terça-feira, 3 de março de 2009

DIREITOS OU A FALTA DELES?

Convém sempre lembrar e saber que antes do 25 de Abril que encheu de direitos toda a gente, os professores amordaçados pelo regime fascista:

- Tinham menos horas semanais na escola do que agora!

- Tinham direito a duas faltas por mês!

- Algumas reuniões eram pagas como trabalho extraordinário!

- Não havia avaliação de professores, subiam na carreira por antiguidade!

- Era bem mais fácil dar aulas, os alunos respeitavam os professores!

- O prestígio dos professores era incomparavelmente maior!

- Os alunos sabiam muito mais!

- Os alunos dos colégios, mesmo os da igreja, tinham de fazer exames no ensino público para passarem de ano (não havia a batota de agora: quem tem dinheiro vai para colégios e tem notas altas).

- Qualquer pessoa com valor tinha acesso a um ensino de elevada qualidade nos liceus ou nas escolas comerciais/industriais!

[recebido por e-mail]

22 comentários:

Anónimo disse...

http://paisrelativo.net/sociedade/educacao/no-fascismo-e-que-era-bom/

Cartouche disse...

Ora aí está como certos professores "indignados" defendem a "escola pública" - centrados no umbigo do seu trabalho: se tenho pouco trabalho é bom, nem que seja em ditadura; se tenho muito é mau, nem que seja um governo democrático. Já agora o colega podia comparar as possibilidades que tinha de insultar o governo no tempo da ditadura com as que tem agora. Percebem porque é que eu fui dos que "fiquei em casa"?

Anónimo disse...

Tudo que li era uma verdadeira verdade...agora, dizem-se democratas e estamos bem piores em todos os aspectos.

Os Professores estão desrespeitados por este Governo Socialista - Ditaturial.

Anónimo disse...

Já percebi que não argumenta - declara e pronto, passando por cima de um regime democrático, de um governo democraticamente eleito, actuando num estado de Direito, subordinado às leis e à divisão de poderes. Para um professor "indignado" tudo isto são ninharias. Não acha isso um pouco ditatOrial?

Luciano Abreu disse...

Com que então um profrssor anónimo diz que estamos num regime ditaturial, repito: ditatuuurial.
E se fosse para a escola da preta aprender a escrever sem erros?!

Anónimo disse...

Estamos numa democracia? Podemos insultar o governo?
Ainda não perceberam que anda muita censura po aí! E muita intmidação também!
Porque será que andamos tão anónimos?

Anónimo disse...

Continue a ficar em casa e depois não se queixe! Os outros que lutem, não é?

Cartouche disse...

Ao anónimo de 6 de Março de 2009 10:46:

anda muita intimidação anda: deputados que recebem ameaças anónimas por telefone e por e-mail, professores nas escolas que são insultados porque se recusam a "indignar-se", há sim senhor. Mas como é a ameaça da maioria deve estar bem.

Cartouche disse...

Ao anónimo de 6 de Março de 2009 10:49:

eu fico em casa por que não alinho nessa "indignação" repentina dos professores que se "indignam" pelo facto do governo determinar medidas básicas que pecam por 30 anos de atraso: regulamentação da componente não lectiva e avaliação de desempenho. Não me queixo destas medidas, queixo-me da reacção corporativa, histérica e contra-producente dos que de repente se lembram de "defender a escola pública", como se alguma vez se tivessem preocupado com isso ao longo destes penosos trinta anos em que governos medrosos ensaiaram timidamente reformar o sistema da balda e não conseguiram. Fiquei em casa porque fiquei a trabalhar, que era o que essa malta "indignada" devia ter feito há muito tempo.

Cartouche disse...

E que tal lançar uma petição para acabar com a mania das petições por tudo e por nada?

Carla disse...

Se não fosse o 25 de Abril este blog não existia!
Estou boquiaberta com as declarações que aqui leio!
Se no tempo de 1974 é que era bom, porque houve tanta luta pelos direitos dos professores?
Se era assim tão bom, deixemo-nos de cartazes a apelar à luta, fiquemos em casa, façamos tudo como nos pedem... verão que num istantinho voltamos atrás, muito atrás no tempo!
Felizmente houve o 25 de Abril para me encher de direitos e deveres: defender a democracia é um direito e este post não ajuda em nada!
Defendo a escola pública, acredio na escola pública de qualidade e não me identifico, em vírgula nenhuma, com a provocação deste post!
Com os nossos direitos não se brinca!
Não comparemos o tempo que temos com aquele que era pior!
VIVA O 25 DE ABRIL!
VIVA A ESCOLA PÚBLICA!

José Manuel Dias disse...

Este post é esclarecedor sobre os propósitos da "luta dos professores". Um post que envergonha os "professores com P grande". Compreende-se, agora, porque é que a larga maioria da população naão apoia a "luta de alguns prpfessores".
Viva o 25 de Abril, sempre! Viva a Escola Pública!

Anónimo disse...

Você deu alguma vez aulas antes do 25 de Abril? De certeza que não deu, porque senão não diria asneiras:
- tinhamos mais horas de aulas do que agora, tinhamos 30 horas semanais de aulas, sábados de tarde incluídos (em 1969, que foi quando comecei a dar aulas)
- não tinhamos direito a faltar. Só o podíamos fazer com atestado médico e tínhamos imediatamente a inspecção em casa a verificar se era verdade. As 2 faltas por mês ´só surgiram depois do 25 de Abril.
- as euniões eam todas obrigatórias. Nessa altura não havia trabalho considerado extraodinário. Isso só surgiu com o 25 de Abril.
- havia avaliação dos professores, completamente arbitrária e prepotente, pois era feita pelos reitores e Directores de Ciclo, e não se podia protestar.
- os alunos só respeitavam os professores que se impunham, muitas vezes batendo-lhes e torcendo-lhes as orelhas.
- os professores que discordavam do regime (a maior parte) não tinham prestígio nenhum. O Dr. Óscar Lopes, grande especialista em Literastura Portuguesa, estava proibido de dar aulas (e de receber ordenado, claro!)por ser considerado comunista.
- os alunos não sabiam mais.
- muitas pessoas com valor não tinham acesso ao ensino, porque não tinham dinheiro para o pagar.

Onde é que você estava no 25 de Abril?

Sérgio Bernardo disse...

Tinham menos horas semanais na escola do que agora!
Porquê? Agora têm muitas? Toda a gente tem de trabalhar 8 horas/dia, e os profesores também, se não têm condições para, por exemplo, prepararem as aulas nas escolas, isso é outra história, mas as 8 horinhas, todos devem cumprir; não são mais que ninguém.

- Tinham direito a duas faltas por mês!Engraçado, no meu emprego se faltar um único dia, além de me descontarem o dia, perco logo 100 euros de subsídio de assiduide. Trabalhe que eu também o faço.

- Algumas reuniões eram pagas como trabalho extraordinário! Quem faz trabalho extraodinário deve ter direito a recebê-lo, mas quem não faz...

- Não havia avaliação de professores, subiam na carreira por antiguidade! Acha isso justo e certo. Eu não gosto do Sócrates e acho que este modelo de avaliação é um desastre, mas os professores devem ser avaliados e com cosnequências para as suas carreiras; os sindicatos em vez de andarem a fazer manifgestações e a requerer auto-avaliações deveriam era de estudar um modelo alternativo e credível que desmascarasse este governo imbecil; mas não preferem combater taco a taco pelo prémio de quem será mais imbecil;

- Era bem mais fácil dar aulas, os alunos respeitavam os professores!
Ninguém diz que hoje é mais fácil dar aulas, claro que não, mas os miúdos não tinha respeito, tinha era medo, ou já se esqueceu que eram corporalmente castigados nas aulas; também tem saudades disso.

- O prestígio dos professores era incomparavelmente maior! Pois era, mas com cursos superiores só havia os médicos, os professores e os padres, hoje há muitos, e muitos destes desempregados.

- Os alunos sabiam muito mais! Ou os alunos decoravam sem pensar muito mais; pois é mais fácil ensinar burros acéfalos do que miúdos inteligentes e inquiridores; triteza de vocação.

Não vou continuar, talvez noutra oportunidade

http://atexturadotexto.blogspot.com

JM disse...

Este post é uma vergonha.

Anónimo disse...

Este texto é uma vergonha!

ILÍDIO TRINDADE disse...

O risco de se ser plural e apartidário tem destas coisas: tanto se pode ser acusado de direita como de esquerda, de ultra-direita como de ultra-esquerda, para já não dizer do centro, que ninguém sabe muito bem onde fica.

O risco de se ser livre tem destes paradoxos: tanto se pode ser acusado de "colado ao passado" por aqueles que o não ultrapassaram ou o não resolveram adequadamente, como de "agitador revolucionário" por aqueles que o não conheceram ou pouca importância lhe dão.

Com muito orgulho, sou de Santa Comba Dão e quis o destino que até frequentasse alguns dos lugares por onde andou Salazar. Coisa que não é pecado nem sinónimo de qualquer cogitação tendenciosa para qualquer dos lados e, muito menos, sinónimo de identidade nas ideias ou encómio mais ou menos velado da doutrina... Senão teríamos de excomungar todos os que frequentaram/frequentam a Universidade de Coimbra ou mesmo todos os portugueses, que viveram/vivem neste mesmo canto "à beira-mar plantado".

Já agora, no dia 25 de Abril, poderia ter estado em Santa Comba Dão a conviver com amigos numa inauguração de polémica fantasmagórica. Preferi, como de costume, descer a Avenida da Liberdade, cheirando um cravo vermelho que, infelizmente, tinha o cheiro murchado.

Relativamente ao texto, que é o que aqui mais está em causa, não sou seu autor, mas responsável por "tirá-lo" da corrente de e-mails e trazê-lo à luz de muitos visitantes do blogue do MUP.

As razões que me levaram a publicá-lo foram, essencialmente, três (a ordem por que as coloco é arbitrária):

- Li mais nele uma crítica ao presente do que um elogio ao passado. Só assim "lê" quem não está preso ao passado - difícil para muitos - e é um crítico atroz do presente. Além disso, a par da liberdade de expressão, há que não cercear a liberdade de interpretação e de pensamento.

- A pluralidade de opiniões é uma conquista da liberdade, reposta em Abril de 74, que prezo e defenderei com todas as minhas forças. Dela, posso não dar lições a ninguém, mas também não preciso de voltar a sentar-me nos bancos da escola.

- Há fantasmas que é preciso discutir e que são comuns em ambos os lados da barricada. Só da discussão nascerá a luz e, curiosamente, a verdadeira liberdade.

Não preciso de me demarcar do Estado Novo porque nunca o marquei ou me deixei marcar por ele. Convenhamos que a idade não me permitiu grandes aventuras. Ainda assim, para aqueles que pretenderem uma demarcação a seu bel-prazer...

- Se a demarcação se refere ao meu passado, naturalmente não me demarco dele, não só porque faz parte de mim, como porque tenho por ele um orgulho de que não prescindo.

- Se a demarcação se refere ao passado preenchido pela ditadura do Estado Novo, aqui vão as explicações (ainda assim com muitos "ses"):

. Se a demarcação só for visível se me lançar a um poço de água sacrossanta, vão ficar eternamente à espera.

. Se a demarcação for feita com o percurso de vida... ele é conhecido, claro e acessível há mais de 40 anos.

. Se a demarcação tiver de ser feita como os outros gostariam que fosse, talvez também tenham de esperar muito tempo.

A demarcação cada um a faz à sua maneira e de acordo com a sua consciência... e, para isso, não tenho de me inscrever em nenhum partido político.

Até nisso... prezo a liberdade!

José Couto Nogueira disse...

O post é uma vergonha, sim senhor! Não sou professor, nem pertenço a nenhum partido, mas vivi tempo suficiente no Estado Novo para perceber perfeitamente o que era e também perceber perfeitamente o disparate destas comparações saudosistas. É verdade, as coisas estão más, as reformas não param e cada uma parece ser pior do que as outras; mas daí a por em questão o regime vai uma grande distância. Qualquer pessoa de fora que seja independente percebe que o PCP tem instrumentalizado o descontentamento dos professores, transformando uma disputa normal num estado democrático num braço de ferro completamente inútil — os únicos prejudicados são os alunos, e nos alunos ninguém fala.

Anónimo disse...

Pois eu não acho que o post seja uma vergonha. Nem o texto, se querem saber.

Afinal, que raio de liberdade é que vocês pregam?

Carlos disse...

Toda a gente fala em direitos e muito pouco em obrigações. Será que com professores destes Portugal tem futuro?!
Haja paciência! É por isso que a avaliação de desempenho é necessária! Maria de Lurdes Rodrigues é a melhor Ministra da Educação desde 0 25 de Abril.Terá o meu apoio!

Pedro Pavia Saraiva disse...

Vamos então desmontar estes argumentos, que demonstram que pouco tem de adepto da democracia, um por um:

1 - Mas qual é o problema de se trabalhar mais horas? Deveria ser um motivo de satisfação poder trabalhar mais horas, ir para a escola não deve ser um sacrificio deve ser sim um motivo de orgulho.

2 - Tinham? Que bom que era! Num mês podiam, injustificadamente, faltar ao trabalho e ficarem dois dias por mês em casa em vez de educarem os nossos filhos? Mas isso era bom?

3 - Cumprir a obrigação = pagamento de horas extraordinarias! Faz de facto imenso sentido...

4 - Em todas as carreiras sobe-se por competência e não por antiguidade. Os bons professores não tem medo da avaliação, só têm a ganhar com isso. O problema é que os professores bons são poucos.

5 - Era a lei da régua e da palmada. Com violência se controlam as crianças, deve ser o seu lema. Sem mais.

6 - Pois sabiam, os rios de Angola e os caminhos de ferro de Moçambique. Bons velhos tempos os das provincias ultra-marinas deve pensar.

7 - Nunca frequentei escolas privadas, ainda assim informo-me antes de escrever. Na escola pública ou em qualquer privada todos os alunos, do mais rico ao mais pobre, têm de fazer o mesmo exame nacional para completarem a mesma disciplina.

8 - Não percebi, não vou comentar

Cumprimentos

Anónimo disse...

Menos comentários e mais acção so pensam em fazer menos horas de servico é mesmo uma vergonha o que vocês comentam o Pedro Saraiva é que tem razão deveria ser motivo de orgulho fazer mais horas de trabalho,em vez disso andam por aí a fazer comentários de «lamechas» havião era de receber ordenados minimos e de fazer exames todos os anos para ver quem é mesmo profissional o não....

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