terça-feira, 27 de janeiro de 2009

CARTA DO PRESIDENTE DO SPGL

Num momento particularmente decisivo,

NÃO À ENTREGA DE OBJECTIVOS INDIVIDUAIS!

NÃO ÀS "AULAS ASSISTIDAS"!

É verdade que a Assembleia da República voltou a votar maioritariamente contra o interesse das escolas, dos alunos e dos professores e educadores.

É verdade que as enormes manifestações de docentes e duas greves com adesão excepcional não conseguiram ainda parar um modelo de avaliação de desempenho tolo, absurdo, injusto e de todo inútil para a melhoria do trabalho docente.

É verdade que o Ministério da Educação continua a ser incapaz de atender ao que se vive nas escolas, fechado numa arrogância típica dos incompetentes e no poder bruto de maiorias conjunturalmente absolutas.

Mas também é verdade que o "simplex" com que o ME quis tornear a questão da inexequibilidade do modelo é uma medida só para este ano, deixando para o futuro tudo na mesma, isto é, potenciando um próximo ano lectivo igual (ou pior) que este – e as escolas não merecem isso!

Também é verdade que a definição de objectivos individuais não é elemento essencial na avaliação do desempenho docente, acentuando aliás um espírito de individualismo e concorrência em tudo contrários ao espírito de colaboração que deve ser apanágio dos professores e educadores de uma escola.

Também é verdade que o carácter aleatório e arbitrário da atribuição de Muito Bom e Excelente, agravado pelas quotas que limitam o seu número, vai agudizar conflitos entre os docentes, situação que se agrava se, como se teme, os directores forem o único e essencial juiz.

Mas, sobretudo, também é verdade que são inúmeras as escola s e muitos milhares os professores e educadores que, por respeito para com a mais rigorosa deontologia profissional, e pelo dever de assumirem o seu papel na construção de uma escola que valha a pena, continuam a lutar por um novo modelo de avaliação de desempenho sério, justo e útil e a resistir ao absurdo que nos querem impor.

Continuemos a resistir: os nossos alunos e a nossa profissão merecem esse esforço.

Não se deixe intimidar com ameaças infundadas. Arrisque a construção da escola do futuro!

O Presidente do SPGL

António Avelãs


BREVE COMENTÁRIO:
Palavras importantes, de facto (por isso aqui as publicamos), mas que deveriam ser complementadas com atitudes ainda mais firmes, mais ousadas e de maior apoio aos professores, no momento do TUDO ou NADA.

Seja como for, aqui fica o alerta. E quem tiver ouvidos, que ouça!

2 comentários:

Anónimo disse...

Desde a ultima votação na Assembleia, os Sindicatos já deveriam ter anunciados greves de dois ou mais dias...se é para lutar então será a serio.

CONTINUAR COM AS MANIFESRAÇÕES FRENTE ÀS AUTAQUIAS.
SINTO UM ADORMECIMENTO DOS SINDICATOS E DOS PROFESSORES...deixei de ouvir contestações na comunicação social.

odnamra disse...

conversa de sindicato ou sindicalista...
Mas se não fossem os movimento independentes, não se teria reclamado nada.
E agora estão à espera de quê?
Esperam que a maioria não entreguem objectivos?
Eu acho que já devia haver mais contestação, ou vamos para uma greve por tempo indeterminado e morra quem se negue! Ou vamos fazer manifes todos os sábados Do Marquês até à cinco de outubro.
um sábado vão os do norte, no sábadop seguinte os do centro e por último os do sul, e depois repetimostodos os sábdos um grupo a minifestar-se de três em três semanas repetem-se.

Desde 01-01-2009


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