terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

SUGADOS ATÉ AO TUTANO

No último dia de Janeiro colocámos aqui o Projecto de Despacho e tratámos de o divulgar junto de milhares de professores e da comunicação social.

A experiência diz-nos que o mal tem de ser atacado pela raiz. E com aberrações destas não se pode perder um segundo.

Criaram um clima de desgaste levando a que muitos muitos professores desistissem antecipadamente da profissão de uma vida, perdendo dinheiro, para não terem de suportar o insuportável. Ou seja, mandaram-nos embora, com perdas imensas, porque davam despesa. Agora querem-nos à borla. Bem visto, de facto. É o sugar até ao tutano!

Não são as escolas que precisam de voluntários reformados. É o País que precisa da reforma destes políticos, mas sem direito a pensão!

Quo vadis, Portugal?


Educação
Ministério quer recrutar professores reformados para trabalho voluntário nas escolas

02.02.2009 - 17h38 Lusa, PÚBLICO

O Ministério da Educação (ME) pretende recrutar professores reformados para, em regime de voluntariado, colaborarem no apoio aos alunos nas salas de estudo, em projectos escolares ou no funcionamento das bibliotecas, entre outras actividades.

Segundo um projecto de despacho do secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, as escolas definem no início de cada ano lectivo as suas necessidades, estabelecendo o perfil dos candidatos a recrutar e elaboram um programa de voluntariado.

O programa tem a duração de um ano lectivo, sendo renovável por iguais períodos de tempo. O trabalho do professor voluntário implica um mínimo de três horas por semana.

No final de cada ano lectivo, os professores voluntários elaboram um relatório anual da sua actividade, no qual deve constar uma autoavaliação.

Para a coordenação do trabalho voluntário será criada ao nível de cada Direcção Regional de Educação uma estrutura própria.

As áreas de intervenção do professor voluntário incluem ainda o apoio à formação de professores e pessoal não docente, o planeamento e realização de formação para pais, o apoio a visitas de estudo e o envolvimento em projectos de melhoria da sociedade local.

No texto do projecto de despacho, o secretário de Estado da Educação afirma que o "trabalho dos docentes aposentados será uma actividade assente no reconhecimento das suas competências científicas, pedagógicas e cívicas, exercida de livre vontade, sem remuneração, numa prática privilegiada de realização pessoal e social".

Medida "economicista"

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) já criticou a iniciativa do Governo, afirmando que aquelas actividades "deveriam ser da responsabilidade dos professores no activo", com os quais, no entanto, as escolas "não podem contar". Por outro lado, afirma que a medida "economicista" poderá "remeter para o desemprego jovens professores".

"Não se questiona das actividades que são referidas (...), discorda-se é que, para as desenvolver e assumir em pleno, o ME, em vez de criar as indispensáveis condições às escolas dotando-as dos recursos que lhe fazem falta, pretenda, através do trabalho gratuito dos docentes aposentados, substituir aqueles que nelas deveriam ser colocados", critica a Fenprof.

Em comunicado, a estrutura sindical afirma que este voluntariado não deverá conseguir muitos adeptos, uma vez que "um dos motivos de afastamento de muitos professores aposentados" das escolas é "a natureza e o rumo da política educativa do Ministério da Educação".

O projecto de despacho foi remetido para o Conselho das Escolas, tendo em vista a emissão de um parecer, e para as Direcções Regionais de Educação. A Lusa tentou sem sucesso contactar o presidente deste órgão consultivo do Ministério da Educação, Álvaro Almeida dos Santos.

Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, reagiu às críticas da Fenprof afirmando que "a lei do voluntariado não permite substituir os profissionais por voluntários" e que aquela proposta, "que por enquanto não passa disso mesmo", frisou, "foi apresentada ao Ministério por um grupo de professores aposentados".


In Público.

5 comentários:

Reinaldo disse...

Quem é o grupo de ideólogos dessa espantosa proposta governativa? Já se constituíram juridicamente como associação para irem esmolar mais alguns euros ao Estado? É que existem demasiados satélites parasitando à volta daquilo a que chamamos educação. Sentam-se à mesa da negociação, dão pareceres, assinam de cruz mas não percebem um boi do assunto. Já percebemos que há muita associação que só existe para legitimar o absurdo.

Anónimo disse...

O valter lemos precisava era de uma boa mocada no alto da pinha para lhe endireitar as ideias.

Anónimo disse...

Aqui está uma boa noticia para os parasitas do PS.
Aceitam-se deputados voluntários do PS PARA ESCOLAS EM RISCO !!!!

ESTE MINISTÉRIO ANDA DOIDO E O NOSSO PRESIDENTE NÃO DIZ NADA..É UMA TRISTEZA

Anónimo disse...

Estas medidas do Governo mostram bem a filha da putice a que estes cabrões chegaram! Quando é que vai acabar a ditadura destes FDP? O que é que é preciso para que haja uma revolução que meta esta cambada toda a cavar no Alentejo e a limpar as matas, só a pão e água (e mesmo assim ficavam caros)?

Anónimo disse...

É o "Delirium tremens" total!!!

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