quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A INVEJA COMO MÉTODO DE GOVERNAÇÃO

Olá amigos!!!
Sou um chato do caraças!!! Alguns até já me perguntaram, de que sindicato sou dirigente.
Pois bem, não sou sindicalizado, nem nunca fui, não sou filiado em nenhum partido político, nem nunca fui, apenas sou um professor(zeco, segundo a equipa do Ministério da Educação) descontente com a actuação do Sr. Sócrates e dos seus acólitos do Ministério da Educação que mais não fazem do que mentir com todos os dentes que têm na boca. Tenho pena que um governo que tinha todas as condições (maioria absoluta) para prestar um bom serviço ao país, mais não tenha feito que governar-se a si e aos seus afilhados.
Assim, quero compartilhar convosco um texto publicado no blogue Catarse, que alerta para a triste forma de governar do Sr. (Engenheiro Independente, Freeport, OCDE) Sócrates.
Abraço a todos.
Luís Afonso.


"A questão da carreira dos professores e o correlativo recurso a um determinado modelo de avaliação dos docentes começou por ser sobretudo uma questão financeira, evolui para uma questão de 'casmurrice' e agora é uma questão eleitoral.


No início era o dinheiro

Na sua origem está o facto de o governo ter alterado a carreira dos professores para poupar alguns milhões de euros. Basta consultar as notícias de 2006 e 2007 para se encontrar testemunho abundante de como o governo amealhou, nesses anos, verbas muito consideráveis sobre os salários dos professores (como também no dos demais funcionários públicos). Este Estatuto de Carreira permite ao governo continuar nos próximos anos a poupar verbas miuto relevantes no vencimento dos professores. É bom ter-se presente que com esta carreira dois terços (2/3) dos professores passam a apenas poder ter metade do vencimento anterior dado que só um terço (1/3) dos professores pode progredir para a metade superior da carreira. Este numerus clausus fixado administrativamente vai permitir grandes poupança e é ele que justifica a criação do modelo de avaliação.

Poder-se-á argumentar que não existe nada de mal em que o governo queira poupar dinheiro e que é sua obrigação gerir bem os dinheiros públicos. É verdade, em parte. Mas também é verdade que o corte brutal que foi realizado na carreira dos docente é um absurdo nesta carreira como em qualquer outra, neste país como em qualquer outro. Nenhum grupo profissional pode aceitar ver reduzida a sua carreira a metade a não ser num quadro muito especial de crise nacional em que os sacrifícios sejam igualmente repartidos, em que haja outras compensações e em que tal ocorra por um período de tempo pré-determinado.

É evidente que só no quadro do seu total esmagamento (sindical e social) é que os professores se 'conformarão', alguma vez, a ter a sua carreira reduzida a metade para 2/3 dos seus profissionais.

Neste contexto o modelo de avaliação (qualquer um) serve apenas para justificar o número clausus e o impedimento de os professores subirem na carreira.

Claro que o modelo, em si, é mau (até a senhora ministra já o reconheceu) mas seria fácil às partes encontrarem um outro mais adequado para avaliar o desempenho dos professores Se a questão fosse essa até o anterior Estatuto servia pois ele estipulava a avaliação dos professores (com consequências na careira) e só não foi mais utilizado porque aos governos não interessava gastar dinheiro com a avaliação do desempenho.

A actual avaliação só interessa a este governo porque é um instrumento ao serviço de uma considerável poupança de dinheiro.

Alguns militantes mais 'convictos' do PS poderão, mesmo assim, argumentar que face à situação em que o governo encontrou o défice portugês e aos compromissos do Pacto de Estabilidade assumido com a União Europeia era preciso cortar nas despesas e alguém teria que ficar a perder. Assim seria, mas então, tal pressupunha clareza e uma negociação/compromisso com os prejudicados como, aliás, foi feito, noutros países, em períodos de grave situação económica.

O método privilegiado pelo eng José Sócrates foi outro. Foi o de 'derrotar' à partida todos aqueles que poderiam ser os descontentes com os 'cortes orçamentais'. Seguiu, para isso, a estratégia de 'cortar às fatias' e derrotá-los à vez, o que pressupôs:

1) Separar um ou dois sectores de cada vez e desacreditá-los, separadamente, face à opinião pública Depois de isolado cada grupo (magistrados,funcionários públicos, médicos, operários, polícias, militares, professores, farmaceuticos, agricultores, etc) o seu descontentamento perderia eficácia.

2) Assumir que a acção governativa seria em nome de um desígnio superior: libertar a sociedade do poder das corporações e assim enriquecer a democracia.

3) Impedir a convergência ou uma leitura global das razões das várias conflitualidades, no que o aparelho de propaganda/marketing do governo agiu eficazmente.

Insistirão, talvez, os que fazem do apoio ao eng. José Sócrates uma questão de fé (ou de 'clubite' ) que foi uma boa escolha dado que não havia alternativa para a necessidade de sacrifícios.

Pois o problema é que havia (e há) alternativas. Esta foi uma opção ao serviço de uma estratégia assente num despropositado corte nas despesas e na promoção da acumulação de capital, sem nenhuma perspectiva de responsabilidade social nem nenhum projecto consistente de desenvolvimento. Foi uma estratégia (errada) que conduziu ao acentuar do desiquilíbrio nacional que faz com que sejamos o país da OCDE com maior índice de desigualdade, sem quaisquer perspectiva de superação do atraso económico e um daqueles onde a distribuição do rendimento em favor do capital é dos mais absurdamente injustos. Ou seja a estratégia do eng José Sócrates serviu apenas para dar-lhe a possibilidade de prosseguir com a via do 'capitalismo terceiro-mundista' em que Portugal há décadas se afunda.

Mais, esta estratégia de dividir para reinar tem também como consequência uma deterioração da coesão nacional e uma degradação do ambiente social que têm gravidade e que um governo sério sempre deveria evitar. Em política não vale tudo…

No caso dos professores a campanha que foi sistematicamente desenvolvida, durante os dois primeiros anos desta governação PS, para desacreditar publicamente os professores teve como consequência não apenas acentuar o mal-estar docente como contribuiu fortemente para o descrédito social da Escola com as várias graves consequências que daí advêm."

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