quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

EXAMES: ESCLARECIMENTO AOS PAIS

Dia 27 de Janeiro, o Gave (Gabinete que controla os Exames Nacionais) veio confirmar o pior, ou seja, o critério de correcção das perguntas verdadeiro / falso não irá ser alterado. Para os pais e Encarregados de Educação que não estão a par da situação esclarece-se:

Se o seu filho (educando) vai fazer um exame nacional este ano (4º/6º/9º/10º/11º/12º), então prepare-se! Se no exame existirem 10 alíneas de questões tipo verdadeiro / falso e o seu filho errar apenas uma, o Ministério considera tudo errado. Pois é! Então e as outras 9 que respondeu acertadamente? Não interessa, o Gave já aprovou os critérios de correcção e já anunciou que não os vai alterar. O seu filho acertou em 9 perguntas e errou 1, mas o resultado final é de 0 (zero) valores. Agora começa a doer aos alunos e aos pais e encarregados de educação! As aberrações do Ministério da Educação não terminam. A incompetência deste governo não tem limites e afecta todos!

Meus amigos, o problema é grave e não é apenas dos professores mas de todos os portugueses...

Façam o favor de reenviar, pois que todos fiquem a saber com o que contam!

2 comentários:

Anónimo disse...

Isto não se coaduna nem com facilitismo nem com a «escola de sucesso pre´-assegurado». Há qualquer coisa aqui que não bate certo. luisladeira

José Barros disse...

A Informação não é correcta.

Primeiro não são 10 questões V/F mas sim oito. A cotação, essa sim, é de 10 Pontos e não de 10 valores (o que é muito diferente).

Para evitar as respostas “à sorte” em que o aluno acertava em algumas, sem saber, e obtinha assim alguns pontos, o GAVE decidiu que só a totalidade das respostas daria direito à cotação total, deixando de haver cotações intermédias pelo numero de afirmações certas.

Coloca-se a questão dos alunos que acertam de maneira consciente em algumas respostas e obtém mesmo assim zero. Parece pagar o justo pelo pagador.

Para minimizar esta “injustiça” o GAVE propõe agora apenas 4 afirmações, reduzindo a cotação para 5 pontos, onde o aluno teria de acertar nas quatro para a obter a cotação. Assim nunca poderia acertar em nove e ter zero valores como é dito (nem antes nem depois da alteração proposta pelo GAVE)

Todavia e face ao pouco esclarecimento e polémica levantada, por pais, alunos e professores, este ano não haverá qualquer alteração em relação ao ano passado.

Estas alterações têm sempre duas vertentes, se por um lado são justas em alguns casos, criam injustiça noutros. A avaliação é assim mesmo. Outra maneira de ver a situação colocada pelo GAVE era contrariar a sua afirmação “sempre a penalizar os bons alunos”, afirmando que é expectável que os bons alunos respondam acertadamente às 4 questões. Permitir que um aluno ao “acaso” acerte em 3 questões sem saber, e obter assim 3 pontos (por exemplo), será beneficiar os maus alunos e premiar o facilitismo, não acha? Isto sim seria penalizar os bons alunos. É como jogar no totoloto. Por outro lado, como já dissemos, se o aluno acerta conscientemente em 3 (das 4) questões será justo não pontuar?

Cabe-nos a nós, reflectir se esta mudança para o futuro será benéfica, mas sem alarmismos e sobretudo sem misturar política ou informações deturpadas, vindas de quem deveria estar certo daquilo que publica e não fazendo de propósito com intenções de manipular a opinião pública.

Informação do GAVE

No sentido de aperfeiçoar as provas elaboradas pelo GAVE - melhorando os elementos de avaliação que as integram - foi decidido substituir, a partir do ano lectivo 2008/2009, os itens do tipo 'verdadeiro/falso' com oito afirmações (com cotação total de 10 pontos) por itens do mesmo tipo com quatro afirmações (com cotação total de 5 pontos), abandonando, simultaneamente, a definição de níveis de desempenho intermédios.

Esta decisão baseou-se em estritas razões de ordem técnica, tendo havido a preocupação de garantir que o novo formato não tornaria as provas, no seu conjunto, mais fáceis ou mais difíceis, antes reduzindo os acertos devidos ao factor acaso.

Por outro lado, reconhece-se que quaisquer alterações - ainda que justificadas - de critérios na elaboração das provas, provoca apreensão nos estudantes, prejudicando por vezes, os que mais se esforçam.

Assim, para reduzir os níveis de ansiedade dos alunos decide-se:

A . Nas provas a realizar no ano lectivo 2008/2009, os itens do tipo 'verdadeiro/falso' - a existirem - terão oito afirmações e serão classificados de acordo com níveis de desempenho idêntico ao que vigorou no ano lectivo precedente. As Informações-Exame serão alteradas em conformidade.

B. Durante o presente ano lectivo, os itens com quatro afirmações serão experimentados em Testes Intermédios. No final do corrente ano lectivo será efectuada a avaliação do comportamento deste tipo de itens, decidindo-se então a sua introdução nas provas do próximo ano.

Lisboa, 27 de Janeiro de 2009.

Carlos Pinto-Ferreira
(Director do GAVE)

Desde 01-01-2009


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