domingo, 8 de fevereiro de 2009

CARTA ABERTA A TODOS OS EDUCADORES

Car@ Colega,

Não sei o que vale, sei que a vontade e a partilha do nosso pensar e do nosso sentir nos hão-de levar à vitória da Educação e do Ensino em Portugal. Por isso envio um artigo que publiquei no decano Jornal AURORA DO LIMA, que de 1855 informa Viana do Castelo, o Alto Minho e os vianenses na diáspora.

Usem, abusem e divulguem.

Com cumprimentos,


Aristides Sousa



Carta aberta a todos os educadores

Car@ Colega,
Estimado Concidadão,

Já se sabe que tipo de carácter está à frente do Ministério de Educação (ME). Fica cada vez mais evidente que a questão da avaliação, para o ME, é, antes de mais e acima de toda a demagogia, uma estocada que se quer dar aos Professores e ao Ensino em Portugal, muito além de uma opção de política educativa. É um tudo ou nada, um agora ou nunca!
Por esta razão, e lendo tudo o que nestes meses se escreveu e disse, está demonstrado que é um monstro o que se quer impor aos professores, para se atingir as escolas, com perdas para os alunos, para a qualidade do serviço educativo e, por consequência, para o país, no presente e no futuro.
A lucidez da sociedade começa a surgir, e as certezas de muitos de nós, cidadãos e contribuintes, vão cada vez mais no sentido de que assiste razão aos milhares de Professores que, com custos elevados, continuam a defender o Ensino, as Aprendizagens e a Educação em Portugal.
Na política e pela política não se esgotam os argumentos nem é comum prevalecer o que melhor serve ao país, mas do encontro desta com quem está no terreno resulta o equilíbrio que melhor serve o desenvolvimento da nação.
Por isso, os professores sempre se opuseram e opõem à via única, ao sentido unilateral do ME. Os professores de Portugal são uma classe série, dedicados e empenhados no que fazem. Não se podem tomar excepções por regra! Não se pode aceitar a legitimidade democrática como o absolutismo e o unanimismo que em circunstância alguma a democracia defende. Não devemos continuar a olhar com inveja para o lado, pois todos contribuímos para a construção dum Portugal melhor.
É de todo inaceitável que, vivendo o mundo na era da partilha, da cooperação e da colaboração, onde cada um é uma peça estruturante no andaime que suporta, securiza, acrescenta, ampara, promove e releva para o desenvolvimento sustentável e harmonioso da vida em sociedade, fiquemos resignados à via única que esta governação teima em impor pela força do poder de que se diz detentora.
Quantos de nós, cidadãos, se sentem traídos pelo contributo que foi dado a este Governo autista?
O que fazemos a quem nos trai a confiança depositada?
É legítimo, e aceitamos, deixar prosseguir na acção errada quem abusa da confiança que demos?
Não tenhamos dúvidas que, na política como na vida do quotidiano individual, há muito mais valor para além dos que são os protagonistas habituais na condução do país. É tempo de olharmos o nosso futuro e de o confiarmos a quem, não tendo a áurea do rótulo dos ícones dos poderes, tem trabalho e na opção de vida servir melhor o país onde pode, pelo trabalho que faz.
É esta a determinação e opção de vida particular e profissional que fiz, por isso não me furto a participar com empenho e dedicado entusiasmo na defesa do que melhor serve, em justiça e equidade, os interesses locais, municipais, de classe e do país, tendo sempre presente que a vida é uma missão no tempo e com finitude. Faço-o amiúde recorrendo ao expoente máximo da partilha e da liberdade na história de humanidade: a Internet e os seus serviços.
Olhando para trás, e só recuando pouco mais que uma década, é assombroso o salto que, mesmo inconsciente ou pelo menos sem nele reflectirmos, o espírito humano e a consciência colectiva, o instinto gregário, deram no sentido da fraternidade e da consciência planetária atomizada da vida: passamos de ver o mundo da janela de nossas casas a deixar entrar o mundo, por uma janela, na nossa privacidade.
Como se pode, no contexto desta realidade, aceitar que na EDUCAÇÃO EM PORTUGAL, no lugar de se estimular a acção e o trabalho colaborativos, se queira forçar o individualismo, a segregação e a castração do mérito por normas irracionais?
Vale a pena pensar nisto!
Luto/e, e continuo/e lutando, com e ao lado dos Professores, pela salvação nacional de uma sociedade mais justa e melhor, pois também é, de alguma forma, educador!

Aristides Sousa
Professor e Deputado Municipal de Viana do Castelo pelo CDS-PP

1 comentário:

Anónimo disse...

A avaliação não é o único problema.É necessário um debate profundo e sério sobre a educação. Este assunto não pode ser abordado apenas nos blogues. A população tem de ler sobre nos jornais ou assistir a debates sérios na televisão. Dizem que há boicote por parte dos média, a ser verdade é grave! Mas há quem possa lutar contra isso ... deputados no Parlamento!

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