sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

É CARNAVAL O ANO INTEIRO

Embora se compreenda, foi pena que os colegas de Paredes de Coura tenham cedido às pressões e chantagens da DREN! Mas...

E se outros colegas quiserem amanhã, às 18.30 h, em Aveiro, junto do Governo Civil, dar as boas-vindas a José Sócrates (que aí se desloca em visita), o Carnaval de 2009 será ainda melhor.

E se as coisas não mudarem, quem sabe se, um dia destes, a grande maioria dos professores passa a usar esta indumentária na escola, demonstrando que é Carnaval o ano inteiro...


Carnaval
Professores de Paredes de Coura desfilaram sob protesto

20.02.2009 - 18h30 Andrea Cruz

Os professores do Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura desfilaram hoje, ao lado dos alunos que festejavam o Carnaval. Mas vestidos de negro, amordaçados e com as mãos presas por correntes, como forma de protesto contra a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) que, contrariando uma decisão do Conselho Pedagógico, lhes ordenou que acompanhassem as cerca de 400 crianças do pré-escolar e do 1º ciclo do Ensino Básico, pelas ruas da sede do concelho.

“Só antes do 25 de Abril é que as pessoas eram obrigadas, é uma vergonha!”, indignou-se uma docente que disse não se identificar por medo de represálias e que ostentava correntes em volta dos punhos e um saco preto na cabeça. Outro professor, Armando Lopes, sublinhou que a decisão da DREN “é ilegal”, por contrariar uma decisão tomada pelo conselho pedagógico, “um órgão com autonomia”.

Com os professores esteve o coordenador do Sindicato dos Professores do Norte (SPN), Abel Macedo, que prestou declarações aos jornalistas para defender que a imposição da DREN, “um sinal de que hoje não há liberdade no desempenho profissional”, “deve fazer pensar os portugueses”. “Como é que alguém se arroga o direito de silenciar e amordaçar uma classe?”, questionou, acrescentando que a ordem para que se realizasse o cortejo se “tratou de um abuso claro e de excesso de autoridade por parte da directora regional”.

Ontem, a presidente do Conselho Executivo do agrupamento, Cecília Terleira, explicou que os professores decidiram suspender algumas das 164 iniciativas previstas no plano de actividades devido à falta de tempo motivada pelos processos de avaliação do desempenho e de eleição do Conselho Geral Transitório e do director. Mas assegurou que só haviam sido canceladas aquelas que não foram consideradas indispensáveis ao processo de aprendizagem das crianças.

Estava previsto que os alunos festejassem o Carnaval no espaço escolar, mas a decisão desagradou à Associação de Pais e à Câmara Municipal, que reclamaram a realização do habitual cortejo. Foi assim que, depois de um braço de ferro que se prolongou pelos últimos dias, a DREN reiterou a ordem dada a Cecília Terleira para que convocasse os professores para a realização do cortejo.

Os pais, que hoje acompanharam de perto a participação dos filhos no corso carnavalesco, já pediram uma reunião com o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas, prevista para a próxima semana, para tentar garantir a realização de outras actividades canceladas, como as visitas de estudo de alunos até ao 8º ano e as idas à praia com as crianças da pré-primária.


In Público.

13 comentários:

Anónimo disse...

parabéns aos professores de coura.

Anónimo disse...

O que é melhor, ser demitida de Presidente do Conselho Executivo ou ser desautorizada? O que é que adianta irem para a rua mascarados de vítimas? Cederam, não foi? Então porque se queixam? Ou são dos tais que querem mudar a política injusta em que vivemos, de pantufas à lareira? Assim não se vai a lado nenhum!

Anónimo disse...

Foi uma pena terem cedido à pressão da DREN. Para a próxima avaliem primeiro se estão dispostos a correr todos os riscos. Caso contrário, "pode virar-se o feitiço contra o feiticeiro"! Mas, de qualquer forma, deixo aqui a minha solidariedade com os professores deste agrupamento.

Anónimo disse...

ATENÇÃO PROFESSORES: VAMOS CONTINUAR A LUTA! PARABÉNS A ESTE AGRUPAMENTO. A CURTO PRAZO: NINGUÉM DEVE PEDIR AULAS ASSISTIDAS!

Ni disse...

E assim se faz Portugal...uns vão bem e outros mal! Já assim cantava Sérgio Godinho. Desculpem-me a ignorância:a DREN pode "desmandar" uma directiva tomada em sede de Conselho Pedagógico, no exercício da cidadania e democracia da escola? Pode! Neste governo, pode! Pode tudo!Pode tudo porque neste governo anda tudo às avessas e o pior é que nós deixamos!Nós deixamos que um despacho altere um decreto; nós deixamos que o ministério desminta os numeros da greve e calamo-nos; nós deixamos que a Dgrhe use os nossos endereços de email para nos ameaçar e calamos!nós admitimos que a tal senhora da DREN desautorize o CP e PCE e calamos!nós assistimos, escandalizados mas sentadinhos no sofá, à vergonha de vermos um primeiro ministro ser gozado em plena Assembleia por tentar enganar os deputados, lendo o prefacio do relatório da OCDE como se fosse o próprio relatório, e calamos; nós continuamos hoje como há dois anos à procura da verdade (apenas porque temos direito à verdade)sobre a licenciatura do PM e, diante das desculpas esfarrapadas e insidiosas, calamos; Calamo-nos, e começo a ter medo que o façamos por
ser este um país onde os escândalos fiscais envolvendo governantes são quase uma constante, mas onde contínua e progressivamente se exerce uma feroz perseguição à "arraia miúda" que não pode apelar à imunidade política nem tem primos taxistas na Suíça…
Este é o país em que começa a ser conveniente o silêncio, em que a liberdade de expressão é cada vez mais "expressão" e menos "liberdade", o país em que, como dizia Zé Mário Branco, um grupo de inteligentes (leia-se governo) todos os dias trabalha arduamente para
ver "quem vai ser capaz de te convencer de que a culpa é tua e só tua se o teu salário perde valor todos os dias, ou de te convencer de que a culpa é tua e só tua se o teu poder de compra é como o rio de S. Pedro de Moel que se some nas areias em plena praia, ali, a 10 metros do mar em maré cheia, e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer: porra, finalmente o rio desaguou!" Este é o país da treta, onde uma Presidente de Conselho Executivo é ameaçada de demissão e obrigada a convocar os docentes para a realização de uma actividade e não recorre a um tribunal para denunciar a situação. Isto é assédio! Chega. Este é um país que eu não quero!Haja cravos...............

Anónimo disse...

Temos que voltar para a rua e juntarmos-nos junto às Autarquias, e assim começa a Comunicação Social a dar alarido das nossas lutas...Se os Sindicatos fazem barulho, pessoalmente não ouço nada, até acho que já há uma que quer juntar-se ao Governo...dividir para reinar.

Como é possível um Conselho Geral os Professores ficarem em minoria, está feito o filme, vamos ser os lacaios destes paizinhos de não sabem educadar os seus Educandos

Anónimo disse...

Amanhã certamente vai colocar policias a 500 metros com medo dos insultos verdadeiros....placares com a palavra censura / desgoverno na Educação.

Todos a Coimbra

Anónimo disse...

Antes de mais parabéns a esta escola. Realmente foi pena terem cedido, mas quem sabe servem de inspiração a outras escolas!
Mas o que eu queria aproveitar para dizer e alertar é para o seguinte:
Até agora o porta estandarte da luta contra este modelo de avaliação foi a "Não Entrega dos Objectivos" mas não nos podemos esquecer que está previsto que a avaliação se reflicta na graduação profissional e, quanto a mim, este é o ponto mais gravoso para os professores. Uma das formas de lutar contra isto é começarmos a fazer campanha contra as aulas assistidas. VAMOS A, PARTIR DE AGORA, ADOPTAR O SLOGAN "NÃO ÀS AULAS ASSISTIDAS". Para quem pediu fica a informação de que É POSSÍVEL DESISTIR DO PEDIDO DAS AULAS ASSISTIDAS (PEÇAM A MINUTA AOS SINDICATOS)! ESTA DEVERIA SER A NOSSA LUTA A PARTIR DE AGORA!

Anónimo disse...

Olá

Passei por aqui a ver se já havia alguma consequência política depois da maneira como foram tratados os professores de Paredes de Coura nesta Sexta-feira.

Não sei o que vai na alma da dita cuja Directora da DREN, nem se a Ministra de Educação irá dormir de consciência tranquila esta noite, mantendo-se ainda em funções.

Mas, aquilo que hoje fizeram à classe docente faz-me lembrar como a grande maioria da classe operária e rural era tratada na época do Estado Novo …

Veremos o que o Senhor Procurador-Geral da República e o Senhor Provedor de Justiça terão a dizer relativamente a este paupérrimo acontecimento.

Infelizmente, parece que estamos a recuar 50 / 60 anos e a ver o mesmo filme …

Filipe

Isabel Pedrosa Pires disse...

Estou solidária com estes colegas, mas eu não obedecia!

Veriam quem perderia a guerra, ela não pode interferir a este ponto e nós não nos podemos deixar desautorizar.

Não podemos ter medo destes pequenos poderes de gente "abaixo de cão".

Além disso denunciava-a por "abuso de poder", afinal os Tribunais servem para isso e não para se meterem em Carnavais!

Anónimo disse...

EStou de cordo com um comentário que aqui deixou um(a) colega: é essencial que, a partir de agora, blogs como este, os sindicatos e os professores em geral começassem a lutar para que ninguém pedisse aulas assistidas e quem j´pediu desistisse pois isso é possível. EU DESISTI, POIS QUERO CONTINUAR A AGIR DE ACORDO OM O QUE PENSO. Não vamos tapar o sol com a peneira: há pesoal a pedir aulas assistidas e quanto a isso não vejo grande luta! VAMOS COMEÇAR A DIVULGAR QUE É POSSÍVEL DESISTIR DO PEDIDO DE OBSERVAÇÃO DE AULAS!

Anónimo disse...

Alguém escreveu aqui sobre as aulas assistidas e eu estou completamente de acordo: há gente a pedir aulas assistidas com o pretexto de "entupir o sistema" mas já está na cara que isso é uma falsa questão. Na minha escola há gente que já desistiu. Realmente é importante começar a passar a mensagem de que é possível desistir da observação de aulas! Espero que este blog comece a dar visibilidade a este assunto!

Ni disse...

Desculpem-me a franqueza, relativamente a esta questão das aulas assistidas: somos todos muito porreiraços, mas convém não esquecer uma coisa fundamental: o problema das aulas assistidas só se coloca para os colegas que entregaram os OI, certo? E esses (nem todos, felizmente), cometido o primeiro deslize aquando da entrega dos OI, deram-se por muito felizes pelo facto de outros se recusaraem à entrega dos ditos. É uma questão de matemática: quanto menos professores entrgarem OI, mais probabilidades têm aqueles que os entregarem de conseguirem um Excelente ou Muito bom, em função das quotas. É por isso que fico com o estômago às voltas quando leio aqui comentários de colegas que "já desistiram das aulas assistidas", a apelarem a outros que façam o mesmo. Comecemos a pensar como gente coerente: mais fácil do que desistir das aulas assistidas é ir ao CE e retirar os OI. Isso sim, é de gente! Isso sim, é voltar a engrossar as fileiras de quem continua a lutar pela dignidade de uma classe.Não queiram atirar areia para os olhos de quem efectivamente luta: os que resistiram! Ao menos por respeito a esses, que arriscaram, não venham apregoar atoardas. Se não queriam aulas asistidas, não entregassem os OI.Ou querem agora dar paz à vossa consciência incomodada?

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