quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

SECUNDÁRIA MANUEL CARGALEIRO MANTÉM-SE FIRME

MOÇÃO

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL CARGALEIRO

Os professores da Escola Secundária Manuel Cargaleiro reuniram em assembleia com o objectivo de, na sequência da publicação do Decreto Regulamentar nº l-A/2009, de 5 de Janeiro, decidir sobre a manutenção da suspensão do processo de avaliação docente, afirmada em reunião geral de professores de 5 de Novembro de 2008, confirmada em reunião geral de professores de 10 de Dezembro e reiterada em reunião sindical de 13 de Janeiro de 2009.

Da reflexão efectuada sobre as alterações introduzidas pelo supra-citado Decreto Regulamentar, concluíram que as mesmas são transitórias e conjunturais, respeitando apenas às condições de aplicação do modelo de avaliação em causa, verificando-se que:

• se mantém a fractura da carreira;

• se mantém o sistema de quotas para acesso às classificações de muito bom e excelente;

• se subvaloriza a componente científico-pedagógica da profissão docente, privilegiando-se componentes meramente burocráticas. Esta subvalorização do que constitui o verdadeiro cerne da actividade de um professor apenas vem confirmar a pouca seriedade deste modelo de avaliação.

Isto significa que, se aceitarem a implementação deste modelo, os professores estarão a subscrever todos estes aspectos e também a aceitar tacitamente um ECD que é justamente contestado pela esmagadora maioria dos docentes.

Discutiram ainda atitudes e procedimentos por parte da tutela considerados inadmissíveis, nomeadamente:

1. o denegrir público da classe docente, através de comentários e afirmações ofensivos, que pouco ou nada dignificam a Sra Ministra da Educação, os seus Secretários de Estado ou os seus Directores Regionais;

2. a utilização abusiva dos endereços electrónicos dos docentes, com o intuito de exercer pressão sobre os mesmos;

3. o anúncio do aumento do número de vagas para os professores no próximo concurso; da possibilidade de os professores titulares poderem concorrer; do dirimir da obrigatoriedade de avaliação àqueles que se reformem até 2011 e a alguns professores contratados – medidas cujo objectivo único é o de aliciar e dividir os docentes;

4. o recurso a ameaças de reversão de algumas destas “propostas” e de procedimentos disciplinares para quem recuse aceitar este processo de avaliação.

Considerando todos estes aspectos e assumindo-se como pertencentes a uma classe profissional digna, com responsabilidades sociais particulares, cujo dever primeiro é o de defender a Escola Pública, os docentes tomaram, uma vez mais e definitivamente, a decisão de manter suspenso o actual processo de avaliação docente, não participando em qualquer dos actos com ele relacionados.

Apelam ainda os docentes para uma revisão do ECD, principal foco de desestabilização e de conflito, reafirmando a sua vontade e exigindo ser alvo de uma avaliação “justa, séria e credível, que seja realmente capaz de distinguir, de estimular e premiar o bom desempenho, (...) um instrumento essencial para a valorização da profissão docente e um contributo decisivo para a qualificação da escola pública.” (SIC, Decreto Regulamentar nº l-A/2009, de 5 de Janeiro).

Fogueteiro, 27 de Janeiro de 2009

A moção foi aprovada com:
- votos a favor: 88 (82,24%)
- votos contra: 7 (6,54%)
- abstenções: 12 (11,21%)

8 comentários:

Anónimo disse...

MUITO IMPORTANTE:
> Os professores em greve há um mês no Chile conseguiram que o governo desistisse
> do ridículo modelo de avaliação semelhante ao nosso. Já é oficial!
>Este modelo absurdo já só existe em portugal (sim, este país com letra pequena).
> Penso que está na hora de ponderarmos na necessidade de fazer greve por tempo
> indeterminado e perdermos o amor a um mesito de ordenado (não acredito que aqui
> seja necessário mais de uma semana ou duas, com os pais passados com os filhos
> em casa... e as eleições à porta... o governo tem de ceder!)
> Já vários colegas me disseram que não podem passar sem o vencimento
>de um único mês, mas será que ponderam os milhares de contos que estamos e vamos perder? para >além dos cortes nas reformas? Não podem perder um mês de
>ordenado? e se perderem o emprego? morrem no mês seguinte? Não! Está na altura de
>fazer um pequeno sacrifício perante o que se avizinha! E um mês de ordenado é
>um pequeno sacrifício perante o que estamos na eminência de perder!
> Ponham os olhos no exemplo Chileno! Vamos ser a única classe
>profissional, no único país do mundo a viver este horror de avaliação, divisão artificial e castração na >carreira?
> Abram os olhos! a greve por tempo indeterminado é cada vez mais a
>única saída para a queda completa deste modelo de avaliação.
> Temos de espalhar esta ideia rapidamente, sobretudo agora que os
> sindicatos vão dar a luta por estagnada de novo e o modelo saiu em Diário da República
> obrigando a que as escolas façam a avaliação sob hipótese de despedimento dos
> avaliadores que se neguem a avaliar e processos disciplinares aos elementos do
> CE que não apliquem o modelo. E nem vale a pena que os colegas peçam para não
> ser avaliados, pois isso implica que não progridem garantidamente e isso é só o
> que interessa ao governo, pois querem lá saber da avaliação...
> Colegas: ainda não avançamos nem ganhamos nada!
> Temos de endurecer a luta. Passem a palavra para alertar os colegas.
>Se nada fizermos agora, dentro de 10 dias, como ratos, teremos entregue os
> objectivos individuais e estaremos a pedir para sermos avaliados um a um! com algumas
> heróicas excepções que serão prejudicados caso a caso facilmente pelo governo.
> Não podemos ceder agora!

28 de Janeiro de 2009 23:02
Anónimo Anónimo disse...

MODELO CHILENO JÁ SÓ EXISTE EM PORTUGAL...!

> Os professores em greve há um mês no Chile conseguiram que o governo desistisse
> do ridículo modelo de avaliação semelhante ao nosso. Já é oficial!
>Este modelo absurdo já só existe em portugal (sim, este país com letra pequena).
> Penso que está na hora de ponderarmos na necessidade de fazer greve por tempo
> indeterminado e perdermos o amor a um mesito de ordenado (não acredito que aqui
> seja necessário mais de uma semana ou duas, com os pais passados com os filhos
> em casa... e as eleições à porta... o governo tem de ceder!)
> Já vários colegas me disseram que não podem passar sem o vencimento
>de um único mês, mas será que ponderam os milhares de contos que estamos e vamos perder? para >além dos cortes nas reformas? Não podem perder um mês de
>ordenado? e se perderem o emprego? morrem no mês seguinte? Não! Está na altura de
>fazer um pequeno sacrifício perante o que se avizinha! E um mês de ordenado é
>um pequeno sacrifício perante o que estamos na eminência de perder!
> Ponham os olhos no exemplo Chileno! Vamos ser a única classe
>profissional, no único país do mundo a viver este horror de avaliação, divisão artificial e castração na >carreira?
> Abram os olhos! a greve por tempo indeterminado é cada vez mais a
>única saída para a queda completa deste modelo de avaliação.
> Temos de espalhar esta ideia rapidamente, sobretudo agora que os
> sindicatos vão dar a luta por estagnada de novo e o modelo saiu em Diário da República
> obrigando a que as escolas façam a avaliação sob hipótese de despedimento dos
> avaliadores que se neguem a avaliar e processos disciplinares aos elementos do
> CE que não apliquem o modelo. E nem vale a pena que os colegas peçam para não
> ser avaliados, pois isso implica que não progridem garantidamente e isso é só o
> que interessa ao governo, pois querem lá saber da avaliação...
> Colegas: ainda não avançamos nem ganhamos nada!
> Temos de endurecer a luta. Passem a palavra para alertar os colegas.
>Se nada fizermos agora, dentro de 10 dias, como ratos, teremos entregue os
> objectivos individuais e estaremos a pedir para sermos avaliados um a um! com algumas
> heróicas excepções que serão prejudicados caso a caso facilmente pelo governo.
> Não podemos ceder agora!

Anónimo disse...

Pois é... só aqui neste País é que ainda existem pessoas com duas caras, que assumem uma posição à frente de toda a gente e depois outra, na retaguarda...
O medo e a mesquinhez estão a tomar conta de alguns docentes que começam a boicotar as decisões tomadas em Reunião Geral de Professores... uma vergonha este País...
Agrupamento Luísa Todi...que vergonha!

Anónimo disse...

Só para dizer que até fomos enganados em relação à nossa aposentação...cada dia que passa muda o tempo de serviço e de idade.
Saímos do ensino com os pés virados para a cova.

Uma profissão de grande desgaste físico e psicológico.

Não ouço nada dos Sindicatos!!

Anónimo disse...

TENHO VERGONHA DA MINHA CLASSE. AFINAL DERAM UMA BOLACHA E MUITOS FICARAM CONTENTES... NEM O COPO DE LEITE EXIGEM. MANIFS, GREVES ALINHARAM. AGORA TUDO COM O RABO ENTRE AS PERNAS A ENTREGAR OS O.I.

Anónimo disse...

ONDE ESTÃO OS LUTADORES DO ANTES 25 DE ABRIL? Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não, diz o poeta. A malta do pós 25 é a menos lutadora. Porquê? Fácil... A liberdade já tinha saído para a rua.

Anónimo disse...

Agrupamento D.Miguel de Almeida- Abrantes mantém-se na luta.
Em reunião ontem efectuada(28/01)ficou decidido a não entrega de objectivos e aulas assistidas.
Houve apenas 18 abstenções(todos professores contratados).

Martins disse...

Temos de pressionar os sindicatos para avançarem para greve por tempo indeterminado. Acho que os sindicatos nos estão a vender. Eles são muito culpados de não termos já vencido!

jpvideira disse...

colegas quem quiser ser Fátima, hoje, venha a

http://diasdofim.blogspot.com/2009/01/fatima-bebe-uma-guiness.html

e diga isso mesmo!

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