sábado, 24 de janeiro de 2009

ALGUNS DOS RESISTENTES MARCARAM PRESENÇA

Nacional
Professores em Belém para pedir fim do silêncio de Cavaco Silva


"Queremos estar perto de um local onde tem morado muito silêncio", referiram os professores

[...]
Os movimentos independentes de professores que convocaram o protesto deste sábado criticaram o "silêncio conivente" de Cavaco Silva em relação à política educativa do Executivo Sócrates, uma das razões que os levou a rumar a Belém.

Os docentes querem sensibilizar o Presidente da República para o que consideram o "conflito social" vivido nos últimos meses pelo sector da Educação.

"Queremos estar perto de um local onde tem morado muito silêncio. O Presidente de República não pode esquecer os professores como fez na mensagem de Ano Novo", acusou Ilídio Trindade, do Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP).

Estes docentes estão preocupados nomeadamente com "o clima de perturbação" que o modelo de avaliação de desempenho "esta a provocar nas escolas", razão que os leva a pedir a intervenção de Cavaco Silva "num momento de tudo ou nada em que a luta tem sido longa e desgastante", acrescentou aquele dirigente.

Ricardo Silva, da Associação dos Professores em Defesa do Ensino (APEDE), lamentou frases de dirigentes governativos que "espelham as ofensas, os insultos e a forma vergonhosa como os professores têm sido tratados pelo Governo e pelo Ministério da Educação".

Octávio Gonçalves, do Movimento Promova, considerou por seu lado que "já não é possível Cavaco Silva ignorar a contestação dos professores" e lançou esse apelo à greve por tempo indeterminado e ao voto nas legislativas em outros partidos que não o PS.

Garcia Pereira prepara ataque jurídico dos professores

O advogado Garcia Pereira esteve no protesto a convite dos movimentos de professores, tendo adiantado aos jornalistas que está a trabalhar em vários pareceres sobre legislação do Governo relativa ao Estatuto da Carreira Docente e ao modelo de avaliação de desempenho.

"Julgo que há matéria para abrir combate na frente jurídica", declarou Garcia Pereira, explicando que a designação de professores avaliadores e avaliados lhe sugere uma "ilegalidade", o mesmo se passando na articulação de normas com natureza de lei com normas que vinculam diplomas com grau hierárquico inferior ao de lei.

Toda a notícia na RTP.

7 comentários:

AB disse...

Não estávamos muitos, mas estávamos os suficientes para demonstrar ao Senhor Presidente da República que queremos que esteja atento e nos ajude nesta LUTA pela defesa da Escola e do Ensino. Estávamos os suficientes para dizer que não vamos desistir!

Martins disse...

Eu também estive presente e o facto de não estarmos mais deve-se também ao desconhecimento da manifestação pelos professores menos atentos. Eu continuo confiante na vitória e não vou nunca deixar de lutar!

mario silva disse...

Sei que é frustrante mas provavelmente chegou o momento de encarar a realidade: foi uma grande luta mas sempre se soube que o Golias iria vencer. Um Golias armado com uma maioria absoluta + poder + tempo para desgastar + uma grave crise económica= vencer a batalha.
A autopreservação vai ser mais forte e o tempo de prolongamento da luta é desfavorável à manutenção de uma força anímica para manter a pressão e por isso os professores vão desmobilizar, alinhar neste ECD e consequente modelo de avaliação. Este governo está a usar subrepticiamente a crise como forma de coagir e impor a sua politica; com as perspectivas sócio-economicas num patamar dantesco, muitos professores vão ceder à autopreservação, e o instinto vai conduzir à defesa do emprego, mesmo que em condições muito piores. No actual panorama, poucos se atrevem a enveredar por caminhos de conflitos jurídicos, cujo resultado final é duvidoso e arriscado. Recordo um actual titular avaliador que, no inicio do processo de implantação do modelo de avaliação, referia que o mais importante era manter o emprego, porque muitos professores que pensavam que isto eram “favas contadas”, agora estão na contingência de as perder, porque por cada um de nós estão centenas à porta para entrar...

Existem duas conclusões:
1- a satisfação de, em muitas dezenas de anos, uma classe profissional tão heterogénea e tão passiva se ter unido por tanto tempo.
2- a categoria dos professores titulares vai estar numa posição muito difícil; as relações interpessoais não vão ser as mesmas porque irá ocorrer o distanciamento e a divisão entre 2 grupos: os suplentes e os titulares. Toda a afectividade que existia na escola entre docentes vai desaparecer e as relações vão-se tornar politicamente correctas, estéreis e meramente profissionais. A nível do quociente emocional é evidente que vai existir uma degradação ao nível dos titulares e as consequências a médio e longo prazo são imprevisíveis.

Em resumo, perante um cenário idêntico ao da década de 30 do séc.XX, com as hordas de pessoas a vaguear pelo país em busca da côdea de pão, o desmembramento da união é uma possibilidade bastante plausível.

TempoBreve disse...

Eu não estive lá porque razões de natureza geográfica, mas acho que foi uma boa iniciativa, que cumpriu o seu objectivo. O número não é assim tão relevante. Bastavam uns 500. Não se tratava, tanto quanto percebi, de uma manifestação ou concentração com os mesmos propósitos das anteriores. Qualquer comparação argumentativa será certamente mal intencionada. O objectivo era bater directamente à porta do Presidente da República, para lhe dizer que os professores lutam pela sua dignidade, pela dignidade da Escola Pública, pela dignidade de um Ensino a sério, para bem dos alunos, para bem de todos. E para lhe dizer também que os professores estão atentos ao seu silêncio, o qual, dada a seriedade e a gravidade do que os preocupa, não se compreende bem, e pode mesmo vir a ser considerado um silêncio cúmplice. Por isso o querem ouvir. Que diga o que pensa, que o que está em causa é sério. Ou será que ele acha que não?
O Presidente da República sabe muito bem o que passa. Mas foi bom que os professores fossem até ele directa e publicamente. Simbolicamente é muito importante.
Um abraço a todos os que têm lutado. Obrigado a todos os que não desistem.

Anónimo disse...

Para não arrefecer a nossa luta sou a favor dos encontros junto às Autarquias. Foi uma forma de libertação, entusiasmo e unificação de todos profissionais....criação de maior tempo de antena nas televisões
( eles precisam de notícias)

Anónimo disse...

Concordo com o anónimo das 23:27

Martins disse...

Não vamos desistir da luta. A situação está a nosso favor porque dentro de pouco haverá as eleições e podemos fazer rombo no PS. Continuar a lutar como diz o anónimo. Eu estive praticamente em todas as manifestações da minha zona e em Lisboa e continuo com forças para continuar, não desistam, a honra e dignidade não se vendem. Avancemos também nos tribunais como já falado. Somos 140.000 e com a família somos mais de meio milhão, se realmente quisermos venceremos. Já venci lutas muito maiores que esta e se fossem todos do meu calibre e de outros colegas já os tinhamos vencido há muito. Nem tinham chegado a piar alto!

Desde 01-01-2009


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