segunda-feira, 20 de abril de 2009

3º PERÍODO: PROTESTOS E NÃO SÓ

Nacional
Professores voltam aos protestos de rua
Docentes decidem esta semana disponibilidade para manifestação nacional a 16 de Maio

ALEXANDRA INÁCIO

Deputados da Oposição vão pedir esta semana ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva do segundo modelo simplificado de avaliação. Esta segunda-feira também começa a semana de consulta aos docentes sobre acções de luta no 3.º período.

Promete ser uma semana "quente" para a Educação que poderá marcar o 3.º período e o final do ano lectivo. Hoje, começa a semana de consulta, promovida pela Plataforma Sindical, aos docentes sobre novas acções de luta no 3.º período. Uma nova manifestação nacional poderá ser aprovada para o dia 16 de Maio. Simultaneamente, deputados da Oposição, do BE ao CDS-PP, uniram-se para subscrever um pedido de fiscalização sucessiva do modelo simplificado de avaliação, que se encontra em vigor, e o documento deverá ser entregue até sexta-feira, assegurou ao JN o parlamentar comunista Miguel Tiago.

O "sacrifício do princípio de igualdade", a "divisão da carreira" e os "efeitos da avaliação" são alguns dos princípios que fundamentam o pedido dos deputados e que correspondem às críticas dos sindicatos sobre o decreto-lei estar ferido de constitucionalidade.

Durante esta semana de consulta só a Fenprof distribuiu pelo país 300 dirigentes. Estão previstas 1400 reuniões, tantas quantos o número de agrupamentos e secundárias não agrupadas. De acordo com o secretário-geral da Fenprof, todos os dirigentes da Plataforma Sindical, que promove a semana de consulta, "concordam na necessidade de haver uma acção forte no 3.º período".

Além da "grande acção para a semana que termina a 16 de Maio", os professores devem debater "o que irão fazer no momento em que tiverem de entregar a ficha de auto-avaliação" e "como devem actuar, em Setembro, com o previsível aumento do desemprego docente na sequência dos concursos". Os modelos de avaliação e de gestão e as negociações com o Ministério da Educação sobre a revisão do Estatuto da carreira Docente também estarão em cima da mesa. Mais do que novo aviso a José Sócrates e Lurdes Rodrigues, Mário Nogueira espera que os docentes, durante esta semana, dêem "um sinal ao Governo seguinte" sobre os problemas que a classe quer resolver.

Opinião diferente tem o presidente da Associação Nacional de Professores, para quem novas acções de luta são ineficazes. A "convicção" de João Grancho é "reconstruir um novo Estatuto e modelo de avaliação com o próximo" responsável pela Educação.

In
Jornal de Notícias.

3 comentários:

Maria Fernandes disse...

Não é preciso reconstruir outro ECD! Basta REVOGAR este!

Anónimo disse...

Este Presidente Nacional deve ser do partido e não dos professores...enganou-se no cargo que ocupa certamente.


...bem feito seria ninguém entregar a auto- avaliação.

Anónimo disse...

Concordo com o dirigente da ANP. Não sei até que ponto novas greves vão ser eficazes, não só porque este ministério já provou ser surdo relativamente a qualquer forma de protesto, como duvidoa "classe" dê algum sinal de união. Acho que estamos mais divididos do que nuca, desde que foi a palhaçada da entrega dos OIs. A nossa forma de luta é não votar PS e exigir que os outros partidos apareçam com protostas que vão ao encontor do que têm sido as nossas reivindicações contra este monstro do ECD.!!! Receio que em relação à entrega da ficha de auto-avaliação venha a suceder o mesmo que na entrega dos OIS: que sejam os sindicalistas os 1ºs a cumprirem o provérbio: "Olha para o que eu digo, mas não para o que eu faço".

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