Muitos dos que se haviam comprometido no sentido de os não entregarem, acabaram por ceder, ontem e hoje, uns por medo e outros por "ouvir dizer".
Quanto a números, não posso avançar os totais exactos, apenas aproximados: em cerca de 80 docentes, somos 28 (número contado hoje após uma reunião geral, com outra agenda) os que não entregaram os malfadados O.I..
Quando formos notificados, reunir-nos-emos, nós - o último flanco da resistência - e decidiremos em conjunto o que fazer e fá-lo-emos em conjunto. Mas estamos bem com as nossas consciências; outros caminhavam hoje de cabeças baixas, vencidos e rendidos.
Triste futuro o do ensino e o do País se cedermos, assim, sem glória e tão cedo.
Continuem, colegas, força!! Estamos convosco, enquanto nos for possível!!
Este mal não há-de durar sempre.
Um abraço.









1 comentários:
Caro Ilídio Trindade,
venho rectificar o post publicado por alguém da Escola Secundária de Montejunto- Cadaval.
Os professores que entregaram os objectivos, na sua maioria, não andam de cabeça baixa. E não andam porque entregaram os objectivos mas mantêm-se na luta como sempre se mantiveram. Entregaram os objectivos porque se sentem intimidados e porque sabem que não vivem num estado de direito, nem apoiados por uma democracia em que possam confiar. Por isso, e mantendo a sua dignidade e carácter entregaram juntamente com um protesto. Continuam na luta e contribuiram e vão contribuir para as lutas nos tribunais e para outras formas de luta que possam aparecer. Consideram que a divisão existente neste momento na classe não devia ser desprezada mas evitada, não com confrontos e ataques pessoais. A união é precisa dentro de uma inteligibilidade e respeito que deviam ser característicos de uma classe de intelectuais. Espero que o vosso lema se mantenha, mobilizar e unir professores.
Teresa Mendes
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