sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

DEFENDER A DIGNIDADE DA CONDIÇÃO DOCENTE

1. Penso que devemos assumir uma posição de coerência, mas também de firmeza em relação às grandes causas que a todos nos devem mobilizar: um modelo de avaliação mais justo, um Estatuto que acabe com a divisão da carreira que (já se viu ser uma aberração), um Estatuto que defenda a dignidade profissional do professor e trave a degradação da escola pública a que estamos a assistir.

2. Convém recordar que fizemos, ainda há bem pouco tempo, as duas maiores manifestações e a maior greve nacional da nossa classe, de que há memória.

3. Temos de ter a consciência que o “Simplex”, que agora nos é proposto, tem carácter muito limitado, é provisório – é só para este ano! É um “presente envenenado”.

4. Se não tivermos, agora, força para o impedir e exigir uma avaliação decente, uma avaliação credível, sem arbitrariedades nem atropelos, uma avaliação mais justa, então, a partir do próximo ano e, para todo o sempre, podemos dizer adeus à dignidade da carreira de professor. O precedente estará criado e é fácil adivinhar o que aí virá a seguir: a progressiva precarização da função docente, a todos os níveis, em que poucos progredirão e só mesmo muito poucos chegarão ao topo!

5. Porque, colegas, não tenhamos ilusões, este é o grande objectivo do actual ECD, da divisão dos professores em Titulares e Não titulares e deste modelo de avaliação. Ao contrário do que, hipocritamente, a tutela nos escamoteia, não é para melhorar os resultados escolares nem premiar o mérito. É, sim, pura e simplesmente, para poupar dinheiro, à custa da degradação profissional dos Professores e da destruição da Escola Pública!

6. Mesmo para os colegas mais novos e em início de carreira, colocados perante uma maior fragilidade, há que dizer-lhes que a luta pela dignificação profissional é também e, sobretudo, por eles! Se tudo aquilo que nos querem impor for avante, é também o seu futuro que estará em causa. Já não chegarão sequer onde, aqueles que são um pouco mais velhos, chegaram. Serão “pau para toda a obra” e mais precários ainda! Se pensam que, entregando os OI, estão, no imediato, a defender a sua situação pessoal, no futuro, será ainda mais precária a sua condição profissional.

7. Os colegas que, no seu livre e inquestionável direito, venham a entregar os seus OI, devem estar cientes das implicações éticas desse acto.

8. Por tudo isto, é fundamental, no próximo dia 19, darmos um sinal forte de aviso, à tutela, ao ME, mas, também dar um apoio muito forte e muito significativo aos nossos representantes (Sindicatos e Movimentos de Professores). Se o não fizermos, estará definitivamente em causa o futuro da condição docente.

Hélder Gomes

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