As palavras do título da notícia não são da minha responsabilidade e não corresponde a qualquer declaração que tenha feito. Em nenhum momento da longa conversa com a jornalista pronunciei tal afirmação e, quando me referi à problemática da dissolução da AR, fi-lo em nome meramente pessoal, tendo o cuidado de o realçar.
Lida com atenção, há uma discrepância entre o título e o corpo da notícia, reescrito com base num conjunto de afirmações de várias pessoas.
O mal-entendido não me parece estar nas afirmações que fiz e que aparecem entre aspas, mas sim na tessitura do texto e na articulação das palavras auscultadas, o que fez com se misturassem ideias e se chegasse mesmo a alguns paradoxos. A elaboração da notícia não é da minha responsablidade.
A este propósito, repare-se, por exemplo, nesta passagem da notícia: "O que ainda faz com que o MUP pondere este pedido é o facto de essa eventual demissão do Governo poder, na opinião de Ilídio Trindade, ainda vir a beneficiar o próprio Executivo, alcançando uma maioria absoluta em eleições antecipadas."
"Pondere" significa "ir pedir"? Depois, escreve-se "essa eventual demissão". Que eu saiba, "demissão" não é o mesmo que "dissolução"!
Naturalmente, como consta da notícia, considero que uma eventual demissão ou dissolução, neste momento, pode beneficiar o próprio Executivo, o que não significa que não admita que se o PR dissolvesse a AR não seria por um motivo tipo 'anedota de um ministro', pois "O que está em causa é o ensino em Portugal e a Assembleia da República já foi dissolvida por menos".
Termino dizendo que todas os julgamentos - feitos por quem quer que seja e relativamente ao que for - carecem sempre, em abono de juízo correcto, da auscultação das partes envolvidas, sabendo que os títulos das notícias nem sempre são da responsabilidade do próprio jornalista que assina o texto. Por essa razão, nada mais me apraz dizer sobre o assunto.
Um abraço a todos.
Ilídio Trindade









1 comentários:
Ilídio
A melhor forma é nem ligar à notícia. Quando a imprensa está com o regime, arranja toda e qualquer maneira de tentar arrumar "os contras", à moda antiga e do antigo regime.
Ai de quem ligue à notícia; segue em frente e a vitória será nossa.
Um abraço.
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