quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

ESTRATÉGIA ENVENENADA

Mais uma vez, o ME delineou uma estratégia em que na prática não cedeu um milímetro mas mediaticamente fez cedências significativas, saindo sempre vencedor qualquer que seja a opção do professor.

O regime transitório é um presente envenenado: se surgir um número elevado de professores que hipoteticamente requeiram a avaliação do coordenador (com a observação de aulas), o modelo que se aplica é exactamente o mesmo que o ME quer implementar exceptuando a não utilização dos dois indicadores “resultados escolares” e “abandono escolar” da grelha de avaliação do director/a. Ou seja, os professores são avaliados usando as mesmas grelhas que já estavam planeadas. Deste modo, no final do ano, o ME pode usar essa hipotética adesão significativa como argumento de que os professores voluntariamente aceitam o modelo e o estatuto, já que apresentaram requerimento para usá-lo.

Se eventualmente não surgir adesão significativa, o ME não fica muito incomodado porque assegura que não surgirão promoções mais rápidas e portanto poupa uns euros em salários, além de que ganha tempo para ir desgastando a classe docente com propaganda.

Ser o David não é fácil...

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