Hoje às 12:49
A proposta do CDS-PP sobre a avaliação de professores foi chumbada na Assembleia da República. Com um deputado do PSD ausente da sala, a proposta recebeu 116 votos contra de deputados do PS, com cinco socialistas a votarem a favor.
A proposta do CDS-PP sobre a avaliação dos professores foi rejeitada, esta sexta-feira, pela Assembleia da República, com 116 deputados socialistas a votarem contra e cinco a votarem em sentido contrário.
Com um deputado do PSD ausente da sala, por ter sido hospitalizado, os socialistas Manuel Alegre, Eugénia Alho, Júlia Caré, Teresa Portugal e a independente Matilde Sousa Franco votaram ao lado da restante oposição a favor da proposta do CDS-PP.
Por seu lado, os deputados socialistas João Bernardo e Odete João acabaram por votar desta vez em linha com o PS, mas apresentaram declarações de voto.
A derrota da proposta dos democratas cristãos e a «vitória» da «agenda reformista do Governo» tinha sido antecipada minutos antes pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, numa intervenção que não recebeu os aplausos dos socialistas que votaram ao lado do CDS.
«Será a vitória dos deputados livres, daqueles que não estão na câmara corporativa a defender interesses profissionais e que estão na Assembleia da República a defender os interesses dos portugueses», explicou Augusto Santos Silva.
O titular da pasta dos Assuntos Parlamentares disse ainda vque esta era uma vitória dos deputados que «não cedem às inaceitáveis acções de intimidação, chantagem e perseguição pessoal a que foram sujeitos».
O ministro explicou ainda que esta derrota do CDS era também a «derrota do oportunismo político», que «explica que se forme uma coligação política contra esta reforma».
As declarações do titular da pasta dos Assuntos Parlamentares tiveram a discordância do líder parlamentar do CDS-PP que voltou na acusar Augusto Santos Silva de ser um «ministro controleiro».
«O seu discurso é o do controleiro, o discurso de quem já sabe o resultado da votação num Parlamento que é livre», acrescentou Diogo Feio, num debate que contou com a presença do dirigente da FENPROF, Mário Nogueira.
«Senhor ministro, não seja chantagista e ameaçador. Estamos hoje a votar este projecto porque não estamos numa assembleia corporativa. Se mantiver a postura e atitude de teimosia, pode levantar bancadas e ganhar votações, mas perde o país», lembrou.
O deputado do PSD Pedro Duarte aproveitou para criticar a atitude «belicista e hostil» de Santos Silva, acusando-o de fazer «uma espécie de comício» na Assembleia da República.
Do lado socialista, a deputada Paula Duarte explicou que no diploma apresentado pelo CDS-PP «é uma cópia desvirtuada» das normas já consagradas no decreto regulamentar do Governo aprovado em 2009 e que visaram a «agilização do processo».
Paula Duarte acusou o CDS-PP de «puro oportunismo político» e vender «cicuta por uma taça de refrescante champanhe».
Por seu lado, o deputado comunista Miguel Tiago disse que o que «está em causa é travar a obsessão e a prepotência do Governo PS», ao passo que a parlamentar bloquista Cecília Honório deixou uma pergunta no ar.
«O Governo vai punir os milhares de professores que não entregaram os objectivos iniciais? E as escolas que suspenderam a avaliação?», questionou-se a deputado do Bloco de Esquerda.









2 comentários:
Como podemos acrditar nos poíticos?
Quando entram na Assembleia da Reública, esquecem os interesses daqueles que os elegeram.
Votar contra a própria consciência tentando arranjar desculpas ridículas?
Os ditadores sempre perdem no final e ficam uma vergonha para a história. O socrates ficará na história mas pelas piores razões assim como salazar, hitler, mussolini. Gente incapaz do diálogo e do respeito pelos que pensam de modo diferente! Gente que se julga detentora da verdade! Devia-se de criar mecanismos para livrar as sociedades destas mentes doentes e perigosas! Portugal está como está por causa da incompetência, prepotência e arrogância do PS. Nada têm feito senão enriquecer os ricos e empobrecer a clásse média e os já pobres. Se os não tirarmos do governo este país vai acabar em guerra!
Enviar um comentário