quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

RESISTÊNCIA EM PORTIMÃO

Caros colegas,

Embora com algum atraso informo que os professores da Escola D. Martinho Castelo Branco, de Portimão, reunidos no dia 13 – Jornada de Reflexão – aprovaram a Moção em anexo, decidindo:

• Manter a luta contra a viabilização deste modelo de avaliação do desempenho o qual não é bom para o processo de ensino, para as aprendizagens e para a supressão das dificuldades inerentes ao próprio processo educativo, sobre os quais a avaliação do desempenho deve, também incidir;

• Manter a disponibilidade para continuar a luta por um ECD que dignifique e valorize a profissão docente.

Outras conclusões:

. Dar todo o impulso para o êxito da greve do dia 19 de Janeiro, pois esta poderá ser decisiva para a continuação da luta e para a vitória dos professores. É fundamental uma nova greve massiva a nível nacional.

. Será importante para a nossa luta uma grande manifestação no dia 24, junto ao Palácio de Belém, nela participando Sindicatos e Movimentos de Professores. Envidar esforços contactando professores de outras escolas da cidade para aluguer de autocarro/os.

. Disponibilidade para novas concentrações e manifestações e novas formas de luta, evitando no entanto novas greves, pois estas tendo fraca adesão irão comprometer a luta dos professores.

Colegas, Força! Não podemos abrandar! Muitas escolas e agrupamentos estão a decidir manter a continuação da luta, não entregando nomeadamente os objectivos individuais. Nenhum professor, incluindo os contratados, será penalizado pela sua não entrega. Os Conselhos Executivos que imponham os seus objectivos a mando do Ministério.

Não tenham medo Professores e Professoras! E quem tem medo compra um cão. Já nos bastou o tempo do Antigo Regime. E não se esqueçam que há um tempo para tudo – Agora o tempo é de dizer NÃO! O tempo é de Resistência e de Luta. A Unidade faz a Força e nós como temos a Força da Razão teremos de ter a Razão da Força. Tudo depende de nós.

O Monstro neste momento encontra-se moribundo, temos de lhe aplicar a estocada final e aniquilá-lo. Vamos deixar que ele se erga de novo e nos devore? Depois de tanto trabalho, depois de todas estas jornadas gloriosas um pouco pelas escolas de todo o país, depois daquelas datas históricas de 8 de Março e 8 de Novembro de 2008? Além das pesadas consequências nunca mais iríamos ter sossego nas nossas consciências – particularmente para aqueles que não lutaram o suficiente.

Para vos dar um pouco mais de alento aqui deixo a máxima do poeta Goethe:

"Se perdes os bens perdes algo, se perdes a honra perdes muito, mas se perdes o ânimo então perdes tudo". É isto que está em causa, não podemos perder o ânimo, senão tudo se perde. Somos muitos, somos dezenas de milhar – não podemos ter medo. Quem tem medo de nós é a Ministra e o Sócrates, por isso tudo fazem para nos dividir. Mais uma vez vamos dar-lhes uma lição continuando a estar unidos e demonstrando que não temos medo.

EU NÃO TENHO MEDO! E como não tenho medo VOU FAZER GREVE dia 19 de Janeiro e NÃO VOU ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS! Está em causa a dignidade de ser Professor e a defesa da Escola Pública. VOU CONTINUAR A LUTAR!

FAÇAM COMO EU.

Abraço solidário.

João Vasconcelos




Escola D. Martinho de Castelo Branco – Portimão mantém suspensão da avaliação

Moção


Os/as professores/as da Escola E. B. 2,3 D. Martinho de Castelo Branco – Portimão, reunidos no dia 13 de Janeiro, entendem que as condições objectivas para a aplicação do modelo, mesmo que simplificado, de avaliação do desempenho não se alteraram, tendo em conta os seguintes aspectos:

1. Os/as docentes exigem que o modelo de avaliação da actividade docente constitua um instrumento fundamental de valorização da escola pública e do desempenho dos/as professores/as e educadores/as;

2. Entendem que qualquer alternativa ao actual modelo de avaliação do desempenho só pode passar pelo fim da divisão artificial da carreira em professores e titulares, uma fractura que descredibiliza o próprio estatuto profissional e a função docente;

3. Consideram também que a simplificação agora publicada em Diário da República (Decreto-Regulamentar 1-A/2009, de 5 de Janeiro) despreza a componente científica e pedagógica do trabalho docente, ao mesmo tempo que, não mexendo no essencial do modelo e apresentando-se, apenas, como uma solução transitória, visa ganhar tempo aproveitando-se, cinicamente, do próprio calendário eleitoral para fazer valer, no futuro, medidas por todos rejeitadas;

4. Entendem ser lamentável, contudo, que o ministério da Educação e o Governo recorram à ameaça e à chantagem para forçarem os docentes a abdicarem da sua luta.
As declarações recentes do Secretário de Estado Adjunto e da Educação são condenáveis num quadro em que se iniciaram negociações entre Sindicatos e Ministério, visando, designadamente, rever a estrutura da carreira e o modelo de avaliação do desempenho.
Com esta atitude, o Ministério da Educação revela a sua intenção de manter este Estatuto da Carreira Docente, mesmo que, para isso, tenha de passar a ideia de que faz pretensas e irrelevantes cedências, a troco do abandono da luta pelos/as professores/as e educadores/as.
Assim, os/as professores/as e educadores/as presentes na reunião decidem:

• Manter a luta contra a viabilização deste modelo de avaliação do desempenho o qual não é bom para o processo de ensino, para as aprendizagens e para a supressão das dificuldades inerentes ao próprio processo educativo, sobre os quais a avaliação do desempenho deve, também incidir;

Manter a disponibilidade para continuar a luta por um ECD que dignifique e valorize a profissão docente.

Escola D. Martinho de Castelo Branco – Portimão


Obs: Moção aprovada por todos os professores e professoras presentes, sem nenhuns votos contra.

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