sexta-feira, 13 de março de 2009

A DISCUTIR AMANHÃ, EM LEIRIA

Professores questionam utilidade de possível greve às avaliações

PEDRO VILELA MARQUES

Educação. Docentes reúnem-se amanhã para discutir formas de luta para o terceiro período

Representantes de movimentos independentes de professores mostram muitas dúvidas em relação a greves às avaliações no terceiro período, hipótese avançada pelos sindicatos. Os docentes receiam os efeitos que o protesto pode ter na vida dos alunos, em especial a desestabilização na preparação para os exames nacionais, mas vão discutir a proposta na reunião de professores em luta, que se realiza amanhã em Leiria.

Logo a seguir ao cordão humano de sábado, os sindicatos colocaram em cima da mesa a hipótese de organizar paralisações na altura dos exames, apesar de estarem limitadas pelo cumprimento de serviços mínimos, como foi decretado pelo tribunal no seguimento de uma greve semelhante em 2005. Situação para a qual Paulo Guinote, autor do blogue A Educação do Meu Umbigo, se apressou a alertar. "Alienar a opinião pública e publicada nesta fase do processo seria um erro de consequências enormes por causa de posicionamentos organizacionais e interesses políticos particulares."

Face a estas dúvidas, ganhou força a hipótese de adiar as notas dos alunos, proposta que terá sempre de ser aprovada pelos professores, em consulta nas escolas. "Se os sindicatos levarem avante a proposta e se os professores aderirem, os movimentos vão apoiar, mas neste momento tenho muitas dúvidas em relação a essa opção", adianta ao DN Ilídio Trindade, do Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores, que explica a sua posição pessoal. "Tenho dúvidas por três razões: temos de ver se é uma proposta que recolhe grande adesão dos professores, temos de medir o prejuízo para os alunos, que tentamos sempre proteger, e temos ainda de ver como evoluem as posições do Ministério."

Mário Machaqueiro, da Associação de Professores em Defesa do Ensino, concorda que a greve às avaliações "deve ser utilizada em último recurso, se o Ministério da Educação se mostrar inflexível nas suas posições". Para o presidente da APEDE, "o tempo das manifestações de rua já passou e os professores estarão dispostos para voltar à luta a propósito de regras como a não abertura de vagas para absorver docentes dos Quadros de Zona Pedagógica ou a hipótese do fim dos concursos, que pode criar arbitrariedade nas colocações".


In Diário de Notícias (destaque sublinhado nosso).

4 comentários:

Anónimo disse...

Greve às Avaliações é o mesmo que dizer ao Ministério para se aproveitar da situação, pondo os Paizinhos contra os professores...não se esqueçam que os Pais querem dar um passeio de férias.

Continuo a dizer que o razoável é manifestarmos junto as Autarquias e assim, seremos noticia todos dias.

Iremos sentir aquilo que já sentimos, o apoio dos Encarregados de Educação.

Pedro Castro disse...

Nós estamos sempre a descobrir a roda quando esta há milhares de anos foi descoberta.

Numa perspectiva cronológica, as grandes lutas de professores dos últimos tempos das quais me lembro; Espanha, Bélgica, Grécia e Chile, todas elas greves prolongadas, acabaram com as derrotas dos respectivos governos. Nesses países os políticos passaram a temer os professores.

Ao contrário, na Grã-Bretanha, país no qual residi durante algum tempo, as lutas foram sempre aos "bochechos" resultando daí o descalabro do estatuto do professor e de seguida da Escola Pública. Lá como cá também existia um sentimento de culpa de prejudicar o aluno e hoje na UK ninguém quer ser professor depois de passarem pelo "tatcherismo" e pelo "blairismo". Agora importam-se professores do Paquistão e da Índia.

Em Espanha, onde tenho um familiar que é professora de uma escola secundária, fez-se uma greve prolongada no mês de Maio, desagradando aos encarregados de educação. Mas a ofensiva contra dos professores de Felipe Gonzalez foi severamente derrotada e hoje qualquer político teme decidir sem ouvir os docentes.

Em Portugal houve, em 1989, uma greve convocada por 4 dias. Cavaco Silva bateu em retirada ao 2º dia e só não conseguimos mais porque a Manuela Teixeira furou a aliança com a então independente Fenprof e permitiu a existência da tal prova de acesso ao 8º escalão.

Nós achamos que somos diferentes, há em cada um dos 140 000 professores um estratega militar surdo às opiniões dos outros. Faz-me lembrar as nossa equipas de futebol, excepto o FCP, que jogam aos rodriguinhos e nunca para o "golo".

Lateralizámos o jogo, fizemos muitas fintinhas, muitos salamaleques e só o D.Sebastião das eleições é que talvez neste momento nos pode safar!

Jogamos muito à defesa...

Desculpem este desabafo...

Porque razão uma greve prolongada em Maio, quando temos o subsídio de férias em Junho que nos pode aligeirar os custos?

Foi assim que procederam os professores espanhóis e estiveram nas "tintas" para os alunos e encarregados de educação.

Será mais grave deixar um aluno sem aulas durante uma semana, ou deixar um doente sem consulta por causa de uma greve realizada por um médico.

Deixemo-nos de complexos de culpa.

Anónimo disse...

A melhor Ministra da Educação, foi dito pelo parasita do PS....diria do Presidente de algumas Associações de Pais.
Vejam as notícias....dá para rir.

Agora querem fazer das escolas não um depósito, mas sim, uma cadeia preventiva....lá se vão os afectos que fazem parte do desenvolvimento harmonioso da criança.
...e continuam os Enc. de Educação satisfeitos, fazemos filhos que os outros toma conta deles !?

Anónimo disse...

O Colega Pedro tem toda razão...LUTAR PELOS DIREITOS ADQUIRIDOS, não pode ser com bolachas aos poucos

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