quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

ESCLARECIMENTO NECESSÁRIO

A notícia "Professores vão pedir a Cavaco que dissolva a AR e 'salve' o ensino", publicada no DN de 21-01-09, e que quem cheguei a referir neste blogue, exige uma clarificação, apenas breve porque há mais que discutir e, sobretudo, mais que fazer por todos nós.

As palavras do título da notícia não são da minha responsabilidade e não corresponde a qualquer declaração que tenha feito. Em nenhum momento da longa conversa com a jornalista pronunciei tal afirmação e, quando me referi à problemática da dissolução da AR, fi-lo em nome meramente pessoal, tendo o cuidado de o realçar.

Lida com atenção, há uma discrepância entre o título e o corpo da notícia, reescrito com base num conjunto de afirmações de várias pessoas.

O mal-entendido não me parece estar nas afirmações que fiz e que aparecem entre aspas, mas sim na tessitura do texto e na articulação das palavras auscultadas, o que fez com se misturassem ideias e se chegasse mesmo a alguns paradoxos. A elaboração da notícia não é da minha responsablidade.

A este propósito, repare-se, por exemplo, nesta passagem da notícia: "O que ainda faz com que o MUP pondere este pedido é o facto de essa eventual demissão do Governo poder, na opinião de Ilídio Trindade, ainda vir a beneficiar o próprio Executivo, alcançando uma maioria absoluta em eleições antecipadas."

"Pondere" significa "ir pedir"? Depois, escreve-se "essa eventual demissão". Que eu saiba, "demissão" não é o mesmo que "dissolução"!

Naturalmente, como consta da notícia, considero que uma eventual demissão ou dissolução, neste momento, pode beneficiar o próprio Executivo, o que não significa que não admita que se o PR dissolvesse a AR não seria por um motivo tipo 'anedota de um ministro', pois "O que está em causa é o ensino em Portugal e a Assembleia da República já foi dissolvida por menos".

Termino dizendo que todas os julgamentos - feitos por quem quer que seja e relativamente ao que for - carecem sempre, em abono de juízo correcto, da auscultação das partes envolvidas, sabendo que os títulos das notícias nem sempre são da responsabilidade do próprio jornalista que assina o texto. Por essa razão, nada mais me apraz dizer sobre o assunto.

Um abraço a todos.

Ilídio Trindade

1 comentário:

Anónimo disse...

Ilídio

A melhor forma é nem ligar à notícia. Quando a imprensa está com o regime, arranja toda e qualquer maneira de tentar arrumar "os contras", à moda antiga e do antigo regime.
Ai de quem ligue à notícia; segue em frente e a vitória será nossa.
Um abraço.

Desde 01-01-2009


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