segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

GOVERNO DRAMATIZA CHUMBO DA AVALIAÇÃO

Educação. Um ministro agitou ontem veladamente o cenário de demissão do Governo caso a avaliação seja suspensa. Manuel Alegre recusa pressões e avisa: "Nunca me deixei condicionar, nunca deixarei".

Suspensão da avaliação seria "situação grave"

A avaliação dos professores vai regressar ao debate no Parlamento no próximo dia 23, por via de um projecto do CDS propondo a sua suspensão, e adivinha-se um novo braço de ferro dentro da maioria PS entre a respectiva direcção e a ala "alegrista".

Ontem, entrevistado no Rádio Clube Português, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira foi questionado sobre o que teria acontecido se na quinta-feira passada, no Parlamento, algum projecto propondo a suspensão da avaliação tivesse sido aprovado (e só não foram os do Bloco e do PEV por apenas um voto, tendo obtido quatro votos favoráveis na bancada do PS: Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho).

Na resposta, deixou uma ameaça velada de que o Governo poderia abrir uma crise política, demitindo-se: "O Governo ficaria impedido de cumprir o seu programa num aspecto fundamental. E naturalmente o país, todas as suas instituições, teriam de fazer uma grande reflexão sobre a situação a que teríamos chegado." Acrescentando: "O país estaria confrontado com uma situação grave do ponto de vista democrático." "É uma questão verdadeiramente séria: quem é que, em democracia, constatadas as divergências, tem legitimidade para decidir", disse ainda.

As afirmações do ministro podem ser entendidas como dirigidas ao Presidente da República. Mas também à minoria "alegrista" na bancada do PS, que já por três vezes (duas na avaliação dos professores e uma no Código Laboral) colocou em perigo a maioria.

"Humildade diante dos factos"

Ouvido ontem pelo DN, Manuel Alegre recusou ver as afirmações de Pedro Silva Pereira como uma forma de pressão ou chantagem. "Nunca me deixei condicionar, nunca me deixarei", afirmou.

"Não há pressões possíveis. Senão temos uma democracia tutelada ou sob ameaça", acrescentou, dizendo que a "legitimidade para decidir" invocada pelo ministro é de "quem tem mandato popular para isso", agindo exclusivamente de acordo com a sua consciência. À cúpula da maioria PS, Alegre recomendou o pensamento do socialista espanhol Tierno Galvan: "Humildade diante dos factos".

Na quinta-feira passada, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, recusou dizer se o Governo admitia ou não demitir-se caso tivesse sido aprovada a suspensão do processo de avaliação.

In DiáriodeNotícias.

5 comentários:

Pedro disse...

Sejamos honestos com os professores! para o PS é muito bom que seja suspensa a avaliação, dado que não quer perder a face. JÁ toda a gente percebeu que, e muito bem, os professores lutarão para extinguir uma injustiça insanável, imposta pela arrogância, msequinhez, maquiavelismo e despudor elementar num país dito democrático.

alebana disse...

Mas eles estão à espera do quê para se demitirem?
Ainda não perceberam que daqui não levam nada?
Masoquistas!

Anónimo disse...

já toda a gente percebeu que a vossa "justiça" não passa de auto-avaliações e progressões automáticas. enfim, mais do mesmo. trabalhar é que não.

avaliação dos professores disse...

http://www.avaliacaodosprofessores.com

convido toda a gente a consultar este site. peço perdão pela publicidade

alebana disse...

Anónimo 13 de Janeiro de 2009 0:36

Espero que V. Exa. perceba esta pequena pérola!

"A diferença entre os corajosos e os cobardes é esta: os primeiros reconhecem o perigo e não sentem medo, os segundos sentem medo sem reconhecer o perigo."
Fonte: "Aforismos"
Autor: Kliutchevski, V.

E mais não digo!
Trabalhe!
Eduque-se!

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