terça-feira, 3 de março de 2009

TUDO EM FAMÍLIA

Embora me custe, tenho de dizer que começamos a assistir a um "tudo em família", parece que a gosto dos intervenientes. Os sindicatos, únicas organizações a que a lei dá o poder de negociar, têm de perceber, definitivamente, que os professores continuam a sofrer NAS ESCOLAS ONDE TRABALHAM. O ano lectivo vai a meio, muitas expectativas ficaram frustradas e todos começam a ficar fartos.

Não sei se os professores manterão a paciência, durante muito tempo, com as suas organizações.

Depois não digam que não avisei.



Revisão do Estatuto da Carreira Docente
Ministério da Educação e sindicatos discutem hoje avaliação de desempenho

03.03.2009 - 10h53 Lusa

O Ministério da Educação e os sindicatos de professores voltam hoje a reunir-se, desta vez para discutir a avaliação de desempenho, no âmbito da revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).

Os sindicatos consideram necessário que a tutela suspenda "urgentemente" a aplicação do actual modelo de avaliação e manifestam-se "preocupados" por os principais procedimentos do processo "coincidirem com os momentos mais sensíveis do ano lectivo", responsabilizando desde já o Governo "por todas as situações de instabilidade acrescida que venham a ocorrer".

Por outro lado, defendem ainda o fim da existência das quotas para atribuição das classifciações mais elevadas (Muito Bom e Excelente), sujeitas a percentagens máximas. Este é um dos princípios fundamentais do ECD, do qual o Governo não está disposto a abdicar, como ficou expresso na contra-proposta enviada ontem às estruturas sindicais.

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, reúne hoje com a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), às 10h30, e com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), às 17h30, os dois maiores sindicatos do sector.

Durante a reunião, os sindicatos deverão questionar a tutela sobre as consequências da não entrega por parte dos professores dos objectivos individuais, uma pergunta que o Governo deixou sem resposta, por exemplo, na Comissão de Educação da Assembleia da República.

Aliás, sobre esta matéria, a Fenprof já entregou uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, para "parar com as orientações normativas que, sem fundamento legal, a Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE) tem vindo a dar" aos conselhos executivos.

Segundo a federação sindical, os conselhos executivos estão a enviar notificações aos professores que não entregaram os objectivos individuais, lembrando que neste caso o professor, por exemplo, "está impedido de elaborar a sua auto-avaliação", "está impedido de ser avaliado", "deixará de lhe ser considerado o tempo de serviço" ou "produzir-se-ão efeitos previstos em artigos do Estatuto da Carreira Docente".

"As organizações manifestaram, ainda, disponibilidade para continuarem a apoiar juridicamente todos os professores que, por não terem entregado os objectivos individuais de avaliação, venham a ser ameaçados de consequências que a lei não prevê", afirma a Plataforma Sindical de Professores, em comunicado.

A avaliação de desempenho foi neste ano lectivo, pelo segundo consecutivo, sujeita a um regime simplificado.

1 comentário:

Anónimo disse...

Se queremos ser grandes, mais uma enorme manifestação de 140 mil professores para Lisboa...temos que mostrar a nossa força, ela está bem viva

Desde 01-01-2009


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