domingo, 25 de janeiro de 2009

CONFLITOS DE INTERESSES NO SIMPLEX 2

O Simplex 2 vai dar ainda muito que falar, que accionar e vai, sobretudo, contribuir ainda mais para os conflitos internos nas escolas.

HÁ RAZÕES PARA NÃO VACILAR. NÃO SE RENDAM!

Vejam as dúvidas pertinentes levantadas pelo advogado Mário de Sousa Mendes.


Dúvidas sobre os conflitos de interesses na aplicação do Simplex2:

1. Há conflito(s) de interesses entre os professores todos de uma escola e alguém que sendo seu/sua actual avaliador/a - Presidente do Conselho Executivo - seja candidato/a a Director/a para um próximo mandato.

2. Há ainda outro conflito (da mesma natureza) entre o/a candidato/a a Director/a Executivo/a, na condição de avaliador, e os membros do Conselho Geral de Escola que terão que o/a eleger, sabendo que estão/vão ser avaliados por esse/a candidato/a.

3. Há mais um conflito que deriva do facto de o/a candidato/a a Director/a ser o/a avaliador/a dos "futuros/as escolhidos/as" da sua Equipa e dos/as Coordenadores/as, etc.

Mas, na hipótese de não se verificarem os anteriores conflitos, há este problema:

4. Em algumas escolas, no final do ano, os PCE's não serão os Directores eleitos para o próximo mandato. Nesses casos, o Director apanhará o processo de avaliação na fase final e terá de avaliar professores que ele ou ela não acompanhou ou nem sequer conhece o que torna este processo inoperacional.

Mário Sousa Mendes (não sou professor, sou advogado)

17 de Janeiro de 2009 14:04

5 comentários:

Berta disse...

Olá Colegas, boa noite. É bem verdade o que dizem mas muitos dos nossos colegas estão cegos, não querem ver ou têm medo de viver. A vida é este problema e, em particular,este tema ainda vai dar muito que falar. Já estamos todos cansados do mesmo, cansados de verdade, mas a luta continua. Querem derrotar-nos pelo medo e pela exaustão. Medo, não tenho porque ainda acredito que as mudanças deste País têm de começar por algum lado. Por que não por nós, os pensadores com dignidade?!
Um abraço.

eduardo anjos disse...

É com muito pesar que tenho vivido estes três últimos anos na educação... tanto alarido para nada, tantas idas a Lisboa para nada, tantas greves para nada... sempre defendi que a única forma de sermos ouvidos (respeitados) era termos tido a coragem de fazer uma greve de vários dias. Não me enganei. A (vergonha) da avaliação está a avançar, este ano simplificada mas para o ano na íntegra e nós fomos todos enganados. Venceu a prepotência, a arrogância, a incompetência, eu diria mesmo uma certa malvadez. Os professores mostraram que afinal não sabiam o que estavam a pedir pois bastou um pouco de pressão e estão a entregar os objectivos. Uma vergonha digo eu. Entregar os objectivos por medo? Penso que é uma atitude que não dignifica a classe docente. Se (pensávam)pensam realmente que este sistema de avaliação não serve os interesses da educação nunca deveriam permitir que fosse implementado.Como pai e encarregado de educação estou seriamente preocupado se é esta a atitude de pessoas que eu imaginava serem cidadãos esclarecidos.
Não confiar em alguma coisa mas admiti-la por medo é uma atitude cobarde e irresponsável. Peço desculpa se estou a ser um pouco indelicado mas é o que me vai na alma.

Anónimo disse...

Obrigada por esta informação. Era mesmo do que precisava para argumentar com alguns colegas mais "vesgos":)
Quanto ao colega anterior, não desista...doloroso, é, sem dúvida...

Berta disse...

Olá colegas, mais uma vez. A história da vida faz-se construindo.E assim que rumo ao caminho: lutando. "Se você tiver medo de tempestades, nunca navegará por mares desconhecidos. Jamais orquestrará outros continentes" (Augusto Cury) “O homem só se pode tornar homem através da educação” Kant Vivemos numa sociedade em transformação acelerada, sem rei nem roca, travestida por conceitos pouco transparentes e pouco esclarecedores, de interesses obscuros e pouco ou nada construtivos. A abertura que prometeram, a liberdade transparente, são uma falácia. A sociedade portuguesa vive conflitos em todas as frentes, desde a família, núcleo central de qualquer sociedade, à educação de direito, de forma justa, inteligente e equilibrada, à saúde, necessária à sobrevivência de todo o ser humano, à justiça, pouco clara e lenta, à economia arrasante, que torna os pobres cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, deixando de haver, praticamente, uma classe intermédia. Estamos cada vez mais empobrecidos, monetariamente e culturalmente e quase nos matam a esperança de acreditarmos num futuro promissor."A tragédia do homem é o que morre dentro dele enquanto ele ainda está vivo." A primeira vez que li "Felizmente ao Luar", de Sttau Monteiro, senti um arrepio terrível ao perceber que a história que aí se relatava era a mesma que me contava os meus avós e tantos outros, ainda a sabem contar. O Estado Novo procurou moldar e impor à sociedade uma política que atravessasse todos os seus domínios, desde as relações de trabalho, à vida familiar, à educação e à cultura em geral. A obra, supracitada, fala do passado, metaforizando o presente, já que a censura limitava as mentalidades e os bons costumes. Perseguiam-se, prendiam-se, torturavam-se e condenavam-se inocentes à morte. Daqui ressaltam duas personagens singulares: O General Gomes Freire de Andrade e Matilde, sua esposa. O primeiro, pela nobreza de carácter, que representava a esperança do povo, só ele poderia libertá-lo da opressão e do terror, a segunda, pela coragem, confiança, bondade, força, o braço direito do marido, abraçados nos mesmos ideais. (leiam a obra). O estranho, é vivermos no século XXI, num país, que se diz democrático, e observarmos situações paralelas: o medo, a perseguição, a imposição de situações obscuras...Ter medo é estar morto, é não ser ninguém. Os Conselhos Executivos que se fizeram representar nos ilustres colegas, fizeram-no porque têm a razão como companheira e os colegas como parceiros no mesmo processo educacional - ser Professor, defender a dignidade da escola pública, associada à dignificação e ao respeito da classe docente pela população, em geral, e pela tutela, em particular. Este "vós que não tendes medo e sois a parte mais esclarecida e nobre da nossa classe", compete-nos - toda a classe docente - a nós, dar continuidade, com firmeza e determinação, apoiando-nos e defendendo-nos uns aos outros, fazendo parceria com os nossos colegas dos Conselhos Executivos, tal como eles o fizeram, porque a razão, a verdade e o conhecimento estão do nosso lado. Manuel Alegre, o poeta do 25 de Abril, ainda vivo, diz "(...)Mesmo na noite mais triste/em tempo de servidão/há sempre alguém que resiste/há sempre alguém que diz não." - 1975. Quando a razão impera: Força colegas! Ter medo é estar morto!! (in Público 22/01/09)
Não entrego objectivos mínimos porque considero que sou mais feliz, caminhando de consciência tranquila. O futuro ditará as regras.
Boa noite e uma abraço a todos os resistentes.

Berta disse...

Ainda hoje recebi de uma colega os seus objectivos mínimos, já entregues e, sinceramente, considero que é uma aberração fazê-lo, já que o que o proposto nada mais é do que a actividade executada por um docente da área, ao longo destes anos de ensino. Respeito a sua tomada de posição mas fico triste pela ausência de luta. Pelo menos, não foi às manifestações, nem acredita na nossa luta. É por aí que morre "o peixe". Quase que apetece falar do Padre António Vieira, no Sermão aos Peixes!!Ele tinha fé na sua metáfora. Nós também aprendemos com os encontros e desencontros da humanidade.

Desde 01-01-2009


Este blog vale $140.000.00
Quanto vale o seu blog?

eXTReMe Tracker

Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa
Twingly BlogRank
PageRank
Directory of Education Blogs

RSSMicro FeedRank Results
Add to Technorati Favorites
Locations of visitors to this page