondeste perceberam que estavas a antecipar. Não repararam que tinhas saído e voltado. Passavam minutos da última aula. Ao lado tinhas uma carta de renúncia, a um papel que te atormentava na escola. Não chegaste a entregá-la. Preferiste a coragem de um revolver enferrujado, apontado à raiz de pensamento sombrio. Depois, foi uma semana de vida suspensa por um fio de morte cerebral, e enfim, voaste.

Hoje na capela, a tua presença era a tua ausência, não era um soco, era um nó, era uma fotografia perturbante que não olhava, inquieta teimava cair no chão. Eras os escritos dispersos, com palavras que vestiste e povoaste, palavras com que te vestiram, e sonhos que te descreveram. As palavras que nos custavam, incredulidade e soluços, olhos raiados e olhos escondidos, lenços, e convulsões. E os olhos que não te conseguiram ver.

No instante em que te pegaram para virar cinza, fez-se real, cheguei tarde demais para te abraçar. Faltaram palavras que se perderam. Os três que ficamos, dos quatro cúmplices de ontem, abraçámos o que era possível, de madeira escura envernizada com escritos grudados. Vimos, olhos nos olhos, o regresso instantâneo ao presente e a lembrança do futuro, e lemos nas lágrimas o nosso dantes comum decepado. De um escrito, que levava uma parte do mundo que te habitou, fiz desvanecer uma frase, onde lia: “luto por uma pedagogia que não se esqueça que os rios sussurram, que as aves gritam…”. Desculpa as letras salgadas, Fernando. Há ausências que estrafegam.

Ainda atordoado, lembrei-me de outro ser, muito vistoso por fora, mas aos meus olhos, oco, desprovido de ponta de seriedade, honestidade e consistência por onde se lhe pegue. Este não tem mundo, quer o mundo. Faça por isso. Não à custa da minha pele, nem à custa da minha dignidade. Não o admito. Atropela e não respeita a formação e educação dos outros, tal como não respeitou a sua. Não é um homem com palavras, é só caumbersa. É uma ausência, presente e perigosa, absoluto e pai natal.
Não se sente homem mas Deus
Criador da paz e da guerra
Um milagre lhe atribuem os meus
O de criar inferno nesta terra.

Não é palavra em que se acredite, não é verbo, só conhece e conjuga primeira pessoa do singular, é substantivo impostor, adjectivo falacioso, e advérbio de modo fanfarrão. Não vale uma resignação! É palavroso, de um palavreado enganoso, para mim odioso, vazio, exterior, nem fálico nem encefálico. E o pior, não é um Homem de Palavra. Imagino a dor de quem o legitimou. Da ausência presente, no prometido que acreditou.

O momento é delicado para exteriorizar este facto, para exorcizar publicamente esta dor, mas não fui eu quem determinou a hora, muito menos este destino. Que não se retirem ilações, aqui não há acusações. Ninguém sabe Nada! Só que, do momento, não consigo varrer o que há no horizonte:
- Morte de inteligência colectiva;
- Liquidação de células cerebrais, que se tornam preguiçosas, ou mesmo inúteis, porque dispensáveis no percurso formativo. Contudo, indispensáveis ao património comum;
- Genocídio intelectual;
- Estagnação cultural e social, de gerações vindouras de pobres e remediados. Percurso regressivo, rumo à estratificação social por descendência.
Ou seja, olhando para o prejuízo: limitação da base de selecção. Um cérebro nasce por ter nascido, desenvolve estimulado, fertilizado; merece revelar-se por ser, não por ser filho de… Conjecturas e preocupações, que resultam do que vivencio, à luz da minha observação enferma de intolerância: à astúcia, à manipulação, ao vexame da inteligência alheia.

Hoje
Mais que nunca
Mais que demais
Faz sentido a faixa negra, com que tenho andado por aí.

Estou em luta,
Estou de luto.

Da próxima vez que levar a faixa pelo braço, ela leva-te no coração.

Teodoro Manuel
16/12/2008

SEJA COMO FOR, A ESCOLA REAL

In Público (27-12-2008)

DÊ-ME BOA NOTA OU LEVA UM TIRO!

O caso da ameaça à mão armada a uma professora na Escola do Cerco fez-me mais impressão pelas reacções. O Conselho Executivo e a DREN consideraram uma "brincadeira de mau gosto" de alunos que até têm boas notas. Ainda bem que a Ministra da Educação teve mais bom senso, talvez por estar ausente, e não disse esse disparate... A professora também terá considerado uma brincadeira, certamente porque tem de levar o automóvel todos os dias para a escola, enfrentar esses alunos até ao final do ano e, ao não sentir o apoio nem do CE nem da DREN, uma vez que não tem subsídio para pintura nem para pneus, teve de alinhar no branqueamento da situação. Dentro de uma sala de aula, um aluno de 16 anos apontar uma arma a uma professora e outro ameaçá-la a soco (cobrindo a cabeça com um capuz) é considerado uma brincadeira? Quando estes alunos forem assaltar um banco, se a arma for de plástico, também será considerado uma brincadeira pelo tribunal? A Directora Regional de Educação do Norte tem feito tantas "brincadeiras" que já devia ter percebido que tem idade para ir embora, pois os professores não são as criancinhas de quem ela era educadora antes de se dedicar à política. Se tem saudades de brincar com as criancinhas, volte à docência!

Ah! Já sei o que se passa! Como o Ministério da Educação tem ameaçado os professores de os torturar com um modelo de avaliação que a Senhora Ministra já considerou burocrático e injusto, também permite que os professores sejam tratados como presas de caça… Certamente, no final do ano, estes alunos ainda vão para o quadro de mérito e o senhor Engenheiro vai entregar-lhes o prémio!

Depois, tentou desviar-se as atenções para o telemóvel que filmou… Aqui o telemóvel até foi útil. Se não se tivesse filmado e divulgado a ameaça, a situação passaria totalmente impune. A professora já tinha comunicado o caso ao Conselho Executivo, que só agiu a reboque da comunicação social. Diariamente, passam-se situações semelhantes nas escolas do país, mas, como ninguém as filma, não há punição.

É um país que tem de ver para querer!

salvarescola@gmail.com

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A REALIDADE QUE OS RESPONSÁVEIS DESCONHECEM

Em vez de gastar milhões em "Migalhões", está na hora de o Primeiro-Ministro, a Ministra da Educação e os Secretários de Estado investirem em detectores à entrada das escolas iguais àqueles que se encontram nos aeroportos e na Assembleia da República!!!


In Público (26-12-2008)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL

REFORÇO DA POSIÇÃO DE SUSPENSÃO EM BARCELOS

Caro(a)s colegas!

É com orgulho que vos informo, que hoje, 18 de Dezembro, na reunião geral de professores, dando seguimento ao processo de luta e não permitindo que nos maltratem com intrujices e ilegalidades encapotadas, os professores da Escola Secundária Alcaides de Faria em Barcelos recusaram, novamente, fazer entrega dos objectivos individuais e reiteram a suspensão do modelo de avaliação.

Por favor, divulguem e que todas as escolas continuem a resistir.

Não podemos cair no logro da chantagem nem nos podemos intimidar com a pressão ditatorial das Direcções Regionais ou dos comissários políticos das Coordenações de Acompanhamento às escolas.

Já não é só a avaliação que está em imposição, já não é só a luta que está sob coacção é, e cada vez mais, a democracia que está em causa.

Um abraço tonificante

José Maria Cardoso

Reforço da posição na Escola Secundária Alcaides de Faria em Barcelos

RATOS, RATOEIRAS E PALHAÇADA

REUNIÃO DO SECRETÁRIO DE ESTADO, JORGE PEDREIRA,

COM PROFESSORES SOCIALISTAS.

Relato feito nos comentários do jornal «Público» de 23.12.2008


Jorge Pedreira equipara os professores a ratos numa reunião de professores socialistas, explicando porque não pode ceder o ministério às exigências dos professores:

- Quando se dá uma bolacha a um rato ele a seguir quer um copo de leite!

O Secretário de Estado falou durante 50 minutos, ininterruptamente e sem recurso a qualquer tópico escrito. Trazia, natural e obviamente, a lição mais do que sabida.

Disse essencialmente disparates e mentiras. E até ofendeu os professores. Aquelas coisas que estamos fartos de ouvir: os professores trabalham poucas horas, nunca foram avaliados, não querem ser avaliados, os sindicatos assinaram e agora não cumprem com o que assinaram, os professores eram uns privilegiados porque progrediam automaticamente nas carreiras, o excessivo abandono escolar, a falta de hierarquias, o premiar do mérito, etc., etc., etc.

Na plateia reconheci, de imediato, o Humberto Daniel, ex-presidente da junta de freguesia de S. Sebastião, e o Paulo Pedroso, deputado do PS. Paulo Pedroso teceu críticas ferozes, também preocupado com os resultados eleitorais. Disse que "a Escola está agora pior". E referindo-se a uma passagem do discurso do Secretário de Estado, em que este dizia que os últimos dez anos foram uma barafunda (não me lembro se a palavra foi esta ou outra idêntica) nas escolas, Pedroso lembrou que "o PS esteve 7 desses 10 anos no governo". Foi muito aplaudido. Seguiram-se outras intervenções, de professores.

No final do discurso, Jorge Pedreira havia dito, referindo-se às negociações com os sindicatos, que não estava na disposição de ceder nem de renegociar. E coroou o seu raciocínio com o provérbio chinês:

"Quando se dá uma bolacha a um rato, a seguir ele quer um copo de leite".

Assim, sem tirar nem pôr! Depois de me apresentar, esclareci que sabia o que era uma metáfora, mas que não podia ficar indiferente à contextualização dada àquele provérbio, onde os professores eram comparados aos ratos, e salientei:

- Um professor pode até aceitar uma bolacha e pode até beber um copo de leite, mas também sabe desmontar uma ratoeira.

Tensão na sala, com muitos olhos em cima de mim, de pé, com o microfone na mão. Mas não fraquejei e achei que devia ser ainda mais contundente. Depois de referir as fraquezas deste modelo, a má-fé e as reais intenções que estão por trás dele disse:

- Isto é uma palhaçada!

Continuei dizendo que o ME está sempre a passar à opinião pública que os professores trabalham poucas horas e que têm muito tempo de férias. Lembrei:

- Em relação às horas, não sei como chegam a essa conclusão, pois eu nunca trabalho menos de 40h por semana, e é frequente trabalhar bem mais. Quanto às férias e às paragens, como nos podem atirar isso à cara, se nos limitamos a cumprir o calendário estipulado pelo ministério? Até parece que os professores andam a roubar alguma coisa a alguém.

Sabia que estava a pisar terrenos argilosos, mas arrisquei de novo:

- Isto é uma palhaçada!

Às tantas, o Vítor Ramalho interveio e disse que não podia admitir esta linguagem, que se tratava de um encontro de militantes do PS onde as pessoas se respeitavam. Eu, que vejo na generalidade dos políticos pessoas que são tudo menos sérias, estive-me nas tintas para os seus pruridos. Perguntei-lhe se os não-militantes não podiam intervir. Disse que sim. Perguntei-lhe se me deixava continuar e concluir a minha opinião. Disse de novo que sim. E eu continuei. Para concluir lembrei-me de uma série de ataques que o secretário de estado fez aos professores e às suas formações. A esses ataques respondi:

- Todos os professores têm formação média, superior ou equiparada, alguns têm mestrado, outros têm doutoramento. Fizeram profissionalização dentro dos moldes estipulados superiormente. Fazem acções de formação e actualização com regularidade. Como nos podem atirar também isso à cara? Lembro que mais de 90% dos professores têm habilitações académicas superiores às do primeiro-ministro.

Aí é que foram elas! Não se podia falar mal do ai-jesus de todos eles, ali. Pateadas da mesa e de muitos dos presentes na plateia. Ainda perguntei, por duas vezes:

- Estou a dizer alguma mentira?

Ninguém me disse que não. Sentei-me. Ninguém bateu palmas. Ouvi atentamente as intervenções seguintes. Um psicólogo referiu que a ministra tem, à partida, qualquer coisa contra os professores e que isso é notório nas suas intervenções. O último a falar foi um colega que referiu conhecer como funcionam as coisas noutros países da Europa, onde esteve várias vezes em trabalho, e não saber de nenhum onde os professores sejam divididos em duas carreiras. Questionava ele a que país, afinal, tinha ido o ME inspirar-se. Para terminar, foi dada a palavra ao secretário de estado, que voltou a falar das virtudes deste modelo de avaliação e da importância de o levar à prática. Foi um discurso circular, onde muito pouco se reflectiram as preocupações colocadas pela plateia. Foi assim a minha aventura de quatro horas numa palestra promovida pelo partido que suporta o governo e que está a destruir o ensino público no nosso país.

António Galrinho da Escola Secundária de Sebastião da Gama - Setúbal

O QUE É JÁ NÃO ERA

PARA NÃO HAVER GREVE

Ministério recebeu durante o dia de ontem os Sindicatos de Professores. Fenprof foi o último a ser recebido
24 Dezembro 2008 - 00h30

Educação - classificações de excelente e muito bom não pesam na colocação
"Se Governo ceder escolas não fecham"


Os professores admitem não fazer greve nacional no dia 5 de Janeiro se o Ministério da Educação (ME) ceder às exigências impostas por toda a Plataforma Sindical, garantiu ontem Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

"Se o Governo suspender o modelo de avaliação dos professores, acabar com as categorias dos docentes e com as respectivas quotas, não haverá greve", disse Mário Nogueira no fim da reunião com o secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira.

Nas reuniões, o Governo propôs que as classificações de 'Muito Bom' e de 'Excelente' deixassem de ser tidas em conta na colocação dos docentes. Sugeriu ainda que as 2300 vagas de professor titular, que ficaram por preencher, pudessem ser incluídas no concurso que abre em Fevereiro, permitindo aos docentes a mudança de escola.

João Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FNE), considera que esta atitude é "positiva, mas Mário Nogueira diz que as lutas dos professores "em nada têm a ver com estas propostas".

Já Jorge Pedreira afirmou que a Fenprof "pretende criar um clima de intranquilidade" e disse "não ser possível manter negociações, caso os sindicatos continuem a apelar à suspensão da avaliação".

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

UM PROBLEMA DE CEGUEIRA, CERTAMENTE!

Não são os sindicatos, senhor. São os Professores!!! Ou aí pelo ME e governo andam cegos e surdos? Mudos, já se viu que não!


Educação

Ministério afirma que não pode manter negociações se sindicatos continuarem a apelar à suspensão da avaliação
23.12.2008 - 19h39 Lusa
O secretário de Estado Adjunto e da Educação afirmou hoje que não é possível manter negociações com os sindicatos de professores, caso estes continuem a apelar à suspensão do modelo de avaliação de desempenho nas escolas.

"O Governo não deixará de extrair conclusões da atitude dos sindicatos (...). Não é possível desenvolver um processo negocial de boa-fé com quem está permanentemente a apelar ao incumprimento da lei", afirmou Jorge Pedreira.

Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), o secretário de Estado escusou-se a especificar que tipo de conclusões poderão ser retiradas pelo Executivo, adiantando apenas que a posição do Governo deverá ser conhecida a 5 de Janeiro, data dos próximos encontros negociais com os sindicatos do sector.

Ainda assim, Jorge Pedreira deixou implícito que as propostas hoje apresentadas pela tutela sobre o concurso de professores poderão não avançar, se não cessarem as acções de luta.

O Ministério da Educação apresentou hoje aos sindicatos uma proposta que prevê que as classificações de Muito Bom e Excelente, atribuídas no âmbito da avaliação de desempenho, deixem de contar como bonificações para a graduação profissional dos docentes para efeitos dos concursos de colocação nas escolas. Assim sendo, a graduação profissional continuará a ser feita apenas com base no tempo de serviço e na nota de licenciatura, como acontecia até agora, o que responde a uma reivindicação dos sindicatos.

O Ministério apresentou ainda uma proposta que prevê que as 2300 vagas de professor titular que ficaram por preencher no primeiro concurso de acesso possam ser ocupadas por docentes já pertencentes a esta categoria noutras escolas e que queiram mudar de estabelecimento de ensino, algo que até agora estavam impedidos de fazer. Segundo a tutela, os lugares que os titulares que optem por mudar de escola deixarem abertos no seu estabelecimento de origem não serão preenchidos, o que significa que, na prática, continuarão a existir 2300 vagas por ocupar.

[...]

Toda a notícia no Público.

O MINISTÉRIO ESTÁ MESMO DESORIENTADO

Plataforma sindical dos professores está reunida com o ministério da Educação

Em cima da mesa está o estatuto da carreira docente. Governo deve apresentar duas novas propostas ainda não reveladas. A avaliação de professores tem sido alvo de divergências e vai ser discutida numa reunião de presidentes de Conselhos Executivos de escolas.


Vídeo aqui, na RTP.

TESTEMUNHO DE UMA GUERREIRA A SEGUIR

Caros colegas,

Tinha pensado não escrever, nos tempos mais próximos sobre a nossa LUTA contra as políticas deste desnorte Ministerial e governamental.

Mas, na sexta-feira, fui confrontada com perguntas e comentários de colegas, que me deixaram apreensiva. Assim, decidi voltar a deixar aqui o meu testemunho e o que penso de tudo isto.


O GOVERNO NÃO RECUOU, OU SEJA, O SEU REPRESENTANTE - "O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO" - NÃO RECUOU UM MILÍMETRO.

ESTE "SIMPLEX" É APENAS UMA TENTATIVA DE APAZIGUAR A CLASSE DOCENTE E, ASSIM, CONSEGUIREM IMPLEMENTAR UM REMENDO DE AVALIAÇÃO QUE LHES PERMITA VOLTAR AO MODELO DE AVALIAÇÃO, QUE QUASE TODOS (há pelo menos 13 que se revêm nesse modelo) ANDAMOS A CONTESTAR, A SUPRIMI-LO, A MANDÁ-LO PARA O LIXO.


Que move o GOVERNO e O ME para este modelo simplificado, apenas para este ano lectivo?

- ENGANAR, COM A SIMPLIFICAÇÃO, OS PROFESSORES, DIVIDI-LOS E LEVÁ-LOS A SUBMETEREM-SE A ESTA AVALIAÇÃO COM PROMESSAS, QUE SÓ SE MANTERIAM ATÉ ÀS ELEIÇÕES.

- SE CONSEGUISSEM O SEU OBJECTIVO, FARIAM PASSAR PARA A OPINIÃO PÚBLICA A IDEIA DE QUE, AFINAL, OS PROFESSORES NÃO QUEREM É SER AVALIADOS COM O TAL RIGOR, QUE ELES APREGOAM, MAS QUE ACEITAM SITUAÇÕES DE FACILITISMO. PORTANTO, VIRAREM A OPINIÃO PÚBLICA CONTRA NÓS.

- TEREM PRÉ-CAMPANHAS E CAMPANHAS ELEITORAIS TRANQUILAS, PARA TENTAREM A MAIORIA E DEPOIS VOLTAREM COM O ACTUAL MODELO DE AVALIAÇÃO, SEM MARGEM DE MANOBRA DA NOSSA PARTE PARA NOS TEMPOS MAIS PRÓXIMOS NOS LIBERTARMOS DO DITO.

- ESVAZIAREM A GREVE DE 19 DE JANEIRO, PORQUE SE CONQUISTAREM MUITOS, COM TAL ENGODO ISSO SUCEDERIA, DAVA-LHES MUITO JEITO LIVRAREM-SE DA LUTA DOS PROFESSORES "AO TEREM CONSEGUIDO DIVIDI-LOS!"

- ELES DIZEM SEMPRE: "ESTA SIMPLIFICAÇÃO É SÓ PARA O PRESENTE ANO LECTIVO, DEPOIS VOLTA O MODELO CONTESTADO"; PORTANTO, ESTAS MEDIDAS DE SIMPLIFICAÇÃO SÃO MERAS MANOBRAS DE DIVERSÃO. LÁ DIZ O DITADO: "COM PAPAS E BOLOS SE ENGANAM OS TOLOS!"

- POR OUTRO LADO, OS SINDICATOS, QUE FAZEM MUITA FALTA EM DEMOCRACIA, TAMBÉM ESTÃO ATENTOS, POIS SE ESTE SIMPLEX AVANÇAR É PORQUE OS PROFESSORES DEIXARAM, OU SEJA, SOZINHOS NAS ESCOLAS NÃO SOUBERAM LUTAR; PORTANTO, AFINAL, TALVEZ TIVESSE SIDO MELHOR UM ENTENDIMENTO COMO EM ABRIL PASSADO! E NÓS FICARIAMOS SEM ARGUMENTOS E NAS SUAS MÃOS. ORA, O SINDICALISMO FAZ MUITA FALTA, MAS TEM DE SER EM CONVERGÊNCIA COM AS CLASSES QUE REPRESENTAM E NÃO DOS SEUS INTERESSES. ESTE TEM DE SE VIRAR PARA FORA, OU SEJA, PARA NÓS.


Estamos congelados há uns anos, a crise está aí, a vida está difícil, mas não são mais UNS EUROS, no imediato, que nos vão aliviar as dificuldades que esta situação económica nos traz. Mesmo aqueles que passassem de escalão, a compensação económica seria tão infíma, que não compensa HIPOTECAR A VIDA DE UMA CLASSE POR UM PUNHADO DE MOEDAS CHEIAS DE FALSIDADE.

Juridicamente, não nos podem fazer nada, nem aos contratados. Todas as ameaças feitas são apenas isso - ameaças, pois eles sabem que não as podem aplicar; portanto, estão a jogar com a ignorância legal, que alguns tenhamos, que leva a medos e assim poderem manipular esses, que por pequenas ambições ou medos infundados, façam e apliquem o que eles querem.

- Apenas podem evitar as mudanças de escalão, a progressão na carreira, provisoriamente, rigorosamente, mais nada.

- TEMOS DE CONTINUAR A RESISTIR LUTAR UNIDOS E MOBILIZADOS, SÓ ASSIM VENCEREMOS ESTES MONSTROS!

Quanto aos colegas da minha Escola uma palavra especiais:

- Os que receberem este e-mail já perceberam que ali, infelizmente, não existe grande unidade e coesão. Estamos alguns unidos, mas outros andam a fazer os seus jogos de bastidores, cuja finalidade ainda não descortinei, pois, se pensam conseguir louros e dividendos, estão muito enganados!

- Assim, decidi que, a menos que surja uma situação de super emergência, não vou fazer mais reuniões, nem sessóes de esclarecimentos. Porquê?

- Porque os interessados na nossa LUTA falamos uns com os outros, os que andam "A LESTE" ou não aparecem ou se o fazem é só para a crítica pela negativa, e terem atitudes contrárias às tomadas e votadas. Votam uma coisa e fazem outra. Assim, continuarei a ter informação espalhada por todos os sítios, a actualizar os placards, a prestar os esclarecimentos que forem solicitados, mas não vou fazer mais Abaixo-Assinados, nem as reuniões que refiro acima. Se pensarem bem e analisarem certos comportamentos, creio, que entendem...

Isto tudo é demasiado sério para sr levado com ironia, hipocrisia, etc., etc., etc., etc., etccccccccccccccccccccccccccccccccc. Mas a LUTA é de toda a classe docente; portanto, ali podemos ser poucos, mas somos muitos porque estamos com todos os colegas, que noutras escolas resistem e com essa força unida faremos, que este "SIMPLEX" não avance e não nos desgrace.

EU CONTINUAREI A NÃO ENTREGAR OS OBJECTIVOS, A NÃO ASSINAR NADA, QUE POSSA VIR A SER SOLICITADO, ENQUANTO ESTA AVALIAÇÃO NÃO FOR DEFINITIVAMENTE SUSPENSA E SUBSTITUÍDA POR UMA NOVA, ASSIM COMO NÃO DESCANSAREI DE LUTAR ATÉ QUE "O ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE" NÃO FOR TODO REVOGADO...E POR AÍ ADIANTE, POIS O PERCURSO DE LUTA É LONGO!!!!!!

Desejo a todos um bom Natal e que entrem 2009 cheios de FORÇA para MUDAR DEFINITIVAMENTE ESTA LUTA A NOSSO FAVOR. Temos APENAS O TEMPO QUE FALTA ATÉ às eleições...

Um abraço

Luísa Coelho



SEGUNDA LEVA DE CONTESTAÇÃO: EXEMPLO VINDO DO SUL

A Escola Secundária Poeta António Aleixo, em Portimão, junta-se à contestação a este modelo de avaliação de professores e a uma tutela que mais não faz que desrespeitar os Professores deste país.

Em moção assinada por 101 Professores, de 135, a maioria dos docentes deste estabelecimento, declaram não entregar os seus objectivos individuais nem pactuar com este simplex temporário de um modelo considerado injusto e incoerente, que contribuirá para a degradação da qualidade do ensino da Escola Pública.

Aguardam que algum bom senso conduza a um modelo transitório, verdadeiramente negociado e de compromisso, que possibilite a avaliação ainda neste ano.

Apresenta-se de seguida a moção aprovada pela grande maioria dos professores da escola:

ESCOLA SECUNDÁRIA POETA ANTÓNIO ALEIXO

MOÇÃO

SUSPENSÃO DA APLICAÇÃO DO MODELO DE AVALIAÇÃO


EM NOME DE UMA AVALIAÇÃO PROMOTORA DO SUCESSO EDUCATIVO E DA DIGNIFICAÇÃO DA CARREIRA DOCENTE

EXMO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA

EXMO SENHOR PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

EXMO SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO

EXMA SENHORA MINISTRA DA EDUCAÇÃO

EXMO SENHOR DIRECTOR REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO ALGARVE

EXMO SENHOR PRESIDENTE DA COMISSÃO ADMINISTRATIVA PROVISÓRIA

C/ conhecimento ao Conselho Geral Transitório e ao Conselho Pedagógico

Foi enviado no passado dia 14 de Novembro do presente, um pedido de esclarecimento, subscrito por 113 professores desta escola, dirigido à Sra Ministra da Educação, onde se solicitava resposta a questões acerca da implementação deste modelo de avaliação do desempenho dos professores.

O mesmo documento expressava a determinação dos subscritores, caso não obtivessem resposta, em suspenderem todas as iniciativas e actividades relacionadas com o processo de avaliação em curso.

Até ao presente momento não foram dadas respostas às questões colocadas, por parte da tutela.

Os docentes da Escola Secundária Poeta António, abaixo assinados, reunidos em Reunião Extraordinária no dia 10 de Dezembro de 2008, aprovaram a seguinte moção de suspensão de aplicação do modelo de avaliação de desempenho docente, consignado no Decreto Regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro com as alterações introduzidas pela informação de 25 de Novembro de 2008.

Os professores da Escola Secundária Poeta António Aleixo não questionam a avaliação de desempenho como instrumento conducente à valorização das suas práticas docentes, com resultados positivos nas aprendizagens dos alunos e promotor do desenvolvimento profissional.

Consideram ser fundamental uma avaliação de professores que vise, efectivamente, a melhoria do processo de ensino/aprendizagem, o consequente sucesso educativo e o aumento da qualidade
do ensino público.

Porém, consideram que

1. O actual modelo de Avaliação de Desempenho Docente, simplificado exclusivamente para este ano lectivo, é complexo, inadequado, burocrático e inexequível, assentando numa divisão artificial da classe docente que nada tem a ver com a competência pedagógica, técnica e científica.

2. A subjectividade dos parâmetros de avaliação definidos nos instrumentos a aplicar é inibidora do rigor, ao incluir termos como "disponibilidade", "empenhamento", "criação de climas favoráveis", tornando muito difícil ou até impossível a sua aplicação.

3. A sobrecarga de trabalho que, todos sem excepção, reconhecem decorrente da aplicação do modelo põe em causa o dever de cooperação preconizado no Artigo 1O do Estatuto da Carreira Docente, menorizando o papel fundamental do docente na preparação e execução da actividade lectiva.

4. Os professores avaliadores não possuem, na sua grande maioria, formação especializada nem têm experiência em supervisão que garanta uma avaliação justa, objectiva e rigorosa, facto que se alia ao tempo destinado na carga horária não lectiva, definitivamente insuficiente, para a consecução de todos os procedimentos que a avaliação do número de professores por avaliador pressupõe.

5. A existência de quotas ("percentagens máximas") de atribuição de Excelentes e de Muito Bons impõe manipulação dos resultados da avaliação, gerando nas escolas situações de profunda injustiça e parcialidade sempre que o número de professores avaliados como Excelente ou Muito Bom supere as quotas da escola, reflectindo claramente objectivos meramente economicistas.

6. Este modelo de avaliação desencadeia processos e relações de grande complexidade, dado que os actuais avaliadores poderão assumir o papel de avaliados e vice-versa. A formação científico/pedagógica de graus académicos diferentes entre os docentes, quer avaliados, quer avaliadores, cria situações constrangedoras, injustas, inadequadas e contraproducentes, uma vez que qualificações académicas díspares se relacionam arbitrariamente. De salientar, mais uma vez, que a possibilidade do avaliado requerer que o avaliador seja detentor da mesma formação científica vigorará exclusivamente durante este ano lectivo.

7. Este modelo de avaliação de desempenho continua a colidir com normativos legais, nomeadamente o Artigo 44 da Secção VI (das garantias de imparcialidade) do Código de Procedimento Administrativo, o qual estabelece, no ponto 1, alíneas a) e c), a existência de casos de impedimento sempre que o órgão ou agente da Administração Pública intervenha em actos ou questões em que tenha interesses semelhantes aos implicados, na decisão sobre tais actos ou questões. Neste caso, os professores avaliadores concorrem com os professores por si avaliados, no mesmo processo de progressão na carreira, disputando lugares nas quotas a serem definidas.

8. Este modelo de avaliação fomenta o individualismo em detrimento do trabalho colegial, que sempre foi apanágio da profissão, ao dissolver grupos naturais de trabalho e cooperação em relações de avaliador/avaliado.

9. A existência de turmas com alunos possuidores de diferentes graus de proficiência, oriundos de universos socioeconómicos culturais e familiares diversos, poderá, a priori, redundar em resultados não imputáveis à actuação do professor. Ao ser avaliado por este modelo, o docente depara-se ainda com inúmeras variáveis que poderão causar um índice de abandono escolar ao qual o docente é completamente alheio, sem que possa ter a oportunidade de o impedir. A tutela, perante esta evidência, propõe que, exclusivamente para este ano, o avaliado prescinda deste parâmetro na sua avaliação.

10. A transição entre ciclos de ensino, assentes em graus de exigência diferentes e numa disparidade de definição de critérios de avaliação, torna a análise dos resultados dos alunos falaciosa.

11. Os docentes que leccionam turmas com situações problemáticas e com maiores dificuldades de aprendizagem serão discriminados negativamente. A imputação de responsabilidade individual ao docente pela avaliação dos seus alunos configura uma violação grosseira do previsto na legislação em vigor quanto à decisão da avaliação final do aluno, a qual é da competência do Conselho de Turma.

12. Parte dos docentes são avaliados tomando em consideração os resultados das provas de avaliação externa e outros não o são, pela inexistência das mesmas, o que configura uma situação discriminatória.

13. A desmotivação que o processo de avaliação de desempenho docente está a provocar nos professores, desde a sua desvalorização profissional, o aumento exponencial dos pedidos de reforma antecipada, por parte de docentes qualificados, muitos deles, alicerce das boas prestações públicas do ensino, torna o ambiente de trabalho insustentável e ameaça a qualidade do ensino público.

14. É fundamental a implementação de um modelo de avaliação de desempenho docente que possa apreciar, de forma séria, práticas docentes e promover a melhoria, efectiva, do processo de ensino/aprendizagem prestado, numa perspectiva de formação e reflexão sobre a tarefa do professor, contribuindo, assim, para o prestígio da escola pública.

15. A fase experimental de uma avaliação de desempenho, que se entende séria,

é condição essencial para credibilizar qualquer instrumento de avaliação, a fim de ser testado, reformulado, melhorado e aperfeiçoado ou substituído por outro modelo.

16. As alterações propostas pela tutela em reunião de Conselho de Ministros de 20 de Novembro vieram criar maiores desigualdades na classe docente na medida em que possibilitam metodologias diferentes para a avaliação. Assim, só o docente que pretender ascender à classificação de Muito Bom ou Excelente terá de solicitar aulas supervisionadas. Parece-nos que o princípio da transparência e da igualdade de oportunidades assim como o efectivo reconhecimento do mérito não ficam, de forma alguma, consignados nestas alterações. É urgente restabelecer um clima de serenidade de modo a que o trabalho docente se cumpra naquela que é a sua verdadeira função e essência: ensinar com qualidade e rigor.

Os professores avaliadores signatários deste documento esclarecem que suspendem a sua avaliação, mas encontram-se disponíveis para cumprir as suas obrigações legais no que se refere à avaliação de outros professores.

Enquanto este modelo de avaliação não for efectivamente substituído e eliminadas todas as suas arbitrariedades, incoerências e injustiças a ele inerentes, os professores signatários desta
moção, por não lhe reconhecerem qualquer efeito positivo sobre a qualidade da educação e do seu desempenho profissional, decidem:

1- Exigir a revogação do Decreto Regulamentar nº2/2008 de 10 de Janeiro (Avaliação do Desempenho dos Docentes);

2- Suspender a sua avaliação do desempenho, recusando concretizar qualquer actividade que conduza à implementação ou desenvolvimento deste modelo, até que seja elaborado um outro modelo de avaliação, justo e exequível.

A MELHOR SOLUÇÃO SERIA A DEMISSÃO

Um grupo de presidentes de conselhos executivos (CE) de escolas da Região Centro está a organizar uma reunião inédita, de representantes dos órgãos de gestão de estabelecimentos de ensino de todo o país, para "reflectir" "e acertar posições" sobre o modelo de avaliação de desempenho dos professores, soube o PÚBLICO.

A iniciativa partiu dos CE de 20 escolas de Coimbra, mas conta com a colaboração de representantes dos órgãos de gestão de estabelecimentos escolares de Viseu e de Santarém para fazer reunir, já no início do segundo período, todos os que se sentem "preocupados" com o actual "clima de intranquilidade".

A notícia surge no momento em que a Plataforma Sindical dos Professores se encontra no Ministério da Educação, para entregar aquele que diz ser "o maior abaixo-assinado de professores de sempre", com mais de 60 mil assinaturas de docentes, a exigir a suspensão do modelo de avaliação de desempenho e o fim da divisão da carreira em duas categorias.


In Público.

CONTINUEM A DESVALORIZAR...

ME desvaloriza abaixo-assinado
Lusa
2008-12-23


O Ministério da Educação desvalorizou o abaixo-assinado entregue pela Plataforma Sindical de Professores a exigir a suspensão da avaliação de desempenho e sublinhou que para o Governo a discussão em torno desta matéria está encerrada.

"Este abaixo-assinado vale o que vale. As circunstâncias em que foi recolhido permitiam que qualquer pessoa sem nenhuma identificação o preenchesse e enviasse aos sindicatos. Qualquer pessoa podia assinar na Internet. Só era pedido um nome e uma escola. Mas não quero menosprezar a contestação que os sindicatos têm feito", afirmou o secretário de Estado Jorge Pedreira aos jornalistas, depois de receber quase 70 mil assinaturas.

Os sindicatos de professores entregaram ontem no Ministério da Educação (ME) um documento com perto de 70 mil assinaturas, recolhidas na última semana, nas quais os signatários exigem a suspensão do processo de avaliação de desempenho e uma revisão "positiva" do Estatuto da Carreira Docente, tendo em vista, designadamente, a abolição da divisão da profissão em duas categorias hierarquizadas e o fim da existência de quotas para a atribuição das classificações mais elevadas.

"Os professores vão continuar a manter suspensa a avaliação nas escolas, vão continuar a recusar-se a entregar os seus objectivos individuais e vão continuar a contar com o apoio dos sindicatos nesta luta", afirmou o porta-voz dos sindicatos, Mário Nogueira, depois de ter sido recebido pelo secretário de Estado adjunto e da Educação.

No entanto, para o Governo, a discussão em torno da avaliação de desempenho docente está, no que toca ao actual ano lectivo, encerrada.

"As negociações terminaram. Os instrumentos legislativos foram aprovados e agora trata-se de fazer a avaliação. Relativamente a este ano lectivo a discussão sobre a avaliação de desempenho, do ponto de vista do Ministério da Educação, terminou", sublinhou Jorge Pedreira.

Relativamente à reunião para agendar e calendarizar a revisão do Estatuto da Carreira Docente, prevista para terça-feira, foi adiada para 05 de Janeiro e realiza-se ao mesmo tempo com todos os sindicatos do sector, e não em quatro mesas negociais, como inicialmente anunciado, segundo Mário Nogueira.

Isto porque, acrescentou o dirigente sindical, a tutela pretende terça-feira apresentar aos sindicatos propostas sobre "duas matérias" que, "eventualmente", serão depois alvo de negociações.

"Há propostas que o Ministério da Educação quer fazer aos sindicatos que não têm a ver com a avaliação de desempenho e fora do âmbito do Estatuto da Carreira Docente", limitou-se a revelar, por seu turno, Jorge Pedreira.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

CONTINUAÇÃO DA LUTA NO AGRUPAMENTO DE S. BRUNO

Colega,

Em reunião de professores, os mesmos acharam relevante transmitirem aos colegas que continuam empenhados em defender a qualidade do ensino público, repudiando, assim, o Estatuto da Carreira Docente e o modelo de avaliação.

Segue em anexo o documento resultante da referida reunião.

Os melhores cumprimentos

JC

POSTAL ABERTO AO SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Caros colegas,

Segue um Postal Aberto ao Senhor Presidente da República. Pode ser enviado por carta ou por correio electrónico. Quem quiser pode fazer as alterações que entender.

Os contactos da Presidência da República são os seguintes:

Presidência da República
Palácio de Belém
Calçada da Ajuda
1349-022 Lisboa (Portugal)

Telefone: (+351) 21 361 46 00

Telefax: (+351) 21 363 66 03

Correio electrónico: belem@presidencia.pt


Natal

domingo, 21 de dezembro de 2008

ABAIXO-ASSINADO PARA SUSPENDER A AVALIAÇÃO

Terá mais de 60 mil assinaturas mas não adiantam quantas
Sindicatos de professores afirmam ter "maior abaixo-assinado de sempre" para entregar amanhã
21.12.2008 - 10h30 Lusa
A Plataforma Sindical de Professores entrega amanhã no Ministério da Educação (ME) "o maior abaixo-assinado de sempre" de docentes, a exigir a suspensão do processo de avaliação de desempenho e o fim da divisão da carreira em duas categorias.

O porta-voz da Plataforma, que reúne os 11 sindicatos do sector, garantiu que este será "o maior abaixo-assinado de sempre" da classe, ultrapassando as cerca de 60 mil assinaturas recolhidas em Novembro de 2006, contra o Estatuto da Carreiras Docente (ECD).

[...]

In Público.

CONSCIÊNCIA E NECESSIDADE DA SUSPENSÃO

O Conselho Municipal de Educação (CME) de Vouzela aprovou a moção que, seguidamente, publicamos.

Fazemos aqui um apelo a todos os colegas para que ajudem a que outros CME's tomem idêntica posição.


MOÇÃO



O Conselho Municipal de Educação do Concelho de Vouzela reunido, no dia 18 de Dezembro de 2008, não quer e não tem que tomar posição sobre a substância do que está presente na problemática da avaliação do desempenho dos professores e do seu estatuto de carreira.

No entanto, o Conselho Municipal de Educação, enquanto estrutura de representação da Comunidade Educativa do Concelho, decide:

1. Afirmar a sua preocupação pelo facto de o conflito que hoje se vive na área da educação estar a perturbar o clima das escolas e em consequência poder vir a prejudicar as aprendizagens dos alunos e os seus resultados escolares;

2. Manifestar a sua opinião de que a solução transitória desta grave situação passa por suspender, este ano lectivo, a aplicação do processo de avaliação do desempenho dos docentes;

3. Propor que, para os meses que restam até ao final do ano lectivo, seja encontrada uma solução de avaliação consensual que faça retornar a tranquilidade às escolas;

Finalmente, o Conselho Municipal de Educação decide enviar a presente moção ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República, ao Senhor Primeiro-Ministro, à Comissão Parlamentar de Educação e à Senhora Ministra da Educação.

Vouzela, 18 de Dezembro, de 2008.

sábado, 20 de dezembro de 2008

ESCLARECIMENTO DA PLATAFORMA SINDICAL


ESCLARECIMENTO

A Plataforma Sindical dos Professores denuncia o facto de, em algumas escolas, estar a ser exigido aos professores que assinem declarações em como recusam ser avaliados, ou preencham formulários e apresentem requerimentos para que se lhes aplique um regime de avaliação que não está em vigor.

A Plataforma alerta os docentes para a ilegalidade destes procedimentos e lembra que:

- O decreto regulamentar foi apenas ontem, dia 17 de Dezembro, aprovado pelo Governo;

- Após aprovação, carece de promulgação pelo Senhor Presidente da República;

- De seguida, é necessário que seja publicado em Diário da República;

- Havendo matéria, poderão, ainda, ser interpostas acções nos Tribunais que suspendam a aplicação do novo quadro legal;

- Aguarda-se, também, a votação, na Assembleia da República, das Propostas de Lei que visam suspender, este ano, a avaliação de desempenho e substituir o modelo do ME por uma solução transitória.

A Plataforma Sindical dos Professores reafirma que a grande luta contra a aplicação do modelo de avaliação é a sua suspensão, escola a escola.

A Plataforma, apela, assim, a todos os professores e educadores a que, em desobediência cívica, continuem a recusar-se a entregar os seus objectivos individuais.

Para esse efeito, os sindicatos disponibilizarão todo o apoio aos professores e escolas que tomem essa decisão.

18.12.2008

A Plataforma Sindical dos Professores

PROFESSOR, VOTA À DIREITA OU ESQUERDA! PS? JAMAIS!

In Público (20-12-2008)

RESISTÊNCIA - PARTE 2

Resistência - Parte 2: Escola Secundária Alcaides De Faria (Barcelos)

É com orgulho que vos informo, que hoje, 18 de Dezembro, na reunião geral de professores, dando seguimento ao processo de luta e não permitindo que nos maltratem com intrujices e ilegalidades encapotadas, os professores da Escola Secundária Alcaides de Faria em Barcelos recusaram, novamente, fazer entrega dos objectivos individuais e reiteram a suspensão do modelo de avaliação.
Por favor divulguem e que todas as escolas continuem a resistir. Não podemos cair no logro da chantagem nem nos podemos intimidar com a pressão ditatorial das Direcções Regionais ou dos comissários políticos das Coordenações de Acompanhamento às escolas. Já não é só a avaliação que está em imposição, já não é só a luta que está sob coacção é, e cada vez mais, a democracia que está em causa.
Um abraço tonificante

José Maria Cardoso


M O Ç Ã O


Assunto: AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE

Os/as professores/as abaixo-assinados/as comprometem-se a não entregar os objectivos individuais e recusam participar em qualquer procedimento destinado a viabilizar este modelo de avaliação, por considerarem:

1. que o modelo de avaliação de desempenho consagrado no Decreto Regulamentar 2/2008 não satisfaz as expectativas de valorização da qualidade da escola pública e do desempenho docente;

2. que a seriedade de um modelo alternativo de avaliação só pode ser equacionada à luz da revogação do Estatuto da Carreira Docente que desfaça a fractura entre professores titulares e professores, sendo este um dos aspectos que mais descredibiliza o modelo imposto pelo Governo;

3. que o “simplex” abandona a componente científica e pedagógica do trabalho docente, caricaturando as pretensões de avaliação e não mexendo na essência do modelo, numa estratégia que só visa manter a sua face até às próximas eleições;

4. que a pressão exercida pelo ME, nomeadamente com o uso abusivo dos endereços electrónicos dos professores, inundando-os de propaganda, ou com as ilegalidades cometidas com os objectivos “On-line” e a dispensa de publicação de competências em Diário da República, são intoleráveis;

5. que não estão reunidas as condições materiais para a prossecução deste modelo de avaliação, mormente pela sobrecarga horária que ele impõe com claro prejuízo para o trabalho com os alunos.

Escola Secundária Alcaides de Faria / Barcelos, 18 de Dezembro de 2008

MENSAGEM À FUTURA COMISSÃO DE ESCOLAS EM LUTA

Colegas,

Estamos a viver, neste final de período, um momento que poderá ser de refluxo da nossa luta, se consentirmos em que isso aconteça. Os sinais não são ainda claros, no meio da azáfama das avaliações de final de período. Se é verdade que alguns colegas parecem hesitar perante o cenário criado pelo Governo com o modelo de avaliação "simplex", também é certo que diversas escolas se começam a reorganizar para manter viva a recusa dos professores em embarcar no canto de sereias do Ministério da Educação. Cabe-nos também manter a chama viva.
É nesse sentido que, enquanto promotores do primeiro Encontro Nacional de Escolas em Luta, nos dirigimos a todos aqueles que manifestaram a sua disponibilidade para integrar ou para participar na Comissão Coordenadora Nacional dessas escolas. Precisamos de nos organizar, de forma a dar cumprimento, não só ao mandato com que saímos do nosso encontro em Leiria, mas também às exigências que o início do segundo período nos vai colocar. Temos pela frente as seguintes tarefas:

- Promover nas nossas escolas, e durante as duas primeiras semanas de aulas, reuniões gerais de professores para manter a recusa de cooperação com o modelo de avaliação concebido pelo Ministério (mesmo na versão "simplex").

- Promover reuniões locais inter-escolas que permitam articular a luta nos estabelecimentos de ensino dentro de uma lógica de proximidade regional.

- Preparar o próximo Encontro Nacional de Escolas em Luta.

- Preparar a manifestação/concentração em Belém para o dia 19 de Janeiro.

Porque é fundamental criarmos entre nós uma rede de contactos, enviamos em anexo a lista de contactos de colegas que mostraram disponibilidade para integrar ou participar na futura Comissão Coordenadora de Escolas em Luta. Pensamos que, numa primeira fase, teremos de nos organizar a nível local para as tarefas acima indicadas, mas que, posteriormente, será necessário estabelecer um órgão operacional numa escala mais abrangente.
Entretanto, enviamos também em anexo o texto da minuta de uma declaração sugerido por uma colega que também figura na lista de contactos, a Fátima Gomes, declaração essa que poderá acompanhar a recusa de entrega dos objectivos individuais.
Com as melhores saudações para todos,

Mário Machaqueiro (pela APEDE)

Ilídio Trindade (pelo MUP)

MINUTA PARA UMA AVALIAÇÃO DECENTE

Minuta de declaração para entregar aquando da recusa da entrega dos objectivos individuais perante o Conselho Executivo.

A MARCHA DA NOVA SUSPENSÃO JÁ COMEÇOU

Caros colegas!

Na qualidade de representante do agrupamento de escolas Prof. João de Meira - Guimarães, é com orgulho que vos informo, que hoje, 17 de Dezembro, na reunião geral de professores, dando seguimento ao Encontro Nacional de Escolas em Luta - Leiria e ao 2.º Plenário Distrital de Braga, foi proposto e aprovada nova suspensão do processo de avaliação e recusa de entrega de Objectivos Individuais!
Por favor divulguem! E que todas as escolas continuem a resisitir!
Um abraço,
ED

O PAÍS ESTÁ A SALDO

Ora aí está o que alguns boys and girls for the job estavam à espera. Um bonusinho pelo bom comportamento e pela esperança de poder mandar, mas com um pequeno contributo do Estado.

Para aqueles para quem ainda restavam dúvidas, o governo decidiu abrir os cordões à bolsa, a meses de começar a ir a votos. E para que a sangria não seja muito grande, que tal antecipar eleições, não vá a contestação social que se adivinha começar a deixar marcas na governação, limitar a margem de manobra e, quem sabe, até, tirar uns preciosos votos para perpetuar o clã à frente dos destinos do país, ainda por cima caros? Pois... é preciso dar uma imagem... porreira, pá!

Avaliação do Desempenho

Ainda ontem espetavam o dedo acusador na direcção dos que contestavam A INAPLICABILIDADE das medidas, para que, apesar de insistirem no erro, deixarem passar no crivo quem nem dele precisa. Veja-se os professores a três anos de se aposentarem isentados de avaliação. Para estes, a avaliação não serve para nada, como é óbvio: se tiverem insuficiente agora teriam de ter confirmado o insuficiente para verem os seus efeitos. Ora isso só aconteceria em 2011, o ano em que se aposentam. ESPERTEZA SALOIA!!

LEGISLAÇÃO: ALTERAÇÕES SIMPLEX DA AVALIAÇÃO

Avaliação de Desempenho

Alteração ao Despacho que aprova os modelos de impresso das fichas
e
Decreto Regulamentar que define o regime transitório da avaliação de desempenho





sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

GOVERNO APOSTA TUDO NA DIVISÃO DOS PROFESSORES

Educação. O Governo aprovou ontem em Conselho de Ministros a redução do número de professores a avaliar. E prometeu ainda o número de quadros para a docência e subir o ordenado das novas chefias. O objectivo é dividir os professores, antes da greve marcada para 19 de Janeiro. José Sócrates não quer arriscar começar o ano de todas as eleições com nova contestação maciça dos professores.

As medidas ontem aprovadas pelo Conselho de Ministros têm um objectivo político claro: dividir os professores e reduzir o número de adesões à greve de 19 de Janeiro. Ao DN, uma fonte governamental garantiu que se trata de "uma rearrumação do tabuleiro de xadrez", em que se joga a batalha com os docentes

A 20 de Novembro, quando saiu do Conselho de Ministros em que anunciou a simplificação do modelo de avaliação dos professores, Maria de Lurdes Rodrigues trazia um semblante carregado. Era uma mulher cansada e desgastada pela pressão da rua, e, como se não bastasse, tinha de despir a capa da intransigência para anunciar mais uma cedência no braço-de--ferro com os professores.

[...]

Ontem, o Conselho de Ministros aprovou um pacote de medidas que configuram uma nova cedência às exigências dos professores: a dispensa de avaliação dos professores que se aposentarem até 2011 e dos contratados que não estejam integrados em qualquer grupo de recrutamento, o alargamento do período de colocações de três para quatro anos e, em jeito de bónus, uma subida de quase 50% do suplemento de ordenado das futuras chefias das escolas. O Governo prometeu ainda um aumento "histórico" do número de vagas no próximo concurso de professores.

Com estas medidas, o Governo tenta dividir os professores de modo a esvaziar a greve marcada para 19 de Janeiro. Fonte do Executivo assegurou ao DN que a dispensa de avaliação de alguns docentes traduz-se num "alívio de carga burocrática significativo", deixando assim sem argumentos os conselhos executivos que têm defendido a impossibilidade de proceder à avaliação. Por outro lado, as outras medidas procuram contentar uma parte da classe que nos últimos seis meses mais dores de cabeça tem dado a José Sócrates. O primeiro-ministro não quer, em ano eleitoral, arriscar nova contestação maciça como as registadas nas duas últimas manifestações.

[...]
A 19 de Janeiro, data da nova greve de professores, se verá quem ganha a guerra.


In
DN [sublinhado nosso].

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A SEGUNDA LEVA DE DEMISSÕES ESTÁ EM MARCHA

Lembram-se de quando começaram as moções e os abaixo-assinados para a suspensão da avaliação? Num ápice, o País estava "colorido de suspensões"!

Agora segue-se nova leva!

Depois do exemplo de Setúbal, a Comissão de Coordenação da Avaliação de Desempenho Docente do Agrupamento de Escolas de Sever do Vouga pediu a demissão.

Este é mais um dos exemplos a seguir.




DEIXA PASSAR ESTAR LINDA BRINCADEIRA...

É Esta Uma Avaliação Rigorosa?

É Esta Uma Avaliação Objectiva?

É Esta Uma Avaliação Justa?


Numa primeira fase, foram dispensados de uma avaliação justa, séria e credível, os professores titulares avaliadores e os presidentes dos conselhos executivos. Agora, numa segunda fase, são dispensados os professores que estiverem em condições de pedir a reforma nos próximos três anos e os professores contratados pelas escolas para leccionar áreas profissionais, tecnológicas e artísticas, que não estejam integrados em qualquer grupo de recrutamento.

Restam os professorzecos como eu. E estes até podem ser dispensados da avaliação da dimensão pedagógica da sua actividade se abdicarem das classificações mais elevadas.

É por isso que o combate não pode desarmar e temos que dizer mais uma vez NÃO!

FT

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