quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CONTINUAR A LUTAR...

Estamos, de novo, quase em Março. Fará brevemente um ano que a nossa luta teve um impulso significativo naquela que, à época, foi a maior manifestação de professores no nosso País.

Gostaríamos que as águas já estivessem tranquilas, as nossas mais que justas reinvindicações atendidas e nos pudéssemos dedicar sem sobressaltos à nossa profissão, onde a vertente Humana é tão importante.

Por vezes, as Lutas são demoradas, mas isso só pode aumentar a nossa determinação, porque estamos convictos dos motivos que nos movem.

Estamos nuna época de viragem da sociedade, estamos a caminho de um rumo mais justo e mais humano, onde as pessoas irão de novo contar. Hoje pode parecer algo utópico, mas todos os sinais apontam nesse sentido.

O neo-liberalismo desmoronou-se como um "castelo de cartas" e quem acreditou que a sua reedição entre o final do séc. XX e primeira parte do séc XXI iria ter êxito, porque o choque tecnológico agora é maior, enganou-se redondamente.

Esta forma de ver a sociedade inundou todos os sectores da Sociedade, incluindo a Saúde e a Escolas, onde se lida com seres humanos e não com objectos fabricados em série.

Nesse contexto, foi-nos imposto um modelo de Avaliação que, se não enferma de outros males, bastaria conter a "competição" desenfreada entre professores, onde se perde o sentido do que é Ensinar/Educar/Cidadania, para merecer o repúdio não só dos docentes, mas de toda a sociedade, pois os alunos serão a curto/médio prazo grandemente prejudicados.

Claro que, ao actual Poder instalado neste País, isso pouco importa, porque uma classe profissional preocupada na "Competição" não pode preparar os seus alunos como pensadores livres, seres analíticos, capazes de questionar atitudes, informação, etc. O poder lança, assim, as bases para gerações sem poder de decisão, incapazes de pensarem pelas suas cabeças e perfeitamente amestradas para acreditarem na falsa propaganda, nas falsas sondagens, nas falsas informações e, desta forma, eternizarem as pessoas nos caminhos da Governação, que querem o poder pelo poder e se deliciam a ameaçar, a humilhar, a enganar os cidadãos.

Não podemos permitir que esta forma de fazer política se instale, pois mais não seria do que uma Ditadura. E regimes totalitários só anulam os seres humanos, venham de onde vierem!

Chegou o Tempo da Democracia Participativa se instalar de vez neste País, ou seja, obrigar o governo a negociar, a apresentar com clareza os seus projectos, a ouvir não só os deputados eleitos, mas os cidadãos, porque a vontade expressa no voto não se esgota quando se sabe quem saiu vitorioso dessas eleições para só se voltar a expressar a vontade nos próximos actos eleitorais.

Esse tempo passou! E se os políticos deste País ainda o não entenderam, temos de lho recordar até se tornar uma forma de governar. Goste-se ou não dos regimes dos países nórdicos e dos países anglo-saxónicos, é inegável que esses têm instalada e a funcionar a Democracia Participativa. Tem ainda muitas imperfeições, mas esse é o Caminho das novas sociedades; os velhos hábitos têm os dias contados. Mas as mudanças profundas não são fáceis e, por isso, a nossa classe tem sido tão causticada.

Conscientemente ou não, "ousamos" contestar sem MEDOS as imposições que todos os dias nos querem fazer. Insultaram-nos, tentaram desacreditar-nos, ameaçaram-nos... e nós sempre a resistir e a lutar. Estamos a conseguir virar as decisões a nosso favor. Não podemos, agora, considerar que estamos cansados, que não vale a pena. Não podemos fraquejar.

Os nossos êxitos dependem do nosso Empenho em todas as formas de Luta que se avizinham, porque uma classe unida nunca é trucidada. Não esqueçamos "a história do lobo mau e dos três porquinhos: enquanto se mantiveram unidos, ele não lhes conseguiu fazer mal, mas, quando os desuniu, devorou-os.

Não nos deixemos devorar.

Muito tem de ser alterado na nossa profissão. Se tivermos êxito, isso estender-se-á a outros grupos profissionais, que talvez agora nos contestem, porque ainda não perceberam que a nossa Luta é a de todos os Portugueses que não se revêem nestas políticas e nesta forma de governar uma Nação.

Precisamos de acabar de vez com o Actual Modelo de Avaliação (continua aí, apenas hibernou por uns meses), com o actual ECD, com a nova Gestão das Escolas, com o Estatuto do Aluno, impedir a extensão da filosofia da monodocência ao Ensino Básico e Ensino Secundário, com "os disponíveis" na Educação (quando nos tiraram a possibilidade de recorrer "à Mobilidade Voluntária"). Enfim, há muito para alterar, mas não vai ser possível alterar tudo até ao final desta legislatura. No entanto, o que não for alterado tem de deixar firmes alicerces para se conseguir a mudança de tudo na próxima legislatura.

Assim, há que CERRAR FILEIRAS nas novas LUTAS, estejam ou não ligados a elas todos os sindicatos e/ou centrais sindicais. Precisamos de Lutar! Além dos Tribunais, novamente na RUA! Portanto, MOBILIZEMO-NOS para estarmos em PESO no dia 7 DE MARÇO e participarmos no primeiro CORDÃO HUMANO que se realizará neste PAÍS.

Como a LUTA é também de todos os cidadãos, tragam convosco FAMILIARES e AMIGOS. Sensibilizem os conhecidos e os desconhecidos a juntarem-se neste CORDÃO HUMANO pela EDUCAÇÃO e, consequentemente, por PORTUGAL.

Todos os que pudermos estar na manifestação de 13 de Março, estejamos e digamos sempre presente a Greves, Manifestações, a todas as Formas de protesto na RUA. Aí vão-nos ouvir até que o ME e GOVERNO fiquem cada vez mais e mais isolados de modo a claudicarem.

Queridos colegas, pais, cidadãos deste País, vamos lutar por uma sociedade mais justa, um mundo melhor, não só para nós, mas principalmente para filhos, netos, sobrinhos... em suma, as novas gerações.
L.C.

MOBILIZAR, UNIR, LUTAR, RESISTIR!

2 comentários:

profpardal disse...

Será que vai valer a pena!
Acho que as tropas começaram a desmobilizar!

Infelizmente há por aí muitas gargantas que só cantam em coro. Quando é para o fazer a solo, metem o rabinho no meio das pernas e fazem o que são obrigados a fazer.

Viu-se com a questão dos objectivos individuais!

Ana Mar disse...

Todos, ou pelo menos muitos de nós, sabíamos que não ia ser fácil.
É preciso persistir no que está certo. Não abdicar de valores, do direito à dignidade e do direito à indignação.

Desde 01-01-2009


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