sábado, 7 de março de 2009

MENSAGEM AOS PROFESSORES

Caro(a) colega,

Escrevo-te porque todos somos precisos na luta difícil, mas justa, que travamos contra o Ministério da Educação.

Nem todos têm conseguido resistir às ameaças e pressões, nomeadamente na não entrega dos objectivos individuais. Apesar disso, sabemos que continuam empenhados em lutar ao lado dos milhares que ainda se mantêm determinados a resistir até ao fim.

É necessário que continuemos unidos nesta luta, porque os tempos que se avizinham são ainda mais difíceis e demolidores. Mas também sabemos que, com a nossa mobilização, vamos conseguir o que a razão e a justiça determinam.

Assim, será importante definir as acções luta até ao final do ano lectivo.

Nesse sentido, o MUP, juntamente com outros movimentos de professores, promove a realização de um
Encontro Nacional de Professores, no dia 14 de Março, sábado, entre as 10 e as 17 horas, em Leiria.

É importante que os professores marquem presença. Tenham ou não entregue os objectivos individuais, estejam determinados a lutar ou a dar o seu apoio a esta luta, que é de TODOS e em prol de TODOS, é necessário que todos tenham voz e uma intervenção activa.

Os colegas de uma escola ou de escolas de proximidade poderão juntar-se e compartilhar o meio de deslocação. A participação e as inscrições são gratuitas. No entanto, por questões de gestão do espaço, será necessário proceder a uma inscrição, enviando o nome, escola e um contacto (e-mail e/ou telemóvel) para um dos e-mails: mobilizar.e.unir.professores@gmail.com ou
mup@aeiou.pt.

Mais informações no blogue do MUP (
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2009/03/encontro-nacional-de-professores-em.html).

CONTAMOS COM A TUA DINAMIZAÇÃO E COM A TUA PARTICIPAÇÃO.

Um abraço.

Ilídio Trindade
(Coordenador do MUP)


MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

6 comentários:

Anónimo disse...

O cordão virou cordinha....

HC disse...

Este país também está a virar para o lado errado, por causa dos ventos cobardes (alguns anónimos) que sopram sobre o que desconhecem. Enfim! Eu estive lá e falei contigo, Ilídio. Obrigada pela mensagem aos Professores.

al disse...

Estive no 'cordão' de ontem.

Estive, porque me sentiria mal se não aderisse a mais uma iniciativa, venha ela dos sindicatos ou dos movimentos.

Estive, sem convicção nenhuma na eficácia deste 'cordão humano', em termos de ganhos negociais.

Estive, porque os que nisto ainda estão, são já, quase só, os que sempre acreditaram na força da nossa união (e têm, é claro, uma boa dose de quixotismo..)

Estive, porque é bom encontrar os amigos - sempre os mesmos - afinal, os que fazem coisas: qualquer coisa, ainda que nela não creiam piamente. Os que nunca, mas nunca, aceitarão a condição de nêsperas.

Estive no cordão como estive nas mega e nas mini manifestações.

Como estarei numa greve às avaliações do 2º e do 3º períodos.

Tenho plena consciência de que um cordão humano, nesta altura do campeonato, terá, quando muito, a vantagem de alguma visibilidade mediática.

Foi, até, um exercício mais a dar para o folclórico (tão em sintonia com os malhões que a organização teima em pôr no carro de som!), quando o que se deveria ter feito, há já muito, muito tempo, era agudizar as formas de luta, antes que as pessoas desmobilizassem, desatassem a entregar O.I., abandonassem o barco.

Nem tudo, no entanto, é culpa da inércia dos sindicatos, das suas hesitações, da muito pouca imaginação que evidenciam, da sua falta de 'garra'.

Os Professores, enquanto clase profissional, com ou sem apoio de sindicatos, tiveram a solução nas mãos quando se uniram assim, tão sem precedentes, tão convicta e espontaneamente.

Tiveram a solução nas mãos e abdicaram dela.

A vitória dependia da firmeza de cada um de nós, da recusa inequívoca (e assumida até ao fim ) deste processo de avaliação que nos vem aviltando e dividindo.

De todos nós - e fomos tantos! , lamentavelmente, ficou um punhado de resistentes.

Mas serão esses - seremos nós - que havemos ainda de escrever a história desta luta!

Anónimo disse...

Atenção: eu não estive presente porque me foi absolutamente impossível. Caso contrário estaria. E, como eu, muitos outros, possivelmente.
Não concordo com a afirmação segundo a qual os professores estão a desmobilizar.
A luta continua.

Leitor Atento

Anónimo disse...

Concordo com a Al.
A culpa é da inércia dos sindicatos... ou melhor, do desinteresse dos sindicatos pela causa dos professores.
Imagino o que seria a nossa luta sem a "pressão" dos movimentos!

Anónimo disse...

Greve às avaliações é um fracasso...pois os professores querem férias como os Enc. de Educação.
O que quer dizer, que teríamos a opinião pública contra e não a nosso favor.
Sucesso, seria greve por tempo indeterminado, esses sim...acredito mais.

Desde 01-01-2009


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