sexta-feira, 27 de março de 2009

PEDADOGOS CONTRA COMPUTADORES NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Pedagogos internacionais condenam computadores na educação infantil


O mundo da pedagogia continua em busca ávida de soluções remediativas adaptadas aos tempos.

Por último tivemos uma educação dedicada ao hediondo culto da raça, que em Portugal encontrou expressão, durante o período totalitário fascista, na famigerada “Mocidade Portuguesa” decalcada da Juventude Hitleriana da Alemanha nazi. Agora, apesar dos vastos conflitos puramente humanos que afligem a classe docente, tenta-se uma solução electrónica-totalitária para o ensino: a distribuição em massa de 500.000 minicomputadores “Magalhães” (na realidade, um plagiato do projecto visionário da OLPC Foundation, usando uma versão modificada dos minicomputadores “Classmate” americanos da Intel) por todo o ensino básico.

O empreendimento foi anunciado como uma “revolução para a educação em Portugal” e um projecto “sem igual no mundo”, sendo que a máquina é apresentada como autêntica janela para o futuro e para a vida das novas gerações. Esta experiência não possui entretanto qualquer qualificação pedagógica prévia, e numerosas realidades acerca dos seus efeitos catastróficos para um saudável desenvolvimento das crianças nos primeiros anos escolares permanecem desconhecidas para pais, professores e o grande público. O tema já foi estudado em profundidade em inúmeras universidades e comunidades educativas em todo o mundo, revelando resultados assombrosos.

[...]

O que está em causa não é só a perda da habilidade de escrever à mão, ou a necessidade de milhões de crianças em breve terem que usar óculos para compensar a deterioração da visão.
O fenómeno do uso irrestrito de meios electrónicos entre as crianças na fase pré-pubertária equivale a uma verdadeira deturpação do nosso universo infantil, uma vez que os imensos danos psíquicos e orgânicos provocados a longo termo ocorrem precisamente durante os delicados primeiros passos da formação das almas infantis, prejudicando-as definitivamente no seu desenvolvimento harmónico e saudável. Conforme o Dr. Setzer comentou com palavras rigorosas: “Isto só poderá levar ao aparecimento de adultos anti-sociais, com ideias fixas, passivos, fanáticos e pobres em forças de compaixão e criatividade”.

EFEITOS

Os efeitos complexos comprovadamente perniciosos que os meios electrónicos exercem indelevelmente sobre as almas infantis durante o septénio pré-pubertário são:

(1) Inducão de uma admiração desmesurada por máquinas, conforme o complexo funcionamento
dos computadores permanece incógnito.

(2) Estímulo para a ideia que máquinas dotadas de “inteligência artificial” podem em muitos
casos ser mais perfeitas do que seres humanos.

(3) Cultivo de uma concepção materialista do mundo, com uma visão fatalística da humanidade
e da vida, do tipo “tudo é previsível e programável”.

(4) Inclinação para uma estratégia de vida baseada na fé computacional de “dividir
para conquistar”, ou seja, subdividir sempre um problema em partes menores, a fim de
resolvê-las separadamente – o que resulta desastroso quando aplicado a seres humanos.

(5) Deterioração dos valores de sociabilidade, uma vez que os computadores são usados
individualmente e os contactos – via internet, blogues, skype, emails, etc. – permanecem sob
a máscara cibernética.

(6) Provocação de impulsos tendentes a realizar tudo na vida rapidamente e com variadas acções
em simultâneo.

(7) Debilitação das capacidades de concentração mental, contemplação e paciência.

(8) Degeneração da memória e distorção da capacidade do pensamento criativo, conforme deixa
de ser necessário memorizar o que é facilmente arquivável em gigantescas memórias
electrónicas.

(9) Incitamento à utopia de “aprender é fácil como brincar”, devido à generalizada concepção
infantilóide (por adultos) dos softwares.

(10) Eventualmente degeneração de funções neurocerebrais, devido à constante exposição
a campos electromagnéticos nas proximidades da cabeça.


* * *

Apenas com estes breves dados, pais conscienciosos já estarão habilitados a repensar o uso pretendido para aparelhos electrónicos na educação das suas crianças em idade pré-pubertária. É útil também lembrar a autoridade que pais detêm em assuntos de educação, conforme está lapidarmente estabelecido em dois documentos internacionais fundamentais:

– A Declaração Universal dos Direitos Humanos, co-assinada por Portugal junto à ONU, estabelece no artigo 26/3: «Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos».

– A Convenção de Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, co-assinada por Portugal junto ao Conselho da Europa, estabelece no artigo 2 do protocolo: «O Estado, no exercício das funções que tem de assumir no campo da educação e do ensino, respeitará o direito dos pais a assegurar aquela educação e ensino consoante as suas convicções religiosas e filosóficas».

Todo o texto em Notícias do Douro.

2 comentários:

Anónimo disse...

Pedagogos? tanta barbaridade....

Mário disse...

Radiação? Campos electromagnéticos? acreditar no bicho papão? podemos proteger as nossas crianças disto? Há alguém que ainda acredite que é a escola que molda a sociedade? Ou é a escola que não consegue acompanhar o ritmo da sociedade? Mas será assim tão difícil de ver que por muito que a escola se esforce em se actualizar está a deixar crescer o fosso dos info(rmação)-excluídos.
Em suma, textos como este só contribuem para acentuar as diferenças entre os informados dos desinformados, a ideia de que o povo quer-se estúpido e ignorante para mais fácil ser controlado parece estar na ordem do dia.

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