O actual modelo de avaliação em formato simplificado visou "introduzir correcções importantes, que permitam superar os problemas identificados pelos professores" (DR de 5 de Janeiro de 2009, p. 122-(2)). Porém, verifica-se, na prática, que a aparente boa-fé evidenciada num documento que pretende "instituir um novo modelo de avaliação dos professores" (Id., ibid), em nada contribui para a realizar de forma aperfeiçoada, justa, séria e credível.
A aplicação de inúmeras medidas catastróficas com real impacto na educação parece continuar sem fim à vista. Enquanto professor que tem uma realidade bem distinta dos legisladores e políticos deste país, era para mim importante que estes iniciassem uma reflexão e diálogo verdadeiros que permitissem concretizar medidas que implementassem mudanças verdadeiramente positivas na escola e na minha carreira. Mais uma vez constato, lamentavelmente, não ser este o caminho. Pior, é ter a consciência da incerteza que se avizinha, posto que no DR se refere explicitamente que este decreto "é apenas aplicável no 1º Ciclo de avaliação desempenho que se conclui no final do ano civil de 2009" (Id., p.122-(4)).
A si, sr(a). Deputado(a), peço-lhe que pondere seriamente no seu voto, ultrapassando a rigidez política e ponderando nas mudanças que tiveram lugar nestes últimos anos, e no carácter da actual implementação da avaliação. Peço-lhe que, com honestidade, decida pelo futuro e não pelo presente!
Atentamente,









1 comentários:
Convinha apresentar a opinião pública documentos relatovos às nossas avaliações...e até as Acções de Formação que tínhamos que frequentar.
Pois Continua este Governo a mentir, como tem feito sempre.
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