sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

EXEMPLO PARA QUEM MANDA ATORADAS SEM SABER

Publico aqui, com a devida autorização da própria, um e-mail que me foi enviado por uma jovem - Cristiana Silva - que, concluído o 12º Ano, entrou este ano para a Faculdade, para um curso que nada tem que ver com o ensino.

Na família não tem professores. Por perto apenas ando eu, pelo convívio com a família.

Este é um bom exemplo de preocupação e interesse de uma cidadã, que até a mim me surpreendeu. Se todos os que andam por aí a mandar atoradas, sem saber do que falam, fizessem o mesmo, talvez ficassem mais elucidados!

Quanto às dúvidas, serão esclarecidas.
O sublinhado é meu.



Olá, Olá,


Estou a enviar-te este mail porque estive a ler com atenção os parâmetros em que consiste a avaliação da carreira docente. Acho que é um tema que tem de interessar a todos, na medida em que a educação é a base de um País desenvolvido.

Contudo, depois de ler a informação disponibilizada pelo site do Ministério da Educação, ficaram por esclarecer, na minha cabeça, algumas questões que passam por:

1) Quem avalia os professores titulares, nomeadamente os coordenadores dos departamentos? Como é que essa avaliação é feita? Através da observação de 2 ou 3 aulas, tal como acontece com a avaliação de professores?

2) Os professores titulares que NÃO exercem a função de avaliadores também são avaliados? Dentro do conjunto de professores titulares, dos diversos departamentos da escola, existe algum tipo de escala que diferencie um do outro (seja por anos de serviço, etc...)? Ou no escalão, se assim se pode chamar, de professor titular é o máximo que se pode atingir na carreira (em que todos têm o mesmo ordenado)?

3) A avaliação é feita anualmente? Segundo esta nova política, de quanto em quanto tempo de progride na carreira?

4) No que respeita à progressão dos professores na carreira é necessário terem no mínimo 25 horas de formação anuais ou isso cabe apenas aos avaliadores?

5) Existem quotas previamente estipuladas pelo ministério para a atribuição da menção Excelente e Muito Bom ou é à escola que pertence esse trabalho?

6) O objectivos gerais que são realizados pelo conselho Pedagógico têm como finalidade a escola seguir aqueles parâmetros ao longo do(s) ano(os) ou é cada professores que têm, mais uma vez, de seguir aqueles objectivos para a sua posterior subida na carreira?

7) As notas dos alunos ainda contam para progressão na carreira?

Pelo que tive a oportunidade de constatar, creio que esta avaliação não respeita os limites do bom senso, visto que não se podem tirar conclusões, a partir de 2 aulas assistidas por um coordenador (que nem sempre são professores mais brilhantes), do que é realmente um professor, bem como pelo preenchimento de objectivos individuais que não passam de simples folhas onde não espelham a realidade das escolas...Vão ser, ou talvez já estão a ser, criadas situações muito injustas no seio da comunidade escolar.

Obrigada, Ilídio. Quando tiveres tempo agradecia que me tirasses as dúvidas.

Beijinhos

Cris

1 comentário:

Anónimo disse...

Queria dizer "atoarda"?

Desde 01-01-2009


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