PROFESSORES CONTESTAM O PROCESSO DE AVALIAÇÃO E A ENTREGA DOS
OBJECTIVOS INDIVIDUAIS
Considerando que a tomada de posição dos professores foi de rejeição da aplicação do modelo de avaliação do desempenho estabelecido pelo Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro, no seu todo e em parte, sendo que a dita simplificação não alterou as premissas de base da contestação e da rejeição - o ser um modelo sujeito a quotas e dar continuidade a um anterior processo, o concurso para professores titulares, profundamente injusto e arbitrariamente discriminatório; nem modificou a natureza burocrática, subjectiva e «eticamente» problemática para as relações entre docentes,
Considerando que no ECD (DL nº 15/2007), no seu art.º 44º não consta qualquer referência aos objectivos individuais,
Considerando que no nosso Agrupamento de Escolas, por motivos de alteração do regime de administração e gestão, com eleição de Conselho Geral Transitório e consequente reformulação dos documentos que suportam a gestão pedagógica, PAA, PE, RI, não se fez a atempada formulação e aprovação do Projecto Educativo e as propostas em circulação dos mesmos documentos estão agora a ser substancialmente reformuladas no âmbito da identificação do Agrupamento como Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP2),
Considerando que a formulação de OI nesta fase do ano escolar viria introduzir perspectivas de subjectividade e de arbitrariedade de interpretação do serviço lectivo distribuído que em nada contribuiriam para os valores de justiça e equidade no juízo que os órgãos superiores tiverem de formular sobre cada um dos docentes, ainda que à revelia das estruturas de orientação educativa e do Conselho Pedagógico, uma vez que nem aquelas nem este se pronunciaram anteriormente sobre a apropriação autónoma do modelo de avaliação ou aprovaram instrumentos que fossem do conhecimento dos docentes, dado terem do mesmo discordado de raiz,
Os professores deste Agrupamento de Escolas assumem a responsabilidade de decidirem não entregar qualquer documento que possa ser identificado como Objectivos Individuais (conceito que se considera espúrio no actual sistema de ensino básico, obrigatório, universal e gratuito).
Braga, 29 de Janeiro de 2009










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