quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

FNE EM CONTRA-CICLO

Alguém próximo de quem esteve na reunião da FNE em Évora, julgo que no último dia de Janeiro, fez-nos chegar uma mensagem com o seguinte teor:


A FNE chegou a acordo com o ME. Lá tinha dito o secretário de Estado, Jorge Pedreira, que havia convergência. Assim, podem ter tirado o tapete a alguém, esfrangalhando a Plataforma.

Que esperam ganhar com isto? Cá para mim, ainda não pereceberam que já não são os sindicatos a decidir por nós!

Já agora, esta notícia de última hora explica porque é que a FNE, em Évora, apelou à entrega dos OI… Muita gente saiu dessa reunião em estado de choque, com muita gente a dizer que ia entregar os OI por causa dos conselhos dos senhores da FNE.
A este propósito ver a notícia do

Jornal de Notícias.

2 comentários:

Anónimo disse...

TRABALHO DE CASA: COMPARAR A NOTÍCIA DO JN COM O COMUNICADO DA FNE

Ministério da Educação revela abertura para revisão do ECD
11 de Fevereiro de 2009

Ministério da Educação revela abertura para revisão do ECD

FNE não abdica de uma carreira sem divisões e sem vagas

A proposta da FNE para a estruturação da carreira docente, que está a a ser amplamente discutida nas escolas, foi hoje analisada no Ministério da Educação durante uma reunião com a Tutela.

Nesta segunda ronda negocial para revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), e relativa à estrutura da carreira, o Ministério da Educação demonstrou uma atitude de disponibilidade para ter em linha de conta as propostas da FNE. Contudo, manteve uma atitude ainda intransigente ao manter a divisão da carreira em duas categorias.

Para a FNE, é imprescindível acabar com tal divisão inútil e injusta, bem como se deve acabar com a existência de vagas para acesso aos patamares mais elevados da carreira.

A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação continua a bater-se nas mesas negociais, no sentido de convencer o ME de que a qualidade do sistema educativo será substancialmente melhor sem a divisão hierarquizada da carreira docente.

Na opinião da FNE, a proposta do Governo continua, naquilo que é essencial, a ser curta e a requerer muito mais do que apenas mudanças pontuais. Esse não pode ser o resultado de uma série de reuniões agendadas para revisão do ECD, tendo em conta as medidas gravosas que afectam a classe docente.

A FNE continuará a exigir uma estrutura de carreira docente única, em que a progressão dos professores é feita sem constrangimentos administrativos. Além disso, e entre muitos outros aspectos, o topo da carreira deve ser, na proposta desta Federação, atingido ao fim de 28 anos de serviço, ao contrário dos actuais 35 anos de serviço.

Departamento de Informação e Imagem | 11/02/2009

http://www.fne.pt/content/item/show/id/2824

AGORA CADA UM TIRE AS SUAS CONCLUSÔES ACERCA DA NOTÍCIA DO JN

Anónimo disse...

A "mesma" notícia hoje no JN; curioso o facto da notícia de ontem não aparecer assinada e a de hoje já tem uma assinatura ... O que é que se passou no JN entre ontem e hoje?

"ALEXANDRA INÁCIO
Ministério da Educação e FNE têm "pontos de convergência" sobre a estruturação da carreira. Entre a Fenprof e a tutela não há aproximação. O discurso dos sindicatos começa a afastar-se e o Governo aproveita para frisar diferenças.

"Infelizmente", a segunda reunião (com a Fenprof) "não correu tão bem" como a primeira (com a FNE) "não se tendo verificado pontos de convergência". Foi desta forma que o secretário de Estado adjunto da Educação iniciou as suas declarações no final do primeiro dia de negociações sobre a estruturação da carreira, no âmbito da revisão do Estatuto da Carreira Docente. A declaração de Jorge Pedreira aponta para duas direcções: a convergência de posições entre ME e FNE e um possível afastamento entre os sindicatos, que a tutela não deixou de sublinhar.

O que fez afinal a FNE e não a Fenprof? "Apresentou uma proposta da qual faz parte uma prova pública, que [a Federação] admitiu poder ser eficaz para a qualificação dos docentes exercerem funções de maior responsabilidade", respondeu Pedreira.

Há semanas que o discurso das duas federações se afastava, embora subtilmente. Por exemplo, quando dirigentes da FNE sublinhavam que a Federação "não pressiona" os docentes a não entregarem os objectivos individuais depois dos apelos de Mário Nogueira nesse sentido. Ontem, essa divergência, ao nível dos discursos, foi mais evidente. Enquanto João Dias da Silva, apesar de sublinhar que "não abdicavam da eliminação da divisão da carreira", se manifestou disponível para encontrar uma alternativa e satisfeito por o ME querer discutir a proposta da FNE; Mário Nogueira reafirmou a impossibilidade de qualquer convergência enquanto o Governo mantiver o sistema de quotas que impeça "a dois terços" dos docentes chegarem ao topo da carreira não por falta de mérito mas por limite de vagas.

A FNE, recorde-se, defende a realização de uma prova pública extraordinária para os docentes transitarem do 6º para o 7º escalão - é esta proposta que agrada ao ME. "Esperemos que seja possível ir mais longe nesta convergência", repetiu Jorge Pedreira.

Mas o ME pode abdicar das categorias de professor e professor titular?, insistiram os jornalistas. O Governo não cederá é quanto à "existência nas escolas de um corpo diferenciado de professores ao qual esteja associado determinadas funções, mas está disponível para encontrar alternativas que preservem esse princípio", retorquiu Pedreira, garantindo - depois de se reunir com a Fenprof -, que para já o Governo "não fecha nenhuma porta".

"Não comento as posições dos meus colegas", reagiu Mário Nogeuria, quando confrontado com uma possível divergência entre os sindicatos. "Não há afastamento, nenhuma organização sindical aceita a divisão da carreira ou o sistema de quotas", insistiu, referindo entre as suas respostas, que a Fenprof é a "maior" e "mais representativa" federação de professores. É certo que os sindicatos nunca estiveram tão unidos como na Oposição às políticas de Lurdes Rodrigues mas em ano eleitoral diferenças de raiz podem surgir ao de cima: a Fenprof é afecta à CGTP, a FNE à UGT."

Fonte:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1142358

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