É com profunda tristeza e vergonha que vejo os subscritores da Moção pela Suspensão do Modelo de Avaliação transformados em protagonistas da elaboração dos “Objectivos Individuais” e da corrida ao pedido de “Aulas Assistidas”.
A Indignação deu ligar à resignação.
Afinal, os 120 mil, os 140 mil, a greve histórica vão servir para que a nossa imagem saia desprestigiada e ridicularizada:
- a Srª Ministra tinha razão: não eram os professores que se manifestavam, eram os sindicatos;
- este simplex responde, a critérios que garantem “Uma avaliação dos professores justa, séria e credível, que seja realmente capaz de distinguir de estimular e premiar o bom desempenho, constitui, na perspectiva do Governo, um instrumento essencial para a valorização da profissão docente e um contributo decisivo para a qualificação da escola pública. “;
- a questão das “aulas assistidas” (tão empolada pela Srª Ministra) que constituiu uma das suas tão badaladas “cedências”, não estava em causa;
- estamos de acordo com a existência de professores de “primeira” e de “segunda”, sendo que os de “primeira” o são “administrativamente”;
- estamos todos de acordo com as quotas – requerendo aulas assistidas talvez nos saia na rifa o Muito Bom ou até mesmo o Excelente;
As ameaças surtem o efeito pretendido pela Srª Ministra – o “medo” das consequências de manter a posição que nos levou à rua, de sermos coerentes e agarrarmos a única hipótese que nos resta: não entregar os “Objectivos” e assumir que este ano não “conta” para a progressão, o “medo”, dizia, está a vencer o nosso direito a resistir!
"Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública." Direito de resistência Art.21 Constituição da República.
Eu não vou entregar Objectivos Individuais!
Eu lutei para que os professores do 1º Ciclo integrassem a “nossa” carreira!
Eu não vou pactuar com a divisão da carreira – com 25 anos de profissão cheguei ao topo da carreira de professor – não quero ser Titular!
Enquanto puder, vou exercer o meu direito de resistir!
Irene Bernardo









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