sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

MAIS UMA ETAPA DA SAGA DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

No dia 8 estará em votação, no Parlamento, uma proposta do PSD para a suspensão da avaliação

Quinta-feira é o novo dia D para o modelo de avaliação dos professores, já promulgado por Cavaco Silva

02.01.2009 - 09h26 Clara Viana
Promulgado anteontem pelo Presidente da República, o novo decreto que estipula o regime "simplificado" de avaliação dos professores poderá vir a ter uma vida curta [...]

Os sociais-democratas frisam que se verifica "a possibilidade de alcançar um consenso parlamentar" nesse sentido. No mês passado, uma recomendação do CDS no mesmo sentido só não passou no Parlamento devido à ausência de 30 deputados da oposição, a maioria dos quais do PSD. Seis deputados do PS (Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré, Eugénia Alho e Matilde Sousa Franco) votaram pela suspensão da avaliação. Uma outra eleita socialista, Odete João, absteve-se. O que reduziu a maioria socialista de 121 para 114 (em 230 deputados). Se este feito se repetir e a oposição votar em bloco a favor da proposta de lei do PSD, a avaliação "imposta pelo Ministério da Educação e pelo Governo" será suspensa.

[...]
"Se, ao promulgar o diploma legal, o Presidente da República fez o que dele se esperava, o mesmo acontecerá com os professores que, a partir de 5 de Janeiro, ao regressarem às escolas, continuarão a fazer o que deles se espera: a lutar, a manter suspensa a aplicação da avaliação", frisou ainda o dirigente sindical. "Infelizmente, o Presidente da República não tem mostrado suficiente sensibilidade para com a causa dos professores", lamentou, em declarações ao PÚBLICO, Mário Machaqueiro, responsável da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino, um dos vários movimentos independentes que se constituíram no último ano. Essa é, aliás - sublinhou -, uma das razões que levaram estes movimentos a convocar uma manifestação frente ao Palácio de Belém para dia 19, data da nova greve nacional de professores convocada pelos sindicatos.

O novo "simplex" agora promulgado prevê que os resultados dos alunos, a redução do abandono escolar e ainda todas as actividades inerentes à preparação e leccionação das aulas, tidos antes como absolutamente essenciais pelo ME, não sejam levados em conta na avaliação. Os professores que estiverem em condições de pedir a reforma nos próximos três anos foram também dispensados da avaliação. Além destes, também os professores contratados pelas escolas para leccionar áreas profissionais, tecnológicas e artísticas poderão pedir a dispensa. Segundo dados do ME, serão cerca de cinco mil os professores abrangidos por esta medida.

A proposta de lei do PSD não avança com um modelo alternativo de avaliação. Para além da suspensão do actual modelo, propõe-se que o Governo adopte, no prazo de um mês, "um modelo transitório simplificado", e que aprove, até ao final do presente ano lectivo, um novo modelo "simples, justo e desburocratizado".

Na segunda-feira está prevista nova ronda de negociações com o ME sobre o Estatuto da Carreira Docente. Para os próximos dias estão já convocadas reuniões em várias escolas com o objectivo de confirmar a suspensão da avaliação. Segundo contas da Fenprof, o processo está suspenso em mais de 450 escolas e agrupamentos. Para dia 19 está marcada nova greve nacional.

2 comentários:

Joaquim disse...

Meu caro ILÍDIO TRINDADE. Estamos de acordo com o que apresentam neste texto. A LUTA pela CARREIRA ÚNICA deve continuar. A razão pode tardar mas chegará. Ela está do lado dos professores. Só mesmo quem não percebe nada de Educação pode dizer que este modelo tem pernas para andar. Ele não passa de um ABORTO LEGISLATIVO. E, como ABORTO, não se ressuscita nem mesmo com IMPLANTES... Logo, as alterações merecem a nossa veemente contestação. Quem conhece outros sistemas de avaliação docente como o Espanhol (que levou a Espanha a um nível de desenvolvimento superior ao nosso em muito menos tempo de democracia)depressa se aperceberá que este é INJUSTO, SEGREGACIONISTA, DISCRIMINATÓRIO... A LUTA CONTINUA... Cenas do Próximo Episódio estão à PORTA. Só pararemos quando este Ministério recuar com a sua proposta ANTI-DEMOCRÁTICA. A ESCOLA PÚBLICA tem de ser defendida. E como o povo português é bombardeado diariamente com campanhas de desinformação, de contra-informação, baseadas em falsidades e mentiras, o nosso papel torna-se ainda mais crucial. NA VERDADE, mete-se todos os dias. OS PROFESSORES SEMPRE FORAM A AVALIADOS pelos sistemas que os políticos criaram (e José Sócrates esteve num Governo, ou já se esqueceram?). Sou um simples professor mas trabalhei no M.E., pela competência que demonstrei em local próprio (na Universidade: primeiro 20 em provas públicas com júri, entende?). Entrei e saí pela mesma porta que entrei, por vontade própria. Servi diferentes partidos (porque não tenho partido algum, nem clube de futebol, nem religião!). Depois, EXERCI FUNÇÕES DE FORMADOR no âmbito da Avaliação dos Professores criada pelos governantes (PSD e PS). E ALGUNS DOS PROFESSORES a quem dei formação (em parceria com outro colega da Universidade do Minho) NÃO PROGREDIRAM NA CARREIRA por não terem apresentado nível para obter o certificado. Claro que éramos vistos como EXIGENTES... E ÉRAMOS! Por isso é um INSULTO AO MEU (nosso) TRABALHO e de muitos outros formadores que, como nós, acreditavam no Sistema Educativo. A inspecção fiscalizou 2 das Acções que ministrámos (com a qualidade de que ainda hoje me orgulho e aceito defendê-la em público!), desde 1995 a 2000, na área de Novas Tecnologias. Imagine-se: José Sócrates, descobriu o Choque Tecnológico em 2005!... Já nós nos tínhamos cansado de remar contra a maré, com o mesmo entusiasmo com que hoje remamos contra este TREMENDAMENTE INJUSTO Sistema Chileno (que NADA AVALIA). VAMOS EM FRENTE. E, tal como o título que publicamos (http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/24292.html) A RAZÃO DA FORÇA GOVERNO SERÁ VENCIDA PELA FORÇA DA RAZÃO DOS PROFESSORES!

Joaquim disse...

Quanto ao texto, não se iludam. O que Sócrates quer é esvaziar de substância a luta dos professores, protelando para depois das eleições (que, claro, pensa vir a ganhar, fazendo fé nas sondagens...!) e como tal, depois impor a ditadura da maioria (a vontade da Lurdinhas contra tudo e contra todos, sabendo nós que daqui por 4 ou 8 anos estaremos a ser de novo culpabilizados da desgraça educativa causada or este governo! Por isso, há que não baixar os braços! A LUTA CONTINUA!

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