quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

ACORDO, DESACORDO E RUPTURA?

Ministério da Educação e Fenprof sem acordo

O Governo e a Federação Nacional dos Professores concordaram esta quarta-feira na inexistência de pontos de convergência na revisão da estrutura da carreira docente, pelo que um entendimento entre as duas partes está cada vez mais longe.

"Infelizmente não correu tão bem como a reunião da manhã [com a FNE], não se tendo verificado pontos de convergência que permitam neste momento considerar que o processo negocial venha a concluir-se com um entendimento", afirmou o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, no final de uma reunião com a Fenprof.

Minutos antes, igualmente em declarações aos jornalistas, o secretário-geral desta estrutura sindical, Mário Nogueira, sublinhava que a proposta da tutela "não acaba com as categorias hierarquizadas, as quotas e a existência de vagas".

"O Ministério pode admitir retirar a designação das categorias [de professor e professor titular], mas acabar com elas não está em cima da mesa", lamentou o dirigente sindical.

"A ideia de que a carreira docente pode desenvolver-se com as mesmas funções e as mesmas responsabilidade do primeiro ao último dia é um princípio que consideramos inaceitável", contrapôs o secretário de Estado.

Jorge Pedreira e a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) concordaram hoje de manhã na realização de uma avaliação extraordinária, na passagem do sexto para o sétimo escalão, através de uma prova pública que permita a qualificação dos docentes para o exercício das funções de maior responsabilidade, os actualmente designados professores titulares, com cargos de supervisão, coordenação e avaliação.

"Temos aqui um ponto de convergência que nos dá esperança de trabalhar em conjunto [com a FNE] para a obtenção de uma solução que preserve os objectivos do ME", sublinhou o governante, acrescentando que a Fenprof "não apresentou qualquer proposta nesse sentido", tendo-se limitado a discutir "cenários abstractos".

Questionado sobre uma eventual ruptura de posições entre a FNE e a Fenprof, Mário Nogueira negou, afirmando que "nenhuma organização sindical aceita a divisão da carreira, as quotas e a existência de vagas": "cada uma terá as suas propostas tendo isto por base", afirmou, recusando fazer mais comentários.

"Continuaremos a trabalhar com as organizações sindicais que estão disponíveis para encontrar plataformas de convergência, mas não podemos aceitar uma posição que representaria um recuo", afirmou Jorge Pedreira, numa crítica à Fenprof.

In Jornal de Notícias.

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