quarta-feira, 18 de março de 2009

SOBRE CONCURSO DE PROFESSORES DE ESPANHOL, VALTER DIXIT

Valter Lemos diz que “o interesse público” se sobrepõe ao “corporativo”
Ministério não altera regras para colocação de professores de Espanhol

18.03.2009 - 22h27 Graça Barbosa Ribeiro

O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, afirmou hoje, em declarações ao PÚBLICO, que “o ministério não vai alterar as regras do concurso” para colocação dos professores de Espanhol.

“Este é um caso em que, sem qualquer dúvida, o interesse público se sobrepõe ao interesse corporativo”, afirmou, em resposta às críticas da Associação Portuguesa de Professores de Espanhol – Língua Estrangeira (APPELE), que contesta que professores profissionalizados noutra língua concorram em igualdade de circunstâncias com os que fizeram a profissionalização em Espanhol.

A direcção da APPELE critica, em concreto, uma determinação estabelecida “através das regras do concurso, mas não legislada”: a de que um professor com qualificação profissional numa qualquer Língua Estrangeira ou em Português e com o Diploma Espanhol de Língua Estrangeira (DELE) nível C2 do Instituto Cervantes concorra em igualdade de circunstâncias com os que fizeram a sua profissionalização em Espanhol.

Em carta enviada a várias entidades, aquela associação chega a pedir a suspensão do concurso de colocação de professores daquele grupo disciplinar, argumentando que das novas regras resultam a perda de qualidade pedagógica e a injustiça na ordenação dos docentes para a efectivação nas escolas. “Apesar de haver professores profissionalizados em Espanhol para preencherem as cerca de 220 vagas para o quadro de nomeação definitiva, o mais provável é que elas sejam ocupadas por professores menos qualificados mas com mais anos de serviço,”, protestou ontem Sónia Duarte, dirigente da APPELE.

O secretário de Estado da Educação, contudo, não se mostra sensível a interesses que diz serem “corporativos”. “Não há qualquer perda de qualidade pedagógica: estamos a abrir o concurso a professores profissionalizados, com experiência no ensino de línguas e com conhecimentos científicos garantidos pelo diploma correspondente ao mais alto nível do Quadro Europeu de Qualificação para a Língua Espanhola, conferido pelo Instituto Cervantes”, disse.

Manifestou-se ainda convicto de que “não haverá quem discorde de que, no actual quadro de carência de professores, a preocupação do ministério não deve ser a de olhar a interesses de grupo, mas sim a de garantir que qualquer aluno que queira frequentar aulas de Espanhol terá, no próximo ano lectivo, essa possibilidade”.

In Público.

5 comentários:

Nuno disse...

Este Secretário de estado é tão bronco que nem se apercebe que nao está em causa se podem ou nao, outros professores dar espanhol. O que está em causa é esses professores nao profissionalizados em espanhol irem ficar mais bem posicionados no concurso que outros mais bem qualificados para leccionar o espanhol. Vamos ter professores com o DELE (Para quem nao saber é um cursito de fim de semana) a leccionar espanhol e outros professores com 3 anos de espanhol no desemprego. É isso que é justo? Distracção? ou será que está o interesse de alguma pessoa a falar mais alto? Nao sei se prefiro que isto seja originado por um interesse individual, ou seja originado por pura ignorância e uma desmedida incompetência. Cada vez tenho mais vergonha de ser Português!!

Carmem disse...

A atitude do Sr. Secretário de Estado da Educação além de ser repugnante, vem confirmar aos cidadãos portugueses, pais e Encarregados de Educação dos nossos alunos, que não tem a mínima noção do que é ensinar uma língua. Em primeiro lugar, a forma de abordagem dos conteúdos e as estratégias a aplicar ao ensino de uma língua materna, no caso do português, são totalmente distintos da forma como se deve abordar o ensino de uma língua estrangeira. É de referir que, igualmente grave, é o facto de o Sr. Secretário em questão considerar que um docente qualificado para ensinar uma língua estrangeira, como o Francês, o Inglês ou o Alemão, seja, desde o seu ponto de vista, igualmente qualificado para ensinar o Espanhol. É certo que muitos acreditam que seja uma língua fácil devido à aproximação dos sistemas linguísticos português e espanhol, no entanto, a grande dificuldade do ensino do Espanhol reside no facto de saber distinguir as diferenças mínimas existentes no mais simples acto de fala. É lamentável que este senhor que dita as leis que regem o ensino em Portugal, tenha tão pouca noção daquilo que é a qualidade do ensino. Sou professora de Espanhol, dou aulas como profissionalizada há cinco anos e no próximo ano lectivo estarei, com todos os conhecimentos e formação que possuo, no desemprego. Nesse dia, gostaria de ser uma mosca, poder voar por este país e assistir à qualidade das aulas que os alunos em geral e os meus vão ter acesso.
"O maior cego é aquele não quer ver".

Carmencita disse...

A atitude do Sr. Secretário de Estado da Educação além de ser repugnante, vem confirmar aos cidadãos portugueses, pais e Encarregados de Educação dos nossos alunos, que não tem a mínima noção do que é ensinar uma língua. Em primeiro lugar, a forma de abordagem dos conteúdos e as estratégias a aplicar ao ensino de uma língua materna, no caso do português, são totalmente distintos da forma como se deve abordar o ensino de uma língua estrangeira. É de referir que, igualmente grave, é o facto de o Sr. Secretário em questão considerar que um docente qualificado para ensinar uma língua estrangeira, como o Francês, o Inglês ou o Alemão, seja, desde o seu ponto de vista, igualmente qualificado para ensinar o Espanhol. É certo que muitos acreditam que seja uma língua fácil devido à aproximação dos sistemas linguísticos português e espanhol, no entanto, a grande dificuldade do ensino do Espanhol reside no facto de saber distinguir as diferenças mínimas existentes no mais simples acto de fala. É lamentável que este senhor que dita as leis que regem o ensino em Portugal, tenha tão pouca noção daquilo que é a qualidade do ensino. Sou professora de Espanhol, dou aulas como profissionalizada há cinco anos e no próximo ano lectivo estarei, com todos os conhecimentos e formação que possuo, no desemprego. Nesse dia, gostaria de ser uma mosca, poder voar por este país e assistir à qualidade das aulas que os alunos em geral e os meus vão ter acesso.
"O maior cego é aquele não quer ver".

Nuno disse...

O mais engraçado é a medida estar aplicada no site do concurso num dia, sair a portaria na internet 2 dias depois e ainda nao estar publicada em diario da república. Sou só eu ou isso é andar a gozar com Portugal? As medidas sao aplicadas antes de estarem legisladas????
O Povo Portugues adormeceu completamente depois de 25 de Abril de 1973. Enquanto nao acontecer o que aconteceu recentemente na Grécia os politicos vão andar impunes a gozar com o povo. Ha de chegar o tempo que vão querer quem faça alguma coisa e nao vão ter. Portugal vai ficar constituido so por politicos e outras espécies de parasitas que nada produzem e so sugam o sangue dos outros. Como dizia Zeca Afonso:
"A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas"
"Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada"

Anónimo disse...

Tenho a dupla nacionalidade e sou professora de Espanhol há 3 anos. Abaixo os intereses corporativistas e o M.E. que defenda o interesse público que é a sua obrigação. Adiante com o Concurso nos moldes que está definido. Carmen Fernandes

Desde 01-01-2009


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